A VIDA É QUE TEM RAZÃO

Foto: Freepik

Pensei que seria mais uma semana sem palavras, literalmente… Mais uma semana sem escrever uma crônica. Veio-me a ideia de pesquisar sobre a vida dos santos. Afinal outubro começa nada mais nada menos, com os Santos Anjos (01/10), São Francisco de Assis (04/10), São Benedito (05/10). Pegaria o gancho do porquê eles possuírem um nome de batismo, e depois de abraçar a ordem mudar, em definitivo, para um nome religioso.

Lá no começo da outra semana, duas palavras navegavam entre os meus desidratados neurônios: Sarcopenia e Paralelepípedo. A composição literária tomou vida e alma lá dentro da massa encefálica. Massa branca, massa cinzenta. Sem plasmar nos bites do microcomputador, vagou sem corpo. “Sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva da massa muscular associada a perda de força muscular e redução do desempenho físico. Ela ocorre com mais frequência nos idosos, por isso as recomendações médicas são feitas especialmente para essa faixa etária. Fonte: Google.com.br”

“O paralelepípedo é um sólido geométrico que possui três dimensões: altura, largura e comprimento. Esse prisma possui todas as suas faces no formato de um paralelogramo, sendo formado por seis faces, 8 vértices e 12 arestas. Fonte: Google.com.br”

A composição teria até um título, seria: O Velho e a Pedra”. Achei assim, algo bem poético e convidativo à leitura. Aludindo claro, aos músculos de quem está ficando idoso. E a pedra que deu sustentabilidade aos meus pés na jornada da vida inteira, até agora. E pra arrematar esta consistente retórica, estaria faltando dizer de onde supostamente teriam surgido tais palavras, ao longo do meu cotidiano, para que viessem compor esta despretensiosa dissertação.

A Sarcopenia flácida e sem jovialidade apareceu-nos, brotada dos aplicativos propagandísticos das redes sociais. O paralelepípedo brilhou debaixo do sol, de manhã cedo. Numa reportagem que enaltecia uma cidade antiga. E surpreso descobri que essa forma geométrica que dá nome a pedra, e que caminhou comigo desde os primeiros passos, “sua origem remonta a Antiguidade, tendo sido utilizado pelos romanos na construção de estradas.” Fonte: rabiscodehistoria.com.br”

Faltava musicalidade ao meu escrito semanal. A pedra é dura, assim cantou-nos Edson Gomes: “Sei , eu sei que a água é mole [e a pedra é dura]/ Mas como diz o ditado: “Tanto bate até que fura…By Edson Gomes “Fala Só de Amor [1990] Álbum Reagge Resistência””

“Arrepare não, mas enquanto engomo a calça eu vou lhe contar/ Uma história bem curtinha fácil de cantar/ Porqu cantar parece com não morrer/ é igual a não se esquecer/ Que a vida é que tem razão [repete 2x]/ Esse voar maneiro foi ninguém que me ensinou/ Não foi passarinho/ Foi o olhar do meu amor me arrepiou todinho/ E me eletrizou assim quando olhou meu coração. By Ednardo [1979]

Mas preferi relevar tudo isso. Minha crônica morredoura, na pedra e nos músculos, renasceria no Sagrado Coração de Jesus. A Folhinha contendo o calendário civil, religioso, climático e cultural. Editado pela Editora Vozes, chegou na minha sala vespertina. Trazido pelo colega de trabalho José Roseno, “Zezé” para os íntimos. Havia ganhado de uma livraria que lhes doa todos os anos. No entanto ao perceber o quão impressionara-me o impresso, simplesmente deu-nos de presente!”

E lá estava eu, tendo em minhas mãos, um ano inteirinho! Um ano cheio de poesia, de palavras de fé, de orações, de trovas de amor, dicas de saúde, palavras cruzadas, piadas, passatempos, charadas, receitas, culinária, tábua das marés fases da lua… tudo a se desfolhar sobre meus dedos! Bom seria se o ano que estava ali, nas minhas mãos fosse acontecer exatamente daquele jeito, só de coisas boas! Um ano, sem guerras, sem terremotos, sem furacões, sem fome, sem seca, sem miséria, sem dores, sem que um único tiro fosse disparado contra a vida! Onde toda criança concebida pudesse vir ao mundo! Um ano que somente o Sagrado Coração de Jesus, ilustrando aquela gravura, saberia dizer se realmente assim seria: um feliz 2024.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

BODE GAIATO

“-TU ACEITA SAIR COMIGO?
-SÓ SE FOR NA PORRADA!”
“ACHO QUE MEU PROBLEMA FINANCEIRO É POR FALTA DE AMOR. TIM MAIA DIZ QUE QUANDO A GENTE AMA NÃO PENSA EM DINHEIRO!”
“ANTIGAMENTE A MÚSICA MADAVA EU TIRAR O PÉ DO CHÃO… AGORA MANDA EU SENTAR NELE!”
“-AMOR! TU SABAI QUE UM DIA A BELEZA SE ACABA?
-COMO VAI ACABAR AQUILO QUE NUNCA COMEÇOU?”
“-AMOR TU ME AMA?
-AMO!
-E SE EU FICAR FEIA?
-EU FICO CEGO!
-E SE EU FICAR TRISTE?
-EU VIRO UM PALHAÇO!
-E SE EU PEDIR PRA TU PARAR DE BEBER?
-EU MANDO TU SE LASCAR!”

COMO SE DIZ RUBACÃO EM INGLÊS?

Foto: Gino Crescoli / Pixabay

Minha filha Fábia Monaly, ainda ontem, no aplicativo wathsapp, no grupo da família, pastou mensagem nestes termos: “Mãe! O Pedro, já está em Alagoas já vai fazer um ano! E ele nunca provou um “Baião de Dois” alagoano, que é muito diferente do cearense. Não conseguimos encontrar esse prato nos restaurantes. Não teria como a senhora proporcionar essa experiência gastronômica pra ele? Neste final de semana, estamos indo praí!”

Então tive que intervir, lembrando pra minha filha, que nós alagoanos temos um prato típico do sertão muito parecido com o “Baião de dois”, e que a mãe de Monaly, minha esposa Mara Rúbia, conhecia perfeitamente, com outro nome:  “ Rubacão,  é o prato típico da culinária paraibana e cearense, enquanto “Baião de dois” é um prato autêntico da culinária cearense. O “Rubacão” lembra, em alguns momentos, o processo do famoso “Baião de dois”. A principal diferença entre eles, além de alguns ingredientes, está no preparo e na característica mais primitiva da receita. O “Rubacão” é feito com feijão verde, arroz, queijo coalho, charque e nata de leite. Já o “Baião de dois” é com feijão verde, arroz, queijo coalho, carne de sol ou charque. Fonte: Google.com.br”

Confesso, que na minha infância e juventude, esse prato da culinária sertaneja, lá na casa dos meus pais, tinha outra denominação, era: ‘Ribacão”. Resolvi aprofundar um pouco mais a pesquisa, e aqui na rede mundial de computadores encontrei a etimologia da palavra: “Rubacão” ou “Ribacão” vem de prato, feito a base de carne de ave de arribação ou caça exótica.

