24 jul

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Perdas que geram desequilíbrio emocional

Foto: Ulrike Mai / Pixabay

Quando falamos em perdas, naturalmente nós seres humanos rejeitamos o termo e nos assustamos com a possibilidade de perder algo ou alguém.

A cada prejuízo, o ser humano recebe um impacto emocional. A intensidade com isso acontece, depende diretamente do quanto esse individuo está organizado emocionalmente naquela ocasião, e de como ele se posiciona diante de cada dificuldade.

É comum identificarmos pessoas, que quando perdem algo ou alguém muito importante, ficam confusas quanto ao sentido da vida, e se desorganizam psicologicamente. 

Esses acontecimentos são consequência da fragilidade emocional, e do modo como cada indivíduo lida com seus percas. Esse posicionamento está diretamente ligado com a resiliência desenvolvida por essa pessoa ao longo das frustrações da vida.

Mas a final. Por que algumas pessoas não se acostumam com ordem natural do universo, que envolvem diariamente decisões, escolha, vitórias e derrotas?

Por que somos resistentes a aprender que muitas das coisas que perdemos não dependem da nossa vontade?

A evolução natural do mundo nos permite sempre conquistar algo ao mesmo tempo em que precisamos abrir mão de outras.

A exemplo desse atual momento delicado, que o planeta passa no contexto da saúde humana.

Quando um alguém escolher ficar em casa, ele abre mão da sua liberdade para ter saúde.

Quando outro alguém decide não cumprir as regras do distanciamento social, ele ganha a liberdade, mas correr o risco de perder a saúde e/ou a vida. 

Então caro leitor. A cada perda vivenciada nosso corpo experimenta doses de desconforto e sofrimento emocional. Cabe então a cada um de nós, agir com inteligência emocional diante de cada escolha, uma vez que, se faz necessário desenvolver habilidade de sobrevivência, sabendo que ganhamos e perdemos o tempo todo. 

É importante ter consciência de que, nem toda perda está relacionada com a morte. Muito embora esse contexto da finitude da vida seja a perda mais dolorosa, e é em torno dela que gira os maiores desconfortos, e os mais intensos sofrimentos emocionais. 

Desde que o COVID-19 começou se alastrar no planeta, o elemento morte ficou muito mais evidente e sempre vem ganhando destaque por todos os lugares. É comum que esses eventos tornem as pessoas mais impactadas emocionalmente.

É bem verdade que durante a quarentena ganhamos companhias de alguns que eram ausentes, assim como perdemos as companhias de alguns que eram presentes.  

Em outras épocas muitas vidas iniciavam e findavam todos os dias nos mais variados lugares ao redor do mundo, só que esses acontecimentos não eram noticiados de modo detalhado como estão agora. 

Todas essas perdas geram desequilíbrio emocional, pensamentos disfuncionais, e adoecimento psicológico, não tem como naturalizar esses acontecimentos, nós não conseguimos vivenciar isso tudo e não nos sensibilizarmos, a somatização é automática, principalmente para aqueles que acompanham diariamente a evolução desse fenômeno. 

É importante sempre ficar atento ao seu próprio nível de preocupação e sofrimento, caso você esteja tendo prejuízos com seus compromissos e atividades, é recomendável procurar ajuda de profissional de Psicologia, para reestabelecer essa condição emocional. Caso exista esse tipo de incomodo e não seja reorganizado, você tem uma grande possibilidade de desenvolver uma doença emocional. 

Atualmente muitas pessoas estão desencadeando crises de ansiedade, devido ao grande nível de somatização das perdas no período de isolamento social.

Na verdade o que faz você adoecer é a maneira com que você pensa e encara os fatos e as perdas. Quando o indivíduo vivencia uma psicoterapia ele desenvolver habilidade emocionais através do autoconhecimento, aprendendo estratégias de administrar seus pensamentos e emoções.

24 Maio

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COVID-19, Adoecimento Mental e Suicídio

Mês dedicado aos cuidados da saúde mental (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

O coronavírus está nos holofotes de todas as páginas jornalísticas, e também nas redes sociais, e naturalmente em todas as conversas anônimas esse assunto também é o mais comentado. Há poucas semanas a contaminação chegou a todas as cidades brasileiras, e o mais se temia aconteceu, os números agora são também nomes. Nossos familiares e pessoas conhecidas.

