19 Maio

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A BENDITA CLOROQUINA

Foto: Reprodução / Cada Minuto

Ainda não há evidência comprovando a eficácia da medicação contra o covid19. O principal estudo que mostra isso foi publicado pela New England Journal of Medicine – NEJM, uma das principais universidades pesquisadoras do mundo.

A médica Nise Yamaguchi falou em entrevista recentemente, que a medicação serve para malária e inflamações reumáticas. Ponto final. Tem gente morrendo tomando essa medicação por conta e por prescrição médica também. 

Inclusive alguns estudos foram interrompidos após mortes de pacientes. Em nota oficial, o Conselho Federal de Medicina emitiu nota na qual não recomenda o uso. A pergunta que deveríamos fazer é: por que a insistência nessa medicação sem comprovação (até o momento)?

Bom, podemos analisar algumas coisas. Primeiro, os dois únicos líderes mundiais que estão indicando a medicação são Bolsonaro e Maduro presidente da Venezuela. Segundo, Renato Spallicci, dono da farmacêutica Apsen, que produz a medicação no Brasil fez campanha para Bolsonaro.

Na época da campanha, ele como qualquer brasileiro, pode ter escolhido fazer campanha pra qualquer candidato que preferiu. Mas agora, de repente tem uma oportunidade de ouro de ficar mais milionário (ou será bilionário).

A parte boa é que sim, existem várias indústrias que estão buscando a vacina contra o SARS-Cov-2. E posso citar 4 principais que estão prestes a descobrir. A previsão é que tenhamos notícia boa comprovada até dezembro, segundo reportagem publicada na NBC News. A verdadeira corrida do trilhão!

E para finalizar, a médica na entrevista, diz que há estudos que comprovam a eficácia. Mas não diz quais são esses estudos. Ela está em Brasília tentando o cargo de ministra. E talvez até seja nomeada mesmo.

Bom, falei aqui sobre o que a ciência mostra e sobre os interesses políticos e financeiros de algumas pessoas e empresas que estão dispostas a alcançar esses interesses mesmo que custe algumas vidas.

27 abr

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Os reflexos da PEC 241

O projeto congelou os os gastos públicos com saúde e educação por 20 anos (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

Provavelmente, você não deve lembrar do que se trata esse Projeto de Emenda à Constituição. Existem dois motivos para isso, primeiro, por conta do número não ser familiar atualmente e segundo porque o brasileiro esquece rápido mesmo.

A PEC 241 foi uma proposta vitoriosa do governo Michel Temer, no fim de 2016,  que congelou os os gastos públicos com saúde e educação por 20 anos. O texto da proposta dizia que todas as despesas públicas serão corrigidas de um orçamento para o outro se baseando apenas na inflação. Não haverá aumentos reais.

Até o ano de 2016, orçamento das duas áreas era cerca de 100 bilhões de reais por ano. Um valor atingido devido ao tal aumento real. Em 2002, a saúde tinha cerca de 55 bilhões anuais e a pasta da educação, 30 bilhões de reais.

Os resultados, relativamente recentes, desses congelamentos já começam a ser colhidos ao percebermos que, na prática, a PEC determinou uma diminuição de investimento em áreas da saúde e educação. Principalmente, nos planejamentos para o longo prazo, obrigou os gestores de saúde [pública] a repensar e reorganizar as prioridades, pois não há verbas. 

Não há verbas para concursos, para renovação de equipamentos, renovação de frotas de ambulância, alguns municípios atrasam pagamentos de salários e compromissos com fornecedores, e sim, isso impacta na criação e manutenção de hospitais bem como, no não fechamento de outros.

E atualmente, diante da pandemia, as verbas são escassas para investir em equipes qualificadas, ventiladores mecânicos e leitos de UTI. Como disse Millôr Fernandes: “o Brasil tem um grande passado pela frente”, que frase atemporal.

21 abr

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O Colapso Intensivo

Foto: Neide Brandão/ Agência Alagoas / Arquivo

Muito tem se falado sobre ventiladores mecânicos, leitos de UTI, equipes capacitadas para atendimentos à pacientes graves. Esse assunto sempre vem à tona quando a sociedade está diante de surtos, principalmente, as pandemias.

