Pensão alimentícia, qual valor deve ser pago? 20% ou 30%?

Foto: Lisa870 / Pixabay

Muitas pessoas têm uma ideia equivocada de que a pensão alimentícia paga pelo provedor deve ser estipulada em 20% ou 30%. Inicialmente já esclareceremos, não há um valor ou percentual predeterminado aplicável ao caso de pensão alimentícia.

A pensão alimentícia é um direito que possibilita a uma pessoa solicitar diretamente à outra uma ajuda financeira cujo o intuito é manter as suas necessidades básicas, a exemplo de alimentos, saúde, moradia, cuidados médicos, farmacêuticos, direito a educação (se menor de idade), vestuário, dentre outros.

Pois bem, ao contrário de que várias pessoas idealizam, a pensão alimentícia deve ser estabelecida levando em consideração o binômio, possibilidade de quem deve pagar e a necessidade daquele que deverá receber. Ou seja, numa ação judicial, aquele que pretende receber os alimentos deverá comprovar, além de sua necessidade em recebê-los, a possibilidade financeira de quem deve pagá-los. Por isso, o valor deverá se adequar às condições do alimentando e do alimentante.

Apesar da lei não trazer em seu bojo um percentual fixo ou determinado para condenação ao pagamento de pensão alimentar, normalmente os juízes determinam que o valor seja entre 20% a 30%, tomando por base os ganhos do alimentante, ou com base no salário mínimo legal. No entanto, isso não impede que o julgador decida em percentual maior que 30%, ou menor que os 20%, tudo conforme o caso concreto.

Após decisão judicial que determine o pagamento de alimentos, e este não sendo pagos ou simplesmente ocorrer atrasos por três meses no mínimo, poderá resultar na prisão do devedor.

Mas não é só, o devedor, em caso de atraso na parcela alimentar, poderá ter seus bens penhorados (terreno, carro, moto, caso), os quais poderão ser leiloados para pagar a dívida existente oriunda do referido débito, bem como poderá ter seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, ou seja, ficar com o nome negativado.

Pois bem, em caso de dúvidas procure um advogado de sua confiança.

Junho Violeta: um olhar para a melhor idade

Foto: Steve Buissinne por Pixabay

O período chamado de melhor idade é parte natural do ciclo da vida, do qual todos nós almejamos alcançar. Planejamos a aposentadoria, e idealizamos ter um tempo para somente esticar as pernas pro alto e repousar da correria de toda uma vida de ocupações. Imaginamos fazer todas as viagens que não deram tempo em tão curtos períodos de férias, e sonhamos em conhecer todos os lugares que foram abandonados na lista dos sonhos da juventude.

Ninguém quer partir aos 40. Ainda não deu pra ver tudo que o mundo tem pra oferecer. Queremos ser centenários, pois a sede de viver é algo insaciável. Sempre falta conhecer um lugar novo, uma pessoa nova, e sempre há novos assuntos para estudar, e novas áreas para trabalhar. Se tivéssemos a imortalidade como prazo, ainda assim, haveriam infinitas possibilidades para vivenciar. Mas, é justamente por ser finita, que a vida tem tanto valor.

Alcançar a terceira idade é algo a se comemorar muito, tanto por todas as experiências que já foram vividas, quanto pela perspectiva de alguns anos (e sonhos) a mais. Talvez, quando alcançamos esta fase é que nos damos conta da importância da vida, justamente por saber que a maior parte dela já passou. Mas, infelizmente, a realidade de manter uma vida ativa, saudável, e de qualidade durante a terceira idade no Brasil, não condiz com a situação de todos os idosos brasileiros. Embora devesse.

Em decorrência da pandemia, as famílias passaram a enfrentar diversos problemas sociais, emocionais e econômicos (entre tantos outros), e a violência entre familiares também cresceu junto a essa maré desastrosa. Segundo a Central Judicial do Idoso (CJI) só nos primeiros cinco meses de 2021 os casos de violência contra idosos ultrapassaram o total do ano passado. Dados do Disque 100, apontam que no primeiro semestre deste ano, foram registrados mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra idosos no país. Na maioria dos casos, as denuncias notificam agressões verbais, físicas ou exploração financeira.