As consequências são evidentes em vários aspectos sociais, principalmente na organização psicológica das pessoas. O ADOECIMENTO MENTAL cresceu muito, e junto à desordem emocional, veio também ganhando destaque o aumento nos casos de suicídio. Muitas das doenças mentais graves têm como parte dos sintomas os pensamentos suicidas. 

As causas do aumento no número de suicídio estão diretamente ligadas a crescente do adoecimento mental. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 90% dos casos de tentativas e suicídio têm por trás uma pessoa com doença mental grave. Já escrevi um artigo anteriormente falando sobre as estatísticas do suicídio em tempos sem pandemia. RELEMBRE.

O distanciamento social potencializa várias emoções que causam desequilíbrio psicológico: as angústias, as incertezas, os medos, a insegurança, a ansiedade, o medo e etc. Essas sensações emocionais em altas doses e sentidas diariamente causam grande sofrimento no indivíduo. 

Todas essas emoções estão evidentes nas pessoas e principalmente nos idosos, que além de serem do grupo de risco, tiveram suas obrigações sociais e atividades de lazer bloqueadas. Geralmente o idoso tem poucas ocupações: ir à igreja, ir à feira, grupo de convivência, caminhar na praça, jogar dominó com os amigos entre outras. Pra quem já tinha poucas atividades, ficou ainda mais difícil viver confortável, já que o modo de funcionamento das famílias na atualidade as pessoas não conversam pessoalmente com tanta frequência como a década passada. Essa pessoa idosa está presa socialmente e sozinha emocionalmente

Diante dessa situação doentia, é comum identificar pessoas com sintomas psicossomáticos, que são a junção dos conteúdos absorvidos no desgaste físico e psicológico.  A maioria das pessoas está há muitos dias sem liberdade de ir onde quer, e ainda tem que conviver com risco de morte caso contraia o vírus, mesmo para quem não é dos grupos de risco. 

Nas últimas semanas aumentou muito a busca por Serviços de Psicologia. Mesmo durante a pandemia muitas clínicas e profissionais continuam atendendo seus clientes, tanto no modo presencial quanto virtual, cumprindo os requisitos de segurança e atendendo as normas do CFP (Conselho Federal de Psicologia) que regulamenta o atendimento psicológico através de meios de tecnologia em sua resolução de N° 11/2018.

10 Maio

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SIMPLESMENTE, MÃE!

Foto: Pixabay

Só são três letras escritas,

Seu conceito infinito.

Mãe, majestosa e rainha! 

Tão vasto seu gabarito.

Reflexo da divindade,

Em toda humanidade,

O papel mais bonito.

 

 

Se Mãe diz eu acredito

Do destino eu abstraio,

Dona do sexto sentido

Sem precisar de ensaio. 

O ser mais belo do mundo,

Musa fiel do segundo, 

Domingo do mês de maio.

 

 

Supera dor e desmaio

O maternal se sustenta,

Sem diploma ou estudo

Gera seu filho acalenta. 

Mãe: é ternura, bondade,

Doar é a especialidade,

Tudo pelo filho aguenta.

 

 

Mãe: é passiva é briguenta,

É pela vida treinada,

Cuida do filho de dia,

E em claro na madrugada.

Fonte amor que não seca,

A mãe mata, morre e peca,

Seu filho não faltar nada.

 

 

Dos filhos mãe ama cada 

Quer embaixo de sua asa,

Independente de quantos

Tem espaço em sua casa.

Mãe protege do perigo,

Mãe é refúgio, é abrigo,

E no tempero ela arrasa.

 

 

Mãe: a fronteira da casa 

A juíza das leis do lar.

Mãe é escrava, é maestra,

Mãe um anjo particular,

A Mãe nunca abandona

Na barriga da carona

A Mãe quem ensina falar.

 

 

Mãe: sinônimo de amar,

De cuidado e proteção. 

Mãe é carinho, alimento,

Mãe é conselho, é perdão!

Mãe é incondicionalmente, 

Tem no filho uma semente,

Que não sai do coração!

