Natal, mesa farta de nobreza, mas coração abundante de pobreza

Foto: Hans Bijstra / Pixabay

Que noite linda é o Natal.
A mesa farta, não tem nada igual.
Muita comida, uma enorme variedade de bebida. Que coisa legal.

Mas quando eu paro e observo, o meu coração está vazio de uma boa emoção.
Para onde foi aquela vontade de construir uma saudável ação?

E o espirito natalino ficou sem refino.
O que me vem à mente é apenas a imagem da manjedoura do Menino Jesus cobrando meu desatino.

Mas logo eu volto e me farto das guloseimas que meu corpo se exalta, muito mais do que a minha desatenta alma sobressalta.

A noite vai passando e meu corpo deleitando.
E cada vez mais a imagem daquele menino pobre que me trouxe até ali, vai dando espaço ao meu estilo desatento e esnobe, revelando apenas que, minha mesa está farta, porém o meu coração não tem nada de nobre.

Ao me deitar, eu reflito e me pergunto, qual o verdadeiro espírito natalino?
São luzes reluzentes, roupas atraentes, perfumes e belos presentes ou o papel de Jesus na manjedora ainda menino?

Daí eu percebo que estou esbanjando o supérfluo, ao mesmo tempo observo o quanto poderia de muitos ter diminuído as necessidades em excesso.

Centro Médico Hebrom dá dicas de saúde nas redes sociais; confira

Foto: Mojca JJ / Pixabay

O Centro Médico Hebrom, clínica situada na cidade de Santana do Ipanema (AL), iniciou nesta segunda-feira (16), em suas redes sociais, a publicação de uma série de vídeos apresentando variadas dicas de saúde.

Iniciada pelo médico Honório Luis, o CMH vai trazer toda semana para os internautas informações importantes de como cuidar do corpo, além de mostrar os serviços da maior clínica do Sertão de Alagoas.

Para começar essa série, Honório falou de um mal que atinge inúmeras pessoas: a alergia. Assista abaixo a primeira dica de saúde do Centro Médico Hebrom:


Por Assessoria / CMH

Como terminar o ano bem?

Foto: Jerzy Górecki / Pixabay

Essa é uma pergunta que várias pessoas não têm a resposta. E afirmo que não é difícil encontrá-la, muito embora a maioria das pessoas não tenha desenvolvido essa habilidade. Fechar o ciclo anual de realizações, com reconhecimento, autoestima e gratidão, é uma tarefa individual, busque sempre o equilíbrio entre corpo e mente, a final, todas as outras coisas da sua existência giram em torno destas. 

Antes de responder essa pergunta inicial, te faço outra. Há um ano qual era seu projeto para esse ano que está se encerrando?

Se você tinha uma meta para esse ano, te dou parabéns independentes do seu desempenho no objetivo traçado. Mas se você está no time dos que não tinham nenhuma meta para 2019, parabéns também, muito embora te asseguro que se você fizer diferente terá maior possibilidade de ter mais sucesso.

Agradeça por está vivo. Já parou para pensar quantas pessoas perderam a vida nesse 2019? Seja disciplinado, sincero e grato a você mesmo, pois cada vitória que você sonha só será alcançada por seus próprios esforços. 

Trace objetivos, planeje, e antes de tudo reconheça que os erros que você cometeu foi tentando acertar. Admita que em muitos momentos você desperdiçou seu precioso tempo vivendo as preocupações do outro, ao em vez de cuidar das suas prioridades. Aceite que a vida é constituída de vitórias e derrotas e que a dinâmica natural do universo faz da sua trajetória uma caixinha cheia de surpresas. 

Como terminar o ano bem? Se você ainda não fez uma autoanálise das coisas que você precisa melhorar no próximo ano.

Como terminar o ano bem? Se você ainda não fez uma lista das coisas que te prejudicaram nesse ano que passou.

Como terminar o ano bem? Se você está atribuindo só ao outro a culpa das coisas improdutivas que aconteceram no seu ano.

Como terminar o ano bem? Se você não comemorou as vitórias e está sempre lamentando as derrotas.

Por fim, como terminar o ano bem? Se você está insatisfeito com algumas coisas e não busca maneiras de melhorar. Busque superação, seja melhor do que o que você foi ontem.

