12 out

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Condições básicas na saúde infantil

Foto: Myriam Zilles / Pixabay

Há muito tempo, entidades de diversos setores como saúde, educação e economia comprovam através de dados, fatos e pesquisas a importância do acesso às condições básicas para uma vida digna. Em saúde pública, usamos o termo Determinantes e Condicionantes de Saúde para definir a estrutura de saúde de um indivíduo.

De modo geral, essa estrutura abrange desde as condições particulares de saúde e doença de cada um até o meio social e ambiental em que está inserido. Alguns dos fatores analisados são a idade e os serviços públicos, esses que iremos focar neste texto.

Em trabalhos antigos e recentes, entidades como a Organização Mundial da Saúde – OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef e outros pesquisadores independentes apontam a relação entre o acesso que uma população possui aos bens e serviços e seu desenvolvimento social.

A pesquisa recente do IBGE evidencia uma melhora histórica no cenário social do Brasil, ou seja, analisando a longo prazo, melhoramos muito e ampliamos o acesso à esses serviços. Mas, infelizmente, ainda estamos distantes de qualidade que iguale as condições de oportunidade. Situações de moradias sem rede de esgoto, sem abastecimento de água ou sem coleta de lixo são a realidade de cerca de 42% das crianças brasileiras na primeira e segunda infância (crianças de zero a seis anos).

O ambiente que a criança vive nessas fases da infância influencia diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral. Por exemplo, na primeira infância, é construída a base das habilidades cognitivas e de capacidade de aprendizagem que irão subsidiar a atuação da criança, no curto prazo, na escola e no resto da vida.

A infância precisa ser um período de aprendizado, de conhecimento e principalmente de oportunidades, porém acaba sendo um período de vulnerabilidade e influências negativas. Outro fator importante para a redução do desenvolvimento infantil [e social] é a discrepante desigualdade evidenciada nos lares de quase 10 milhões de crianças e adolescentes em situação de pobreza extrema, onde a renda per capita mensal é cerca de R$ 250.

Fica difícil para uma criança que cresce nessas situações buscar por oportunidades ou tentar competir em qualquer aspecto da vida. Sabemos então, a grande influência da saúde infantil no desenvolvimento de uma sociedade. Para começarmos a vislumbrar uma coletividade mais justa, evoluída e menos desigual é urgente a necessidade investimentos e esforços para a melhoria das condições básicas das crianças.

16 set

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Uma Venezuela pra chamar de minha

Foto: Ilustração

O país vizinho sofre há um certo tempo por problemas econômico, social e político a um nível que se pode declarar calamidade pública e humanitária. O Fundo Monetário Internacional – FMI, por exemplo, estima que ainda neste ano a inflação da Venezuela atinja surreais 10.000.000% (10 milhões por cento!).

Podemos considerar que a situação caótica do país tenha explodido com o Caracaço, que foi um movimento de manifestações na capital Caracas cujo o objetivo era repudiar as medidas econômicas declaradas pelo então presidente Carlos Andrés Pérez. O Caracaço ocorreu em fevereiro de 1989.

Em resposta ao Caracaço, o governo colocou tropas nas ruas contra os manifestantes, o que resultou em mais de 70 mortos e mais fúria da população. Uma das lideranças da manifestação era um tenente-coronel do exército venezuelano, chamado Hugo Chávez.

Hugo Chávez, após alguns anos, prisão e tentativas de golpes de estado, tentou chegar ao poder de forma mais convencional: formando alianças com a oposição, eleito em 1999. Começava então o chavismo.

Mas, quando a Venezuela se tornou a tão famosa “comunista”? Após uma série de medidas autoritárias, como a Lei Habilitante, o Hugo Chávez começou a governar tomando decisões por decretos e assim, distribuiu terras, estatizou reservas de petróleo e nacionalizou setores como cimento e aço. A partir daí, a oposição começou a chamá-lo de ditador.

Situação que foi cada vez mais se confirmando pelas atitudes e medidas tomadas por ele. Se tornou de fato uma ditadura chavista na Venezuela. Uma atitude marcante foi o aumento do número de juízes na suprema côrte, para que, mesmo indiretamente, ele controlasse também o poder judiciário.

Chaves se aproveitou de um momento de inflamação e revolta popular contra os governantes para se enraizar no poder. Essas revoltas sempre precisam de uma figura para guiá-las e orientá-las, ocorre em várias debandadas sociais na história da humanidade. E consequentemente, essas lideranças se apropriam do poder.