 

 

Mãe: é nossa procriação, 

É dela que brota a vida.

Mãe: é amor verdadeiro.

Mãe: é valor sem medida.

É joia mesmo sem brilho,

Se precisar pelo filho, 

A mãe dá a própria vida.

 

 

Mãe: é sempre precavida,

Quer o bem em todo lugar.

Tão estupendo é ser mãe,

Que arte tão exemplar.

Mãe, Mainha ou Mamãe, 

E com certeza ser mãe,

É algo espetacular.

 

 

Mãe tem em todo lugar,

Desde o tempo da caverna.

Mãe no passado e presente,

No futuro Mãe moderna.

As três letras com melhor som,

E como seria tão bom 

Que a mãe fosse eterna.

26 abr

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O machismo ainda está longe de acabar 

Mulheres protestam, em 2016, contra violência doméstica (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

O debate sobre as consequências do machismo é necessário, e tem se tornado cada dia mais intensa discussão, muito embora diante dos traços culturais, filosóficos e sociais, ainda é uma batalha sem prazo para encerar. 

O Machismo é caracterizado pela opinião ou conduta de favorecimento e vantagens de direitos e deveres ao macho em maior proporção do que à fêmea. Significa o enaltecimento do sexo masculino, o destaque, o orgulho do gênero, que em contra partida é demonstrado na maioria das vezes, de forma intolerante, exagerada, violenta e preconceituosa.

As reinvindicações feministas, em busca da igualdade de direitos e deveres iniciaram no século XVIII nos países europeus. Mesmo percebendo que muito evoluiu ao longo das gerações, é possível notar que ainda está um pouco distante do que é ideal, aja vista a violência (física, psicológica, sexual e social) imposta contra a mulher, é mais antiga da história.

Diante de um valor filosófico, até o dicionário é machista. Ao pesquisar a palavra FÊMEA, encontramos apenas a frase: animal do sexo feminino, substantivo feminino. Ao pesquisar a palavra MACHO, encontramos a frase: que é do sexo ou gênero masculino, qualquer animal do sexo masculino, acrescido de alguns adjetivos: forte, vigoroso, valente, corajoso, másculo. Como se a mulher não tivesse a possibilidade de desenvolver essas habilidades e atributos.

É necessário lembrar que, a violência e o preconceito contra a figura da fêmea é tradição. Por isso acredita-se que essa luta por igualdade ainda se prolongará para outras gerações, pois essa vasta conduta que desvaloriza a mulher está em todos os cenários. Entenda-se: religião, política, formações científicas, empreendedorismo, formação familiar e outros que adotam modelo patriarcal. 

Desde a pré-história dos humanos na maioria das culturas, era o macho que tinha obrigação de prover o alimento, de liderar e proteger a família, e por essa necessidade sua projeção evolutiva corporal foi se adequando para essas atividades. Por isso o macho geralmente tem um porte físico maior, e se posiciona de maneira mais agressiva e dominante, muito embora em algumas culturas remotas a exemplo de tribos da Estônia onde as mulheres são as lideranças da comunidade. 

Para o filósofo Cortella o machismo é uma prática desinteligente, pois desenvolve suas condutas argumentando sua opinião em uma hipótese de superioridade, já o feminismo é um movimento que defende a igualdade de direitos e deveres.

Eu acredito que, um dos aspectos que fazem essa luta evoluir lentamente é maneira com que algumas lideranças e simpatizantes feministas se posicionam nos debates e protestos. Em meio às pautas igualitárias de direito que são cobrados, são inseridas ações de intolerância religiosa, em alguns casos ganha roupagem de destruição de patrimônios públicos, as manifestações perdem o foco no objetivo questionado, invalidando parcialmente a razão e a moral pela forma que é reivindicada, as mulheres e homens que lutam pela igualdade de direitos devem defender isso de modo inteligente e responsável, a final essa é uma luta da humanidade e não de um grupo isolado. 

Assim como a masculinidade é tóxica ao reproduzir para próximas gerações as condutas machistas que negam o respeito e o direito da mulher trabalhar em cargos iguais, em ser remunerada no mesmo nível, naturalizando a violência e o feminicídio. O feminismo também pode se tornar tóxico e autodestrutivo, quando reivindicam direitos, usando muitas vezes condutas reprovadas pelas próprias mulheres. 