“Você não terá resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas”.

POEMA DA OPRESSÃO

Foto: Jhon Dal / Pixabay

Educação não,
porque educar um povo
é sinônimo de libertação.

Educação não,
porque se tiverem educação
os libertaremos da manipulação.

Educação não,
porque se educas um indivíduo
livras ele da prisão.

Educação não,
porque não podes alienar
um sujeito dotado de informação.

Educação não,
porque se todos se levantarem
tombam um governo e sua opressão.

Educação não,
porque com sabedoria podem derrubar
qualquer discurso só com argumentação.

Educação não,
porque a ciência desvenda mistérios
que escondemos nas sombras de nossa escuridão.

Educação não,
pois preferimos a ignorância
assim o povo não cobra a nossa obrigação.

Educação não,
porque um indivíduo ingênuo
aceitará qualquer migalha de pão.

Educação não,
porque poderemos conseguir votos
em troca de um botijão.

Educação não,
porque prefiro o futebol
este sim, passa na televisão.

Educação não,
porque preciso de empregados
pra pagar pouco e ganhar meu milhão.

Educação não,
porque meu salário tem que ser grande como o mar
mas o do professor do tamanho de um botão.

Educação não,
pois meu caviar é caro
eles que comam arroz e feijão.

Educação não,
porque prefiro que precisem me pedir
usando de toda sua lamentação.

Educação não,
porque um povo humilhado
perde as forças de cobrar o que há na Constituição.

Educação não,
porque prefiro os meus filhos na Disney
e os de vocês catando papelão.

Não daremos liberdade a ninguém
queremos marionetes sendo nossos reféns.
Eles que lutem por Educação,
pois se depender de mim, jamais terão.

HOMENS, DESARMEM-SE!

Foto: Rawpixel / Pixabay

Há muito tempo venho pensando nas mais diversas formas de falar sobre esse tema tão complexo, e ao mesmo tempo, tão peculiar que é o universo masculino. Alguns podem enxergar isso como leve audácia, ou pura travessura minha, querer falar destes seres vindos de Marte, sendo eu, mais um fragmento mandado de Vênus. Mas, enxergo o público masculino como uma ampla corporação que, assim como todas as outras “categorias” que um povo se deixa subdividir, também precisa de atenção. No entanto, por uma enorme (e cruel) soma de aculturações, eles são estatisticamente os que menos recebem cuidados.

Percebo o quanto a sociedade é cruel quando a visualizo sendo refém de seus próprios pré-requisitos para viver dentro de uma minúscula caixa. Nessa caixa, homens não podem chorar, não têm sentimentos, não precisam ir ao médico, não podem ser vencidos, e ser sensível é quase uma ofensa. Homens só podem se enquadrar no papel indestrutível de ser macho. O seu papel é ter sempre força braçal, raciocínio lógico e infalível, e saúde em abundância. Chorar é um crime inafiançável, porque desde crianças ouvem uma lenda de que “homem que é homem não chora”. Para ter sentimentos, só se enquadram em duas hipóteses nas conversas dos parceiros de futebol: ou é “dominado”, ou traído pela mulher – porque homem deve ser eminente, sempre.

E pra quê ir ao médico? “Isso aí é frescura”, “toma uma dose que resolve”. E por muitos anos, nos índices do mundo todo, o homem é o que mais vem a óbito por não tratar de patologias a tempo de curá-las, por descobrir tarde demais. Assim como, pelas mais diversas razões, o homem esconde por muito mais tempo a depressão, sendo mais propício a tentar o suicídio. De acordo com os dados de análise da Tábua completa de mortalidade para o Brasil de 2018, publicado pelo IBGE, a probabilidade do homem alcançar os 60 anos no ano de 1940 era de 11,6%, enquanto que para a mulher atingir a mesma idade as chances eram de 14,5%. Já em 2017, 20,5% para homens e 24,1% de chances para mulheres alcançarem a melhor idade. Quase oitenta anos depois, embora o índice de mortalidade tenha caído para ambos, a diferença entre os sexos continua muito semelhante.