Portanto, ‘Rubacão’ é corruptela, vício de linguagem. É como deixar de dizer vassoura pra dizer “Bassôra”. Ou ao invés de dizer varrer, pronunciar: “barrê”. Então, Arribação, virou “Ribacão” que virou “Rubacão”. Estaria errado, pronunciar desse ou daquele jeito? Não! Claro que não!  São apenas variações de linguagem, de região pra região.

Quero aqui retomar comentários sobre o evento promovido pela prefeitura municipal de Santana do Ipanema: o “V MOTOFEST” ao qual tivemos o prazer de reviver momentos de plena recordação, com a exposição de carros antigos, bem como de shows de Bandas de Covers artístico de Elvis Presley e The Beatles, que tornar-se-iam famosos mundialmente na década de sessenta. Foram momentos muito marcantes para nós vivermos tudo isso.  E que jamais passou pela nossa cabeça estar um dia em evento tão maravilhoso! Quem esteve ali sabe, jamais esquecerá.

Assim como jamais esquecerei eu, de ter assistido a shows gratuitos, em plena praça pública, aqui em Santana do Ipanema. Ao exemplo de: Agnaldo Timóteo ( com quem tive oportunidade de conversar antes do show, na porta da Pousada Asa Branca, do meu amigo Lira da “Casa dos Retalhos”); do show do famosíssimo João do Pife; do show do Trio Nordestino (O Original), com apresentação exclusiva do meu irmão Francisco Soares;  show de Elba Ramalho; também do  saudoso Luiz Gonzaga o “Rei do Baião”. Todos esses últimos, se apresentaram em palcos improvisados, em cima de lastros de caminhão. Lá trás, na década de oitenta.

RIBACÃO OU RUBACÃO, EM INGLÊS? É por pura brincadeira e descontração que aludimos ao questionamento título da crônica. Então, como seria? Considerando que a comida vem de ave de arribação, esse prato exótico em inglês seria chamado pelos gringos de:”Aribation Bird Food”.

Alguém compartilhou no grupo de amigos, um vídeo, onde um vaqueiro aboiava, sobre um prato fumegante de buchada, sendo partida e uma dose de cachaça, convidativa repousava dentro do copo. Então lá resolvi fazer uma Glosa: “ÊÊÊêêêêha! Amigo Mozart Brandão/ Esse vídeo é “manêro”/ Uma buchada bem quente, um copo de aguardente/ Anima qualquer canêro! Ôôôôôô…

Em tempo, enquanto terminava esta crônica, assisti um vídeo enviado-me pelo amigo, jornalista, Fernando Valões, que estaria assistindo ao vivo, show do cantor americano Road Stwart cantando: “Don’t want to Talk About It” [Não quero Falar Sobre Isso] que o tornaria ainda mais famoso ao cantar ao lado da sua filha.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

SE OS REMÉDIOS ANTIGAMENTE JÁ TINHAM DONO, POR QUE EU IRIA USAR?

PÍLULAS DE PHILLIPS

SAL DE ANDREWS

ANTI ÁCIDO DE ALK-SET-SER

PILULAS DO DR ROSS

CHAMA A NELSA! NELSADINA!

EITA! ÓIA O MUÇÃO NOS CHAMANDO PRA O FINAL DE SEMANA! É HOJE:

QUE EU TÔ MAIS ERRADO QUE GARANTIA DE CAMELÔ!

QUE É DIA, DE BEBER ÓLEO DE CAIXA DE MACHA DE CARRÊTA!

QUE EU VENDO A MINHA SOGRA, COM 95 % DE DESCONTO NO MERCADO LIVRE!

E CHIFRE: NASCEU PRO HOMEM, E BOI USA DE INXIRIDO!

CANDANGO, LANDAU, DEL REY

(Foto: Site Quatro Rodas)

Finais de semana em cidade interiorana, no passado, não costumavam serem movimentados. Mas esse cenário ultimamente tem mudado muito. A nossa cidade, Santana do Ipanema, viveu no último final de semana o “V Motofest”. O evento cumpriu o que prometeu. Muita badalação, muita gente estilosa, shows de roclk’nroll. Tietagem entre carros antigos, motos turbinadas. Em meio a tudo isso, tivemos Uma nova oportunidade de fazer uma viagem no tempo. Voltar a um passado remoto, onde afloraram fortes emoções, tantas recordações.

Naquela época, final dos anos sessenta, início da década de setenta poucos eram os que possuíam veículos automotores na cidade. Dava pra se contar nos dedos os proprietários de automóveis e motocicletas. Na nossa vizinhança, onde morei na Praça do Monumento, era uma exceção, três dos nossos vizinhos possuíam automóveis: Leopoldo Oliveira, conhecido por Seu Dota possuía uma Rural Willys; seu vizinho doutor Aderval Tenório, promotor de justiça, tinha vários carros, entre estes um Jeep Willys e sua esposa Déa Tenório, professora de Inglês costumava colocar um macacão, botas de borracha e ia pra fazenda guiando o Jeep. Outro nosso vizinho era Seu Zé Francisco Carvalho, o “Véi Zé” que um dia se tornaria vereador, foi caminhoneiro, dono de um caminhão Truck 1113 da Mercedes Benz.

Esta quinta edição do Motofest trouxe excelente novidade: uma exposição de carros antigos. E tivemos com isso, a oportunidade de ver exemplares, bem conservados, de carros daquela época: havia um LANDAU que disseram pertencer a um velho político de nossa região, senhor Elísio Maia, que fora prefeito de Pão de Açúcar; tinha um CANDANGO muito parecido com o que no passado circulava pelas ruas de nossa cidade, guiado pelo empresário do setor algodoeiro senhor Domício Silva, avô da atual prefeita de Santana do Ipanema doutora Cristiane Bulhões; havia também uma belíssima Caminhonete Chevrolet da década de sessenta, com seus possantes pára-lamas que lembrou-me uma que era apelidada de “Floresbella”, que pertencera ao senhor Zezinho do Vemag; o também saudoso Eugênio Teodósio possuíra uma caminhonete semelhante, com a qual meu pai, o comerciante João Soares Campos, fretava para ir fazer compras na cidade de Caruaru – Pernambuco; outro carro antigo que fazia muito sucesso na exposição: um DEL REY da Ford, bastante conservado, lembrou-me inclusive na cor cinza, um, que até pouco tempo vi rodando pela cidade cujo proprietário é Val da loja Cardoso Discos.

