08 mar

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Mulher, divina flor

Foto: silviarita / Pixabay

Quando Deus mandou ao mundo o seu filho Salvador.
Ele antes enviou uma grande mulher para que ali brotasse o Seu maior amor.

Todos nós, independente de credo, posição social ou de cor.
Viemos de uma guerreira que, mesmo com tantas pedras, nunca nos abandonou.

Desde que o mundo é mundo, a história sempre mostrou.
O quanto a mulher é para nós, uma linda e divina flor.

Desta flor, chova ou faça sol, mesmo diante da dor.
Nunca, em tempo algum, faltou em seu coração uma enorme porção de amor.

01 mar

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Porque amar vale a pena

Foto: Divulgação

Nos jardins existem flores
Exalando os seus odores
Brotando tantos amores
Para vencer os horrrores

Existem também os espinhos
Que tratamos com carinho
Pois nos serve de alerta
Para seguirmos o bom caminho

Não importam as muitas dores
Se foi rabiscado em preto e branco
Ou pintado em multicores
Nossas almas são recheadas de amores

No peito, um turbilhão de fulgores
Vivemos, sorrimos, sentimos
Sofremos horrores e dissabores
Mas no final o amor vence as dores

Quando o coração quer amar
Esteja em calafrios ou calores
De nada servem os censores
Acima de tudo estão os nossos valores

Vai sempre valer a pena
Os gritos e os clamores
Porque, no final das contas
Vencidos serão os rancores

24 dez

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Natal, mesa farta de nobreza, mas coração abundante de pobreza

Foto: Hans Bijstra / Pixabay

Que noite linda é o Natal.
A mesa farta, não tem nada igual.
Muita comida, uma enorme variedade de bebida. Que coisa legal.

Mas quando eu paro e observo, o meu coração está vazio de uma boa emoção.
Para onde foi aquela vontade de construir uma saudável ação?

E o espirito natalino ficou sem refino.
O que me vem à mente é apenas a imagem da manjedoura do Menino Jesus cobrando meu desatino.

Mas logo eu volto e me farto das guloseimas que meu corpo se exalta, muito mais do que a minha desatenta alma sobressalta.

A noite vai passando e meu corpo deleitando.
E cada vez mais a imagem daquele menino pobre que me trouxe até ali, vai dando espaço ao meu estilo desatento e esnobe, revelando apenas que, minha mesa está farta, porém o meu coração não tem nada de nobre.

Ao me deitar, eu reflito e me pergunto, qual o verdadeiro espírito natalino?
São luzes reluzentes, roupas atraentes, perfumes e belos presentes ou o papel de Jesus na manjedora ainda menino?

Daí eu percebo que estou esbanjando o supérfluo, ao mesmo tempo observo o quanto poderia de muitos ter diminuído as necessidades em excesso.

15 out

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A grande importância que as professoras exerceram em minha vida

Sérgio Campos e sua professora Laura Chagas, no dia em que recebeu seu certificado de 4º ano primário (Foto: Arquivo Familiar)

Recordo-me de minha mãe me aprontando para ir à escola, a primeira que frequentei, o meu Jardim da Infância. Uma lancheira com a estampa do Capitão América, quase sempre abastecida de refresco e bolachas, era basicamente tudo que eu carregava. 

Decorria-se o ano de 1970, e a escola se localizava nas dependências da igreja Sagrada Família, na Avenida Dr. Arsênio Moreira.

Eu estava ingressando na alfabetização, no “ABC”, como chamávamos à época, e minha primeira professora foi Lucia Carvalho, “Lucinha”, uma vizinha nossa na Praça da Bandeira.

A escola, que se destinava exclusivamente à educação infantil, objetivando preparar a criança para o ciclo escolar básico, tinha pouco tempo de existência e era uma novidade na cidade, trazida pelas freiras holandesas irmãs Letícia e Ana.

A disciplina era bastante rígida. Me recordo de colegas que eram obrigados a cumprir determinado castigo que poderia ser considerado torturante: ficar de joelhos, com um determinado peso na cabeça. E, caso voltasse a cometer o mesmo erro, o castigo aumentaria para, além do peso na cabeça, permanecer ajoelhado sobre uma porção de grãos de milho.