É a estratégia do “nós contra eles”, que usa de mentiras, enganação e torna o ambiente político polarizado com os nervos à flor da pele. Os líderes políticos se aproveitam da massa de manobra e estendem seus mandatos por anos e anos, mesmo que isso custe a dignidade de muitos cidadãos.

Essa polarização está sendo evidenciada em nosso País também, onde algumas lideranças surgiram se aproveitando da revolta da população. Porém, o perigo aqui é isso estar associado ao discurso de ódio, intolerâncias e o desmerecimento de pastas como educação, meio ambiente e cultura. Pastas tais que já sofriam com uma lenta evolução.

O fato que diminui um pouco a preocupação com esse cenário é que uma onda de arrependimento tem tomado vários cidadãos que, infelizmente foram enganados com a perspectiva de uma mudança revolucionária. Mas não tem problema se arrepender e reconhecer o erro. Só não pode repeti-lo, tá ok?

09 ago

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A benção da ignorância

Foto: Christine Sponchia / Pixabay

Simplesmente, é fácil não se incomodar com algo quando ele não existe. Se algo não existe para o ignorante logo esse algo não existe e ponto. Essa é uma visão de ignorância. Ignorar. Não existir. 

A ignorância protege o ignorante do sofrimento que o ato de questionar e pensar, às vezes, causa. O ignorante é levado como um barco a vela. 

Não importa de onde venham os ventos que impulsionam o barco, não importa ao ignorante. Não importa a direção a qual está indo. 

Mantém-se alienado. Fechado em um pobre e discreto mundo. Sem fome de mundo. Não se preocupa em fingir que está tudo bem. Porquê para o ignorante está tudo bem. Mesmo não estando. Mas ele não sabe. 

O ignorante não precisa se preocupar com o que acontece em seu meio, tão pouco, ao seu redor. Simplesmente, coisas acontecerão, outros irão decidir, agir e está bem. 

O ignorante é alienado e atrevido. Pensa que sabe e domina. O ignorante na civilização não se preocupa em ser civilizado. 

A ignorância é aliada da maldade. E os resultados disso são um sequência constante de ignorantes sendo aproveitados por aqueles que alienam.

25 abr

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O Fracasso subiu à cabeça

Foto: Tumisu / Pixabay

Em meados de Novembro e dezembro de 2018, percebemos que os planejamentos – ou ausência deles, já demonstravam que a base, a estrutura não possuía uma organização primária. Principalmente, ao que se refere ao primeiro escalão.

Até então, eram esperadas renovações, nomes significativos especializados, afinal foram as promessas. Porém, não foi bem assim. As indicações para as pastas principais foram extremamente radicais. Focados exclusivamente, em beneficiar uma restrita parcela da população.

Fato é que, logo no início, a atuação parecia uma fatura de cartão de crédito quando pagamos apenas o mínimo: uma bola de neve de despreparo, uma enxurrada medíocre de decisões, falas, posturas e resultados. Não é intriga, é fato. Evidenciado inclusive por pesquisas e opiniões públicas de quem apoia[va].

A promessa de renovação falhou completamente, e ainda estamos no 4° mês, ou 9% do cumprimento do mandato. As falhas estão entre decisões erradas em diplomacia a relação pessoal com criminosos. Falhas que até agora resultaram em nenhuma consequência de punição, só vergonha alheia e sentimento de total impunidade, nada novo.

Repare que estamos no quinto parágrafo e não citei nomes, tão pouco cargos. Mas você já sabe muito bem do que, e de quem estamos falando. O fracasso chegou tão rápido, a sensação que se têm é que os próprios não acreditavam na vitória, meio que “vamos prometer umas coisas aí, depois a gente vê como funciona isso de governar”.

O fracasso está a um nível que não precisamos mais citar nomes. Os próprios estão encarregados de causar danos à si. Não precisam mais de imprensa oposicionista. Basta que a imprensa continue noticiando o que está sendo feito.

Concluo lembrando que independente de estar ruim, não apoio nenhuma forma de retirada à força da cadeira. Foi escolhido pelo povo, por mais que tenham sido enganados, mas não devemos mais ferir a tão jovem e enfraquecida democracia. Se está ruim e piorando, deve-se tomar medidas para reverter. Não golpear

30 set

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Entenda, de uma vez por todas, a Lei Rouanet

Foto: Divulgação

A Lei 8.313/91, popularmente conhecida como Lei Roaunet, tem tomado espaço cada vez mais nos ambientes de debates insipientes. Fortalecidos pela imprudência no momento de receber, repassar e acreditar em notícias falsas.