Até quando os homens precisarão carregar essa pesada armadura e essa incômoda máscara? Vamos lá sociedade, não é tão difícil assim perceber que não há outra saída senão a igualdade. Homens e mulheres, antes de serem indivíduos socialmente encaixilhados, são biologicamente humanos. Todos nós temos necessidades inerentes as nossas opções de escolher tê-las. Humanos sentem dor, medo, cansaço, raiva, mas também sentem desejo, carência, afeto, amor. Homens não são uma classe diferenciada de seres humanos. Não existem super heróis por aqui (e olhem que o homem-aranha é louco pela Mary Jane)… Enquanto o “sexo-frágil” ganha os holofotes, o grito silencioso dos homens continua a vagar em torno do seu particular universo, mas lá, buracos negros não engolem dores, estas permanecem.

Muito se fala nas conquistas da mulher ao longo de todos os anos de estruturação e tentativas de desmonte do patriarcado, do dia 8 de março, do dia das mães, das campanhas de Agosto Lilás e Outubro Rosa, e de todos os espaços que a mulher conquistou. E como boa feminista que sou, tenho que abrir aspas aqui para duas coisas, a primeira, é que todas essas conquistas são de fundamental importância para nós mulheres, embora ainda tenhamos muitos caminhos a serem desbravados; e a segunda, é que esse mesmo feminismo importante para nós é importante para vocês, rapazes. E antes que me interpretem mal, respirem, que a explicação já está logo a diante. Lembram da igualdade que eu citei no parágrafo anterior? Quando nós, mulheres, lutamos por equidade, levantamos a bandeira também por vocês. Da mesma forma que queremos espaços, esperamos que vocês também ocupem alguns espaços que a “sociedade” julga não precisarem ocupar.

Diferente do público feminino que é cercado por campanhas de cuidado, saúde, valorização e inúmeras jogadas de marketing capitalista para estar sempre impecável, para o público masculino restam propagandas de cervejas, carros, preservativos e futebol, algumas poucas vitrines dedicadas ao dia dos pais, e finalmente, o Novembro Azul. A essa altura já se pode imaginar que não foi coincidência que escolhi este mês em questão para lembrá-los do quanto são importantes. A campanha vem para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, que segundo Fundação do Câncer, este é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros e as maiores vítimas são homens a partir dos 50 anos.

Bem, se o simples fato de precisar ir ao médico já é uma muralha para os homens, e fazer terapia com um psicólogo é um passo tão difícil quanto escalar o Monte Everest, já podemos imaginar que a campanha do Novembro Azul é essencial. Porém, não suficiente. Todos nós somos responsáveis pelos obstáculos sociais que criamos, e principalmente, que continuamos a alimentar. A misoginia precisa ser combatida, assim como a homofobia, o racismo, e quaisquer outros tipos de intolerância. Não deixando fora destes, o machismo, que diferente do feminismo (que é um movimento social), é um comportamento fundamentado na compreensão de que os homens são superiores às mulheres. E com muita tristeza eu lhes digo que vocês vêm sendo superiores a nós nos mais diversos índices de mortalidade.

Segundo a estimativa da Incidência de Câncer no Brasil para o biênio 2018-2019, todos os tipos de câncer, com exceção do câncer de mama, útero, ovários e tireóides, têm a probabilidade de acometer muito mais homens que mulheres. Além disso, de acordo com o CVV, em média, uma pessoa comete suicídio por hora no Brasil. Também a cada hora, três pessoas tentam, sem sucesso, cometer suicídio. Dentre estes, as mulheres têm a taxa oficial de morte por suicídio de 1,9 para cada cem mil habitantes, e os homens, o índice é de 7,1. E a diferença é gritante. Além do mais, segundo o Ministério da Saúde “Acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. Em 82% dos caso, as vítimas fatais são do sexo masculino”. Mesmo as mulheres sendo taxadas de dirigir mal. Bem, eu poderia continuar uma listagem de outros dados, mas a ideia aqui é apenas uma: chamar a atenção de vocês, homens, para o autocuidado.