Lembrei-me de dois episódios envolvendo acidentes de trânsito, aqui em Santana, no tempo em que o barulho de um único carro passando na rua chamava a atenção: o primeiro foi com a PERUA VEMAG da doutora Nicia esposa de doutor Paulo Onofre, proprietários da Escola Santo Alberto Magno. Numa ensolarada tarde de verão, foi colidir seu veículo na antiga Praça das Coordenadas, onde posteriormente o prefeito Adeildo Nepomuceno Marques instalaria o Monumento ao Jumento. E virou Praça do jumento, que ficava com frente a atual agência da Caixa Econômica Federal.
O outro incidente com carro que lembrei, ocorreu envolvendo a “Fubica” de Antônio “Redondo” e o consultório do odontólogo doutor Antônio, que ficava onde hoje funciona uma farmácia, no inicio da rua Coronel Lucena, na esquina que dá acesso ao banco Bradesco e a Casa da Cultura. O veículo era muito antigo, e devia ter faltado freios. Ao perceber que se descesse a rua até o comércio a bagaceira ia ser feia. O condutor preferiu jogar-se de encontro ao portão do jardim do consultório do dentista.

CANDANGO “É um automóvel brasileiro produzido pela VEMAG, concessionária da fábrica alemã DKW. O nome foi dado em homenagem aos operários que construíram Brasília, a capital do Brasil, inaugurada em 1960.” Fonte: Google.com.br

MOTOQUEIRO OU MOTOCICLISTA?

“A diferença entre as duas palavras, não existe tornando elas em sinônimos. Mas no popular tem variação no real significado: Moqueiro é aquele usuário de moto que trabalha com o veículo, geralmente de baixa cilindrada. Os motociclistas tem um significado ainda mais negativo para os motoqueiros. De acordo com eles, os motoqueiros são os que não respeitam as leis de trânsito e que usam o vão entre os carros para andar nas ruas movimentadas de sua cidade. Motociclistas são os que utilizam a motocicleta por lazer como objetivo principal, seja para passear ou se divertir com o veículo. Normalmente de cilindradas maiores. Alguns amantes de motocicletas se reúnem em grupos, para viajarem e conversar sobre essa paixão que é andar com suas máquinas. Fonte: google.com.br”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR:

FRASES NA TRASEIRA DE CARROS

“GENTE VELHA é igual a um FUSQUINHA, não importa o ano de Fabricação e sim o ESTADO DE CONSERVAÇÃO!”
“Faça a Coisa CELTA assina: Cebolinha!”
“PIOR É IR A PÉ!”
“FUI SER FELIZ! Só Não Sei se Volto…”
“SE LULA pode dirigir BRASÍLIA por que eu não?”
“Nem Todos de BRASÍLIA são Corruptos!”
“POBRE! SIM! Porém FELIZ!”
“PARATI Enlouquecer!”
“POBRE É igual PNEU: Quanto mais Roda MAIS LISO FICA!

A Carne, a Crista e o Coice

Ecossistema Caatinga (Foto: Ascom IMA)

Bela tarde de sábado, se fazia. A última que passou, [09/09]. Tão plenamente vivida por este que vos fala. Refizemos o caminho do rio, à busca de cura. Cura para os males físicos, da mente, quiçá espiritual. Era uma tarde maravilhosa, de um céu azul, salpicado de nuvens brancas. O barranco coberto de arbustos, a relva fresca acariciava a minha alma. A água salobra tão fria, calada, carregada de lembranças.

De repente, uma voz trouxe-me a realidade, um homem, do nada apareceu. Perguntou-me se ia pescar. Não. Estou procurando uma planta, que serve de remédio. Respondi. Então Seu José, era esse o nome do homem, de meia idade, fala mansa, vestes surradas, chapéu de palha na cabeça. Disse conhecer todo tipo de erva medicinal. E passou a apontar cada vegetal ao nosso redor, dizendo as curas que podiam trazer à saúde humana. A raspa do tronco da Craibeira, bom para problemas de estômago, constipação, corrimento de mulher. Mas tinha que tirar cedinho antes do nascer do sol. A raspa do tronco do Mulungu para problemas nos rins, dor na coluna, porém era preciso tirar a raspa do lado que fica virado pro sol nascente. A Jurema, o Capim limão, a “Berduega” (beldroega). Disse as particularidades de cada uma, e as mazelas da carne que podiam curar.

A minha mente divagou sobre uma frase, encontrada perambulando pelas redes sociais da vida: “Deus quando quis criar as plantas conversou com a terra; quando quis criar os peixes conversou com o mar; quando quis criar o homem, olhou para si mesmo.” E pensei: é, olhou para si mesmo. No entanto usou o barro da terra para nos moldar. Algo bem forte nos une, o que dela brota. Somos na linha de criação “A Crista”, o que veio do Cristo.

Ao ouvir o homem falar em casca, entrecasca, gomo raspas de planta. Pensei em três palavras homônimas: Polpa, poupa, popa.

“Polpa: substantivo feminino; [botânica] tecido vegetal espesso e tenro que constituem a parte comestível de vários tipos de fruto;  Poupa: subst. fem.; Crista [Anatomia zoológica] ornato, tufo de penas ou saliência carnosa no alto da cabeça de algumas aves; Popa ou Ré: subst. Fem.: uma das partes que compõe uma embarcação. Fonte: dicionariooxford by Google.com.br”

“Vitex gardineriana Schauer é uma verbenácea arbórea encontrada no sertão nordestino, conhecida popularmente como “Jaramataia” usada tradicionalmente por suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Era a planta que procurávamos na beira do Panema. Indicada para o tratamento dos problemas como a displasia prostática.

O Coice: O eremita “entendido” de plantas medicinal, encontrou, colheu e nos deu uma touceira de “Jaramataia”. Em casa, ao pesquisar via internet descobrimos que infelizmente aquela não era a planta tão procurada.

