03 Maio

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Conhecendo Santana do Ipanema pela ótica de Dr. Avelar

Livro do médico Avelar Alécio (Foto: Divulgação)

Minha querida Santana do Ipanema, a famosa Rainha do Sertão, que no último dia 24 de abril completou seus 145 anos de Emancipação Política. Essa graciosa cidade tem muitas histórias, e pensando nelas, me enriqueci na leitura do livro “Santana: vivendo e contando histórias”, de autoria do médico José Avelar Alécio.

A obra traz inúmeras histórias de vida do autor, desde sua infância, parte de sua trajetória estudantil e profissional, até a vida adulta e sua contribuição a nossa querida cidade sertaneja.

Dr. Avelar, como é mais conhecido, é natural do município de Pindoba, mas chegou a Santana do Ipanema muito pequeno. Em novembro de 2015 o médico recebeu o título de cidadão honorário de Santana do Ipanema.  

Ao mergulhar nas páginas de cada história, pude sentir sua força, alegria e até mesmo a tristeza, em suas falas. Aquele seu jeito tranquilo de falar, pude imaginar sua voz calma contando cada capítulo. “Santana: vivendo e contando histórias” vai te fazer sentir o gosto ao embarcar numa viagem ao passado dessa bela cidade, com suas alegrias e dificuldades.

O escritor José Avelar retrata seu encanto enquanto criança com a pureza de ter infância, dos jovens pelas calçadas em noites, sem o risco que corremos hoje, em estar fora de casa. Uma de suas histórias, foi a da bodega “Casa Milhões”, uma loja da época, que jamais ouvi falar, realmente como o próprio escritor retrata, que ficava imaginando milhões, imagino que não poderia comprar lá, pois não teria milhões (risos).

Avelar ainda fala sobre as cheias dos anos 60 e 70, dos famosos cinemas, shows de calouros, das feiras noturnas, times da cidade, festas, homenagens a pessoas ilustres que contribuíram de alguma forma para o desenvolvimento social do município.

Fiquei muito surpresa em saber tanto sobre os cinemas da nossa cidade, algo que sinto muita falta e que seria uma atração constante para a região. O autor ainda registra todo seu amor pela nossa querida terra. Na segunda parte do livro Avelar fala da sua dedicação ao ofício da medicina, fazendo alguns registros e apelos para melhoria saúde e da vida de todos que necessitam do SUS.

Além da experiência de imergir em suas histórias, digo que foi possível perceber seu enorme desejo em ver essa cidade com tanto potencial em desenvolvimento. Se assim como eu você quer sentir isso, tá esperando o quê? Corre e vai ler “Santana: vivendo e contando historias”.

26 abr

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Através de um livro conheci a história do nosso rio Ipanema

Capa do livro Ipanema, um rio macho, de Clerisvaldo B. Chagas (Foto: Cortesia)

No ano em que o rio Ipanema virou manchete nacional, após uma enchente que abalou em especial a cidade de Santana do Ipanema, muitos moradores deste município ainda não sabem a história desse rio, que nasce em Pernambuco e deságua em Alagoas.

Pensando nisso procurei algumas respostas lendo o livro “Ipanema Um Rio Macho”, do professor e escritor santanense, Clerisvado B. Chagas.

Indico essa obra como base primordial, não só para os moradores locais, mas para você que é professor, e que deseja transmitir isso aos seus alunos. Ela relata a origem do rio Ipanema e traz em detalhes todo o seu percurso, da nascente até a foz.

O livro é ilustrado com mapas, tabelas, fotos do rio, das aventuras de um grupo de amigos, aspectos técnicos e versos de um repentista.

O autor também aproveita para contar a história de sua infância à beira do rio Ipanema. As aventuras de um grupo de cabras machos que percorreram toda margem do rio Ipanema, do trecho Santana do Ipanema até sua foz, simplesmente a pé. 

“Durante as trovoadas de final e início de ano ou nos bons invernos o Ipanema botava cheias. Toda cidade parava para vê o Ipanema”, descreve Chagas.

Percebe-se que essa atitude das pessoas como está no livro, não é diferente de hoje. Mesmo em pleno risco dessa pandemia, moradores saem das suas casas para admirar o rio. As pessoas estavam alucinadas com aquele gigante. 

Dessa vez o rio tão belo e gigante, que antes adoçava os olhares de quem o admira. Infelizmente, a força da sua vinda, trouxe também tristeza e lágrimas para alguns ribeirinhos.

A você leitor que sofreu com enchente, se comoveu ou teve o coração partido pelas águas do Panema, venha conhecer toda história dessa força da natureza, no livro “Rio Ipanema Um Rio Macho”.

19 abr

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Que tal viajar no passado de Santana do Ipanema?

Capa do livro “Santana, a cada canto, um conto” (Foto: Reprodução)

A pacata cidade de Santana do Ipanema sofreu recentemente duas enchentes. Essa tragédia me trouxe curiosidades sobre o rio Ipanema e o riacho Camuxinga, ambos protagonistas desses episódios no Sertão de Alagoas

Mergulhei no livro “Santana do Ipanema, em cada canto, um conto”, do professor e escritor Fábio Soares Campos. Em suas preciosas linhas, o autor conta como surgiu a ponte do Padre, que liga o riacho Camuxinga e o rio Ipanema.

Essa história, de acordo com o sertanejo, foi contada por sua saudosa mãe, Dona Dineusa Bezerra Campos. Me chamou atenção o trecho “lá estava assentada, a confluência do rio e riacho. Enquanto o Camuxinga, languindo se entrega ao Ipanema”. 

Esse fato, até poucos dias ninguém poderia acreditar, mas aí veio o rio Ipanema, subiu e cobriu a ponte do Padre.

