DUZENTOS SETEMBROS

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil / 2014

Eis que no dia 7 deste mês e ano, o Brasil completou duzentos anos de independência política. Múltiplos sentimentos passam pela nossa cabeça, ao relembrar de tão importante marco histórico. Um turbilhão de informações vem-nos a mente. E uma pergunta esvoaça no ar: Quanto disso eu vivi? Algo em torno de mais de meio século. Parece pouco? Vejamos.

Desde que estreei no mundo, já vi dezoito presidentes subir ao poder máximo da nação brasileira. Desde Juscelino Kubistschek (1956-1961) ao atual Jair Bolsonaro. Tendo nesse ínterim, uma Junta Militar(1969) comandado a nação. Entre estes houve também a primeira, e até o momento única, mulher Dilma Rousseff (2011-2016) a assumir tal cargo.

No comando do estado de Alagoas foram cerca de vinte à frente, desde que existo. De Muniz Falcão (1958-1961) ao atual Paulo Dantas. Observo com certa resignação que nenhuma mulher conseguiu alcançar o cargo máximo do nosso estado.

A frente da prefeitura da nossa cidade Santana do Ipanema, desde que existo tivemos doze gestores municipais. E duas mulheres tendo exercido o poder executivo. A atual prefeita, a médica Cristiane Bulhões, e por dois mandatos sua genitora, doutora Renilde Bulhões.

Sumo pontífice à frente do Vaticano alcancei, até o presente momento seis. Desde Dom João XXIII (1958-1963) até o atual papa Francisco.

Copas do mundo de futebol. Dentre as vinte e uma edições ocorridas, alcancei quinze. Com o Brasil tornando-se Bicampeão mundial no Chile em 1962, eu era apenas um bebê. E mais intensamente, aos dez anos de idade, vivi a conquista do Tricampeonato com a nossa Seleção Canarinha, sagrando-se Tricampeã no México em 1970. O Tetra em 1994,conquistado nos Estados Unidos, e o Pentacampeonato em 2002, na Coréia do Sul.

Vejamos algo sobre números. O mês que estamos é totalmente numérico: Setembro. Isso porque no passado, ele já foi o sétimo mês do ano. Estamos falando do império romano de Júlio Cesar[100-44aC.].

“O calendário romano deixou de ser oficialmente utilizado, a partir da adoção do calendário juliano, na intenção de eliminar alguns problemas de datas. Incomodado com o desajuste das estações do ano Júlio Cesar contou com a ajuda do astrônomo Sosígenes para fazer novos ajustes de tempo. Com a alteração o ano passou a ter 365 dias, com doze meses. O ano passou a ter início oficial no dia primeiro de Janeiro [januaris]. Fonte: segredosdomundo.r7.com”

Estamos a comemorar Duzentos anos de nossa independência enquanto nação livre. O numeral cardinal duzentos, literalmente significa duas centenas [do Latim] duos + centum = duocentos.

Lembremos pois, o sesquicentenário da independência do Brasil ocorrido em 07 de setembro de 1972. “Sesquicentenário é uma medida de tempo um período compreendido de cento e cinquenta anos. Ou seja, o período de um século e meio. “Sesqui” prefixo latino que significa: “Um e meio”. Fonte: pt.wikipedia.org”

“Hino do Sesquicentenário da Independência Canta; Ângela Maria: Marco extraordinário Sesquicentenário da independência/ Potência de amor e paz/Esse Brasil faz coisas que ninguém imagina que faz. Composição by Miguel Gustavo 1972.Fonte: letrasmus.com”

HUMOR PARA ENCERRAR

Qual o ALIMENTO que os políticos mais gostam?

AS MASSAS

Qual a BEBIDA preferida do Papai Noel?

GIN-GOBEL.

Qual o cúmulo da BELEZA?

Comer FLORES para enfeitar os VASOS Sanguíneos.

Por que a ABELHA morreu eletrocutada?

Pousou numa ROSA-CHOQUE.

O que o “C” disse pro “Ç”?

Bonito cavanhaque!

Qual o cúmulo do BASQUETE?

Jogar a bola na CESTA e só cair no SÁBADO.

SOB SEUS CUIDADOS [SUB TUUM PREASIDIUM]

Foto: Reprodução / Wikipédia

Agora, caros leitores, não tem mais essa de desenvolver um tema pra que eu venha fazer uma crônica. Senão corro o risco de morrer de inanição literária. Vamos aí com a primeira “Feira de Mangaio”, que é o que convencionamos chamar essa mistura de tudo, relacionado às letras, que se nos apresentou nos últimos dias. E que achei interessante pesquisar e compartilhar.

Comecemos por esta oração à Nossa Senhora, encontrada num grupo católico de watsapp. Encontrei-a já traduzida para o português. Fui ao site Google Tradutor, e a consegui em Latim:

“Ad tuamfidemconvertimus Santa Dei Genitrix. Preces nostrasnedespicias in necessitatibus, sed a periculiscunitis libera semper. Virgo gloriosa et benedicta!”

“SOB SEUS CUIDADOS a vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita!”

MISSÃO CUMPRIDA OU MISSÃO COMPRIDA?

Ao término de mais um dia de trabalho, despedi-me de um colega de trabalho usando o questionamento. Sendo que eu mesmo sabia a resposta.

“Comprido(a) é usado para qualificar aquilo que é longo, alto ou extenso. Cumprido(a) é usado para designar o que está realizado, executado, feito. FONTE: vocepergunta.com”

O colega concluiu dizendo: “Então está correta dos dois jeitos!” E rimos.

No final de semana comemorativo ao dia dos pais, fui a um restaurante/sítio: “A Budega”. Aliás, muito em voga nos últimos tempos aqui na região esse tipo de estabelecimento. Fui para confraternizar com a família. Havia música ao vivo, o cantor que ali se apresentava eu o conhecia de longa data: “Eribério, Violão e Voz”. De repente ele executou uma música que vibrei ao ouvi-la: “SultansOf Swing”. Acontece que em uma versão originalíssima, uma paródia sob a música “Menino da Porteira”, que até então a concebia na voz do cantor Sérgio Reis. Na década de 80, salvo engano, transformda em filme pra telona.

“Apesar de ter ganhado o Brasil na voz de Sérgio Reis em 1973, a história de “O menino da Porteira” começou na década de 50, quando foi criadapelo grande compositor Teddy Vieira junto a Luís Raimundo. A canção foi gravada logo em seguida pela dupla Luizinho e Limeira, e em 1956 por Tonico e Tinoco. FONTE: versoseprosas.com.br

“SultansOf Swing

Youget a shiver in thedark/ It’sraining in thepark, butmeantime/ South oftheriveryou stop andyouholdeverything/ A bandblowin’ Dixie double four time/  Youfeelalrightwhenyouhearthatmusicring.