Atualmente, ainda é enfrentado mais um agravante: a fome. Olhar para a história do desenvolvimento do país em meados de 1940 e 50, é também olhar para o crescimento da desigualdade social, o êxodo rural, o alto índice de pobreza e, consequentemente, a fome. Com todos os problemas sociais desencadeados em efeito dominó pela pandemia, o Brasil está voltando ao Mapa Mundial da Fome a passos largos. E se fizermos um cálculo rápido, veremos que os idosos que estão em situação de vulnerabilidade social hoje, com as geladeiras vazias, são os mesmos que passaram fome numa árdua infância. Desencadear este problema é também trazer as sombras de cicatrizes emocionais que haviam sido guardadas, de volta à tona.

Se não fosse o bastante, a OMS sinalizou este mês, a iniciativa de incluir o termo “velhice” na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), a partir de janeiro de 2022. É isso mesmo, você não leu errado. Chegar à terceira idade será classificado como doença. Um enorme retrocesso que pode desencadear no aumento do preconceito para com a pessoa idosa, além de possíveis interferências em diagnósticos médicos, tratamentos e pesquisas científicas na área de geriatria e gerontologia. Imagine você, adoecer aos 60 anos e ser diagnosticado com “velhice”?! Qual seria o tratamento, afinal?

Diante de tudo isso, é de fundamental importância que todos nós, enquanto sociedade civil, possamos sempre abrir espaço para falar sobre o público idoso, e refletir sobre seus direitos e necessidades. No mês atual esta reflexão vem junto à campanha Junho Violeta, que busca combater a violência contra a pessoa idosa. O dia 15 de Junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, conforme declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção a Violência à Pessoa Idosa, em 2006. Assim como outras campanhas nacionais e/ou internacionais, a favor da garantia de direitos de vários outros grupos, esta foi criada pela sua urgente necessidade.

Pensar no público idoso é pensar em 10% da população do país, que serviu, educou, e construiu muito do que somos e alcançamos hoje, e a retribuição está acontecendo da pior forma. O olhar de respeito à nossa ancestralidade jamais deveria ser desviado. Todo o conhecimento e sabedoria passada para nós vieram e vêm da fonte de experiências vividas por eles, e reconhecer a importância dos nossos idosos é, acima de tudo, um ato de gratidão. A população se torna cada dia mais longeva, em breve o número de idosos será cada vez maior, e ainda maior, será a responsabilidade de todos de respeitá-los.

Em casos de violência de qualquer tipo e/ou violação de direitos contra idosos, denuncie. Disque 100. Como sabiamente falou Martin Luther King: “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”. O seu silêncio também é violência.

Hospital de Santana do Ipanema lança projeto de educação a distância

Frente do Hospital de Santana (Foto: Assessoria / HRCRM)

O Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), unidade administrada pelo Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (INSAÚDE ), através do Núcleo de Educação Permanente (NEP), idealizado pela equipe de Fisioterapia, está lançando o Projeto “Saber Mais”.

A ação tem como objetivo a promoção e o aumento do conhecimento dos colaboradores através do ensino a distância. As aulas serão ministradas pelos próprios profissionais da unidade promovendo assim, um ambiente de troca de conhecimentos.

O início do trabalho será na próxima segunda-feira, 07 de junho, com a aula do fisioterapeuta, Jansiel Pereira, que tem como tema Avaliação e Monitorização do Paciente Crítico. Todas as aulas serão gravadas e disponibilizadas posteriormente, no canal do YouTube da unidade, para o público externo.

Para conhecer e já se inscrever no canal do HRCRM, CLIQUE AQUI.

Por Assessoria / HRCRM

Fraude em empréstimos consignados; saiba como se cuidar

Muitos golpes tem afetado aposentados e pensionistas (Foto: Minne Santos / Assessoria)

Você conhece alguém, aposentado ou pensionista, que já teve descontado em seu benefício, empréstimo consignado não contratado?

Pois bem, tem sido cada vez mais recorrente, aposentados e pensionistas, que buscam no escritório Campos Advocacia & Consultoria, solução para referido caso.