HÓSTIA. Significado do termo: “A hóstia vem do Latim “hostiam” que significa: “Vítima”. Termo usado para designar o pão consagrado, pelo sacerdote ordenado [ Bispo, Presbítero, Diácono]. Após a consagração a hóstia torna-se verdadeiramente o Corpo de Jesus Cristo. Fonte: wikipedia.org.br” 

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

“Já está provado por A + B

Que A + B não Prova Nada/

E eu pessoalmente já mostrei

Que é Tudo a mesma Coisa/

Mas ainda tem gente que não sabe

Ou então tá se fingindo/[…]

Para mim uma Coisa é um Padre

Um Menino e um Jegue/

E Outra Coisa é um Pneu de Caminhão. By Falcão “A +B” letras.mus.com.br”

A CÔNGRUA DO PADRE

“Eu quero sair, eu quero falar/ Eu quero ensinar o Vizinho a Cantar, nas Manhãs de Setembro.[Vanusa,1973].“Quando entrar Setembro, e a Boa Nova andar nos Campos/ Quero ver brotar o Perdão juntos outra vez… [Beto Guedes,1979].”
“Wet day in September/ Raindrops fallin’ tender/ As I stare outside my window.” “Dia chuvoso de Setembro/ Pingos de chuva caem tenros/ Enquanto eu olho da minha janela.” Pussycat, 1978.

Realmente, como bem disseram (na verdade cantaram!) Vanusa, Beto Guedes, e a Banda holandesa “Pussycat”, tudo muda, tudo fica diferente quando chega setembro. Naquela época, para um garoto pré-adolescente, era tempo de festas cívicas, a semana da Pátria, tão intensamente vivida, na Praça do Monumento, em Santana do Ipanema. Hoje, o olhar é outro. Velhas e novas feridas se abrindo. No passado, nosso pai João Soares, partia desse mundo às vésperas do 7 de setembro de 1976. Na atualidade partiu para eternidade uma comadre e cunhada, Maria de Fátima Vieira, também em setembro.

Ao final da missa dominical, o padre quis prestar conta do mês de agosto à comunidade paroquial. E falou uma palavra que ele próprio achava estranha: côngrua.

SIGNIFICADO DO TERMO: “Côngruas: refere-se a figures geométricas que têm o mesmo tamanho e a mesma forma. Cujos ângulos e os lados são iguais. Côngrua [singular] substantivo feminino, se refere a uma renda recebida pelos párocos para seu sustento. Fonte: Google.com.br” “Côngruo [adjetivo]1- em que há congruência; 2- Que se adequa a determinado efeito, lugar ou objetivo; Sinônimos: adequado; apropriado; conveniente; próprio; 3- proporcional ao mérito ou valor: condigno; 4- suficiente para a sustentação ou sobrevivência; 5- declarado em termos claros; Fonte: dicionário Priberam da Língua Portuguesa consultado via online.

Fiquei pasmo! Ao ouvir daquele servo de Cristo o valor de quanto recebia para o seu sustento. E sabedor que sou de suas atribuições e responsabilidades. Quero aqui traçar um paradoxo entre a função dele, e a minha de professor. Ambos, ensinamos; ambos temos carga horária de trabalho muito semelhantes. Ambos lidamos com seres humanos, que necessitam de atenção, carinho, amor, compreensão. Temos ambientes de trabalho bem específicos: igreja, escola. Mas também precisamos muitas vezes ir até as casas das pessoas. Correr mundo! E trabalhamos tanto que precisamos levar serviço pra casa. A diferença é que, professores têm seus cônjuges, com quem podem compartilhar suas angústias, inquietações, os percalços do ofício. Os padres têm a Jesus Cristo! E isso, meu amigo é o que sustenta. É o que lhe basta! Quando nossos salários estão achatados fazemos greves. Já os padres, não!

PADRE: VOCAÇÃO OU PROFISSÃO? “A profissão de padre é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e integra a Classificação Brasileira de Ocupações [CBO]. O papel social deste profissional é extremamente importante. Além de reproduzir ensinamentos da fé cristã, ele presta suporte emocional e espiritual a comunidade. No site leiaja.com tem matéria bem abrangente sobre o tema. Fonte: Google.com.br e leija.com” “Segundo dados oficiais do CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], o salário médio de um padre no Brasil é de R$ 2.476,27, para uma jornada de 39 horas semanais de trabalho. Em geral, a faixa salarial de um padre pode variar entre R$ 1.961,00 E 6.450,00 que é o teto salarial. Fonte: Google.com.br”

QUANTO TEMPO, E QUAL O CURSO ALGUÉM QUE QUEIRA SER PADRE DEVE FAZER? “Na prática, em média os Diocesanos estudam oito anos, os Religiosos em torno de dez. Os jovens que trilham o caminho Redentorista, por exemplo, tendo terminado o Ensino Médio passarão 10 anos de estudos até o tempo dos Votos Perpétuos, a partir daí os que desejam ser padres partirão para o caminho da Ordenação Diaconal, depois Presbiteral, os irmãos iniciarão seus trabalhos missionários de forma mais intensa. Fonte: a12.com”

UM POUCO DE HUMOR PARA ENCERRAR

PARA-CHOQUE DE CAMINHÃO: “ANÃO COM CÓLICA RENAL: SINÔNIMO: MICRO COMPUTA DOR.”
CHAPOLIN COLORADO: -Qual o Médico que está sempre sorrindo?
–?
– O Otorrino!
-Qual o parente da parede?
–?
– O Tio jolo!
STAND UP: Lá em Casa, Com meus PAIS funcionava um Código Penal de 4 ARTIGOS:
1-MENINO com Menos de 18 anos, mesmo Estando Certo: TÁ ERRADO!
2- ERROU! Vai apanhar uma VARA com a qual vai Levar UMA SURRA!
3- QUEM COME DO MEU PIRÃO: Apanha do meu CINTURÃO!
4- SE APANHAR NA RUA: Já sabe, quando chegar em CASA APANHA DE NOVO!
O GAGO CANTANDO:
VOCÊ NUM CAGÔ, NUM CAGÔ, NUM CAGÔ, NUNCA GOSTOU DE MIM/
MAS VOCÊ MIM MIJOU, MIM MIJOU, MIM MIJOU… MIM MIM JOGOU FORA!

O MATADOR

Foto: Assessoria / Equatorial

Eis que estive na 10ª Bienal do Livro de Alagoas. Literalmente, um mergulhar no maravilhoso mundo das palavras. Encontramo-las escritas, impressas, falada, cantada, doada, sorrida, gritada, apregoada, versejada. Molhada, acesa, apagada, dormindo, acordada. Também muda, calada… apenas olhando. Bizoiando![como diria minha mãe!] Curiando![como diz minha filha!] Brotando em árvores! Voando em rabo de cometas imaginários! Deitada numa esteira… Navegando no seco, numa canoa de verdade! Palavras de madeira, de espuma! Em gesso [sem estar engessada!], de papelão [sem causar indignação!], de corda [sem ser feijão!], de cordel! [de um menestrel!].