A carreira, a família, as ocupações, tudo isso é importante, claro. Mas se a saúde for por água abaixo, todo o resto escoará junto. O trabalho pode esperar, as obrigações rotineiras podem esperar, tenham certeza que não haverá nada de mais importante que estar bem, inclusive para conseguir realizar essas atribuições com melhor eficiência. E a família, bem, estes irão agradecer por poder contar com sua presença por alguns anos a mais, com longevidade e saúde. Com as palavras de Arthur Schopenhauer “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Afinal, quais vantagens temos carregando os pesos do descuido? Desarmem-se meus queridos, não há motivos para tanto silêncio, pois seus gritos ecoam somente no próprio interior de cada um, mas haverão de sair por algum lugar um dia. E talvez, seja tarde demais para tentar gritar. Cuidem-se!

DE ONDE VÊM AS SUPERSTIÇÕES?

Foto: Michelle Maria / Pixabay

A origem da palavra vem do Latim SUPERSTITIO, que significa “profecia, medo excessivo dos deuses”, originalmente “estado de exaltação religiosa”, de SUPERSTES, “o que fica por cima”.

No cotidiano é bem comum presenciarmos a maioria das pessoas que convivem com varias superstições. Sobre os mais variados assuntos: alimentos, forma de andar, nos vestiram, sobre sonhos, datas, cores, números, morte, viagens e etc.  

Mas de onde vêm tais crenças? Elas são realmente verdades? Por que as pessoas se prendem a esses dogmas? Por que para algumas pessoas essas superstições são verdades absolutas.

A maioria desses medos vem de experiências desconhecidos e são pensamentos irreais e ilusórios, mas a mente humana é tão poderosa que o fato de acreditar cegamente em algo torna o indivíduo irracional, e o corpo se sente desconfortável diante de algumas situações que venham dessa crença. 

Todo ser humano é de maneira natural sugestionável e influenciável, principalmente quando os conteúdos têm cunho religioso e práticas espirituais, por carregarem um peso do sobre natural em que não se permite questionamentos. E consequentemente essas pessoas tem o medo do pecado e acreditam e reproduzem alguns costumes de geração em geração.

Nas décadas passadas os ensinamentos, crenças e superstições, que eram passados pelos mais “velhos” para as novas gerações eram seguidos à risca com regra geral. A maioria das pessoas não buscava a origem dessas práticas sem fundamento real. Por exemplo, existem algumas pessoas que acreditam que gato preto dá azar. 

Com o avanço tecnológico e a modernização, esse construto cultural vem deixando de serem seguidas, muitas pessoas vem quebrando esses paradigmas não acreditando ao pé da letra nessas superstições.

De modo geral cada religião é uma seita, que é também uma superstição e o fato de acreditar e se direcionar por algo que não se vê, nem se explica. O ser humano é vazio e necessita dessa referência suprema para não perder o sentido e o foco da vida.  

Para concluir, vou fazer um teste com você caro leitor. Você já ouviu alguém dizer que tomar leite após comer manga, ou vice e versa é prejudicial à saúde? Mesmo que você não tenha passado por isso, nem tão pouco existe nenhum estudo que comprove esse resultado. E ainda assim muitas pessoas não comem esses dois alimentos juntos. 

Superstições são bloqueios automáticos da nossa mente, desenvolvidos de experiências ruins vivenciadas por alguém, e passada verbalmente para outras pessoas, o que não quer dizer que será igual com todas as pessoas. Até porque cada individuo tem uma energia diferente e organismo é único. 

Tudo isso são superstições. 

Cuidado com as superstições, elas são como sombras que não existem na sua vida.

Saiba como proceder um inventário através do cartório

Foto: congerdesign / Pixabay

Dando prosseguimento à série de assuntos relacionadas aos atos administrativos – EXTRAJUDICIAIS – abordaremos no presente post o procedimento de INVENTÁRIO pela via administrativa.

O inventário é o processo pelo qual se faz o levantamento de todos os bens de determinada pessoa após sua morte. Através deste são avaliados, enumerados e divididos os bens para os seus sucessores.

Existem duas possibilidades de procedimento do inventário: extrajudicial ou judicial. Em ambas, a lei estabelece que o procedimento de inventário deve ser realizado dentro do prazo de 60 dias, podendo incidir multa ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD, após esse prazo.