Conforme relatos dos beneficiários do INSS, os mesmos estão sendo surpreendidos com créditos de diferentes valores, disponibilizadas em suas contas, mesmo sem haver qualquer contratação de empréstimo que justifique o lançamento dos mesmos. Apesar de ser creditado, logo passa a incidir descontos consignados em seus benefícios.

Ocorre que trata-se de uma nova modalidade de golpe de empréstimos consignados, ao contrário de outros golpes já conhecidos, o aposentado ou pensionista chega a receber o dinheiro em sua conta, mesmo sem tê-lo contratado, porém, o prejuízo aparecerá depois, quando o valor da contratação do empréstimo vier a ser descontado de forma consignada, o que costuma incidir juros altos e longos prazos para quitação.

Os alvos mais comuns estão sendo os aposentados e pensionistas que recebem benefícios junto ao INSS. Nesse caso, as instituições financeiras, de alguma forma, estão tendo acesso aos dados e informações pessoais e procedem a referida transação ilegal.

Assim, é de extrema importância que o beneficiário do INSS observe se houve lançamento de qualquer depósito incomum em sua conta. Caso perceba a disponibilidade do crédito, alguns procedimentos se fazem necessários. E para te ajudar, separamos algumas dicas essenciais: 

– Sempre confira os extratos do banco e do INSS; 

– Se houver uma quantia desconhecida, não gaste e procure a agência bancária para entender de onde ele vem; 

– Caso seja vítima, a recomendação é que procure um advogado de sua confiança. 

A instituição financeira responsável pelo crédito sem autorização e o INSS poderão ser responsabilizados pelo dano material e moral eventualmente sofrido e, consequentemente, por desfazerem o empréstimo e os possíveis descontos.

22 Maio

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Com Semana da enfermagem, Hospital de Santana homenageia profissionais

Foto: Assessoria / Hospital

O Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo (HRCRM), unidade administrada pelo Instituto Nacional de gestão e pesquisa em Saúde (Insaúde) realizou durante toda esta semana celebrações em homenagem aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

O ponto alto das comemorações aconteceu na última quinta-feira (20), momento que foi marcado por emoção, diversão e depoimentos cheios de gratidão. O cantor Cristiano Oliveira, artista que esteve interno no hospital por conta da Covid-19, e se curou, abrilhantou o evento, prestando homenagem aos colaboradores.

“Que a Semana da enfermagem não seja só durante esse período, mas sempre, e que tenhamos gratidão pelo cuidado e zelo que os técnicos e enfermeiros tem com os pacientes”, declarou a diretora do HRCRM, Lúcia de Fátima. Além da gestora participaram do momento as supervisoras de enfermagem, o diretor executivo Marcus Vinicius e diretor de operações, Enylo Faria.

Veja abaixo uma galeria com fotos do momento:

 

 
 
 
 
 
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Da Redação com Assessoria HRCRM

16 Maio

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O Sertão Está Em Festa

Fotos: Sérgio Campos

Quando maio chegou e a chuva anunciou seus benefícios ao sertão: “vai ter uma boa colheita, de milho abóbora e feijão”, o caboclo se alegrou, se ajoelhou, agradeceu a Deus, com o coração cheio de emoção, ergueu os olhos para o céu, estendeu as mãos, e com lágrimas nos olhos orou a Deus em forma de gratidão.

O sertanejo que vive desfrutando das benéficas da região desde a sua infância sabe que este ano terá tudo de bom em abundância, não apenas para ele, mas para toda a sua abençoada família, que desfruta da sua relevância, bem como a sua querida e respeitada vizinhança.

Mas não apenas os seres humanos sertanejos, que muitas vezes passam por longas estiagens, e sofrem as dolorosas circunstâncias, onde muitas vezes perdem a esperança, ficaram felizes com toda essa bonança, de tão grande relevância, onde os seus lares terão água e alimentos em abundância.

A seriema, com o seu belo cantar, deu o tom de uma admirável sinfonia, e com isso convidou seus parceiros, pintassilgo, galo de campina e coleirinha, que animados, se juntaram com azulão, e para animar ainda mais a ocasião, a nambu e o papa-capim convidaram o ferreiro e o canção, e assim, é dessa forma que canta alegre a passarada no sertão.