No estande do Instituto SWA, os escritores: Andréia Brandão e Fernando Soares Campos. Este de cá, meu irmão, lançava mais uma obra de sua autoria: “Deus e o Universo Holográfico”. Do nada apareceu Teófilo, que sabia o significado do seu próprio nome: [“do grego: “Filho de Deus”] um maceioense, casado com uma santanense. Disse que amava o sertão, e tudo a ele relacionado. Decidiu comprar 5 exemplares do livro da biografia do nosso ex-prefeito Adeildo Nepomuceno Marques. Pechinchou, ganhou desconto! Um exemplar seria, pra dar de presente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, outro pra o ex-senador Benedito de Lira.

No bate-papo o assunto mais acalorado, a morte trágica do biografado no livro. E outros episódios de crime de mando, do tempo do coronelismo vieram à baila. Zé Gago, Zé Crispim, Valderedo, ficaram famosos aqui no sertão, da década de 60. Zé Tenório “O homem da capa preta” de Palmeira dos índios pra Duque de Caxias-RJ.

O matador a qual pretendemos enaltecer, não é nenhum ser humano, de carne e osso. Ele jamais portou arma alguma. Segundo um padre que teve sua homilia publicada no Instagram, trata-se do aparelho de telefonia móvel, o Celular. De acordo com o cervo de Cristo o Celular é responsável por ter “matado”: A Lanterna, o Relógio de pulso, a Calculadora, o Vídeo Game, o Cronômetro, o Espelho, a Agenda de papel, o Calendário de bolso, a Câmera fotográfica, Rádios AM e FM, Fone Fax, Mapas geográficos, o GPS [Sistema Global de Posicionamento], Estações Meteorológicas, a Enciclopédia, o Dicionário, os Livros de papel, o Cartão de Crédito, Gravadores de Áudio, Ingressos de papel, Documentos pessoais, Rádio Amador, Telégrafo, Jornais de papel, Revistas de Entretenimento: fofocas do mundo artístico, de futebol ou política, Jogos de azar, Palavras cruzadas, MP3, MP4, Microsystem, o Scanner, o Pedômetro [medidor de quantidade de passos que uma pessoa dá por dia], o Monitor de Batimentos Cardíacos, Medidor de glicose, Medidor de Pressão Arterial, os Cartões de Natal e Ano Novo, As Cartas de Amor, o Telegrama, Cartão de Conta Bancária, gerente de banco, os Vendedores de Loja, de Mercadinho, Pizzaria etc etc.

Consideremos que há certo exagero ao se dizer que matou toda essa parafernália de geringonça. Na verdade o Celular apenas concentrou nele todos esses equipamentos e serviços. No entanto, o que não podemos é deixar, o celular “matar”, ou interferir nas nossas atitudes comportamentais, e que cause uma inversão de valores. Ao ponto de trocarmos um “Bom dia!” um “Olá!” uma poesia declamada ao vivo e a cores, por uma insossa mensagem enviada para alguém que tanto precisa do seu olhar sincero, e que talvez esteja apenas a alguns passos de nós, dentro da nossa casa, no nosso ambiente de trabalho, na igreja que freqüentamos, num orfanato, num presídio ou num leito de hospital. Nunca deixemos de admirar um amanhecer autêntico, um pôr-do-sol de verdade, por uma imagem virtual. Jamais substituir uma visita a um parente, a um amigo, em detrimento de uma fria mensagem de celular.

O BUQUÊ DE FLORES NO CASAMENTO. O Buquê de flores das noivas, é tradição antiga, vem da Idade Média na França. O banho como o concebemos em nossa sociedade atual não era comum à época. Só se tomava banho uma vez a cada 4 meses. Imagine, e para disfarçar o mau cheiro, as noivas portavam os buquês de flores. A palavra vem do francês “Bouquet” que significa “Arranjo”. Os famosos leques franceses também tinham função específica de abanar o mau odor exalado das pessoas na corte e nos salões de festas. Afinal estamos falando de um país europeu, onde as temperaturas baixas predominam. As famosas perucas usadas por reis, rainhas e a nobreza eram para disfarçar a calva natural, ou provocada por surto de piolhos. Fonte: Google.com.br

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

MUÇÃO: HOJE É DIA! De ficar mais difícil que gago cantando Karaokê!
O PROBLEMA! É que quando a Vida fecha uma Porta, meu Dedo Tá Lá!
HOJE É DIA! De pisar na Sala assim que a Mulé passar o pano!
HOJE! Nem Precisa me Levar a Sério! Me levando pra Beber Tu pagando Tá Bom Demais!
BODE GAIATO
Esse Ano Tá Tão Coisado que Agosto Tá Passando Ligêro!
Tô Querendo fazê uma Receita com Tudo que Tem na Geladeira: Água, Sachê de Catchup, Cola SuperBonder e Uma Banda de Limão.

 

Fabio Campos, 26 de Agosto de 2023.

QUEM SABE ONDE A FELICIDADE ESTÁ?

(Foto: Ilustração / Freepik)

O questionamento-título desta crônica, é verso dum clássico da canção sertaneja brasileira. Mais precisamente da música: “Sinônimos”. “De Cláudio Noam e Cesar Augusto, que inicialmente sugeriram que fosse gravada por Zezé de Camargo e Luciano, mas a dupla já estava com o seu álbum pronto naquele ano [2003]. Cláudio buscou inspiração no Salmo 91 e no Livro de Coríntios para comporá faixa. Cesar que era produtor de Zezé e Luciano incluiu seus versos em reunião de família, numa casa onde costumavam comer churrasco e beber cerveja. “Sinônimos” teve ainda a assinatura de um outro compositor: Paulo Sérgio. Em “Terra e Paixão” [rede Globo] é a quinta vez que é usada como trilha sonora de novela. Fonte: g1.com.br”

ORIGEM DA PALAVRA. “Felicidade tem origem no Latim “augurium” que significa “augúrio” e “sorte”. Sendo assim, não dependeria do ser humano, mas sim de algo exterior a ele. Felicidade sugere a ideia de um bem, um fim elevado ao qual o homem ambiciona chegar.
“O adjetivo está registrado nas formas Latinas: “felix” e “felicis”, diretamente associado a “fértil” (dado no Latim “fertilis”) e/ou frutífero (visto no Latim: fructifer) com base no [idioma] indo-europeu !dhelfii)”, por sucção, ou “mamar”, aplicado, por exemplo, no desenvolvimento da agricultura ou no processo de amamentação da mãe em relação ao filho, nesta linha a palavra filho refere-se no Latim como “filius”, enquanto “femina” que aponta para a mulher, tem referência em femina, ambos os casos decorrentes da mesma raiz indo-europeia “dhef”.
E O HAPPY? FELIZ EM INGLÊS? “Essa palavra é uma derivação de “hap” que significa “sorte” do Nórdico antigo. Em sua origem ela significava “sortudo” ou “próspero”. “Happy” só ganhou sentido de felicidade no final do século XIV. Fonte: google.com.br”