Assim como os demais atos administrativos cartorários, o inventário extrajudicial possui peculiaridades que o distinguem dos atos judiciais e, por ser mais rápido e menos custoso, é o procedimento mais recomendável quando não há impedimentos.

As exigências, cumulativas, como forma de admissibilidade para o inventário extrajudicial são:

0. Inexistência de testamento;
0. Inexistência de herdeiros menores e/ou incapazes;
0. Inexistência de litígio entre os herdeiros.

Desse modo, o descumprimento de quaisquer das referidas exigências inviabiliza o prosseguimento do feito na via extrajudicial, restando, exclusivamente, a via judicial para processamento do inventário.

A seguir trazemos os principais passos para realização dessa modalidade de inventário.

Escolha do cartório e contratação do advogado

Os primeiros passos do inventário são a escolha de um Cartório de Notas onde será realizado todo o procedimento e a contratação de um advogado, que é obrigatória e pode ser comum ou individual para cada herdeiro ou interessado.

Nomeação do inventariante

A família – em comum acordo – deverá nomear um inventariante, que será a pessoa que administrará os bens do espólio (conjunto de bens deixados pelo falecido).

Levantamento das dívidas e dos bens

Após o início do processo, o tabelião levanta as eventuais dívidas deixadas pelo falecido. Essas dívidas devem ser quitadas com o patrimônio do falecido, até que os débitos se esgotem ou até o limite da herança.

Pagamento do imposto

Para que o processo do inventário seja finalizado e oficializado no cartório, é preciso pagar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), imposto estadual cuja alíquota varia de estado para estado. Nesta fase, a divisão de bens já deve ter sido acordada com a família, os registros e certidões negativas devem ter sido providenciados, e as informações sobre os herdeiros e a partilha devem ter sido reunidas. O imposto é calculado sobre o valor venal dos bens.

Divisão dos bens

Como o inventário extrajudicial parte do pressuposto de que os familiares concordam com a forma como foi feita a partilha, a função do advogado,
nesse ato, é de resguardar os direitos de cada herdeiro.

Lavratura da Escritura

Todos os herdeiros e respectivos advogados devem estar presentes, munidos de documentos,
tais como: a certidão de óbito; documentos de identidade das partes e do autor da herança; as certidões do valor venal dos imóveis; certidão de regularidade do ITCMD, etc.

Prazo

Conforme dito alhures, a lei determina que o processo de inventário e partilha deve ser aberto dentro de 60 dias a contar da abertura.

A grande importância que as professoras exerceram em minha vida

Sérgio Campos e sua professora Laura Chagas, no dia em que recebeu seu certificado de 4º ano primário (Foto: Arquivo Familiar)

Recordo-me de minha mãe me aprontando para ir à escola, a primeira que frequentei, o meu Jardim da Infância. Uma lancheira com a estampa do Capitão América, quase sempre abastecida de refresco e bolachas, era basicamente tudo que eu carregava. 

Decorria-se o ano de 1970, e a escola se localizava nas dependências da igreja Sagrada Família, na Avenida Dr. Arsênio Moreira.

Eu estava ingressando na alfabetização, no “ABC”, como chamávamos à época, e minha primeira professora foi Lucia Carvalho, “Lucinha”, uma vizinha nossa na Praça da Bandeira.

A escola, que se destinava exclusivamente à educação infantil, objetivando preparar a criança para o ciclo escolar básico, tinha pouco tempo de existência e era uma novidade na cidade, trazida pelas freiras holandesas irmãs Letícia e Ana.

A disciplina era bastante rígida. Me recordo de colegas que eram obrigados a cumprir determinado castigo que poderia ser considerado torturante: ficar de joelhos, com um determinado peso na cabeça. E, caso voltasse a cometer o mesmo erro, o castigo aumentaria para, além do peso na cabeça, permanecer ajoelhado sobre uma porção de grãos de milho.

Nossa classe tinha cerca de quinze alunos. Dois deles ficaram bem destacados nas paredes de minha memória: a Ligia Sibele, que todos os dias chegava chorando  por ter que ficar na escola. Eu não entendia o porquê daquela sua agonia. O outro colega foi Rosival Sobreira. Este, depois de uma divergência que tivemos, me deu uma carreira. Hoje, rimos quando eu lembro a ele que a primeira carreira a gente nunca esquece.