Sultões do Suingue

Você sente um arrepio no escuro/ Está chovendo no parque, mas enquanto isso/ Ao sul do rio, você para de repente/ Uma banda está tocando Dixie num ritmo acelerado/ Você se sente bem quando ouve a música tocar. Fonte: mus.letras.com”

“Sultans of swing” is a song by British rock band “Dire Straits” written by front man Mark Knopfler in july 1977. The song was then re-record in frebruary 1978 at basing street studios for the band’s eponymous debut album.

Sultans of swing” é uma música da banda de rock britânica “Dire Straits”, escrita pelo vocalista Mark Knopfler em julho de 1977. A música foi regravada em fevereiro de 1978 em estúdios de rua para o álbum de estreia homônimo da banda. Fonte: Google.com.br

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR:

PERGUNTAS EMBLEMÁTICAS

“Como se escreve ZERO em algarismos romanos?

Se TODOS os HOMENS SÃO IGUAIS Por que as mulheres escolhem tanto?

Por que a palavra GRANDE é menor que a PEQUENA?

Por que TUDO JUNTO se escreve separado. E SEPARADO se escreve tudo junto?

Como inventaram o RELÓGIO se antes não se conheciam as HORAS?

Se o SUPER-HOMEM é tão forte e inteligente por que usa a CUECA fora das calças?

Como se diz CÔMICO no DIMINUTIVO?

THE BOOK IS ON THE TABLE

Foto: Heyli Jiménez / Pixabay

Quero dedicar esta crônica a meu neto Thômas Kael, de apenas onze anos de idade que me inspirou a compô-la. Confesso, estou muito orgulhoso de ver sua capacidade intelectual, que de tanto assistir vídeos em inglês já os entende, e domina fluentemente o idioma dos gringos.

Vem de longa data o interesse que tenho pelo idioma falado nos países anglo-saxônicos. Tentarei numa retrospectiva verbo-descritiva relembrar como o inglês foi aos poucos interessando-me, ao longo de minha vida. Na década de sessenta, mais precisamente em 1969 chegava à Santana do Ipanema, a nossa residência, na casa dos meus pais, os primeiros discos Long-Play (compactos) das bandas “The Beatles” e “The Archies”. Trazidos pelo meu irmão Fernando Soares Campos. Na época marinheiro da Marinha do Brasil, e que viajava pelo mundo no submarino “BAHIA”. Os significados dos nomes das bandas e das músicas inquietavam-me. Pena que não havia o Google naquela época.  “The Archies” cantava uma música de melodia bem ritmada chamada “SugarSugar” que muito me atraia. Ouvi agora a pouco no Youtube, foi uma viagem no tempo.

TRECHO DA LETRA DA MÚSICA “SUGAR, SUGAR” COM TRADUÇÃO:

“Sugar, ah, honey, honey/ You are mycandy girl/ Andyou’vegot me wantingyou/ Honey, ah, sugar, sugar/ You are mycandy girl Andyou’vegot me wantingyou. TRADUÇÃO: “Doçura. Oh docinho, docinho/ Você é minha garota bombom/ E me deixa desejando. FONTE: vagalume.com.br”

Outro momento da minha infância em que há referência à língua inglesa remete-me a Seu Albertino, um eletricista de profissão, que tinha o corpo todo tatuado, que teria “aprendido” a falar inglês convivendo, segundo ele próprio, com os gringos no cais do porto de Santos, São Paulo. E lá na mercearia-lanchonete de meu pai João Soares ele fazia questão de pedir o lanche em inglês: “-Coffeewithmilk, breadbutter boy!” que imediatamente traduzia: “-Um café com leite e um pão com manteiga menino!”. Dizia ele que os gringos marinheiros gostavam de dizer: “-Gotohellman!” que quer dizer: “-Vá pro inferno homem!”.

Também dessa época, lembro que no azulejo da cozinha lá de casa havia um adesivo em que se lia: “GoodLuck!” que imediatamente traduzi: “Boa Sorte!”. Minha irmã Selma Campos resolveu averiguar. Levou a inscrição para a sala de aula, e sua professora de inglês, dona Déa Wanderley Tenório confirmaria como correta a tradução. Depois eu confessaria fora pura intuição, o adesivo continha uma flor de quatro trevos!

THE BOOK IS ON THE TABLE

“Esta frase foi pelo menos usada no Brasil para o ensino da língua inglesa, em várias aulas e livros como um exemplo de como usar preposições. Tornou-se tão popular que mesmo quem não sabia nada em inglês saberia dizer “Oi”, “O livro está na mesa” e “Tempo é dinheiro”. Este ficou popular por causa de um programa de TV dos anos 90. FONTE: vavavoomproductions.com/pt”

Quem de nós infantes da década de setenta, não lembra do refrão: “I don’twanttostayhere. I wannato go backto Bahia”, da música do saudoso Paulo Diniz: “EU QUERO VOLTAR LÁ PRA BAHIA.”  Relembro que ouvi muito executado na Toca do Pato do tempo de Seu Olival. Hoje em dia tenho uma vitrola, e uma cópia desse disco”.

FLOR DE LIS

Flor de Lis (Foto: JackieLou DL / Pixabay)

Tudo começou quando tentei lembrar de algum símbolo, imagem ou figura, que algum dia na vida tenha visto, e que teria ficado guardado numa “gaveta” da minha memória. Alguma coisa, que de repente, do nada, surgisse, emergisse, de lá, do vasto “lago” do Lobo frontal do nosso cérebro.

Então, eis que “me aparece” a imagem de três folhas, entrelaçadas pelo meio. A que está ao centro aponta para cima, enquanto as outras duas pendem para os lados. Esta crônica emblematicamente teria o título de: “As Três Folhas”. A pesquisa porém, fez-me optar por “Flor de Lis”.

“A Flor-de-lis é uma figura heráldica muito associada à monarquia francesa, particularmente ligada com o rei da França. Ela permanece extraoficialmente um símbolo da França, assim como a águia napoleônica. A palavra “Lis”, é um galicismo que significa “Lírio” ou “Íris”, mas também pode ser uma contração de “Louis” (termo francês equivalente a “Luis) primeiro príncipe a utilizar o símbolo, ficando assim: “Fleur-de-louis” ou “Flor-de-Luis”. FONTE: pt.wikipedia.org”

“HERÁLDICA ou ARMARIA é um sistema de identificação visual e simbolismo criado na Europa no século XII, baseado nos brasões de armas ou escudos. O termo também designa a arte de elaboraros brasões e a ciência que estuda suas regras, formas, tradições simbolismo, significados históricos, políticos, culturaise sociais. FONTE: pt.wikipedia.org”

A minha pesquisa, é preciso que se diga, não deu “de cara” com esse símbolo associado à armaria ou ao rei de França. A princípio, descobrimos que a “Flor-de-Lis” estaria relacionada com o Escotismo.