FELICIDADE NA BÍBLIA. “Descobri que não há nada melhor para o homem que ser feliz e praticar o bem enquanto vive. Eclesiastes 3:12”; “Em tudo o que fiz, mostrei a vocês que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando a palavra do Senhor Jesus, que disse: Há maior felicidade em dar do que em receber. Atos dos Apóstolos 20:35.”
FELICIDADE NA MPB. Há centenas de composições que aludem ao tema. Algumas, muito me apraz ouvir: “FELICIDADE FOI EMBORA E A SAUDADE NO PEITO AINDA MORA/ E É POR ISSO QUE EU GOSTO LÁ DE FORA/ PORQUE SEI QUE A FALSIDADE NÃO VIGORA. ‘Felicidade” [1947] de Lupicínio Rodrigues [#16/09/1914-+27/08/1974]. Este samba-canção, marcou-me pois ouvi algumas vezes minha mãe cantarolar. Trago isso guardado em meu peito.

“FELICIDADE NÃO EXISTE O QUE EXISTE NA VIDA SÃO MOMENTOS FELIZES. “A Noite Mais Linda do Mundo (A Felicidade] Odair José [1974]. Já estava eu, sem que tivesse consciência disso, na pré-adolescência. E a filosófica verdade chegava impactada na forma de melodia. Um convite a encararmos o mundo, buscando e vivendo essa identidade.
“ANDAR SEM TEMOR PELA VIDA, E SENTIR O VALOR DE SE TER LIBERDADE/ PODER ABRAÇAR UM AMIGO. E SENTIR O CALOR DE UMA GRANDE AMIZADE/ ISSO É A FELICIDADE By “Os Incríveis” [1975] Era um vocativo, na sonoridade ingênua, de parque de diversão, de realejo. Um chamamento ao amor, em plena ditadura militar no Brasil. Um mundo dividido pela “guerra fria” em dois blocos: capitalistas versus socialistas. No início da década de 80 o compositor Roberto Moreira criou nova versão substituindo o “ISSO É…” por “CRISTO É A FELICIDADE”. E assim a música passa a ter um outro significado.

FELICIDADE BRILHA NO AR, COMO UMA ESTRELA QUE NÃO ESTÁ LÁ/ CONTO DE FADAS, HISTÓRIA COMUM/ COMO SE FOSSE UMA GOTA D’ÁGUA, DESCOBRINDO QUE É O MAR AZUL. O cantor e ator, galã global Fabio Jr compôs essa belíssima interpretação, inspirado em uma bela canção “GENTE DEL MARE [Marinheiros]” dos italianos Giancarlo Bigazzi, Umberto Tozzi e Raf [1987]. Assim como na música a tal felicidade, eu já na idade adulta,, era exatamente “como uma estrela que não está lá.”
HORMÔNIOS DA FELICIDADE. Quando estamos felizes uma química ocorre dentro do nosso corpo, glândulas endócrinas vão liberar na corrente sanguínea, hormônios que dão sensação de paz e felicidade: OXITOCINA: Proporciona: dormir 8 horas por dia; fazer exercícios físicos e realizar pequenas conquistas. DOPAMINA: Ajuda a Meditar, Demonstrar afeto, Realizar boas ações; ENDORFINA: Rir com amigos, Praticar hobbies, cantar, dançar; SEROTONINA: Memórias especiais, agradecer sempre, contato com a natureza.
UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

O GENRO E A SOGRA

-Minha Sogra! Você para mim é como uma ESTRELA!
-Porque Brilho Muito?
-Não! Devia está a Milhões de KM da TERRA!
-A Senhora é Igual As NUVENS!
-Fofa?
-Não! Quando some o DIA fica LINDO!
FRASES DE PÁRA-CHOQUE DE CAMINHÃO
“A CAL é Virgem Porque Só Lida com BROCHA.”
A MULHER que Mais AMO, Tem Compromisso Com Meu PAI.”
“DEUS Não Mandou AMAR o EX, Mandou Amar o PRÓXIMO.”
JOÃOZINHO NA AULA DE QUÍMICA
Resolva: H2O +CO +CO = ÁGUA DE COCÔ.
JOÃOZINHO
-Professora! Sabia que Meu Quarto é um Lugar SAGRADO?
-Por que?
-Toda vez que minha Mãe entra Lá, diz: MEU DEUS!

 

Fabio Campos, 16 de Agosto de 2023.

MÊS DE AGOSTO

Praça Dr. Adelson Isaac de Miranda, no Monumento (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

É começar o mês de agosto e vem-me embalar a música de Alceu Valença: “Nessas Tardes Molhadas de Agosto/Sinto a Chuva Lavando minha Alma/ Sinto o Frio Entrando pelos Ossos/ Como uma coisa um Troço/ Não sei explicar. Mês de Agosto é Mês de Chuva/ Mês de Agosto Lava a Alma/ Mês de Agosto é Mês de Chuva/ Mês de Agosto é Mês de Chuva/ Mês de Agosto Lava a Alma/ A Mágoa a Mágoa. Fonte: letras.mus.com.br by LP Cavalo de Pau 1982 “Lava a Mágoa”.

Tenho observado ultimamente o quanto Nossa Senhora está na minha vida. Nasci em uma casa que ficava de frente a capela de Nossa Senhora Assunção, cuja festa se comemora justo neste mês que está começando. Quando a capela tinha suas portas abertas, minha mãe se dizia privilegiada por ver Nossa Senhora da porta de casa, onde estava. Na idade adulta tive que cair no mundo para arrumar um emprego, e fui parar em Porto de Pedras, cidade litorânea do norte de Alagoas, cidade histórica, da época do Brasil colonial, e que tem como padroeira, Nossa Senhora da Glória, outro título de Nossa Senhora da Assunção, também ali os festejos alusivos a Ela ocorrem agora no mês de agosto. Morei à Rua Vigário Bello, próximo a capela de Nossa Senhora da Piedade erguida em 1640, possui uma imagem da Santa em estilo Barroco. De volta a minha terra natal consegui construir uma casa de morada no mesmo ano que o saudoso Monsenhor Delorizano Marques ergueu na entrada da rua o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. E lá está Nossa Senhora acompanhando os passos desse seu filho querido.