Nossa classe tinha cerca de quinze alunos. Dois deles ficaram bem destacados nas paredes de minha memória: a Ligia Sibele, que todos os dias chegava chorando  por ter que ficar na escola. Eu não entendia o porquê daquela sua agonia. O outro colega foi Rosival Sobreira. Este, depois de uma divergência que tivemos, me deu uma carreira. Hoje, rimos quando eu lembro a ele que a primeira carreira a gente nunca esquece.

Como Deus criou batatas?

Em 1971 eu estava apto a ingressar no primário. A escola mais próxima da minha casa era o Grupo Escolar Padre Francisco Correia, onde eu passei os inesquecíveis quatro anos do Curso Primário. Fiquei um tanto apreensivo com a expectativa de ingressar naquela escola, pois, se no jardim da infância já estávamos suscetíveis àqueles duros castigos, imaginava o que poderia ocorrer na próxima etapa, quando já tínhamos idade mais avançada, portanto, logicamente, capazes de suportar punições ainda mais rigorosas.

Quem já estava lá e fez o papel de me alertar e, ao mesmo tempo me assustar, foi o meu irmão Fábio, um ano e meio mais velho do que eu. Me recordo que ele falava da rigidez disciplinar imposta por Dona Marinita Peixoto Noya, a diretora.

Certa ocasião, próximo à celebração do Sete de Setembro, fui assistir a um ensaio da banda marcial da escola em que iria estudar no próximo ano.

Estávamos a poucos dias do desfile, portanto aquele seria um ensaio geral, envolvendo músicos e alunos num treino conjunto.

O ensaio era realizado num espaço ao lado do prédio escolar, uma área da própria escola, cercada por um muro baixo, que permitia aos passantes assistirem aos movimentos cadenciados das formaturas, que se faziam por classe. 

Os alunos começaram a marchar batendo o pé com muita força e até arrastando o calçado sobre a terra ressecada. Não demorou muito para que o local ficasse empoeirado, a ponto de quase não se enxergar outra pessoa a poucos metros.

Eu estava descontraído e apreciando aquela cena, admirando o vigor dos alunos, quando ouvi os gritos: “Epa! O que é que está acontecendo aqui?!”

Olhei para trás e vi aquela mulher de olhar e passo firme, se dirigindo para perto de mim.

Ali mesmo ela parou e todos ficaram quietos, inclusive os músicos.

— Que bagunça é essa? — perguntou Dona Marinita, mas não obteve resposta, bateu aquele silêncio geral, não se ouvia um “pio”. 

Ela, então, continuou, agora proferindo verdadeiro sermão: “Vocês estão pensando o quê? Que podem fazer aqui o que fazem em suas casas, é?! Escutem bem! Eu vou sair agora, vou chegar em casa, almoçar e tirar um cochilo. Eu quero sonhar que algum de vocês fez alguma bagunça”. Em seguida Dona Marinita disse uma frase que ficou ecoando em minha cabeça por algum tempo: “Vocês pensam que vão viver aqui como Deus criou batatas, é?” 

Fiquei pensando o que ela quis dizer com aquilo. Naquela época a gente não contava com o Google, portanto não se tirava dúvidas tão facilmente. Eu me lembro de ainda ter perguntado a dois colegas meus o que aquilo significava. Como era que Deus criava batatas? No entanto, eles também não sabiam.

O tempo passou, meus pensamentos também passaram e de repente eu já estava estudando o 1° ano no Padre Francisco Correia.

Durante os quatro anos, eu tive algumas professoras que marcaram a minha infância escolar. Entre elas Dona Dione, Dona Laura Chagas e Dona Carmem Lúcia.

Também me traz boas recordações as merendeiras que cuidavam do nosso lanche na hora do recreio: Dona Nazilha e Dona Nanete. 

Naquela época, às vezes, nos partilhávamos a merenda. Tinha dias que as professoras nos pedia para trazer algum complemento para a sopa do dia seguinte. Em geral, cada aluno levava um tipo de legume, uma verdura, no final todos tomávamos uma excelente sopa.

Também não dá para esquecer o Dia do Professor. Me recordo que íamos à escola, mas nunca havia aula naquele dia. Era só comemoração. Lembro-me quando a professora entrava na sala de aula e nós começávamos a cantar dando-lhe parabéns. Ela, geralmente, dissimulava, fingia não estar entendendo o que nos motivava aquele canto. E aí, todos se levantavam e iam cumprimentá-la. Isso sem esquecer o presente: revezava entre um sabonete e uma caixa de bombons.