Sabemos que cada ser humano tem seu papel na manutenção e na reprodução da espécie, ao menos em contextos fisiológicos diante da formatação da funcionalidade do organismo do macho e da fêmea, existem comportamentos pré-estabelecidos que são esperados do homem e da mulher.

Então de modo singular e necessário ao cuidar e ensinar filhos e pessoas para conviver em sociedade, treine-os para que as relações sejam pautadas no respeito e na valorização do ser humano, independente de ser macho ou fêmea. Se houver respeito, a vida será mais harmoniosa, sem existir descriminação de gênero, raça, profissão, classe social, religião, e etc.

 Para concluir deixo aqui uma breve reflexão. 

Que o feminismo seja inteligente e imponha respeitoso para conquistar com elegância seu espaço merecido, pois na força será mais difícil vencer quem usa a violência e a cultura de forma desleal. Não se trata de rebaixar o homem, a luta deve ser pautada em valorizar a mulher.

29 mar

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Pandemia e Tranquilidade: sim é possível!

Foto: Orna Wachman / Pixabay

Como manter a tranquilidade diante da pandemia? Como não entrar em desespero, quando de modo contínuo somos bombardeados de notícias pelas redes sociais? Como saber se as notícias são realmente verdadeiras? Como não se sensibilizar com a dor do outro?

Como não lamentar milhares de mortes? Como não sofrer pelas contas atrasadas?  Como não se estressar sem sair de casa? Como não se preocupar, pois enquanto estamos em casa milhares de pessoas correm para que não falte alimento, remédios, segurança e saúde?

Como manter-se de quarentena e lembrar-se da pandemia, diante de uma enchente que deixa sua família desabrigada? Pergunto isso porque em minha cidade Santana do Ipanema-AL, na última quarta-feira (25) houve uma forte chuva onde um riacho transbordou deixando mais de 200 famílias desabrigadas. 

O planeta está passando por um momento difícil, o COVID 19 vem impactando todos os cenários científicos, sociais econômicos. Em alguns países são milhares de pessoas infectadas e mortas. Esse fenômeno nunca visto antes está assustando todas as classes sociais e todas as nacionalidades. 

São tantos questionamentos feitos, e a maioria deles não tem resposta pronta. São tantos desencontros que nos confundem. São tantos desequilíbrios que nos afligem. São tantas coisas que não se encaixam. São tantas vidas encerradas. São tantas perdas irreparáveis. São tantas explorações e oportunismos. São também oportunidades de prevenção. São todas coisas humanas. E por que não aceitamos? E por que não compreendemos? E por que não sabemos lidar com tudo isso? São tantos porquês.

De modo natural nós seres humanos não somos treinados para perder. Ao longo da nossa vida somos sempre impulsionados para ganhar. Assim como também não somos preparados para lidar com nossas emoções e pensamentos disfuncionais, e a ausência dessas habilidades faz de nós seres humanos criaturas frágeis e vulneráveis ao adoecimento psicológico. 

Você já se deu conta do quanto pensa rápido? Do quanto é potente as suas emoções? E o quanto você já agiu errado por nunca ter pensado sobre como você funciona emocionalmente? 

É comum perceber nesse momento, que a maioria das vezes agimos no automático. Tomando por base a tríade Cognitiva Comportamental: pensamento, emoção e comportamento. Quanto maior a intensidade do pensamento, maior é o incômodo da emoção e mais desinteligente é o resultado do comportamento.

De modo prático na quarentena, como você passa o dia inteiro menos ocupado, quanto mais você ficar absorvendo a quantidade de mensagens e alarmes falsos que chega às redes sociais, mais tenso, ansioso e preocupado você se torna. Assista apenas uma vez por dia o noticiário para manter-se atualizado. Não dê audiência às coisas repetidas.

Outra estratégia para evitar o pânico e a ansiedade extrema são técnicas de respiração e meditação, isso te ajuda a manter o equilíbrio emocional.