O que poucos sabem é que esses assuntos são discutidos todos os anos e durante o ano todo, internamente, entre os profissionais da saúde. O déficit de equipamentos de qualidade e pessoal capacitada é assunto em diversos congressos, conferências e fóruns de norte a sul do Brasil.

A capacidade de leitos de Terapia Intensiva é muito baixa. Oficialmente, sabe-se que o País conta com 55 mil leitos de UTI, sendo a maior concentração no Sudeste. Sendo que o ideal recomendado seriam de 3 a 4 vezes esse número.

A capacitação profissional é outro problema. Uma UTI requer uma equipe multiprofissional e multidisciplinar especializada, treinada e atualizada. A Terapia Intensiva é uma das áreas que mais exigem atualização da equipe com as novidades de tratamentos, protocolos, fluxos etc. A vivência em UTI exige isso. 

A realidade desse serviço de saúde é complexa e, em algumas partes do País, caótica no dia a dia comum sem pandemia. E essa realidade, por vezes, bloqueia a capacidade reflexiva dos profissionais e impede que processos de avaliação de nossas ações sejam realizados com o cuidado necessário.

No cotidiano da Terapia Intensiva, a equipe recebe pressões de todos os lados: a queixa do paciente e acompanhantes pela demora do tratamento, os protocolos a consultar, os formulários a serem preenchidos, os relatórios diários de cada paciente, entre tantos outros. E isso tudo é multiplicado quando se vive uma pandemia.

É urgente a atenção necessária à todos os setores da saúde no País e, ao se tratar de UTI, que a preocupação quanto a baixa quantidade de leitos e equipes não dure apenas no desespero e sim que sirva para um planejamento de reestruturação. Mesmo que seja no longo prazo.

12 abr

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Um desafio chamado promoção de saúde

Foto: Divulgação

A maior parte da formação dos profissionais de saúde ainda é baseado no modelo hospitalocêntrico ultrapassado, o que acaba não preparando para atuar no campo da promoção à saúde. Estudos comprovam isso ao mostrar a diferença entre o ensino e as reais necessidades de saúde na sociedade. 

A promoção da saúde é a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), focada no fortalecimento da capacidade dos usuários de saúde e dos grupos sociais de intervir no próprio processo saúde-doença. Para ocorrer essa intervenção é necessário que a população tenha conhecimento do seu papel na prevenção de doenças ou na recuperação de seu próprio estado de saúde.

A promoção de saúde baseia-se na elaboração e implementação de políticas públicas, criação de ambientes favoráveis à saúde, reforço da ação comunitária, desenvolvimento de habilidades pessoais, reorientação dos sistemas e dos serviços de saúde. Sendo então, a principal encarregada de evitar a sobrecarga nos serviços secundário e terciário de saúde (hospitais gerais e hospitais especializados). 

Na prática, a promoção de saúde ajuda a difundir o conhecimento à população sobre como evitar doenças, se proteger de zoonoses, higiene pessoal, ambiental e coletiva, alimentação saudável, práticas e hábitos de qualidade de vida.

Após todas as implementações e formulações desde a Reforma Sanitária, a organização do SUS é compreendida a partir da participação da população junto aos profissionais na promoção e na vigilância à saúde.

A população passa então a ser sujeito do processo e a doença deixa de ser o foco de observação. A Saúde então se volta para o modo de vida e as condições de trabalho dos indivíduos e grupos sociais, e suas repercussões no processo saúde-doença.

Existem dois grandes problemas que são a má gestão e a corrupção que geram diferentes dificuldades de se praticar essa promoção de saúde em âmbito nacional, e enfrentar essas dificuldades é o desafio para o SUS nesta década. 

20 mar

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O dia que atendi um caso de Covid19


Foto: umisu / Pixabay

Quando comecei a escrever este texto, há uns dias, tinha atendido apenas o primeiro caso suspeito. E desde então, já foram alguns casos suspeitos. No início, ainda se era ofertada testes pela vigilância epidemiológicas para confirmar os casos.