O nome popular da Lei se deu em homenagem ao principal idealizador, o diplomata, filósofo e professor Sérgio Paulo Rouanet. Ao contrário do que se vulgariza, a Lei Rouanet se trata de um mecanismo de incentivos fiscais, como forma de estimular a iniciativa privada ao setor cultural.

Em resumo, o governo abre mão de parte dos impostos para que esses valores sejam investidos em projetos culturais de exibição, utilização e circulação públicas. Não foi criada por um determinado partido, como toda e qualquer lei. Através da lei Rouanet cidadãos e empresas (pessoas físicas e jurídicas), podem destinar parte do seu Imposto de Renda devido.

Foto: Divulgação

O incentivador é fornecedor dos recursos para o evento, consequentemente, através da Lei Rouanet, tem dedução parcial ou total no Imposto de Renda. Existem duas formas de fornecimento: patrocínio ou doação. no caso de patrocínio, o incentivador pode ser publicado como tal. Já em doação, o incentivador não pode ser citado ou promovido pelo evento.

Em verdade vos digo, precisamos com urgência, verificar as notícias e informações que nos chegam, antes de simplesmente repassar a corrente de burrice e analfabetismo funcional.

10 set

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QUEM SABE FAZ A HORA

Foto: Divulgação

Não é novidade que os partidos políticos no Brasil estão cada vez mais enfrentando crises, principalmente, no que se refere a legitimidade e carisma com a população.

Isso é um dos combustíveis que tem fortalecido o aparecimento de grupos com propostas de políticas públicas, principalmente, formados por jovens da sociedade civil. De longe, esses grupos têm dois pontos em comum. O primeiro ponto é o interesse em manter um debate com a população sobre pontos que realmente interessem a própria população.

O segundo ponto é a crítica a “atual” forma de política e politicagem que prevalecem no Brasil. Atual entre aspas, visto que a política no Brasil possui tais características há um bom tempo. A proposta central é a renovação na política, com a participação cada vez mais de jovens.

O Movimento Acredito é um desses grupos e tem se destacado principalmente por ser idealizado e encabeçado por jovens e colocar por água à baixo a polarização direita-esquerda. Propõem-se como uma alternativa de renovação nacional e superação à polarização radical de direita e esquerda.

Os jovens que estão à frente do Movimento Acredito são o professor Felipe Oriá, o consultor José Frederico Lyra e a pesquisadora Tábata Amaral. E na próxima eleição, o grupo está lançando candidatos em vários estados do Brasil.

Precisamos sim valorizar os jovens que há algumas décadas estiveram engajados na conquista da democracia. Porém, os tempos são outros e com novos desafios a serem superados. Com novas lideranças, novas propostas, esperança renovada e um extenso caminho. Para a conclusão, fica então o convite para conhecer o Movimento Acredito suas ideias e propostas. Clicando aqui (https://www.movimentoacredito.org/), você acessa o site.

03 set

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O Mito brasileiro

Foto: Ilustração

A definição de mito no Dicionário Aurélio é “coisa só possível por hipótese”. Ou seja, algo que existe somente em forma de suposição. A margem da verdade. Podemos encontrar ainda no mesmo dicionário, a definição de mitologia como “conjunto de fábulas”. Definição essa que fala por si só.

Considerar algo ou alguém como mito é literalmente como colocar à prova a sua veracidade, a sua existência de fato. Ou no mínimo, considerar que o indivíduo se encaixa em um conto fabuloso.

O Mito brasileiro em questão está longe de um conto fabuloso feliz ou utópico, na verdade se encaixa perfeitamente em um conto de terror angustiante. Fazendo uma analogia a mitologia grega, podemos comparar o Mito brasileiro com Érebo, o deus da escuridão. Ele é a personificação das trevas e é considerado um dos maiores inimigos de Zeus.

Ainda continuando essa divertida analogia com a mitologia grega, podemos citar outra narrativa, o mito de Sísifo, um camponês simples – como a maior parte do povo brasileiro – que certo dia tentou ser mais esperto que os deuses.

Por isso então, Sísifo, recebeu a punição de rolar uma pedra gigante até o topo de uma montanha. E quando chegava ao topo, a pedra rolava novamente até o chão, devido seu peso e o cansaço dele. E no dia seguinte, Sísifo teria que repetir toda a atividade até o fim de sua vida.