Como Deus criou batatas?

Em 1971 eu estava apto a ingressar no primário. A escola mais próxima da minha casa era o Grupo Escolar Padre Francisco Correia, onde eu passei os inesquecíveis quatro anos do Curso Primário. Fiquei um tanto apreensivo com a expectativa de ingressar naquela escola, pois, se no jardim da infância já estávamos suscetíveis àqueles duros castigos, imaginava o que poderia ocorrer na próxima etapa, quando já tínhamos idade mais avançada, portanto, logicamente, capazes de suportar punições ainda mais rigorosas.

Quem já estava lá e fez o papel de me alertar e, ao mesmo tempo me assustar, foi o meu irmão Fábio, um ano e meio mais velho do que eu. Me recordo que ele falava da rigidez disciplinar imposta por Dona Marinita Peixoto Noya, a diretora.

Certa ocasião, próximo à celebração do Sete de Setembro, fui assistir a um ensaio da banda marcial da escola em que iria estudar no próximo ano.

Estávamos a poucos dias do desfile, portanto aquele seria um ensaio geral, envolvendo músicos e alunos num treino conjunto.

O ensaio era realizado num espaço ao lado do prédio escolar, uma área da própria escola, cercada por um muro baixo, que permitia aos passantes assistirem aos movimentos cadenciados das formaturas, que se faziam por classe. 

Os alunos começaram a marchar batendo o pé com muita força e até arrastando o calçado sobre a terra ressecada. Não demorou muito para que o local ficasse empoeirado, a ponto de quase não se enxergar outra pessoa a poucos metros.

Eu estava descontraído e apreciando aquela cena, admirando o vigor dos alunos, quando ouvi os gritos: “Epa! O que é que está acontecendo aqui?!”

Olhei para trás e vi aquela mulher de olhar e passo firme, se dirigindo para perto de mim.

Ali mesmo ela parou e todos ficaram quietos, inclusive os músicos.

— Que bagunça é essa? — perguntou Dona Marinita, mas não obteve resposta, bateu aquele silêncio geral, não se ouvia um “pio”. 

Ela, então, continuou, agora proferindo verdadeiro sermão: “Vocês estão pensando o quê? Que podem fazer aqui o que fazem em suas casas, é?! Escutem bem! Eu vou sair agora, vou chegar em casa, almoçar e tirar um cochilo. Eu quero sonhar que algum de vocês fez alguma bagunça”. Em seguida Dona Marinita disse uma frase que ficou ecoando em minha cabeça por algum tempo: “Vocês pensam que vão viver aqui como Deus criou batatas, é?” 

Fiquei pensando o que ela quis dizer com aquilo. Naquela época a gente não contava com o Google, portanto não se tirava dúvidas tão facilmente. Eu me lembro de ainda ter perguntado a dois colegas meus o que aquilo significava. Como era que Deus criava batatas? No entanto, eles também não sabiam.

O tempo passou, meus pensamentos também passaram e de repente eu já estava estudando o 1° ano no Padre Francisco Correia.

Durante os quatro anos, eu tive algumas professoras que marcaram a minha infância escolar. Entre elas Dona Dione, Dona Laura Chagas e Dona Carmem Lúcia.

Também me traz boas recordações as merendeiras que cuidavam do nosso lanche na hora do recreio: Dona Nazilha e Dona Nanete. 

Naquela época, às vezes, nos partilhávamos a merenda. Tinha dias que as professoras nos pedia para trazer algum complemento para a sopa do dia seguinte. Em geral, cada aluno levava um tipo de legume, uma verdura, no final todos tomávamos uma excelente sopa.

Também não dá para esquecer o Dia do Professor. Me recordo que íamos à escola, mas nunca havia aula naquele dia. Era só comemoração. Lembro-me quando a professora entrava na sala de aula e nós começávamos a cantar dando-lhe parabéns. Ela, geralmente, dissimulava, fingia não estar entendendo o que nos motivava aquele canto. E aí, todos se levantavam e iam cumprimentá-la. Isso sem esquecer o presente: revezava entre um sabonete e uma caixa de bombons.