“Um dos principais símbolos do Escotismo é a Flor-de-Lis. O distintivo tem origem nos antigos mapas que usavam a figura da flor na rosa dos ventos para indicar o norte, a direção certa. Para os escoteiros, o emblema mostra ainda o caminho do cumprimento do dever e da ajuda ao próximo. Suas três folhas remetem aos três itens da promessa escoteira. Hoje é o símbolo oficial para todos os grupos escoteiros que pertencem a fraternidade mundial. Para distinguir uma nacionalidade da outra, na maioria dos casos, o emblema nacional é posto junto à Flor-de-Lis. No Brasil o Selo da República é  utilizado para este fim. FONTE: símbolos.net.br”

“SINAL ESCOTEIRO: Formado pelos dedos da mão direita: indicador, médio e anular, unidos e estendidos com o polegar mantido sobre o mínimo na palma da mão. Eleva-se a mão à fronte rapidamente, como em continência. O sinal representa as três premissas da promessa escoteira: e que mesmo os escoteiros mais distantes permanecem unidos, além do mais forte proteger/defender o mais fraco (dedo polegar sobre o mínimo). O APERTO DE MÃO Pode causar certa estranheza, mas os escoteiros se cumprimentam com a mão esquerda e com os dedos mínimos entrelaçados. O gesto quer dizer que há confiança mútua entre os companheiros. FONTE:wikipedia.org”

“SCOUT: tradução do inglês: Escoteiro. FONTE: linguee.com.br”

“O ESCOTISMO, fundado por Lord Robert StephensonSmyth Baden Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. Sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra na promessa e na lei escoteira. Através da prática de trabalho em equipe, da vida ao ar livre. E fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina. SIMBOLISMO: Como simbologia gira a volta do explorador, aquele que parte à descoberta do desconhecido. Além da Flor-de-Lis, também a Vara, o Chapéu, o Cantil e a Estrela. FONTE: agr658.cne.escutismo.pt”

“ESCUTISMO e os EXEMPLOS: Os exploradores são chamados a seguir o exemplo de algumas figuras bíblicas e históricas. Santos que são modelos de vida: Abraão, Moisés, David, Santo Antônio, Santa Isabel de Portugal, bem como exploradores como Fernão de Magalhães, Ernest Shakleton, Neil Armstrong, Gago Coutinho, Sacadura Cabral, Jacques Cousteau, DianFossey, Infante Dom Henrique, RosieStanset etc. Fonte: pt.wikiversity.org”

Houve um elemento que eu jurava que fizesse parte da simbologia dos escoteiros, o Lenço vermelho no pescoço sobre a gola da camisa. Para minha surpresa, não é citado em nenhuma das fontes pesquisadas.

ESCOTIMO ou ESCUTIMO? O site: avozdetrasosmontes.pt tem uma matéria com esse título e tema. Porém, não permite copiar. Explica basicamente que 1913 foi fundada a primeira associação de escoteiros em Portugal e o termo, originado do inglês “Scout” utilizava o “O”: ESCOTISMO. Porém em 1923, a igreja católica idealizaria uma fundação com os mesmos princípios, no entanto de caráter confessional. Daí o termo ESCUTISMO. O artigo termina dizendo que ambos os termos são aceitos para o mesmo significado.

Por fim, temos a música FLOR-DE-LIS do nosso querido Djavan, das mais brilhantes estrelas da MPB, que tanto enaltece nossa Alagoas. De quem sou fã de carteirinha desde a minha juventude. E diz mais ou menos assim: “Valei-me Deus, é o fim do nosso amor? Perdoa por favor/ Eu sei que o erro aconteceu/ Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez/ onde foi que eu errei?/  Eu só sei que amei, que amei, que amei. FONTE: letras.mus.com.br

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR [Do watsapp]

NO DIA DO AMIGO: AMIGO É IGUAL CUSCUZ TEM HORA QUE INTALA, FAZ RAIVA, MAS NÃO PODE FALTARNA VIDA DA GENTE.

AVISO NAS PORTAS DOS BANHEIROS DE UM BAR: WC DE MUIÉ/MULHER; MACHO/HOMEM; MUIÉ/HOMEM; HOMEM/MUIÉ. [Quero ver Alguém reclamar!kkk]

NÃO ENTENDO PORQUE CEMITÉRIO TEM MURO. SE QUEM TÁ DENTRO NÃO PODE SAIR, E QUEM TÁ FORA NÃO QUER ENTRAR.

DIÁLOGO NO TRABALHO: – VOCÊ SE PREOCUPA COM O AVANÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

-NÃO. EU ME PREOCUPO MAIS COM O RETROCESSO DA INTELIGÊNCIA NATURAL.

PRA QUEM GOSTA DE DAR DEDO…

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Dizem os entendidos no assunto que estamos na era digital. Avançamos muito desde o jurássico período da datilografia. Foi justamente com eles, e através deles que conseguimos compor esta crônica, e me comunicar com você leitor numa linguagem verbal. Mas, também com os dedos, podemos nos comunicar numa linguagem não verbal.

Chamou-me atenção, esta semana, o meu amigo radialista Rânio Costa, no dia do seu aniversário, nas redes sociais ostentando largo sorriso e dois dedos em “V”. Não resisti e comentei: Caro amigo saiba que este seu gesto muitos significados possuem: “V” da vitória, Paz e Amor, Voto Válido, Descanse a língua aqui! É dois! Etc…

Daí, resolvi ir além da brincadeira, e pesquisar o real significado da origem dos dois dedos levantados. Muito tinha ainda a aprender. Lembrei-me das vezes que ouvi meus filhos ainda pequenos em exaltados momentos de discussãobdenunciar: “Pai ele (ou ela) está dando dedo!” E de pronto ouvirem: “Diga-lhe que você já tem dedos suficientes!” Ou simplesmente: -“Aceite!” O mesmo ocorrendo com outro órgão do corpo: A língua. [mas por enquanto falemos dos dedos!]