Albert Camus, em seu livro O Mito de Sísifo, usa o conto para explicar que a condição humana é basicamente seguir uma rotina diária, sem sentido próprio, determinada por algumas instâncias. Onde os “camponeses simples” continuarão sempre repetindo atividades.

Porém, podemos sim continuar numa condição humana simples sem imitar a esperteza de Sísifo. Basta tentar pensar um pouco sobre o que nos reserva o futuro se o Mito brasileiro tornar-se o senhor dos camponeses. É melhor não abrir essa Caixa de Pandora!

27 ago

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Da Moral e o Moralismo

Foto: Alexas_Fotos / Reprodução / Pixabay

Antes de tudo, gostaria de dizer que após um longo tempo sem publicar neste site, retorno com um tanto de disposição e empolgação. Espero permanecer assim. O tema, confesso, é um tanto intencional ao momento em que nossa sociedade está vivendo. Não apenas intencional por questão social e política, mas também por reflexão do significado das palavras moral e moralismo.

Há uma diferença gritante do que cada uma dessas palavras e seus significados possuem, tanto no contexto acadêmico, como no pragmatismo do dia a dia de um cidadão comum. A importância de esclarecer que há essa diferença se dá pelo fato de que justamente esse pragmatismo das rotinas em sociedade acabam somatizando os significados dessas palavras.

Sabe-se que durante a evolução em sociedade, os povos adotam hábitos e comportamentos necessários para a manutenção do convívio harmonioso desses. E nisso podemos entender o Ethos, ou seja, o caráter moral e social que caracterizam as ideias, costumes, crenças e cultura de um povo.

Em suma, a Moral pode-se referir a uma teoria ampla associada a ética, que rege a conduta, valores e princípios dos seres humanos em uma sociedade.

Uma rápida análise do Ethos brasileiro, ou seja, da sociedade brasileira, pode-se tirar três eixos principais, são eles: 1) formação de caráter colonial; 2) influência de diversas culturas; 3) analfabetismo e analfabetismo funcional. Uma sociedade estruturada nesses eixos, é uma sociedade fadada a cometer erros repetitivos. Erros que, basicamente, podem resultar em longos períodos de atrasos sociais, retrocessos científicos, insegurança econômica e principalmente, ameaça a democracia.

O anafalbetismo funcional é caracterizada principalemnte, pela dificuldade de compreensão textual e trata-se de uma pesarosa realidade brasileira. Este fato associado ao pragmatismo ignorante da população é o viés responsável pela produção de uma massa facilmente manipulada. Além disso, é responsável pela criação do moralismo, baseado numa cultura de desinformação, alteração de significados e desvio de valores.

O Moralismo é inversamente proporcional ao conceito da moral, está associado a um comportamento doutrinário de uma parcela populacional em detrimento a outras parcelas populacionais em uma mesma sociedade. Ou seja, a imposição tradicional filosófica ou religiosa de um grupo sobre outro grupo.

Trata-se de uma inversão ignorante da moral, principalmente por desconsiderar a gigantesca complexidade humana e julgar os que estiverem fora do que se considera por valor universal. Sem levar em conta a pluralidade e s reais direitos e deveres que um convívio em sociedade necessita, sobretudo, para continuar a evoluir ou, pelo menos, não retroceder.

12 maio

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Profissões do futuro

O governo britânico encomendou ao grupo Fast Future a pesquisa The Shape of Jobs to Come (A forma dos empregos que virão), esse estudo foi realizado com 486 participantes de 58 países em 6 continentes para elencar quais seriam as profissões dominantes nos próximos 20 anos.

Segundo a pesquisa, uma das áreas que vai gerar mais empregos até 2030 será consultoria de bem-estar para idosos, profissionais capazes de articular diversas áreas da saúde para ajudar os idosos do futuro a viver melhor. Aliás, no mundo das novas pro­fissões, articulador virou palavra-chave. Aqueles que souberem unir diferentes áreas do conhecimento para gerar novos serviços, passam a valer ouro. Segue então algumas profissões do futuro:

LlXÓLOGO

Também chamado gestor de resíduos, será o profissional especializado em propor soluções para os detritos do meio urbano, não só das empresas, transformando­ os em fontes energéticas que gerem gás e outras formas limpas de energia. Para se ter uma ideia, o volume de lixo produzido no mundo aumentou três vezes mais do que a população nos últimos 30 anos. Além disso. o aumento da qualidade de vida implica em consumo maior e aumento da montanha de lixo no planeta. Os salários para o gestor de resíduos nas empresas ficam entre R$1O mil e R$14 mil.