Em 1973, conclui o Curso Primário, foi quando recebi o meu diploma, num dia de festa, das mãos da professora Laura Chagas. A partir daí comecei a me preparar para o curso Ginasial. Para isso eu tinha que passar no “Exame de Admissão”, uma espécie de vestibularzinho, para ingressar no Ginásio. Para isso minha mãe achou por bem me colocar para ter um reforço escolar. Naquele momento, entra mais uma professora na minha vida, Dona Jarina Carvalho. No final eu fui bem sucedido e passei de primeira no Admissão. Daí teve início uma nova etapa nainha vida escolar, foi a vez do Ginásio Santana fazer parte da minha história. Mas, ai já é outra história que eu conto em outra oportunidade.

23 set

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A primavera já chegou no meu sertão

Foto: Sérgio Campos / Cortesia

Nesta segunda-feira, 23 de setembro, a estação da primavera começa oficialmente no Brasil.

Este é o dia e horário do equinócio de primavera, momento em que o Sol cruza a Linha do Equador Celeste.

É o tempo em as flores mais mostram a sua beleza.

No nosso sertão não é diferente. Aqui a craibeira fica toda amarelinha, enquanto a jitirana começa a azular. São muitas as flores que embelezan a caatinga. A gente pode admirar o mandacaru florescendo.

Foi pensando nessa beleza que eu compus Primavera no Sertão, música que faz parte do projeto Canteiro da Cultura, que terá 12 músicas, onde cada uma será interpretada por um convidado. A nossa intenção é lançar este projeto, de cunho cultural, antes que a primavera se vá, no dia 22 de dezembro.

Esta canção será interpretada pelo cantor da cidade sertaneja de Carneiros, Orlando Nobre.

Primavera no Sertão Sérgio Soares de Campos – 11/2018

A primavera já chegou no meu sertão.
A craibeira cumeçou a fulorá.
Que coisa linda, muito bela a natureza.
A mão perfeita faz aqui faz acolá.

Refrão
Ai que coisa bela, o meu sertão do pé de mandacaru.
Do xiquexique, do imbu e cajueiro, 
do juazeiro, do pau ferro e mulungu.

A caatinga tá tão bela amarelinha.
A gitirana cumençou a azular.
A cajarana imponente de se ver. 
Tá enfeitada de velame e muçambê.

Refrão
Ai que coisa bela, o meu sertão do pé de mandacaru.
Do xiquexique, do imbu e cajueiro, 
do juazeiro, do pau ferro e mulungu.

A passarada faz a festa no anjico,
Na aroeira, barrigura, ouricuri.
De manhã cedo até o anoitecer,
O que se ver é muita vida por aqui.

Refrão
Ai que coisa bela, o meu sertão do pé de mandacaru.
Do xiquexique, do imbu e cajueiro, 
do juazeiro, do pau ferro e mulungu.

Por Sérgio Soares de Campos – colaboração

22 ago

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Zero Não Vamos Aceitar

Santanense fez um cordel em forma de apelo ao gestor do seu município (Foto: Ilustração)

Senhor Prefeito, eu peço um tempinho da sua atenção, pois quero lhe falar. Todas as profissões são honradas, bonitas e devemos respeitar.

Você pode ser pedreiro, médico, comerciário ou militar.

Mas todos tivemos que passar por uma escola, onde um professor ou professora dedicou sua vida para aos outros ensinar.

Quando muitos políticos estão em campanha prometem ao mundo ajudar. Mas quando ganham a eleição, parece que tem Alzheimer, esquecem de tudo e não querem mais ninguém escutar.

Hoje existe uma luta de uma classe, que merece nós todos respeitar. Não vamos pensar duas vezes, nem vamos titubear. Basta dizer: esta causa eu vou apoiar.

O que os professores reivindicam é justo, e o senhor não pode hesitar. O senhor deve dizer com respeito, que a classe merece: essa luta eu hei de abraçar.

Eu tenho que concordar com todos que se dedicaram a esta causa, foram pra rua e decidiram na vitória acreditar.