Consultei diversos sites. Muitos dizem as mesmas coisas, sobre os sinais não verbais que conseguimos emitir com os dedos, de modo que vou resumir num apanhado tudo que consegui captar. Começando por Jesus Cristo, numa iconográfica imagem mostrando dois dedos da destra, o indicador e o médio, logo a cima do ombro. “É inequivocamente mostrado como sendo levantada a mão para dar uma benção. O arranjo da mão é repetido pelo sacerdote quando abençoa os fiéis durante a Divina Liturgia. Isso tem um simbolismo próprio que se desenvolveu ao longo do tempo e vale a pena investigar. Fonte: fasbam.com”

“Uma pessoa do Reino Unido, Irlanda, Nova Zelândia, África do Sul ou Austrália ao mostrar dois dedos, com a palma da mão voltada para ela própria, trata-se de um insulto. É considerado um gesto ofensivo. A origem desrespeitosa deste gesto, remota à séculos. Como sinal de insulto não aparece até 1901. Significava uma garfo de dois dentes, usado para juntar feno, e é também uma poderosa arma de ataque. Fonte: comcorpx.info”

EMOJI COM DOIS DEDOS SIGNIFICADO: “É “V” de vitória, nada mais que isso. SIGNIFICADO DO SINAL DO “V” COM DOIS DEDOS ENQUADRANDO UM DOS OLHOS. “O sinal é feito segurando os dedos indicador e médio para formar um “V” deitado próximo ao olho. É símbolo satânico, representando assim um triangulo sobre o olho de Lúcifer. Também para representar Vulcano, antigo deus do fogo e da destruição. Os hippies americanos adaptaram o “v” da vitória no sinal de guerra para representar a paz. O “V” normal com dois dedos tornou-se famoso através do primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, na segunda guerra mundial, usou como sinal de vitória na guerra. Uma linha de pesquisadores aponta que o sinal de duplo dedos representa o numeral romano cinco, um sinal da “Lei satânica dos Cinco”: oPentabarf. Fonte: todasasrepostas.pt

O QUE SIGNIFICA POR A LÍNGUA ENTRE OS DEDOS EM “V”? Conhecido como sinal para atrair boa sorte, quando se está torcendo para que algo dê certo. O gesto tem esse significado no Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil e Vietnã, porém, é considerado como gesto obsceno. O SINAL COM TRÊS DEDOS PARA BAIXO? Surgido em 2014, esse gesto representou uma demonstração de desconfiança em relação ao regime militar. Os três dedos é também uma demonstração de agradecimento, admiração e despedida de alguém que se ama. Fonte: vocepergunta.com/library

A FRASE: DOIS DEDOS DE PROSA: “Vem de um costume nordestino de se ir tomar uma bebida no bar. Servidas em copos americanos, o freguês geralmente dizia: “Bote dois dedos.” Essa medida era tomada com os dedos: médio e indicador, juntos na horizontal, e rente ao copo de vidro. Dois dedos de prosa passou a significar a conversa de pé de balcão, um “bate papo rápido”. Fonte: dicionarioinformal.com.br”

NA LÍNGUA DE SINAIS DOIS DEDOS CRUZADOS [Indicador e Médio] Significa a letra “R” do alfabeto português, em Libras. Já no folclore brasileiro pode significar que alguém está necessitando mentirpra alguém, e o faz com eles escondido às costas. Fonte: brainly.com.br

Falando exclusivamente do dedo indicador apontado para frente, a imagem que me chega é a do “Tio Sam” na convocação aos jovens americanos para se alistarem nas forças armadas americanas: “I WANT YOU FOR U.S. ARMY”. Literalmente dizendo: “Eu quero você no Exército Americano.” Aorigem do “Tio Sam” é antiga, nasceu em 1813 com Samuel Wilson, membro do exército revolucionário da guerra de 1812. Sendo ele responsável pelo abate e guarda da carne da tropa, marcava os barris de alimentos com a sigla U.S. (de United States) os soldados passaram a referir-se a ele como “Uncle Sam” tio Sam. Fonte: tutoriart.com.br   

MÚSICA DO COMEÇO AO FIM DA VIDA: A o ler a crônica do meu amigo e confrade João Neto Félix Mendes: “Música na Veia, Na Vida e Além do Horizonte” no Blog apensocomgrifo.blogspot.com  Ele que também é membro da Academia Santanense de Letras (ASLCA) inspirou-me a complementar essa crônica com esse tema que jamais envelhece: a música. Nascemos e vivemos ouvindo música. Na pré-infância as músicas de ninar, na infância as músicas de roda. Com o advento da juventude eidade adulta apuramos nossos gostos e estilos musicais. Na velhice e morte estarão presentes com mais ênfase,e por motivos óbvios, as músicas sacras. As marchas que indubitavelmente farão parte da nossa vida: Marchinhas de carnaval, marcha da independência, marcha nupcial, e a marcha fúnebre.

 PRA ENCERRAR“INTERPRETAÇÕES” BEM BRASILEIRAS,DE MÚSICAS EM INGLÊS. Fonte: YoutubebyPhill& Bock

Grupo QUEEN: I WANT TO BREAK FREE (Eu quero ser livre) = COMPREI UM QUATI (Falcão)

Grupo EVE: GOT WHAT YOU NEED (Eu tenho o que você precisa) = AGARRA O GUAXINI

Grupo CORONA: THE RHYTHM OF THE NIGHT(O Ritmo da noite) = JESUS HUMILHA O SATANÁS

Grupo Jim Diamond: I II SHOULD HAVE KNOWN BETTER (EU devia ter pensado melhor) = AI AIAIAIAI CHAME O BOMBEIRO.

Grupo THE BEATLES: LET IT BE (Deixe estar) = LÊ GIBI (Zé Lezin).

MAIS JOÃO, DE CANTOR A PASSARINHO, A UMA BARRAGEM

Vista da barragem do João Gomes, em Santana do Ipanema (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

Depois da minha última crônica publicada, e isso eu até já previa. Lembrei-me de outras personalidades com o nome de João, que de uma forma ou de outra, passaram em algum momento em minha vida. João da professora Helena Braga, onde andará? Também o saudoso João José, que jogava no Ipiranga. O juiz de direito, professor e diretor do Ginásio Santana dr. João Yoyô Filho. João “Macaco”, primo de João de Deus, filho de dona Glorinha Carvalho, nossa vizinha da Praça do Monumento. Seu João da Toca, vindo de Jacaré dos Homens que tentou mudar o nome da Toca do Pato pra Toca do Jacaré, mas não funcionou. Seu João Tertuliano de Aquino da casa de peças automotivas, do episódio em que passei por mendigo [já contei aqui].  Seu João da usina de algodão do bairro Camoxinga, na entrada da Rua Delmiro Gouveia aqui em Santana.

Interessante é que, dada à popularidade do nome acaba se fazendo necessário associar o primeiro nome de qualquer João, a uma referência que o personalize, que o identifique dos demais. Senão acaba ele se perdendo na multidão de homônimos.

Um fato curioso da minha infância com relação a esse nome. O saudoso professor Alberto Agra, proprietário da farmácia Vera Cruz, era compadre dos meus pais, padrinho do escritor Fernando Soares Campos, meu irmão. Colocou o nome de João em um dos seus filhos. E só me chamava de João! Quisera eu, ter tido a felicidade de ser batizado como nome do meu pai. E aí, discriminação não teria nenhuma. Como a sofrida por João Batista, por não haver ninguém na família com esse nome foi recriminado pelos parentes: “Ele se chamará João. Evangelho de São Lucas 1:60”.

