Cabo Bebeto repudia segregação e diz que jovem estuprada “foi tratada como criminosa”   Cabo Bebeto reforçou que, no caso citado, houve violação dos Direitos Humanos, pois a vítima foi tratada como criminosa.

05 nov 2020 - 09:15

Foto: Vinícius Firmino, ALE

O caso da modelo e influencer digital Mariana Ferrer, vítima de estupro e destratada durante o julgamento, que considerou o caso como “estupro culposo” e inocentou o acusado, repercutiu na sessão desta quarta-feira, dia 04, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

Em aparte à fala da deputada Cibele Moura (PSDB), o deputado Cabo Bebeto fez questão de se solidarizar com a vítima e afirmou que o caso deixa a lição de que não deveríamos segregar as pessoas.

“Esse estupro foi contra uma mulher, uma moça, no entanto poderia ser contra outro homem e seria crime do mesmo jeito”, afirmou o parlamentar, pontuando que discorda quando há a segregação da sociedade, uma vez que infelizmente existem crimes contra professores, contra policiais que também são discriminados em julgamentos e, no entanto, não repercutem.

Cabo Bebeto reforçou que, no caso citado, houve violação dos Direitos Humanos, pois a vítima foi tratada como criminosa e defendeu que, independente de cor, raça, condição financeira ou opção sexual, a vítima deve ser defendida, sempre.

HGE

Ainda em sua fala, o deputado chamou a atenção dos parlamentares para a situação de abandono do Hospital Geral do Estado (HGE)  e disse que a unidade de saúde “não é lugar nem para cachorro” e que poderíamos utilizar a união e “energia” disponibilizada em casos como o da influencer e defender os seres humanos que estão no hospital, “jogados”.

Cabo Bebeto encerrou seu posicionamento destacando que quem vai para o HGE não o faz porque quer, faz por ser a única opção e por necessidade. “Que Deus proteja quem precisa ir e se encontra lá internado”.

Por Assessoria / Cabo Bebeto

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