Mas, o foco neste não é discorrer mais sobre a situação que tem se evidenciado no mundo. E sim, avaliar a situação sobre outras perspectivas que notei um elo associando um caso a outro. Sendo a primeira perspectiva, a social: não entrarei em detalhes sobre os casos suspeitos por motivos óbvios. Mas posso relatar algumas coisas. 

Atendi pacientes que apresentavam sinais e sintomas há dias e não tinham buscado atendimento antes por medo de perder o emprego se apresentassem um atestado de 14 dias.

– “Doutora, eu tenho filho pra criar, conta pra pagar!”, falou o paciente entre tosses. 

– “Sim, e você colocou sua própria família em risco!”, a resposta que teve.

Colegas da equipe, médicos e enfermeiras, esbravejam para mim suas indignações com a imprudência desse caso e de outros parecidos. Isso me fez pensar que os pacientes estão errados na atitude, porém, certos no argumento. Porque tudo que é ruim numa sociedade, sempre será pior para o pobre.

Do ponto de vista econômico, os setores estão passando por dificuldades e a previsão é de piora. E isso vai de encontro à perspectiva social. Pois, coloca em jogo o empresário de médio e pequeno porte, que sem vender e sem sua mão obra, corre grave risco de falência. Esses, diferente dos grandes, não receberão subsídios ou medidas de ajuda dos governos. 

A indústria farmacêutica é uma das que se encaixam nesses grandes. Diversos laboratórios estão em regime intenso de serviço e pesquisa em busca da fórmula que pode propor uma cura ou tratamento. A fórmula bilionária.

Fato é que se está evidenciando uma verdadeira pandemia, o prognóstico é de aumento nos números de casos e o mais correto que se pode fazer é seguir as orientações das autoridades como a OMS e Ministério da Saúde.

NOTA EXPLICATIVA: Erickson é natural de Santana do Ipanema, mas atualmente reside e trabalha na cidade de Curitiba, no Paraná.

26 jan

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As definições de vírus foram atualizadas

Foto: Gerd Altmann / Pixabay

A descoberta de microorganismos fez a humanidade alcançar um certo avanço no quesito ciência, principalmente no que se refere a promoção e prevenção a saúde. Apesar de ser descoberta relativamente recente.

Os países desenvolvidos se desenvolvem cada vez mais para evitar mortes por doenças ocasionadas pela falta de saneamento básico, higiene e outros direitos humanos. O que não tem sido visto no restante do mundo, mesmo com os esforços de décadas da OMS e outras organizações.

A educação em saúde se tornou uma necessidade fundamental desde o início da vida, na infância, para se tentar melhorar na cultura os hábitos de higiene.

Em ambiente hospitalar, por exemplo, um dos principais temas de educação continuada e permanente é a higienização das mãos. Com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde que a principal forma de contaminações e infecções cruzadas são as próprias mãos.

O coronavírus é o mais debatido recentemente, cogitou-se até um caso no Brasil, o que foi descartado pelo Ministério da Saúde. Mas é um grande alerta. A humanidade perdeu muitas vidas para doenças causadas por vírus, bactérias e fungos que evoluem muito rapidamente, diferente de da capacidade do avanço científico.

Pode-se usar como exemplo o H1N1, que em 2009 fez muitas mortes no Brasil e só após alguns anos surgiu a vacinação. Tarde, pois relembrando, já surgiram diversos subtipos da Influenza A, como H2N3, H4N5, H7N7.

A discussão durante este ano e, consequentemente, na década deverá ser sobre a humanidade reconhecer a fragilidade diante desses seres microscópicos e a partir disso repensar os investimentos individuais e coletivos para a área de ciência, saúde, educação [em saúde], produção e distribuição de medicamentos entre outros.

Caso contrário, haverá cada vez mais mutações e subtipos, pestes negras, ebola, gripe espanhola, do frango, do porco. E não bomba atômica ou qualquer ou qualquer outro poderio bélico que salvará algum país.

12 out

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Condições básicas na saúde infantil

Foto: Myriam Zilles / Pixabay

Há muito tempo, entidades de diversos setores como saúde, educação e economia comprovam através de dados, fatos e pesquisas a importância do acesso às condições básicas para uma vida digna. Em saúde pública, usamos o termo Determinantes e Condicionantes de Saúde para definir a estrutura de saúde de um indivíduo.

