Comunidades do interior de Alagoas recebem o Projeto DocSertão

12 abr 2013 - 15:51


sertaodocDemocratizar o acesso à cultura audiovisual nas comunidades interioranas. Esse é um dos principais objetivos a serem alcançados pelo Projeto DocSertão, desenvolvido no Campus do Sertão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Coordenada pela professora Ana Flávia Ferraz, a iniciativa vai em busca de acabar com o quadro de exclusão e distribuição desigual dos bens culturais que existe nesses locais.

“Essa é uma realidade presente na maioria dos municípios do interior, visto que as salas de cinema se concentram nos shoppings, localizados nas capitais. Em Alagoas, a situação não é diferente, em cidades como Água Branca e Delmiro Gouveia, por exemplo. É aí que entra o nosso projeto, o quarto trabalho que coordeno na área de cinema, com a intenção de proporcionar uma leitura crítica de produções cinematográficas”, explicou Ana Flávia.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez por mês. Ou ainda que em 92% das cidades não possui cinemas, teatros ou museus. Documentarista há 15 anos, Ana Flávia explica que o projeto DocSertão se encaixa nessa realidade, porém vai direto ao ponto em seu principal objetivo: preencher a lacuna que existe nas comunidades do interior de Alagoas.

“A nossa ideia é fazer uma ampliação do acesso à cultura para essas comunidades e estimular a reflexão sobre as realidades sociais por meio da linguagem audiovisual do gênero documentário. Para tanto, vamos realizar atividades com base no tripé da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Não é a toa que os trabalhos contam com a participação de estudantes do Campus do Sertão e das comunidades envolvidas”, revelou a docente.

Não é a toa que no último dia 23, como parte das atividades desenvolvidas pelo DocSertão, foi realizada uma Oficina de Cinema na comunidade quilombola Serra das Viúvas, localizada no município de Água Branca. “Essa oficina contou com a presença dos alunos Anderson Barbosa, Amosiel Feitosa e José Valdeir, além dos jovens da comunidade e de uma equipe do Ponto de Cultura Engenho da Serra e teve a intenção de auxiliar em produções de filmes documentários relacionados à região”, explicou a professora.

O projeto, por sua vez, não para por aqui. De acordo com Ana Flávia Ferraz, durante os próximos meses serão realizadas outras atividades no âmbito da cultura audiovisual. “Vamos realizar oficinas de narrativas cinematográficas, de roteiro e produção, além de exibir os documentários Serras da Desordem, ainda em Abril, e Sonho Tcheco no mês de Maio, como uma espécie de laboratório para os envolvidos no projeto produzirem os seus próprios materiais”, concluiu.

Por Ascom UFAL

Comentários