A literatura infantil está cheia deles: João Grilo, João e o Pé de Feijão, João e Maria. Também a literatura Nacional contemporânea, nosso contista maior, escritor Breno Accioly [1921-1966], temcom esse nome uma das suas maiores obras: “JOÃO URSO, Rio de Janeiro: Edições EPASA, 1944, Prêmio Coelho Neto, prêmio Afonso Arinos e Prêmio Graça Aranha, com prefácio de José Lins do Rêgo.” Fonte: historiadealagoas.com.br”

“JOÃO VALENTÃO É brigão/ Pra dar bofetão/ Não presta atenção e nem pensa na vida/ A todos João intimida/ Faz coisas que até Deus duvida/ Mas tem seus momento na vida…”É uma das obras-primas de [Dorival] Caymmi. Fez grande sucesso no ano de lançamento, 1953, sendo uma das mais tocadas nas rádios. A canção foi inspirada no pescador baiano “Carapeba”, que o compositor conhecia. Ele tinha corpo atlético, era bom de briga e contador de histórias. Por isso Caymmi demonstra na música, essa dupla faceta na personalidade do protagonista.  A melodia tem duas partes, a primeira é agitada pra mostrar o lado briguento  de João. Já a segunda parte é suave e harmônica, demonstrando os momentos de paz do valentão. Contam que a música demorou 9 anos pra ficar pronta. E que Caymmi só se deu por satisfeito quando chegou aos versos: “E assim adormece esse homem que nunca precisa dormir pra sonhar, porque não há sonho mais lindo do que sua terra não há. Fonte: cantodampb.com”

GARRINCHA E OS “JOÕES” No meio esportivo, ainda na década de 50, surgiua história que o jogador Garrincha [consagrou-se pelo clube carioca Botafogo Futebol e Regatas] chamava seus adversários, especialmente aos que driblava de “Joões”. “Isso foi uma invenção do (jornalista) Sandro Moreyra que era nosso amigo, e amigo do Garrincha também. O Sandro queria mostra que o Garrincha não estava preocupado com o marcador. Mas isso acabou trazendo muitos problemas para o Garrincha. O adversário lia no jornal o termo “João” e entrava em campo querendo mata-lo, para provar que não era nenhum “João”. Eu perguntei para vários companheiros do Garrincha no Botafogo, e em outros clubes. Ninguém nunca ouviu o Garrincha  chamar um adversário de “João”. By escritor Ruy Castro, autor do Livro “Estrela Solitária” em entrevista concedida. Fonte: esportv.com”

JOÃO GOMES “João Fernando Gomes Valério, ou apenas “João Gomes”, tornou-se um dos cantores favoritos do Brasil, e há pouco tempo, o garoto de apenas 19 anos, natural de Serrita, Município do sertão pernambucano, cantava no coral da igreja. Como cantor tem como referência grandes vozes da música brasileira como Cartola e Belchior. Fonte: palcomp3.com.br”

Acredite se quiser!  Tem muita gente nova, entre meus alunos, por exemplo, achando que a barragem do “João Gomes”, construída na atual administração da prefeita Cristiane Bulhões, aqui em Santana do Ipanema, teria sido assim denominada em alusão a esse cantor pernambucano! Curiosidade aguçada, quis eu saber a que personalidade é realmente atribuída o nome do riacho, da barragem, e claro acabou também dando nome a ponte sobre a rodovia AL-101 entre Santana e Olho D’Água das Flores. De acordo com meu amigo, escritor, pesquisador autodidata, historiador Clerisvaldo B Chagas [ele já citou isso em uma crônica sua] o nome João Gomes seria nome popular de uma planta [nome científico: Talinumpaniculatum] com diversas propriedades medicinais. Está esclarecido.

JOÃO DE BARRO [nome científico: Furnariusrufus]é nome de pássaro, uma ave canora, assim denominada porque constroem sua morada utilizando justamente argila, tirada dos barreiros do nosso sertão.

PIADAS [VELHAS E SEM GRAÇA] ENVOLVENDO NOMES PRÓPRIOS

ZÉ LEZIN

-Vou botar o nome do meu filho deÉ Feijão!

-Oxente! Tá louco!

-E não tem É Milho?

Meu filho vai se chamar Arquibancada do Palmeiras!

-Tá Maluco!

-Ôxe! E não tem, Geral do Santos?

OS TRAPALHÕES

Dizia Didi que seu nome completo era: Didi Mocó NavalginaMufumo. Mufumo do meu pai, Navalgina de minha mãe!

SAUDOSO CORONÉ LUDUGERO NUM DISCO DA DÉCADA DE 70

-Filomena, nosso filho vai se chamar: João Tronqulino Coronha!

-Oxente!  “Coroné” mas esse nome é muito feio!

-Pior é o nome do dono do cartório Atropi! Tá lá na placa: TABÉ LIÃO!

28 jun

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SOBRE JOÕES, FOGUEIRA E BANDIDO

Foto: Reprodução

Ao ler a poesia: “Noite de São João” do escritor santanense José Geraldo W. Marques, membro, assim como eu, da Academia Santanense de Letras Ciências e Artes (ASLCA) nasceu-me uma vontade imensa de escrever algo sobre festas juninas. Daí, resolvi compor nesta madrugada, esta crônica.

Pessoas com o nome de João na minha vida estiveram sempre presentes. A começar pelo meu saudoso pai João Soares Campos, que fazia questão de acender, toda noite de São João uma fogueira. Creio que pelo fato de ser este o santo de sua devoção. Outros Joões nos dias atuais fazem parte do meu cotidiano, a exemplo dos confrades João do Mato, João Neto Félix Mendes. O catedrático professor João TNA, primogênito do saudoso professor Alberto Agra Nepomuceno, João Carnaúba (popular João Pênis); o ilustríssimo causídico dr. João Soares Neto, xará de outro João, que já não se encontra mais entre: João Quém-Quém. Bem como, o saudoso amigo João da Toca que tinha o apelido de João “Carrinho”.

“A forma plural de João é Joões. O substantivo João é um nome masculino, de origem no hebraico “Johanan” que significa graça divina. O natural é que a palavra João formasse o plural “Joães”, já que na sua origem está o Latim “Johannes”. João no entanto segue a forma comum de formação do plural no português que é a substituição da terminação: “ão” pela terminação: “ões”. Isso se aplica à maioria das palavras oxítonas e não monossilábicas terminadas em “ão”. Fonte: escrevendocerto.com”

Sobre a prática de acender fogueiras na noite de São João reza a lenda que teria sido uma forma de Santa Isabel avisar a sua prima, Nossa Senhora Maria Santíssima, que João Batista havia nascido. Foi numa homília do meu amigo, e diretor espiritual, padre Aduato Vieira de quando esteve à frente da paróquia de Senhora Santana que fiquei sabendo: isso realmente não passa de uma lenda. Pois seria praticamente impossível Nossa Senhora ver uma fogueira acesa à mais de 50 quilômetros de distância no vilarejo de Ein Karen onde Santa Isabel se encontrava.