Que Deus abençoe esses trabalhadores, e que ninguém possa se acovardar. Pois é justo que todos gritem, sem medo de errar: “zero não vamos aceitar”.

09 jun

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E de repente, o tempo passa

Dona Floraci, mãe do ex-prefeito Marcos Davi, faleceu neste sábado (Foto: Arquivo Familiar)

Não faz muito tempo que a antiga Praça da Assunção viveu momentos áureos e inesquecíveis, quando nossas famílias se confraternizavam de forma espontânea e na rotina do dia a dia.

Da esquerda para a direita de quem olha para a praça, moravam os casais Seu Dota e Dona Maria, Dr Aderval e Dona Déa, Dona Glorinha e Seu José Francisco (mais conhecido por Véio Zé), Seu João Soares e Dona Dineusa, Seu Jonas e Dona Floraci, Seu Teixeira e Dona Maria Laranjeira (mais conhecida por Maria Ourives) e Dona Beatriz, já na esquina da Rua Rotary, proprietária do Santanense Hotel, um dos mais procurados da cidade,

Além do bom relacionamento entre as famílias, havia uma interação dos filhos, com diversão e criatividades constante.

Durante décadas esta localidade foi palco de grandes encontros festivos, a exemplo da Festa da Juventude e Festa do Feijão. Também era ali que se dava os embates políticos das campanhas eleitorais, os grandes comícios. Todos nos lembramos da programação da Semana da Pátria, com apresentações culturais, corrida do fogo simbólico e os tradicionais desfiles de 7 de Setembro. Tudo começava na Praça da Assunção, ou da Bandeira, também conhecida simplesmente como Praça do Monumento.

Praça da Assunção, em homenagem a padroeira do bairro. Monumento, onde foi erguida uma capela para saudar a chegada do século XX, posteriormente passou a se chamar Praça da Bandeira, devido aos hasteamentos das bandeiras,.ocorridos durante a Semana da Pátria. Em seguida, já no início dos anos 1980, a localidade recebeu o nome de Praça Padre Fernando Medeiros, natural da vizinha cidade de Poço das Trincheiras.  Hoje a praça se denomina Dr Adelson Isaac de Miranda. No entanto, pouco a pouco, esta tradicional localidade se distanciou dos grandes momentos vividos por essas famílias ali residentes.

O tempo, como costumamos afirmar, é senhor de tudo.

E foi exatamente este tempo que cuidou de “afastar” os primeiros moradores da Praça.

Com o passar do tempo, naturalmente os moradores foram se despedindo da convivência terrestre.

Deus Nosso Pai cuidou de levar de volta à Sua Morada cada um dos pioneiros moradores.

Partiu Seu João Soares , que em seguida recebeu Dona Beatriz, que recepcionou Dona Maria, que não demorou para ter Seu Dota ao seu lado. O Véio Zé se foi deixando saudade, mas teve tempo de se preparar para recepcionar a sua vizinha Dona Maria Ourives, que teve a satisfação de ser recebida pelo seu companheiro. Aos poucos um ciclo de grandes amizades foi se fechando no plano terrestre, para dar início ao trabalho na Casa do Pai. Aderval Tenório foi o último chefe de família da localidade a partir e, no início de abril passado, recebeu sua companheira a professora Déa Vanderlei Tenório.

Neste dia 8 de junho de 2019, o Criador decidiu chamar de volta Dona Floraci Cavalcante, fiel companheira, durantes anos, do abnegado Jonas Augusto Santos, que se foi primeiro, a fim de preparar para ela o lugar que Deus reserva para os bons e justos..

A dor da saudade de todos eles e elas vai estar em cada um dos seus parentes e amigos.

Uma geração vai se extinguindo, porém os frutos por ela deixados são da melhor qualidade, devido a forma de educação conduzida por essas pessoas de rara habilidade humana.

No entanto, seus legados são seus exemplos, que serviram, servem e servirão sempre às gerações que a eles se seguem.

Esta é a minha singela homenagem a todos esses com quem convivemos durante saudosos e saudáveis anos, hoje especialmente dedicada à nossa vizinha e comadre dos meus pais, Dona Floraci. Com a certeza de que Deus já acolheu em Seus braços e a colocou em um lugar merecido.