Já existem cursos de pós­-graduação para gestão de resíduos, mas ainda não temos no Brasil cursos de graduação na área. O caminho mais fácil para quem quer trabalhar como lixólogo é a graduação em engenharia ambiental ou química e uma especialização nos cursos de pós-graduação focada em gestão de resíduos.

FAZENDEIRO VERTICAL

As fazendas verticais serão edifícios urbanos destinados à produção de hortifrutigranjeiros e os fazendeiros do futuro irão misturar planejamento urbano com agronomia. “Poderemos comer alimentos mais saudá­veis e dos quais sabemos exatamente a procedência.” diz o arquiteto Rafael Grinberg Costa. que está trabalhando no projeto de revitalização de edifícios abandonados em São Paulo.

Alimentar a população de quase 9.1 bilhões de habitantes prevista para os próximos 40 anos será insustentável, segundo a ONU. Não há um curso específico para se tornar fazendeiro verti­cal, mas será necessária uma forte base em agronomia. conhecimentos de engenharia, arquitetura e urbanismo, todos cursos já existentes no Brasil.

FISCAL DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Na previsão dos futurólogos. até o clima será espaço para disputas políticas. É aí que entra o fiscal de alterações climáticas, que irá monitorar em­presas ou órgãos governamentais que tiverem per­missão para fazer alterações meteorológicas. Seria também função dele conceder licenças para inter­venções nos padrões climáticos e evitar ataques terroristas químicos na atmosfera, por exemplo.

Segundo a Fast Future, os primeiros da área devem aparecer por volta de 2020. Profissão que está ape­nas na previsões, os fiscais ainda não chegaram aos meios acadêmicos. Um ponto de partida seriam cur­sos de meteorologia ou gestão ambiental, mais no­ções de legislação na área.

CONSULTOR DE BEM-ESTAR AOS IDOSOS

Profissional da área de saúde dis­posto a construir pontes entre os pacientes da terceira idade e os serviços que podem trazer a eles melhor qualidade de vida. Os cuidados envol­vem o contato com médicos, questões de mo­radia, treinamento esportivo e até de aconse­Ihamento financeiro.

De acordo com a ONU, idosos serão 19% da população em 2050. Por isso, novas doenças crônicas surgem, aumenta o uso de medicamentos e exa­mes. A telemedicina, a transmissão digital de in­formações médicas, vai possibillitar gerenciar à distância a saúde do paciente e dar melhor atendimento aos idosos. Para Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Teleme­dicina e Telessaúde, esses estrategistas irão também acompanhar deficientes físicos.

Na Europa, esse pro­fissional já é uma realidade e a tendência deve aparecer por aqui em alguns anos, já que a po­pulação idosa aumenta. Oconsultor de bem-estar pode atuar como autônomo ou ser um as­sociado dos sistemas de saúde.

É mais um articulador, por isso sua formação pode ser em qualquer ra­mo da saúde. O importante é que ele tenha co­nhecimentos das outras áreas. A Faculdade de Medicina da USP já estuda criar um curso de pós-graduação com esse fim.

PERITO FORENSE DIGITAL

Uma mistura de geek com Sher­lock Holmes, o perito busca evidências digi­tais diante das acusações de ataques a ser­vidores e contas bancárias, roubo de dados, pedofilia e outros crimes na rede. Os peritos também se ocupam de encontrar provas pa­ra crimes offline. No Brasil, são registrados 77 mil crimes cibernéticos por dia, segundo pesquisa da Norton. O país tem 40 milhões de usuários de internet, a oitava população cibernética do mundo, segundo a consultoria comScore. 

A profissão já exis­te, mas vai crescer com o aumento do uso de serviços de e-commerce, transações bancá­rias virtuais e o alcance da rede de computa­dores no país. Os concursos da Polícia Fede­ral para preenchimento dos cargos de peritos digitais ficam em torno dos 100 candidatos por vaga. Exigem curso superior em ciência da computação e os salários podem chegar aos R$ 14 mil. O perito tem mesmo que ser um geek, mas também ter uma boa base de direito.