MARIA NA BÍBLIA. Nossa Senhora, Maria Santíssima é citada na bíblia em várias ocasiões: “No sexto mês Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galileia a uma virgem prometida em casamento a um certo homem chamado José descendente de Davi. O nome da virgem era Maria, O anjo aproximando-se dela disse: “Alegre-se agraciada! O Senhor está com você. Lucas: 1:26-28. […]

E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito, o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que a mãe do meu Senhor venha a mim? Pois eis que ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. E bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas. Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor; E meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou para a humildade de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Porque me fez grandes coisas o Poderoso, e santo é o seu nome. Lucas 1:42-49.[…]

Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho.” Respondeu Jesus: “Que temos nós
em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou.” Sua mãe disse aos serviçais: “Façam tudo o que Ele mandar.” Ali perto haviam seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros. João 2-3,6. Biblia.com.br”

Interessante como como dá pra se viver o trocadilho: A vida é uma escola; bem como a escola é reflexo da vida. Isso deu-nos a perceber ainda mais intensamente nos últimos dias. Na escola onde trabalho dois colegas foram papais; um pela primeira vez, de filhas gêmeas, um outro pela sétima vez. Um colega perdeu o pai, vi outro na sala de espera de um hospital tendo o pai internado por conta de um AVC, dois outros se deram em núpcias. Alegrias pra uns, tristeza pra outros. É vida que segue. Aos que se tronam pais no mês dos pais parabéns! E vem-nos lembranças de um dito popular para a casa que tinha mulher parturiente: “Estão cheios de pixilinga!”

“Dermanissus galinae conhecido pelos nomes comuns de bicho-de-galinha, quiquito, pixilinga, ácaro-de-galinha é um ácaro parasita das aves comum em galinha, daí, com até 1mm de cumprimento, cosmopolita e de coloração avermelhada quando cheio de sangue. Parasita galinhas, perus, pombos e pássaros em cativeiro, sendo assim considerado praga importante na avicultura. Pode causar dermatite às pessoas que trabalham nesta atividade. Fonte: Google.com.br”
Adágio é adágio. Não se questiona, porém a esse que diz: “Agosto mês de desgosto.” Não podemos concordar, tantas coisas boas acontecem neste mês que tanto nos elevam. Meu primeiro filho Joaddan nasceu neste mês. Nossa Senhora da Assunção é festejada neste mês. Também nele, ocorre o dia dos pais. O próprio nome do mês tem origem nobre: “Do Latim “augustus”, o oitavo mês do ano é assim denominado em honra ao imperador César Augusto que governou Roma de 27 a. C. e 14 d.C. Fonte: Google.com.br”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR
DOS 50 NOMES MAIS ESTRALHOS DO BRASIL COM A LETRA “A”:
AERONAUTA BARATA
AGRÍCOLA BETERRABA AREIA
AGRÍCOLA DA TERRA FONSECA
ALCE BARBUDA
AMADO AMOROSO
AMÁVEL PINTO
AMAZONAS RIO DO BRASIL PIMPÃO
AMÉRICA DO SUL DO BRASIL SANTANA
AMIM AMOU AMADO
ANTÔNIO MANSO PACÍFICO DE OLIVEIRA SOSSEGADO
ANTÔNIO MORRENDO DAS DORES
ARICLÉIA CAFÉ CHÁ
AVA GÍRIA
ASTERÓIDE SILVÉRIO

O BODE GAIATO
-E Aí Junin, Como foi a PROVA?
-Só fiquei em Dúvida em uma Questão…
E As outras?…
-Tenho Certeza que ERREII!

A VIELA DE RODA, O BACALHAU E O MEMBRAFONE

Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net / Arquivo

Ainda inspirando, respirando e transpirando festejos juninos, deito meu olhar, mais uma vez, sobre o apelo audiovisual que tanto caracteriza essa época. No visual podemos nos reportar ao pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896-1988) que produziu, na fase modernista, uma série de obras inspiradas nos festejos juninos, com suas bandeirolas coloridas e o casario  sertanista. A forte musicalidade que identifica o povo nordestino, fica por conta dos sons produzidos pela zabumba e pela sanfona.

Jamais me passaria pela cabeça, que o som da sanfona fosse produzido por cordas. Concebia-o como sendo por meio do sopro de foles através de compartimentos com furos. Estávamos redondamente enganados. “A Sanfona também chamada de “Viela de Roda”, “Viola de Roda” e até “Gaita de Roda” é um instrumento musical de cordas friccionadas acionado por uma manivela. O que a torna característica do ponto de vista sonoro. E o fato de produzir um zumbido, parecido com o do violino, usado ritmicamente por meio de uma corda, apoiada numa ponte móvel (a mosca) fisicamente distingue-se por serem as suas cordas friccionadas por uma roda com resina que é acionada por uma manivela, enquanto a melodia é criada num teclado.Fonte: Wikipédia.org.br”

“A Zabumba [pronúncia em português de Portugal:“Za’Bube] é um tipo de bumbo usado na música brasileira. O tocador usa-o em pé, e utiliza as duas mãos enquanto toca. Quanto ao tamanho varia entre de 16 a 22 polegadas de diâmetro  e entre 05 e 8 polegadas de altura. O casco é feito de madeira, as peles de plástico tensionado através de terminais e hastes de tensão de ferro. A cabeça superior é silenciada com fitas ou tiras de pano que é golpeada com um “martelo” coberto de pano (segurado pela mão direita), a cabeça inferior é afinada mais apertada, e é atingida por uma vara fina, semelhante a um galho, chamada de “Bacalhau”, (segurada pela mão esquerda), produz-se um fundamental alto com ataque e numerosos harmônicos.

ORIGEM. Tanto na afinação, técnicas e execução a Zabumba é semelhante aos Bombos surgidos na região do Mediterrâneo oriental. A Zabumba tornou-se conhecida em outras regiões do Brasil inicialmente através do Forró, Coco e Baião, e posteriormente dos Trios de Forró. O instrumental constituído por Sanfona, Triângulo e Zabumba foi consagrado por Luiz Gonzaga. O “Rei do Baião” afirmava ter incorporado este “membrafone” no trio, inspirado nas bandas de pífanos. Fonte: Wikipédia.org.br”

FEMINICÍDIO E FEMICÍDIO QUAL A DIFERENÇA? “São termos que se referem ao homicídio de mulheres, mas com uma diferença. No crime de feminicídio ocorre uma qualificadora que o torna hediondo contra a mulher por razões de condição do sexo feminino. E o que é uma qualificadora? São motivos, meios e circunstâncias que tornam o crime mais grave e consequentemente, alteram as penas. No crime de homicídio (Artigo 121 do Código Penal) se presente uma ou mais qualificadoras, a pena de 6 a 20 anos deixa de ser simples, e passa a ser de 12 a 30 anos de reclusão, nesse caso, um crime de homicídio qualificado.