12 Maio

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Um poema às mães

Sérgio Campos e sua mãe (Foto: Arquivo pessoal)

Mãe, minha e sua, sempre guerreira

Como eu poderia crescer espiritualmente se não fosse a oportunidade dada pela minha mãe?

Ser inconfundível, incomparável, que se propôs a cuidar de seres indomáveis.

Incompreendida, injustiçada, de coração expansivo, a meta é ajudar por toda a vida.

Qualificada pelo Criador, se doou de corpo e alma, sem pensar em clamor, amparada no amor.

Missão delicada, para uma criatura aplicada, que nunca se cansa de lutar e superar as maiores enrascadas.

O seu presente está garantido, no infinito da bondade de sua breve passagem por uma das moradas do Pai, que se sente aprazido.

Minha Mãe

Determinada a cuidar de todos nós. 
Cumpristes teu papel de mãe abençoada.
Tribulações não faltaram em tua jornada.
E mesmo assim passastes por todas as provas.
Dignidade é sua marca registrada. 
Que Deus te guie um dia pra Sua morada.

Todas as pedras que pairaram em seu caminho,
Foram usadas para sua evolução. 
Filha, irmã, esposa, amiga devotada. 
Eis um exemplo em sua comunidade. 
Deus saberá compensar sua jornada.
Pois sois pra nós uma mãe abençoada.

Guerreira, linda guerreira,
A flor mais bela desse meu lindo jardim. 
Guerreira, linda guerreira,
Inspiração divina flor do meu jardim.

21 abr

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Não me deixe se afogar

Foto: Remi Bastos / Reprodução / Facebook

Neste domingo, 21 de abril, a cidade de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, comemora o Dia do Rio Ipanema.

Esta música eu fiz em homenagem e defesa aquele que deu nome a nossa cidade, além de tantos outros benefícios. Seu nome é Não Me Deixe se Afogar. Segue abaixo a letra:

Vai rio Ipanema, descendo mansinho e pede socorro ao povo de lá. 

Tanto que tu deste, água, peixe e banho e muitos só pensam em te derrotar. 

Vai rio Ipanema, pois lá ainda tem gente que quer te salvar.

Refrão

Pede por socorro, que Deus glorioso há de te escutar.
Pede por socorro que Deus com seu povo há de salvar.

Vai rio Ipanema, segue o teu rumo ao rio São Francisco e depois ao mar.

Que volte um dia a velha bonança e a esperança de te ver passar.

Vai rio Ipanema, tua linda história há de te salvar.

Refrão

Pede por socorro, que Deus glorioso há de te escutar.
Pede por socorro que Deus com seu povo há de te salvar.

Tu deste teu nome para que um povo tivesse orgulho e te ouvir chamar.

E foi na Ribeira que um padre Santo ensinou seu povo a se batizar.

Vai rio Ipanema, grita pra teu povo que quer se salvar.

Refrão

Pede por socorro, que Deus glorioso há de te escutar.
Pede por socorro que Deus com seu povo há de te salvar.

25 dez

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O Melhor Natal do Sertão

Mandacaru em clima de Natal (Foto: Reprodução / Blog Gospel / 180 Graus.com)

Hoje é Natal no Sertão, pode ser diferente as etiquetas, mas não a animação.

Vou misturar o gorro do Papai Noel com o chapéu de couro do vaqueiro, que tem a simplicidade original do filho do carpinteiro.

O panetone eu misturo com bolacha sete capas, ou até com bolachão, que já matou muita fome do povo bravo do sertão.

Eu até  gosto de peru empanado, mas fica muito mais gostoso misturado com bode, guizado ou assado.

O vinho eu tomo uma taça, mas não abandono a cachaça. Salpicão vai com cuscuz, batata doce e sarapatel, no final estarei cantando bem feliz o “Jingle Bell”.

A Pajero Full eu deixo na garagem. Eu eu vou é de jumento, fica bem mais barato na hora do alimento.

Os enfeites de Natal no tradicional pinheiro, fica coisa de primeira, mas hoje eu preferi enfeitar o mulungu e a catingueira.

No pen drive não faltou Happy Christmas. Daí eu imaginei Jonh Lennon num dueto com Gonzagão, cantando Asa Branca e fazendo o melhor Natal do Sertão.


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