De modo geral, essa estrutura abrange desde as condições particulares de saúde e doença de cada um até o meio social e ambiental em que está inserido. Alguns dos fatores analisados são a idade e os serviços públicos, esses que iremos focar neste texto.

Em trabalhos antigos e recentes, entidades como a Organização Mundial da Saúde – OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef e outros pesquisadores independentes apontam a relação entre o acesso que uma população possui aos bens e serviços e seu desenvolvimento social.

A pesquisa recente do IBGE evidencia uma melhora histórica no cenário social do Brasil, ou seja, analisando a longo prazo, melhoramos muito e ampliamos o acesso à esses serviços. Mas, infelizmente, ainda estamos distantes de qualidade que iguale as condições de oportunidade. Situações de moradias sem rede de esgoto, sem abastecimento de água ou sem coleta de lixo são a realidade de cerca de 42% das crianças brasileiras na primeira e segunda infância (crianças de zero a seis anos).

O ambiente que a criança vive nessas fases da infância influencia diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral. Por exemplo, na primeira infância, é construída a base das habilidades cognitivas e de capacidade de aprendizagem que irão subsidiar a atuação da criança, no curto prazo, na escola e no resto da vida.

A infância precisa ser um período de aprendizado, de conhecimento e principalmente de oportunidades, porém acaba sendo um período de vulnerabilidade e influências negativas. Outro fator importante para a redução do desenvolvimento infantil [e social] é a discrepante desigualdade evidenciada nos lares de quase 10 milhões de crianças e adolescentes em situação de pobreza extrema, onde a renda per capita mensal é cerca de R$ 250.

Fica difícil para uma criança que cresce nessas situações buscar por oportunidades ou tentar competir em qualquer aspecto da vida. Sabemos então, a grande influência da saúde infantil no desenvolvimento de uma sociedade. Para começarmos a vislumbrar uma coletividade mais justa, evoluída e menos desigual é urgente a necessidade investimentos e esforços para a melhoria das condições básicas das crianças.

16 set

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Uma Venezuela pra chamar de minha

Foto: Ilustração

O país vizinho sofre há um certo tempo por problemas econômico, social e político a um nível que se pode declarar calamidade pública e humanitária. O Fundo Monetário Internacional – FMI, por exemplo, estima que ainda neste ano a inflação da Venezuela atinja surreais 10.000.000% (10 milhões por cento!).

Podemos considerar que a situação caótica do país tenha explodido com o Caracaço, que foi um movimento de manifestações na capital Caracas cujo o objetivo era repudiar as medidas econômicas declaradas pelo então presidente Carlos Andrés Pérez. O Caracaço ocorreu em fevereiro de 1989.

Em resposta ao Caracaço, o governo colocou tropas nas ruas contra os manifestantes, o que resultou em mais de 70 mortos e mais fúria da população. Uma das lideranças da manifestação era um tenente-coronel do exército venezuelano, chamado Hugo Chávez.

Hugo Chávez, após alguns anos, prisão e tentativas de golpes de estado, tentou chegar ao poder de forma mais convencional: formando alianças com a oposição, eleito em 1999. Começava então o chavismo.

Mas, quando a Venezuela se tornou a tão famosa “comunista”? Após uma série de medidas autoritárias, como a Lei Habilitante, o Hugo Chávez começou a governar tomando decisões por decretos e assim, distribuiu terras, estatizou reservas de petróleo e nacionalizou setores como cimento e aço. A partir daí, a oposição começou a chamá-lo de ditador.

Situação que foi cada vez mais se confirmando pelas atitudes e medidas tomadas por ele. Se tornou de fato uma ditadura chavista na Venezuela. Uma atitude marcante foi o aumento do número de juízes na suprema côrte, para que, mesmo indiretamente, ele controlasse também o poder judiciário.

Chaves se aproveitou de um momento de inflamação e revolta popular contra os governantes para se enraizar no poder. Essas revoltas sempre precisam de uma figura para guiá-las e orientá-las, ocorre em várias debandadas sociais na história da humanidade. E consequentemente, essas lideranças se apropriam do poder.