ENGENHEIRO DE SIMULAÇÃO

Profissional responsável por co­ordenar testes virtuais que avaliam os ris­cos e benefícios de um projeto em um am­biente virtual, ou seja, antes que ele seja colocado em prática. Os testes em computadores reduzem o custo das opera­ções em qualquer área. 

Os processos de simulação já estão a todo vapor na indús­tria e tendem a se intensificar nos próximos 20 anos. O que ainda não existe são cargos especificos para essa função, que têm si­do assumidos por engenheiros da compu­tação. Fora do Brasil já existem. Segundo o Departamento de Trabalho Americano, os salários vão de US$ 67 mil a US$113 mil por ano.

É possível formar­ se engenheiro especializado em simulação por meio dos cursos de pós-graduação. Por exemplo, a USP, Unicamp, lTA e universida­des federais do Rio Grande do Sul, Pernam­buco. Minas Gerais e Rio Grande do Norte têm formações na área.

NANOMÉDICO

Vai ser o profissional responsável pela utilização de nanorrobôs e nanopartículas para curar, diagnosticar e prevenir doenças. Poderão atuar em pesquisas, atendimento em consultórios e diagnósticos. A nanomedicina vai desde a reparação de tecidos até as práticas de terapia genética.

Os primeiros nanomé­dicos aparecerão por volta de 2025. Mesmo assim, estudos avançam na área. Cientistas da Universidade da Califórnia já estão utilizando técnicas de nanotecnologia para construir “navios cargueiros” de nanômetros que flutuam pela corrente sanguí­nea a fim de identificar tipos de câncer. A complexidade da formação a coloca entre as profissões mais bem pagas do futuro, segundo a Fast Future.

O profissional deve ser amigável com a química, biologia, robóti­ca e medicina. No Brasil já se pesquisa a aplicação da nanotecnologia na área médica, mas cursos de graduação ainda estão longe de acontecer. A Uni­versidade de Londres tem um centro de estudos no assunto.

 

18 out

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Entendendo a crise

Neste primeiro texto sobre a crise o foco será interno, ou seja, a crise no Brasil, tanto do ponto de vista econômico, quanto político. Os textos serão curtos e a única tendência que seguirão é a da crítica. Esmiuçar o assunto da forma mais simples.

No atual declínio político-econômico do Brasil, observa-se que o Governo Federal tem anunciado medidas de ajustes fiscais e corte de gastos para se equilibrar na corda bamba [ou atual slackline], porém, será que isso realmente aconterá na prática?

Bem, quando se fala em ajuste fiscal, deve-se entender que são medidas [paliativas] tomadas por um governo para tentar voltar ao azul. Na prática, algumas dessas medidas dependem da aprovação do congresso, como  aumento de tributos, taxas e juros nas mais diversas áreas onde o governo atual e corte de “benefícios”, os quais se incluem os caríssimos cargos comissionados do executivo. Outra medida que não depende da aprovação do congresso, seria a diminuição das despesas discricionárias – despesas não obrigatórias do Governo.

O Governo é obrigado por lei (Constituição Federal) a investir determinada quantia na área da Saúde e Educação. Esses dois ministérios são considerados dos mais caros para o Governo. Logo, não poderiam escapar de cortes. Sempre é possível arrumar um jeitinho na lei para dar uns perdidos, certo? Sim. 

Segundo o próprio Governo, o programa Bolsa Família é considerado prioridade e será mantido intacto. Esse programa, como alguns outros, é bastante criticado por muitas pessoas, principalmente os que se consideram de direita. Eu, sinceramente, já cheguei a conclusões favoráveis e contras. Então prefiro deixar esse tema para outro texto. 

Por outro lado, ocorrerão cortes nos importantes setores habitacional e de infraestrutura. A verba para o programa Minha Casa Minha Vida será congelada. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) também será congelado. O PAC é o maior programa de infraestrutura do país e possui obras em todo território nacional. Na prática, essas duas medidas significam que o burocrático programa Minha Casa Minha Vida vai reduzir as oportunidades de negócios e que as obras do PAC espalhadas pelo Brasil, que já estavam atrasadas, irão parar de uma vez. 

Lembrando que essas medidas não implicam apenas na estagnação das obras no país, implicam também na redução de empregos diretos (mão de obra), como indiretas. Enfim, o Governo está colhendo os frutos podres dos gastos desenfreados dos últimos anos. Colhendo também, o amargo resultado dos intensos desvios, fraudes e corrupção. Lamentável. 

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