Enquanto isso, aproveitando esta tão rica maravilha vinda do Céu, em abundância, o mandacaru e o xiquexique afloraram para mostrarem aos seus parceiros catingueira, imbuzeiro, mulungu e craibeira, a felicidade ao sentirem os pingos da chuva que dessa forma muita beleza reproduz neste tão rico bioma, a caatinga brasileira.

09 Maio

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Você sabe o que se aprende em uma aula de educação sexual?

Foto: Reprodução / Blog Tenda do Saber

Você sabe o que se aprende em uma aula de educação sexual? Você sabe em qual idade uma criança deve ter acesso a informações sobre sexualidade? Você sabe qual a diferença entre SEXO e SEXUALIDADE?

Caro leitor, apresento-lhe nesse momento, conteúdos e informações que talvez você nunca tenha tido acesso antes. Garanto que você não será o mesmo após ler esse breve texto educativo. 

Educação sexual é visto com um tema sombrio e preconceituoso pela maioria das pessoas, e com certa razão. Muitos dos seres humanos não foram treinado a pensar e pesquisar, a maioria apenas reproduz comentários e opiniões de outras pessoas, que também não tem conhecimento, ou seja, essas pessoas estão multiplicando a IGNORÂNCIA.

As pessoas sem conhecimento pensam que educação sexual é ensinar as crianças a fazer sexo. Outras pensam que é apresentar pra elas conteúdos pornográficos. Se em algum lugar alguém disse ou fez apresentação de algo assim, infelizmente essa pessoa não está educando sobre a sexualidade, está apenas erotizando as crianças e interferindo na infância delas. 

Se você já pensou algo desse tipo, você estava equivocado, então agora terá oportunidade de aprender o que de fato é educação sexual.

Educação Sexual é ENSINAR a criança sobre as regras de privacidade do seu próprio corpo, é treiná-la para entender que em algumas partes íntimas ninguém pode tocar.

Educação Sexual é ENSINAR a criança para que ela entenda que caso outra pessoa pressione ou a obrigue a tocá-la nas partes íntimas, isso é uma violência sexual.

Educação Sexual é ENSINAR a criança como pedir ajuda caso tenha sido abusada sexualmente.

Educação Sexual é ENSINAR a criança se proteger das varias formas de violências sexuais que existem.

O que não podemos negar é que nossas crianças de hoje estão muito mais erotizadas do que as da geração passada, e isso é consequência das músicas que os adultos ouvem, dos acessos as redes sociais e a internet cada vez mais cedo, e etc.

Educação Sexual para adolescentes é orientá-los para não engravidarem precocemente. Para não se contaminarem com doenças sexualmente transmissíveis e etc.

E quem deve fazer a educação sexual das crianças e adolescentes? De quem é a competência para isso?

Os pais devem ser os primeiros a passar essas informações aos filhos, mas poucos fazem. A escola também faz isso, de modo coletivo e didático. Algumas famílias não aceitam ou criticam essa iniciativa da escola, as vezes nos faz pensar que alguém dessa família prefere vê a criança sem essa informação, para não saber se defender.

De acordo o ministério da saúde, dos mais de 32 mil casos notificados em 2018, a maioria das violências foi provocada por “pai ou padrasto” e aconteceu dentro da casa da criança. É assustador e revoltante o quanto as crianças sofrem por falta de conhecimento, e por não saberem o que é uma violência sexual.

Todos os anos no MÊS DE MAIO é promovida uma campanha nacional de combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Os vários órgãos e instituições engajados nessa campanha alcançam bons resultados a cada ação realizada.

Faça sua parte, oriente seu filho, observe os comportamentos dele. Crianças vítimas de abuso sexual apresentam muitas sequelas psicológicas e as vezes físicas, a maioria delas na vida adulta desenvolvem doenças mentais graves.

Ajude a combater esse mal tão degradante. 

Não se cale, acione o conselho tutelar, a polícia, o CREAS, disque 100 e etc.