“EinKarem significa literalmente “Vila da Paixão”;“Vila do Amor”; separado da introdução pronominal “Ein” “Kerem” significa: “Pura, casta” Fonte: vários sites consultados com impressões do cronista”“EinKarem é o vilarejo localizado nas proximidades de Jerusalém, onde João Batista nasceu e passou toda sua infância. Segundo o Evangelho de São Lucas, após a Anunciação em Nazaré, Maria foi visitar sua prima Isabel em Karen. “Ambas estavam grávidas, e o bebê estremeceu de alegria em seu seio ao ouvir a saudação de Maria. Lucas: 1,44”

ORIGEM DA PALAVRA MELIANTE Mudando o assunto: É comum no noticiário policial, ouvirmos as autoridades policiais referir-se ao criminoso usando este termo. Curiosidade aguçada. Eis:

“A palavra “Meliante vem do Espanhol “Maleante”, que significa uma pessoa que faz o mal, ou coisas ruins, prejudicando os outros. Vem do verbo “Malear” que significa “Estragar” ou danificar alguma coisa ou pessoa. Significa ainda se corromper, tornar-se uma pessoa corrompida ou praticante de atividades corruptas. Do radical Latino“Malo” que significa “Mau”, ruim ou errado. Ao passar para o português o “Maleante” transformou-se em “Meleante”. Fonte: dicionarioetimologico.com.br”

UM POUCO DE (PÉSSIMO) HUMOR PRA ENCERRAR:

FRASES CHULAS DITAS POR GENTE CULTA. COMO FICARIA?

VOCÊ SÓ TEM TITICA DE GALINHA NA CABEÇA! = Vossa senhoria! Só tensExcrementos de Galináceos em Vossa Massa Encefálica!

PÁRA DE ME ENCHER O SACO! = Faça-me o favor de não importunar-me a Bolsa Escrotal!

PUTA QUE O PARIU! = Rameira que o Concebestes!

FÍ DA PESTE CAGADO DE SORTE! = Filho da Epidemia defecado de bons presságios!

VAI SE LASCAR! =Siga, até abrir-se em Fendas!

NÃO VALE O QUE O GATO ENTERRA! = Não tens o valor do que o Felino Expele através do Ânus!

FILHO DA PUTA! = Nascido de uma Meretriz!

VÁ À MERDA! =Faça o favor, de dirigir-se aos Dejetos Humanos!

DANÇAR, DANÇAR, DANÇAR

Foto: Ilustração

Nesta madrugada de domingo resolvi por à termo mais esta crônica. Aliás, já vinha-me martelando a mente a vários dias. Confesso que passei a madrugada do sábado para domingo dançando, no salão improvisado da quadra poliesportiva da AABB de Santana do Ipanema, ao som do forró gostoso de grandes amigos: Christiano Oliveira e Banda, e Givaldo Campos, participação de Júnior Boy, que abrilhantaram as festas juninas do ECC (Grupo católico da paróquia de Senhora Santana).

Daí, brotou-me no âmago a pergunta: Por que gostamos de dançar? Inquietou-me o espírito tal questionamento. Do prazer proporcionado pela dança. O porquê de sairmos de nossas casas, e nos dirigirmos aos salões de festa, e passarmos horas a bailar, envolvidos pela música, numa troca harmoniosa de sentimento, cumplicidade, entrega, e identidade com as pessoas com as quais dançamos. E de como isso sempre fez parte de nossa cultura. Os bailes de formatura, um marco, na vida e na história de tantos de nós. Os bailes de época, como as festas de debutantes, de datas cívicas, de clubes de serviço, de festivais, de padroeiro e de final de ano.

Por outro lado, fico a observar como nossos jovens estudantes. De como são, e estão tão inteirados desse requisito no ambiente escolar. Como educador, percebo o quão este item é valorado, por eles alunos(as).  E de perceber certa apatia pelos demais componentes curriculares. Observo vigorar entre eles, certo desinteresse pelos conteúdos disciplinares e interdisciplinares. Isso por parte da maioria, em detrimento das demais artes. Pode até ser um julgamento injusto, exagerado até. Desculpem-nos pois se exagero, é apenas um julgamento.

Antigamente, referindo-me ao meu tempo de estudante, cerca de quatro décadas atrás, era comum nos espelharmos nos bem sucedidos profissionais de nossa sociedade, fosse engenheiro, médico, advogado, juiz de direito, padre, professor, policial, bombeiro, bancário comerciante.  Até por influência familiar éramos influenvciados a seguir tais exemplos.. Estudávamos com afinco com o propósito de alcançarmos uma profissão que nos garantisse sustentabilidade e status social. Hoje em dia, se perguntarmos para a maioria dos nossos jovens, poucos se aventurarão a dizer que gostariam de ter uma dessas profissões. A preferência de realização profissional da maioria recairia sobre aqueles que conquistam fama nas redes sociais: influencers, didjêis, youtubers etc. Especialmente estes que criam algum tipo de danças e performances que “bobam” nas redes sociais.

DANÇA: DE ONDE VEM ESTA PALAVRA? “Deriva do vocábulo francês “danse”, procedente do germânico  “dintjan”  que se refere ao movimento de um lado ao outro, como ocorre nesta prática. A origem alemã desta palavra pode ser explicada pelos povos germânicos que reintroduziram as danças  após serem proibidos pelo cristianismo. Dança é expressão cultural que promove a interação e a comunicação. Em sua ânsia de expressar e manifestar o que estava acontecendo através de emoções e de seu espírito, o homem a utilizou como uma cartase efetiva. As pinturas rupestres, que são os desenhos  deixados pelos pré-históricos  como selo de sua passagem pela terra, nas cavernas e rochas, demonstram a influência que a dança exerceu entre eles. A dança marcava o nascimento de alguém, o início de uma guerra, a prática agrícola e a concepção, acontecimentos que usualmente utilizavam a dança como ritual e até mesmo como amuleto da sorte para ter um bom final. Poderíamos acrescentar nos dias atuais, melhorar e restabelecer a saúde, emanada das exigências e o estresse que impera nos últimos anos. Assim ao comprovar os inúmeros benefícios que traz a saúde, os médicos começaram a recomendar cada vez mais sua prática aos pacientes que precisam alongar e relaxar de suas tensões diárias. Fonte: etimologiadapalavra.com.br”

DANÇAR, DE ONDE VEM O VERBO? “A palavra e o verbo correspondente “dançar” escreviam-se com “ç” na Idade Média. Apesar de atualmente se escrever “danse” e “danser” em francês, a forma verbal “dancier”, do francês antigo tinha “c” que se converteu em “ç” ao passar pro português e o castelhano (neste último caso, hoje, se escreve “danza”). A origem do francês “dancier” encontra-se num verbo germânico como forma hipotética “dansjan”, variante do antigo alto-alemão “dansôn” ou “dinsan” como significado de “puxar”, “esticar”, “estender”. Fonte: cyberduvida.iscte.pt”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

FRASES, QUE QUEM TEM MENOS DE 20 ANOS NÃO ENTENDERIA (PARTE 2)

DESTA VEZ COM TRADUÇÃO:

EMPRENHAR PELOS OUVIDOS = Dar valor a fofocas, fuxicos.