Lendo o trecho “Lá vinha o Ipanema, de águas salobas da cor de ferrugem, pra dar nome a cidade”, consegui vislumbrar as águas do Panema, imaginando ela correndo rio abaixo.

Em todo livro percebe-se que o autor retrata os contos da cidade através uma bela história, escrita com humor, rimas e entusiasmo. A obra nos proporciona entender de forma prazerosa como surgiu a cidade de Santana do Ipanema.

É possível viajar pelo passado, reconhecer e relembrar os personagens populares que deram início a uma cidade, que considero de “terras doces”.

Durante a leitura me senti como se tivesse entrado na máquina do tempo, trazendo a pureza da criança que brincava na rua, das fortes tradições religiosas, das cheias do rio Ipanema e, as pessoas mais conhecidas desse pedacinho do sertão.

Se você ama Santana do Ipanema, com certeza vai querer relembrar esses personagens reais. E para quem não é dessa época, posso garantir que vai ter o prazer de conhecer tempos tão bonitos.

Por Flaviana Wanderley – colaboração*

*É pedagoga, servidora pública municipal em Santana do Ipanema

12 abr

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Conheça obras de santanenses para aproveitar durante isolamento social

Foto: Divulgação

Se você é uma daquelas pessoas que está aproveitando o período do isolamento social para colocar a leitura em dia, mas ainda tem algumas dúvidas de que livro buscar, esse texto pode lhe ser útil. Nas próximas linhas não vou apenas citar um livro, mas algumas antologias.

Para quem não é familiarizado com o esse nome, explico que antologias são livros que trazem uma coletânea de textos, que podem ser sobre um mesmo tema ou estilo, como um conjunto de poemas, ou ainda reunir vários autores e suas obras, como é o caso das três Antologias Santanenses.

Esse modelo de livro possibilita a você uma oportunidade de conhecer fazer uma leitura em diversos mundos literários, porque são textos escritos em diferentes situações e textos curtos para quem não gosta de textos longos ou até mesmo um livro inteiro devido a falta de tempo.

Em 2017 foi lançada a primeira Antologia Santanense, nomeada de “Um Encontro de Sonhos e Palavras”. Em 2018 a segunda se chamou “Um Caminho de Imagens e Palavras” (o título foi criado porque, diferente da primeira, desta vez fotos foram também publicadas como conteúdo de autores). No terceiro ano seguinte veio mais uma, intitulada “O despertar Literário no Sertão de Alagoas”.

É hora de sentar, aproveitar a calmaria do isolamento e preencher sua mente com a voz do escritor santanense. Talvez você se depare com um autor que você o veja passar na rua, ou ainda o texto pode te fazer sentir a real historia de algum lugar que você já esteve.

Indico as três Antologias Santanenses, as duas primeiras organizada por Lícia Maciel e Kelvia Vital, e a terceira somente pela Lícia. Inclusive, destaco que sou autora de um dos textos na segunda antologia, que retrata o bairro monumento e o inicio do Festival da Juventude.

Leia romance, cordel, crônica, poesia, em um único livro, a cada dia uma nova página.

24 dez

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Natal o ano inteiro

Foto: Reprodução / Pixabay

O brilho do natal nasce, quando inicia o mês de dezembro.
Ah, se o natal
Fosse o ano inteiro…

Assim existiria muita paz e nenhum mal.
E ninguém sofreria tanto,
Ninguém passaria tão mal.

Assim, existiria mais luz,
Amor e ternura.
Pessoas doces, sem maldades,
Mais humanas, belas criaturas!

Servindo, ajudando, uns aos outros,
Como ensina a escritura.
“Amai uns aos outros,
Como a ti mesmo”
Algo impossível?
Não vejo!

Respeitar, ajudar, ser gentil.
É algo honroso, brilhante, um grande desejo.
A linda magia do natal,
Agradecer, sorrir, abraçar, presentear,
A quem não tem, alimentar e doar.

De amor, pão e vinho,
Encher de luz a alma, tudo tão lindo e perfeito,
O espírito natalino, é agradar.

Natal o ano inteiro,
Por quê não, agraciar?
Assim talvez o ano inteiro,
Fosse mais fácil suportar.

Quem sabe, toda sociedade,
Vivessem melhor e sem se aperrear.

Eu sei que nem todo mundo tem dinheiro.
Mas sei que respeito, amor e bondade,
Pode ser plantado no coração das pessoas,

E espírito não tem cor e nem idade,
E pode espalhar Natal o ano inteiro,
Por toda cidade.

08 out

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Bom é ser nordestino!

Foto: Daniele Daly Dani / Pixabay

Eita, sabe o que é bom?
Bom mesmo, é ser nordestino!
Crescer e viver,
E nunca deixar de ser menino.
Ter rosto bonito do sol queimado.
Que estampa, um sorriso lindo e alumiado!

Nordestino, é aquele que planta com Fé.
Nordestino, é muito, é arretado!
Ele semeia com esperança,
Se esforça, pega no pesado.
Sonha com a chuva, feito criança.
Na luta sempre de pé, nunca espera sentado.

Um povo, que faz piada de tudo,
Da pobreza e da desgraça 
Gente feliz,
Que de tudo acha é graça!
Aqui, eu digo com orgulho:
Que esse povo, é cheio de esperança e de raça!

Bom, é ser nordestino!
Aquele que não espera,
Vai lá e faz seu próprio destino.
Seja um cabra macho, 
Uma fême ou menino.
Bom mesmo, 
É ser Nordestino.

Por Flaviana Wanderley* – colaboração

*Flaviana é pedagoga, servidora pública do município de Santana do Ipanema.