09 Maio

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Mãe, o Maior Dom Divino

Dona Dineuza Bezerra Campos (em memória) e seu filho Sérgio Campos (Foto: Arquivo Familiar)

Para que todos nós, aqui nesta casa denominada de planeta Terra, pudéssemos chegar e de tantas bênçãos desfrutar, Deus, o Divino Pai Eterno, concedeu-nos o maior de todos os tesouros, nossa abençoada genitora, que veio com a grande missão de nos amar.

Antes de que nós pudéssemos usufrutuar dos bens da vida, a exemplo da luz solar, esta calorosa e preciosa dádiva de Deus nos conservou por um longo período em seu corpo, onde doou suas santas energias para assim o nosso corpo rejubilar.

O amor deste bem Divino não tem limites, logo cedo nossa Mãe nos acolheu em seus braços, onde sempre esteve pronta a nos amamentar, depositando, assim, sua plenitude de bondade, onde o seu fraternal abraço sempre esteve pronto a nos acalorar.

O amor de uma mãe é de tamanha grandiosidade que, para florescer, o seu corpo não precisa doar, pois o seu imenso amor simplesmente alimenta o seu coração para um ser, mesmo gerado por outra, ela colocar em seus braços e com amor adotar.

A luz que Deus implantou neste ser tão grandioso é de uma enorme preciosidade, onde, a todo momento, dedicada a trabalhar para nossa alma cativar, levando, assim, a cada um dos seres a ela confiado a missão de poder, aos olhos de Deus, brilhar.

04 Maio

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Vida boa, é em Santana do Ipanema

Livro Vida Boa, de Bartolomeu Barros (Foto: Flaviana)

É com muita honra que irei falar sobre a excelente obra do escritor, empresário e Maçon, o Sr Bartolomeu Barros, santanense de coração, um verdadeiro contador de histórias e causos.

O livro Vida Boa, foi publicado pela editora SWA em 2014 e sob a capa de Acácia Amarela. vai lhe proporcionar conhecer pessoas ilustres e suas histórias, contadas através da escrita do Senhor Bartolomeu Barros. Nesta belíssima obra, você vai conhecer o surgimento do Rotary Club em Santana do Ipanema.

Fiquei encantada em conhecer as histórias dos pioneiros na área da saúde. É um livro de uma leitura com linguagem simples, dar para sentir o bom humor do escritor em toda extensão do livro. Cada pessoa citada no livro é um exemplo de pessoa, profissional para Santana do Ipanema.

Deslumbrada com esse arquivo de histórias santanenses que servirá como fonte de pesquisa e registro de memórias de pessoas que fizeram e fazem parte de uma terra tão querida.

O livro Vida Boa, é uma relíquia. Quer conhecer santanenses? Quer conhecer pessoas que você sempre ouviu e ou ouve falar, mas nem sabe como é o rosto da pessoa, a exemplo, do Dr Onofre Arrais, o senhor Pedro Gaia, que deu nome a rua Pedro Gaia no bairro Camoxinga? É só ler o livro “Vida Boa”.

O real e vertiginoso mundo novo

(Foto: Pexels / Pixabay)

Passei a perceber o quanto é laborioso vivenciar a história, a partir do momento que o ato de escrever sobre os acontecimentos atuais se tornou algo difícil de fazer, ato este, que desde a infância foi fluido pra mim. O bombardeamento de notícias negativas que nos jogam goela abaixo, a cada minuto do dia, é algo que nos causa a sensação de precisar ruminar. Temos refluxo, azia, mal estar, má digestão. Não há tempo para digerir.

Era muito mais cômodo ler as histórias de cinquenta anos ou cinco séculos atrás. Nos impressionávamos, tínhamos sensações, ficávamos imaginando como tivera sido passar por determinadas situações. E depois, refletíamos, fechávamos o livro, e seguíamos nossas vidas. No máximo, conversávamos com alguém sobre as problemáticas que vimos nas páginas destes livros. E tínhamos até o super poder desugerir soluções. Tudo em simples e harmoniosa paz. Éramos imbatíveis.