ESSE FALA MAIS QUE O HOMEM DA COBRA! = Alusão às pessoas que falam demais.

PARECE QUE BEBEU ÁGUA DE CHOCALHO! = Também refere-se à pessoa faladeira.

ESTÁ DE PICHILINGA = O cabra que a mulher acabou de ter um filho.

TÁ BRÔCO, OU BRÔCA. = Quando, pela idade avançada, se vai ficando esquecido.

NO DIA DE SÃO NUNCA DE MEIO DIA PRA TARDE. = Algo difícil de acontecer.

QU DIABO É NOVE QUE DEZ NUM CHEGA? = Espanto admiração por algo inusitado.

Além de Jerusalém, veja cidades importantes na vida de Jesus

Neste domingo chamado “Domingo de Ramos” inicia-se a Semana Santa. Jesus, aclamado pelo povo, entra em Jerusalém montado num jumentinho. Aqui na internet encontrei um site [familiacrista.paulus.pt] que cita sete cidades, as mais importantes na vida de Jesus. Sob a óptica de interesse lexical e neologístico, destacaremos algumas delas.

JERUSALÉM, fundada pelo rei Davi, fez do templo o centro da cidade, construindo-o no exato lugar onde Abraão tomou o cordeiro para o sacrifício em vez de Isaac. Daí provém, como explica Étienne Dahler, o significado do nome da cidade: YEROU = Deus providencia, e SALEM= Paz. Cidade santa, situada no alto de uma montanha. Sendo por isso dito nos evangelho “Subiram a Jerusalém” e “desceram a Jericó”. Ela [Jerusalém] é para nós cristãos, o lugar onde Jesus viveu os momentos mais dramáticos da sua vida, desde o anúncio do reino, a sua entrada triunfal na derradeira semana que culminou com Sua condenação e morte à sua gloriosa ressurreição e ascensão aos céus. Será dali que os discípulos, após Pentecostes sairão a anunciar o Evangelho.”

Durante algum tempo, alimentei a ideia que o nome da cidade de Jericó e “jerico”, um dos apelidos do jegue, tivessem algo em comum, devido ao evento deste domingo. Tal hipótese acaba de ser descartada, ao ler sobre outra cidade importante na vida de Cristo aqui na terra.

JERICÓ, Localizada a 300 metros abaixo do nível do mar. Uma das grandes cidades da história da humanidade, com milhares de anos. Desde o tempo de Salomão, conhecida como o “Jardim de Jerusalém” inspirou o autor sagrado para descrever o Jardim do Éden no livro de Gênesis. Aqui ocorreram três episódios marcantes para Jesus, nas suas periferias ocorreu o seu batismo as margens do Jordão, foi nesta cidade que o cego Bartimeu suplicou e foi atendido. E por fim aqui Zaqueu, o cobrador de impostos mudou sua vida depois de Jesus o ter chamado e visitado.”

Luiz Gonzaga o “Rei do Baião” em parceria com José Clementino em 1967, criou a música: “Apologia ao Jumento” que o enaltece. Ajuntando alguns dos apelidos que a cultura popular criou para este “nosso irmão”: “O homem só presta pra botar apelido no jumento/ O pobrezinho tem apelido que não acaba mais/ Babau, Gangão, Breguesso/ Fofa-Chão, Imagem do Cão, Musgueiro, Corneteiro/ Seresteiro, Sineiro, Relógio… Porque dá a hora certa no sertão/ Tudo isso é apelido que o jumento tem: Astronauta, Professor/Estudante/Advogado das Besta/ É chamado de Estudante porque quando o estudante não sabe a lição na escola, o professor grita logo: Você não sabe porque você é um jumento/ O estudante pra se vingar botou o apelido do jumento de Professor/ Porque ensina a ler de graça…”

BELÉM da Judeia, fica a poucos quilômetros a sul de Jerusalém. Este é o lugar onde a morte dá vida, onde a esperança triunfa do sofrimento, onde o amor é mais forte  que a dor. Foi aqui que faleceu Raquel, a mulher de Abraão, ao dar à luz Behjamem. Séculos mais tarde, foi o nascimento do rei David. E foi, claro, o lugar onde Jesus nasceu. José, seu pai adotivo, era natural de Belém, por isso veio com Maria, sua esposa grávida, para esta terra, a fim de se recensearem. Ali ela deu à luz numa gruta que ainda hoje é venerada e lugar de peregrinação. Depois disso não há mais registro de que Jesus tenha voltado a Belém.”

Lá pelos idos de 1998 fiz uma poesia intitulada: “Alagoas e a Terra Santa” comparando nossa terra com a de Jesus. Uma vez que temos aqui, Belém, Mar Vermelho. Em Maceió Canaã. Aqui no sertão tem São José da Tapera e Sant’Ana, o pai de criação e a avó de Nosso Senhor Jesus Cristo.

NAZARÉ Aldeia onde Jesus cresceu e viveu a maior parte de sua vida. Está situada na região da Galileia, a norte de Jerusalém.   No tempo de Jesus Nazaré não  teria mais de 20 casas e  cerca de 200 pessoas. Era mal vista pelos judeus por habitar grande número de pagãos. De tal modo que quando os judeus tratavam Jesus por “nazareno” era de forma negativa. Quando falam de Jesus a Natanael, futuro discípulo ele ironicamente vai dizer: “Mas de Nazaré por acaso pode vir coisa boa? Contradizendo tudo veio.””    

CAFARNAUM Significa literalmente “Cidade de Nahum”, um profeta marcante daquela região. Foi a partir daqui que Jesus regeu toda sua vida missionária, tendo como sede a casa de Simão Pedro, às margens do Mar da Galileia, também chamdo mar de Tiberíades. Ali os discípulos de Jesus acabaram tão rejeitados que o mestre vai dizer: “E tu Cafarnaum, porventura serás exaltada até o céu? É até o inferno que serás precipitada. (Lc 10,15).” Texto: Paulo Paiva”

UM POUCO DE HUMOR (NESSE INÍCIO DE SEMANA SANTA)

Na semana Santa da década de 70 e início de 80. Era comum:

Antes de Jejuar, o matuto se precavia, comprava uma melancia, cinco rosário de coco Ouricuri, massa de tapioca, uma jaca, tudo pra primeira refeição do dia;

No Sábado de Aleluia havia uma tradição que até hoje não entendo: roubar galinhas de madrugada;

Também no Sábado de Aleluia havia a tradição de agourar os velhos: com uma matraca, os jovens iam de madrugada, “chorar” na porta daqueles que já estavam mais pra lá do que pra cá;

No Sábado de Aleluia não podia bater, em criança malcriada, porém podia “encarcar”. Que era, tipo, dar uns cascudos na cabeça.

