Controle da Tuberculose na Atenção Básica é discutido pela Sesau

09 abr 2013 - 08:09


tuberculosePara discutir estratégias que fortaleçam as ações de vigilância e controle da Tuberculose nos 102 municípios alagoanos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promove nesta quarta-feira (10), o Seminário Controle da Tuberculose versos Atenção Primária. O evento, que será realizado pela Coordenação do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, acontece de 8h30 às 17h, no Hotel Enseada, em Maceió.

O seminário é destinado aos coordenadores de Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica, profissionais do Sistema Prisional e Área Indígena, apoiadores institucionais da Atenção Básica do Estado e profissionais das unidades de referência para atendimento de casos de Tuberculose. Também devem participar do evento os representantes dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia, do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas (CES/AL), da Superintendência de Atenção à Saúde (SUAS) e da Sociedade Alagoana de Pneumologia.

Durante o evento será apresentada a situação da Tuberculose no Estado, que registrou 1.072 novos casos em 2012, correspondendo a 83,4% da estimativa, segundo a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica. Já o índice de abandono do tratamento foi de 8,9%, o que vem interferindo na cura, já que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 5%. No Brasil, o número de ocorrência ficou na casa dos 73 mil.

“A Tuberculose é um sério problema de saúde pública, com profundas raízes sociais, estando associada às condições de vida da população, com muitos casos identificados entre os mais carentes”, explica a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória e Sexual da Sesau, Ednalva Araújo. Ela destaca que o País dispõe de conhecimentos técnicos e recursos necessários para conseguir alcançar o controle da doença. Ednalva Araújo enfatiza que o diagnóstico precoce é o fundamental aliado ao tratamento, visando reduzir o número de novos casos.

No Estado, os municípios de maior incidência são Arapiraca, Coruripe, Delmiro Gouveia, Maceió, Marechal Deodoro e Palmeira dos Índios. Também aparecem Penedo, Pilar, Rio Largo, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela e União dos Palmares no ranking dos municípios que apresentam maior incidência da doença as cidades, por registrarem 71% dos casos.

Tuberculose – A Tuberculose é uma doença infectocontagiosa, que ainda é responsável por várias mortes no mundo. É causada pelo Mycobacterium Tuberculosis, também conhecido como bacilo-de-Koch, e tem como principais sintomas a tosse com secreção, febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares.

Também podem acontecer dificuldades na respiração, eliminação de sangue (Hemoptise) e acúmulo de pus na pleura pulmonar (característicos em casos mais graves). Já o tratamento tem duração de seis meses, com medicação gratuita fornecida pelo Ministério da Saúde e disponibilizada as unidades de saúde dos municípios, por meio da Sesau.

Em Maceió, os Hospitais Hélvio Auto e Universitário, além do PAM Salgadinho, são as unidades de referência para o tratamento. Já em Arapiraca, o Centro de Referência Integrado (Cria) é responsável pelo tratamento dos pacientes diagnosticados com tuberculose.

Por Ascom/Sesau

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