Resumindo: Feminicídio ocorre quando envolver violência doméstica e familiar, ou menosprezo, ou discriminação à condição de mulher; Já o Femicídio é o crime de homicídio contra qualquer mulher, ou seja, quando se mata um indivíduo do gênero feminino. Fonte: hageadvogados.com.br”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

ASSIM DIZ MUÇÃO NO INSTAM:
AMOR não é aquilo que dói lá no fundo, o nome disso é HEMORRÓIDA!
HOJE é dia de ficar mais procurado que PÍLULA DO DIA SEGUINTE depois do São João!
Pior do que não ter Namorada no São João, é ver GENTE FEIA ATÉ COM AMANTE!
Hoje é dia de CURAR O SOLUÇO do Namorado mostrando a ele o RESULTADO DO TESTE DE GRAVIDEZ!
BORA estragar o Coração porque o “FIGO” já era!
 
ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO
-Seu Baltazar da Rocha! É comum entre os casais, devido ao forte laço amoroso que se crie apelidos carinhosos. O senhor tem um apelido carinhoso? Criado por sua digníssima esposa?
-Tenho.
– Seria relacionado a algo doce, como: Meu Docinho de Coco?
– É sim, um doce.
-E qual é?
-Maria Mole.

BORA  E O GONGUÊ?

Foto: Wikipédia

O nordeste brasileiro se transforma com a chegada dos festejos juninos. Muda o cenário. Tudo fica mais colorido. As lojas se enfeitam, os mercados, as empresas públicas ou privada, os clubes de serviço, os bancos e instituições se enfeitam com as mais ricas características do nordeste brasileiro: o chapéu de palha, o estampado de chita colorida, os objetos de barro, o mandacaru, a corda de caruá, o chocalho, os apetrechos do vaqueiro, o chapéu de couro e claro a sanfona.

O matuto caracterizado pela roupas remendadas, e o dentição falhada aos poucos banida,  substituída pelo vistoso xadrez e quadriculado colorido. Os chapéus ganharam design variado e moderno. As comidas típicas e a rica musicalidade completam a obra. A natureza  por sua vez dá sua parcela de colaboração enchendo de verde os campos.

Não tem como não ter os casos polêmicos a cada ano. Teve um ano que o cantor Jorge de Altinho, inexplicavelmente ficou de fora, dos festejos juninos da capital do forró Caruaru. Esse ano, foi a vez do sanfoneiro Flávio José ser vítima de descriminação, ao ter que ceder meia hora do seu show de autêntico forró  para o cantor Gustavo Lima, que segue uma linha mais sertaneja de cantar. Polêmicas à parte, a festa, nem por isso, perde seu brilho.

Num misto de surpreso e espanto, ouvi o repórter global dizer, essa semana, em rede nacional que Campina Grande, cidade interiorana do agreste paraibano estaria completando este ano, quarenta anos de festejos juninos. Creio que estivesse referindo-se a 40 anos de repercussão nacional. Festejos juninos nas cidades nordestinas são comemorações seculares. As tradições juninas chegaram ao Brasil com os portugueses, no período colonial. Vem do tempo dos jesuítas, com a catequese das tribos indígenas.

A quadrilha junina, remonta os bailes da corte real portuguesa. A dança do Coco de Roda por sua vez, vem dos quilombos e chegaram até nós através dos grupos quilombolas que mantiveram até hoje as tradições do Reisado, do Pastoril, da Congada, da Chegança. As festas de Reis e tantas outras tradições culturais que são nossa maior identidade.

Festas Juninas sem Luiz Gonzaga, não são festas juninas. Ao relembrar o “Rei do Baião” vem-me um misto de alegria e orgulho. Orgulho por ser ele um nordestino que levou mais longe nossas tradições. Inclusive tive o privilégio de vê-lo, no final da década de 70, cantando em cima do lastro de um caminhão, no centro da nossa cidade, Santana do Ipanema. Alegria por sua musicalidade, tanto as melodias das décadas de 40 à 60, quanto as de sua última fase da vida e carreira. Por exemplo, no disco LP (Long Play) de 1984, na terceira faixa do Lado “A” a música que dá nome ao disco: “Danado de Bom”. Uma curiosidade nasceu-me ao relembrar de alguns instrumentos nessa música citados: “Mariano no Gonguê/ …Meu sobrinho na Manóla e Cipriano no Melê…”

Então, que instrumentos seriam estes? “Gonguê Instrumento musical afro-brasileiro. Caracteriza-se por uma espécie de sino, com a boca achatada, em metal, mede de 20 a 30 cm. É percutido com um pedaço de ferro. Semelhante ao agogô. A Mandola é um instrumento musical de corda da família do Alaúde  que por sua vez tem o formato de pêra ou gota.  Melê   espécie de tambor (membranofone) artesanal, rudimentar, feito de diferentes materiais, como couro ou borracha (a depender da época) esticado por aro e cordas ou pregado em uma estrutura circular feita de bambu ou madeira, semelhantes ao Tamboril e a Macaíba. Fonte: Wikipédia.org.br”

De onde vem a expressão BORA?  Muito comum no nordeste brasileiro o termo foi parar num comercial de  loteria esportiva na tevê.  “Originalmente a expressão deveria ser: “Vamos em boa hora!” ou “Vamos embora.” Ocorreu aférese de toda a parte inicial da expressão. Etimologia: forma reduzida de “embora” ou “em boa hora”; substantivo masculino: vento frio e seco que no inverno incide sobre o Mar Negro. Bora-Bora conjunto de ilhas paradisíacas localizadas na Polinésia Francesa no Pacífico Sul. Fonte: Google.com”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

EXPRESSÕES NORDESTINA PARA TEMPO ( Parte 1)
TÁ CUM TEMPO! = Faz um bom tempo.
DE HOJE A OITO. = Daqui a oito dias (contando com hoje)
DO TEMPO DO RONCA! = Algo muito antigo.
PARUANO. = Algo que só vai acontecer no ano que vem. (no próximo ano).
DUAS HORA DE RELÓGIO! = Algo que demorou aproximadamente duas horas para acontecer.
 
QUE CARGA O CAMINHONEIRO LEVARIA?
Uma de FERRO até em Tupi? Ou de MADEIRA até em Juá?
 
JOÃOZINHO NA AULA
-Cite 5 animais da África.
-3 Gorilas e 2 Elefantes.