No sábado de Aleluia era dia da “Malhação do Juda”. Bater de cacete até destruir, um boneco feito de saco com recheio de capim;

Na sexta-feira santa não era permitido: ouvir rádio, assistir televisão, tomar banho, varrer a casa, pentear os cabelos, namorar, fazer sexo, barbear-se, beber bebida alcoólica, dançar, etc. Sob o risco de ser chamado(a) de Juda.

FELIZ ANIVERSÁRIO! PARABÉNS PRA VOCÊ! Minha querida filha ADLA JULIANA que completou idade nova neste Domingo de Ramos!

O que ela disse mesmo?

Foto: Dean Moriarty / Pixabay

Coisas do mundo da comunicação, é por onde vagueiam nossas crônicas. Bateu-me uma curiosidade pra saber o que diz àquela moça nas mensagens de áudio bem rápidas, gravadas nos aparelhos eletrônicos importados, quando são iniciados ou reiniciados. Deu trabalho, e quase chegamos lá.

As mensagens são chamadas de: “Talkback” é um recurso de acessibilidade que ajuda pessoas com deficiência visual a selecionarem as opções presentes em menus do smartphone. Um suporte de voz para quem tem baixa ou perda total de visão, fala em voz alta (como um assistente pessoal). Fonte: tecnoblog.net” [O site ensina como melhor utilizar, e mesmo desativar, este recurso do seu aparelho]

A nossa pergunta título, especificamente não foi respondida. Eu queria mesmo era saber o que ela diz, e em que idioma? Outro site [softlivre.pt] sugere quase vinte frases que a pessoa poderia estar dizendo. Transcrevemos três delas: “Arraste um dedo explore a tela e ouça o que está sendo tocado.”; “Deslize para a direita, ou para baixo, usando um dedo.”; “Deslize a direita e depois para baixo: abrir as notificações”

E AS LIGAÇÕES MISTERIOSAS? De pessoas que desligam na sua cara? “A maior parte das ligações insistentes recebidas diariamente são de empresas de telemarketing. Estão utilizando um sistema automático que liga sozinho para várias pessoas ao mesmo tempo. O sistema dispara o dobro de chamadas, mesmo quando todos os operadores ainda estão falando com outros clientes. Em 2019 a Anatel garantiu a possibilidade de cancelamento das operadoras de telefonia móvel, um sistema próprio de bloqueio de telemarketing, o “Não me Perturbe”. O cadastro contra ligações indesejadas é gratuito, tem abrangência nacional, e mira as empresas de telefonia, Tv por assinatura e internet. Fonte: blastnews.com e oul.com” 

Os APLAUSOS, COMO SURGIRAM? “O ato de bater as palmas das mãos em sinal de aprovação tem origem desconhecida, mas existe há pelo menos 3.000 anos. Nessa época, o gesto era essencialmente religioso, popularizado em rituais pagãos. Como uma espécie de barulho destinado a chamar a atenção dos deuses. No teatro clássico grego, tornou-se então, a forma pela qual os artistas pediam à plateia que invocasse os espíritos protetores das artes. Nos séculos XVIII e XIX, quase todos os teatros de Paris contratavam pessoas que tinham uma única função na plateia: aplaudir. O truque continua utilizado até hoje pelas emissoras de TV, especialmente. Fonte: Leia mais em: super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-origem-do-aplauso”

“Já não temos mais o Dia da Mentira como antigamente – Comentei nas redes sociais – E arrematei: Ou baniram, ou banalizaram a mentira. Prefiro acreditar na segunda hipótese.” Ninguém vê mais crianças e jovens animarem-se para fazer alguém cair numa inocente mentira. Ainda bem, pois  é ele o demônio, o pai da mentira. Na nossa infância, dos anos 70 dois ditados populares denunciavam a mentira e o mentiroso: “É mais fácil pegar um mentiroso que a um coxo.”; “Mentira tem pernas curtas.” 

“As palavras “Coxo” e “Cocho” existem na Língua portuguesa, ambas estão corretas. Embora com significados diferentes. Coxo é sinônimo de Manco, e Cocho se refere a vasilha.

“O DIA DA MENTIRA é comemorado em 1º de abril, quando as pessoas se divertem pregando peças e fazendo pegadinhas umas com as outras. A ORIGEM: Tudo começou em 1544, na França, o rei Carlos IV ordenou que o ano novo passaria a ser comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses não seguiram a nova lei. Os que seguiram a lei passaram a caçoar dos “conservadores” e ridicularizá-los, com pegadinhas nessa data. Daí nasceu o dia “Poisson d’avril” que significa “Peixe de Abril”. Nos países falantes da língua inglesa, esse dia passou a ser conhecido como “April Fool’Day” literalmente “Dia dos Tolos-Abril”. No Brasil esse costume começou em Minas Gerais, no ano de 1828, quando no dia 1º de Abril um folheto chamado “A Mentira” divulgava a morte de D. Pedro, o que seria desmentido logo no dia seguinte. Fonte: significados.com.br”

“Lexicalmente, a palavra “Fake” é considerada nova no nosso vocabulário. Segundo o dicionário Merriam-Webster, apontado como o maior e mais completo dicionário de língua inglesa do mundo desde 1828, a origem da palavra aconteceu durante o período da Inglaterra do século XIX. Muito antes da disseminação digital dessas falsas notícias, os meios de comunicação como o jornalismo impresso, rádio e televisão, já eram impactados com esse tipo de sensacionalismo. Com o surgimento de campanhas publicitárias e das mídias sociais online, o quadro só piorou. Fonte: mundoeeducacao.uol.com.br”

UM POUCO DE HUMOR

CONVERSA DE PESCADOR 

-Pesquei um Lambari de 30 quilos, compadre!

-Eu também pesquei.

-Pescou o que compadre? 

-Um lampião aceso.

-Ôxente! Um lampião aceso! Não tá exagerando compadre?

-Você diminui o peso do Lambari, e eu apago o lampião.

JOÃOZINHO

A professora sabatinando a turma:

-Joãozinho quantos ovos a galinha põe por dia?

-Não sei professora.

-Aha! Te peguei!

-Então diga: quantas tetas tem uma porca?

-Sei não…

-A senhora me pegou pelos ovos, e eu lhe peguei pelas tetas.

O saldo disso: 5 dias de suspensão.

TRÊS TURISTAS CONVERSAVAM

-Na minha terra o frio é tanto, que lá se dorme dentro da geladeira.

-Na minha terra faz tanto frio, que a gente mija cubos de gelo.

-Frio faz na minha terra! As pessoas conversam. Aí, é preciso colocar as palavras no fogo pra entender o que o outro disse.