É a estratégia do “nós contra eles”, que usa de mentiras, enganação e torna o ambiente político polarizado com os nervos à flor da pele. Os líderes políticos se aproveitam da massa de manobra e estendem seus mandatos por anos e anos, mesmo que isso custe a dignidade de muitos cidadãos.

Essa polarização está sendo evidenciada em nosso País também, onde algumas lideranças surgiram se aproveitando da revolta da população. Porém, o perigo aqui é isso estar associado ao discurso de ódio, intolerâncias e o desmerecimento de pastas como educação, meio ambiente e cultura. Pastas tais que já sofriam com uma lenta evolução.

O fato que diminui um pouco a preocupação com esse cenário é que uma onda de arrependimento tem tomado vários cidadãos que, infelizmente foram enganados com a perspectiva de uma mudança revolucionária. Mas não tem problema se arrepender e reconhecer o erro. Só não pode repeti-lo, tá ok?

09 ago

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A benção da ignorância

Foto: Christine Sponchia / Pixabay

Simplesmente, é fácil não se incomodar com algo quando ele não existe. Se algo não existe para o ignorante logo esse algo não existe e ponto. Essa é uma visão de ignorância. Ignorar. Não existir. 

A ignorância protege o ignorante do sofrimento que o ato de questionar e pensar, às vezes, causa. O ignorante é levado como um barco a vela. 

Não importa de onde venham os ventos que impulsionam o barco, não importa ao ignorante. Não importa a direção a qual está indo. 

Mantém-se alienado. Fechado em um pobre e discreto mundo. Sem fome de mundo. Não se preocupa em fingir que está tudo bem. Porquê para o ignorante está tudo bem. Mesmo não estando. Mas ele não sabe. 

O ignorante não precisa se preocupar com o que acontece em seu meio, tão pouco, ao seu redor. Simplesmente, coisas acontecerão, outros irão decidir, agir e está bem. 

O ignorante é alienado e atrevido. Pensa que sabe e domina. O ignorante na civilização não se preocupa em ser civilizado. 

A ignorância é aliada da maldade. E os resultados disso são um sequência constante de ignorantes sendo aproveitados por aqueles que alienam.

25 abr

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O Fracasso subiu à cabeça

Foto: Tumisu / Pixabay

Em meados de Novembro e dezembro de 2018, percebemos que os planejamentos – ou ausência deles, já demonstravam que a base, a estrutura não possuía uma organização primária. Principalmente, ao que se refere ao primeiro escalão.

Até então, eram esperadas renovações, nomes significativos especializados, afinal foram as promessas. Porém, não foi bem assim. As indicações para as pastas principais foram extremamente radicais. Focados exclusivamente, em beneficiar uma restrita parcela da população.

Fato é que, logo no início, a atuação parecia uma fatura de cartão de crédito quando pagamos apenas o mínimo: uma bola de neve de despreparo, uma enxurrada medíocre de decisões, falas, posturas e resultados. Não é intriga, é fato. Evidenciado inclusive por pesquisas e opiniões públicas de quem apoia[va].

A promessa de renovação falhou completamente, e ainda estamos no 4° mês, ou 9% do cumprimento do mandato. As falhas estão entre decisões erradas em diplomacia a relação pessoal com criminosos. Falhas que até agora resultaram em nenhuma consequência de punição, só vergonha alheia e sentimento de total impunidade, nada novo.

Repare que estamos no quinto parágrafo e não citei nomes, tão pouco cargos. Mas você já sabe muito bem do que, e de quem estamos falando. O fracasso chegou tão rápido, a sensação que se têm é que os próprios não acreditavam na vitória, meio que “vamos prometer umas coisas aí, depois a gente vê como funciona isso de governar”.

O fracasso está a um nível que não precisamos mais citar nomes. Os próprios estão encarregados de causar danos à si. Não precisam mais de imprensa oposicionista. Basta que a imprensa continue noticiando o que está sendo feito.

Concluo lembrando que independente de estar ruim, não apoio nenhuma forma de retirada à força da cadeira. Foi escolhido pelo povo, por mais que tenham sido enganados, mas não devemos mais ferir a tão jovem e enfraquecida democracia. Se está ruim e piorando, deve-se tomar medidas para reverter. Não golpear