Problemas existiam, sempre existiram, mas sempre fomos ótimos em contornar situações. Um jeitinho brasileiro aqui, outro ali, e as crises do jornal pareciam mais próximas à artificialidade dos filmes do que com o nosso real. Afinal, uma crise parcelada em 12x sem juros era mais fácil pro brasileiro pagar. Mas, pagar à vista, é caro demais. Pagar com a vida, é um prejuízo do qual não estávamos preparados. Ver a história passar diante dos nossos olhos no ao vivo, não nos dá tempo de sugerir soluções como costumávamos fazer.

Um ano depois de começarmos a escrever a primeira página do livro de histórias da qual estamos vivenciando, chegamos à exaustão. O cansaço que antes era relativo e individual, tratado facilmente com terapia e viagem de férias, agora é coletivo, e não existe “band aid”. A terapia se transformou em vídeo-chamada, assim como todos os outros locais dos quais costumávamos ocupar. As férias foram adiadas, pois já não havia lugar para ir, e o aconchego de estar em casa se tornou maçante.

Estamos imersos em descobrir o que é normal e anormal no novo agora. O calor brasileiro de fazer frevo precisou ser apagado com esguichadas de desinfecção e higienização. No novo normal, precisamos vestir não só o corpo, mas também a face. O perfume que costumávamos usar foi substituído pelo cheiro de álcool em gel. E os abraços… ah, os abraços… estes foram subitamente trocados pelas telas de smartphones e laptops. E mesmo já tendo se passado pouco mais de um ano, aparentemente ainda não nos habituamos.

No mês de março, ao mesmo tempo em que se completava um ano da primeira morte por coronavírus no país, o plano político foi alcançado: “Brasil acima de todos”. Estávamos liderando a quantidade de mortes diárias até poucos dias atrás. Na história que estamos escrevendo hoje, o Brasil que antes fora referência de vacinação, agora sofre com uma Revolta da Vacina reversa. Enquanto esperamos uma vacinação em massa, só conseguimos vislumbrar um milagre do amanhã, que nunca chega.

O Brasil que costumava se revoltar por um vintém, protestar por 20 centavos, gritar por liberdade e manifestar-se por impeachment, parece ter sido silenciado pelo luto. No novo normal nós fazemos a escolha entre comer ou pagar as dívidas, calados. Um estudo recente feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou que o valor ideal para sustentar uma família composta por dois adultos e duas crianças, deveria ser de R$5.315,74, em março. Enquanto isso, fazemos o milagre da multiplicação com o salário mínimo de R$1.100,00.

O Brasil das crises estabeleceu uma normalidade assustadora. Nós decidimos resolver a situação com vídeos dançando, “memes”, reality shows e fotos de demonstração da nossa satisfação e felicidade nas redes sociais. Entregamos as crises
políticas, econômicas, sociais, sanitárias e humanas, para Deus, o universo, o cosmos, o senhor tempo, os orixás, e todas as divindades, pois nós estamos ocupados demais com o nosso novo normal. Precisamos alimentar as nossas redes sociais, ficar sempre online e conectado, afinal, não é isso o novo normal?

Ao que parece, até mesmo o maior medo humano foi normalizado. Até caberia aqui, um trecho de Cazuza: “Senhoras e senhores, trago boas novas, eu vi a cara da morte e ela estava viva”. Após quase 400 mil mortes, ao que parece, só nos resta aceitar a ceifadora. Afinal, os lockdowns no Brasil nunca aconteceram, de fato. Para uns, por necessidade, para outros, por pura e simples irresponsabilidade. Estamos engolindo o luto com doses de café (que a propósito teve aumento de 36% em sua produção de 2020), e seguimos nos ludibriando com os sorrisos postados.

Se está tudo bem no reality show da TV, nas redes do Zuckerberg, nas séries e filmes das plataformas de streaming, então está tudo bem com o mundo também. O que nós poderíamos fazer mesmo? Já não somos mais a geração coca-cola de outrora, somos a geração que grava vídeos e espera ficar rico e famoso. Não temos porque nos preocupar com os problemas do país, já temos os nossos próprios problemas do nosso novo normal: “como editar vídeos dançando para postar?” O novo normal causará mudanças longínquas e irreparáveis, o que não se pode saber, ainda, é se essas mudanças serão, ou não, positivas. Quem sabe possamos descobrir nos próximos livros
de história.