Codevasf insere 1 mil famílias do vale do São Francisco alagoano na Rota do Mel

07 maio 2013 - 13:06

MelCerca de mil famílias de municípios do Vale do São Francisco alagoano serão beneficiadas com ações de inclusão produtiva na área de apicultura numa iniciativa da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) do Ministério da Integração Nacional (MI), dentro do Plano Brasil Sem Miséria.

A Codevasf contratou uma equipe de apoio que irá auxiliar na implantação das ações de apicultura. Essa equipe juntamente, com a Codevasf, está percorrendo 26 municípios no estado visando realizar o cadastramento das famílias em situação de extrema pobreza, inscritas no CadÚnico com renda per capita mensal de até R$ 70, e que possuam aptidão para a atividade. Com a inclusão dessas famílias na atividade produtiva, a meta é que cada uma produza em média 30 kg de mel por colmeia, o que poderá gerar um faturamento de até R$ 240 por unidade.

As famílias e comunidades beneficiadas receberão da Codevasf kits de produção de apicultura, capacitações e acompanhamento das ações já implantadas, o que possibilitará o incremento da atividade no sertão alagoano. Serão implantados kits familiares compostos por itens básicos, tais como vestimentas apícolas, colmeias, cera de abelha e fumegadores entre outros, além de kits comunitários contendo centrífugas, decantadores, freezers horizontais para armazenamento de pólen e seladora a vácuo para própolis. Além disso, serão implantadas unidades de extração de mel e unidades beneficiadoras de pólen e de cera.

A inclusão produtiva é um dos três eixos do Plano Brasil Sem Miséria. Em Alagoas, serão investidos cerca de R$ 4,5 milhões nos seguintes municípios que integram a Rota do Mel: Traipu, Pão de Açúcar, Maravilha, Piaçabuçu, Coruripe, Cacimbinhas, Girau do Ponciano, Igaci, Santana do Ipanema, Batalha, Arapiraca, Estrela de Alagoas, Penedo, Igreja Nova, Olho D’água do Casado, Piranhas, São José da Tapera, Água Branca, Delmiro Gouveia, Feliz Deserto, Major Izidoro, Mata Grande, Palestina, Belo Monte, Canapi e Inhapi.

Para atingir os objetivos do plano, a Codevasf tem executado as ações em parceria com as prefeituras, visando o trabalho articulado e o acesso ao CadÚnico. A busca ativa também está sendo realizada. Ela consiste na estratégia de atuação em que técnicos da Companhia vão em busca de potenciais beneficiários em situação de pobreza e os orientam a procurar a prefeitura para realização do cadastramento.

“O trabalho de consulta, seleção e validação dessas famílias é importante , pois nos dá um mapeamento de onde estão os beneficiários que poderão ser incluídas nas atividades de apicultura. Com o mapeamento concluído no município, estruturamos um Comitê Gestor Municipal do Plano Brasil Sem Miséria na cidade, formado por representantes da sociedade civil – como associações comunitárias -, e pelo poder público, como prefeituras, e são constituídas também as comissões comunitárias de cada localidade atendida. O comitê e a comissão auxiliarão no trabalho de mobilização, controle social e validação de cadastros, para verificar se estão sendo atendidos os objetivos do plano”, explicou o economista da Codevasf Thiago Cedraz, coordenador das equipes de campo nas ações de apicultura no Plano Brasil Sem Miséria da Codevasf em Alagoas.

O economista da Codevasf disse ainda que não é necessário que as famílias já desenvolvam alguma atividade em apicultura para serem beneficiadas com ações do Plano Brasil Sem Miséria. “O mais importante é que o beneficiário, já selecionado pelos critérios do plano, tenha interesse e aptidão para desenvolver a atividade como forma de gerar renda para sua família. O tipo de kit que a família ou comunidade irá receber dependerá de uma avaliação técnica e do nível de produção de cada apicultor”, afirmou Cedraz.

Ele ainda acrescenta que, numa parceria entre Codevasf, Governo de Alagoas, por meio das secretarias de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri) e de Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), Sebrae/AL, Cooperativa de Mel de Alagoas (Coopemel) e Cooperativa dos Produtores de Mel, Insumos e Derivados Agrícolas de Alagoas (Coopeapis), os beneficiários ainda receberão assistência técnica e apoio na comercialização de seus produtos.

O superintendente regional da Codevasf, Luiz Alberto Moreira, afirma que essas ações são as primeiras do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria executadas pela companhia em Alagoas e que outras atividades também receberão investimentos. “Já estamos trabalhando na identificação das demandas na área de piscicultura, por exemplo. Também atuaremos na busca de famílias em situação de extrema pobreza em municípios do Vale do São Francisco para inclusão na produção de mandioca, na horticultura, cajucultura e ovinocaprinocultura. Com isso, o governo federal pretende inserir essas famílias em atividades produtivas que, além de gerar renda, gerem cidadania”, observou.

Até o momento, as equipes da Codevasf já iniciaram os trabalhos de inclusão produtiva na área de apicultura de famílias em situação de extrema pobreza nos municípios de Traipu, Delmiro Gouveia, Maravilha, Água Branca, Pão de Açúcar. Os próximos municípios que serão visitados são Batalha e Olho D’Água do Casado.

Esse ano, em todo o semiárido da sua área de atuação, a Codevasf prevê investir R$ 20 milhões para fomentar a apicultura familiar via Rota do Mel, numa parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) do Ministério da Integração Nacional (MI), por meio do Plano Brasil sem Miséria.

Assessoria

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