Em 1973, conclui o Curso Primário, foi quando recebi o meu diploma, num dia de festa, das mãos da professora Laura Chagas. A partir daí comecei a me preparar para o curso Ginasial. Para isso eu tinha que passar no “Exame de Admissão”, uma espécie de vestibularzinho, para ingressar no Ginásio. Para isso minha mãe achou por bem me colocar para ter um reforço escolar. Naquele momento, entra mais uma professora na minha vida, Dona Jarina Carvalho. No final eu fui bem sucedido e passei de primeira no Admissão. Daí teve início uma nova etapa nainha vida escolar, foi a vez do Ginásio Santana fazer parte da minha história. Mas, ai já é outra história que eu conto em outra oportunidade.

Condições básicas na saúde infantil

Foto: Myriam Zilles / Pixabay

Há muito tempo, entidades de diversos setores como saúde, educação e economia comprovam através de dados, fatos e pesquisas a importância do acesso às condições básicas para uma vida digna. Em saúde pública, usamos o termo Determinantes e Condicionantes de Saúde para definir a estrutura de saúde de um indivíduo.

De modo geral, essa estrutura abrange desde as condições particulares de saúde e doença de cada um até o meio social e ambiental em que está inserido. Alguns dos fatores analisados são a idade e os serviços públicos, esses que iremos focar neste texto.

Em trabalhos antigos e recentes, entidades como a Organização Mundial da Saúde – OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef e outros pesquisadores independentes apontam a relação entre o acesso que uma população possui aos bens e serviços e seu desenvolvimento social.

A pesquisa recente do IBGE evidencia uma melhora histórica no cenário social do Brasil, ou seja, analisando a longo prazo, melhoramos muito e ampliamos o acesso à esses serviços. Mas, infelizmente, ainda estamos distantes de qualidade que iguale as condições de oportunidade. Situações de moradias sem rede de esgoto, sem abastecimento de água ou sem coleta de lixo são a realidade de cerca de 42% das crianças brasileiras na primeira e segunda infância (crianças de zero a seis anos).

O ambiente que a criança vive nessas fases da infância influencia diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral. Por exemplo, na primeira infância, é construída a base das habilidades cognitivas e de capacidade de aprendizagem que irão subsidiar a atuação da criança, no curto prazo, na escola e no resto da vida.

A infância precisa ser um período de aprendizado, de conhecimento e principalmente de oportunidades, porém acaba sendo um período de vulnerabilidade e influências negativas. Outro fator importante para a redução do desenvolvimento infantil [e social] é a discrepante desigualdade evidenciada nos lares de quase 10 milhões de crianças e adolescentes em situação de pobreza extrema, onde a renda per capita mensal é cerca de R$ 250.

Fica difícil para uma criança que cresce nessas situações buscar por oportunidades ou tentar competir em qualquer aspecto da vida. Sabemos então, a grande influência da saúde infantil no desenvolvimento de uma sociedade. Para começarmos a vislumbrar uma coletividade mais justa, evoluída e menos desigual é urgente a necessidade investimentos e esforços para a melhoria das condições básicas das crianças.

Bom é ser nordestino!

Foto: Daniele Daly Dani / Pixabay

Eita, sabe o que é bom?
Bom mesmo, é ser nordestino!
Crescer e viver,
E nunca deixar de ser menino.
Ter rosto bonito do sol queimado.
Que estampa, um sorriso lindo e alumiado!

Nordestino, é aquele que planta com Fé.
Nordestino, é muito, é arretado!
Ele semeia com esperança,
Se esforça, pega no pesado.
Sonha com a chuva, feito criança.
Na luta sempre de pé, nunca espera sentado.

Um povo, que faz piada de tudo,
Da pobreza e da desgraça 
Gente feliz,
Que de tudo acha é graça!
Aqui, eu digo com orgulho:
Que esse povo, é cheio de esperança e de raça!

Bom, é ser nordestino!
Aquele que não espera,
Vai lá e faz seu próprio destino.
Seja um cabra macho, 
Uma fême ou menino.
Bom mesmo, 
É ser Nordestino.

Por Flaviana Wanderley* – colaboração

*Flaviana é pedagoga, servidora pública do município de Santana do Ipanema.