Se ocupe lendo, fazendo curso on-line gratuitamente, jogue algo com seus familiares, mantenha um ritmo de horários, afinal é extraordinária a oportunidade de prevenção que nós estamos tendo, pense que muitas pessoas morreram por não terem se prevenidos, não precisa ser extrema a preocupação, cumpra os requisitos de prevenção.

Independente da sua opinião sobre isolamento total ou sair pra trabalhar, sejam disciplinados para evitar a transmissão do vírus para as pessoas dos grupos de riscos: “idosos e pessoas com doenças crônicas e debilitantes”.

Caso você ainda tenha dificuldade psicológica após realizar essas atividades, técnicas e ferramentas de estabilidade emocional foi criada uma força tarefa onde um grupo de psicólogos está fazendo escuta psicológica on-line (atendimento virtual gratuito durante a pandemia). Basta entrar em contato pelo número 82 99625-2663 e você será direcionado para um profissional de acordo com seu horário disponível, os atendimentos estão sendo feitos manhã, tarde e noite.

O problema é difícil, mas se for encarado de maneira inteligente será resolvido, no desespero não se resolve nada, pelo contrário só piora a situação. Vamos superar a pandemia de forma consciente.

08 mar

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Ser Mulher é…

Foto: Free-Photos / Pixabay

Ser mulher é ser coragem, é resistir o dia a dia, o compromisso, o estresse, os prazos, os obstáculos. Sabemos que não são poucos, os degraus que a mulher sobe na sua missão permanente, de profissional, mãe, filha, esposa ou seja lá qual for sua posição atual. Ser mulher é ser força é também inspiração, superação, evolução, mansidão, sei que também há transformação, e aí no fundo do seu coração tem partículas de mistério da genuína procriação, é que na verdade não teria sentido a existência da mulher se não tivesse complexidade. 

Ser mulher é ter carisma para vencer constantemente, porque em seu aparato biológico habilidades incríveis, pra ser mulher é preciso ter doçura e serenidade para que suas vitórias sejam comemoradas de forma leve e gratificante. Ser mulher é ter paciência, é ser explosiva quando incompreendida, ser mulher é ouvir piadas de mau gosto, e sentir-se assediada é viver o machismo velado que há por aí. Ser mulher é ser feminina, elegante, é saber falar com um olhar, é saber se impor com uma frase, é ter inteligência emocional, é ser sensível, poderosa, incrível e ter personalidade. Mulher é sabedoria, é também autonomia e o tal sexto sentido diariamente te guia.   

Ser mulher é ser incrível nas coisas mais simples, é ser autêntica nos detalhes, é ser espetacular na resolução, é ser exemplo no trabalho, é encantar com meiguice, é ser sensual com atitude, é querer ser protegida, é ser firme nas decisões. Mas como assim? Sim nas decisões, muitas acham que só o homem pode decidir, enganam-se. Seja mulher de palavra, seja mulher de responsabilidade, seja mulher de fibra, seja mulher de confiança, seja mulher de ação, seja mulher de garra, seja mulher que decide que provê o alimento da casa, que protege a família, que gerencia que planeja, e que sobre tudo nunca desiste dos seus ideais. 

Ser mulher é ser gente, é ser fera, é ser máquina, é ser anjo, é ser sensível, é ser guerreira, é ser chefe, é ser chorona, é ser líder, é ser autoridade, isso é ser mulher.

Afinal, ser mulher é conseguir usar todas essas ferramentas com irreverência e potencialidade, e ainda assim ser mulher. É também ter habilidades para conduzir o trabalho, a casa, o marido, e os filhos quando estes fizerem parte da sua trajetória. Quando não, pouco importa isso não te faz menos mulher, pelo contrário quando tu mulher sabes usar o jogo de cintura, quando sabes se amar tu jamais serás diminuídas por nada. 

Mulher é liberdade, vaidade, é também prosperidade é maternidade e com certeza é a mais bela criação e uma dádiva da natureza.

10 fev

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Certeza de mais SAÚDE e menos SOFRIMENTO na escola e na Sociedade

Foto: Marcos Santos / Imagens USP

Você sabia que foi criada uma lei que obriga todas as instituições públicas de educação básica, ter em suas equipes multiprofissionais, Psicólogos e Assistentes Sociais?

Pois bem caro leitor, se você não sabia, foi sancionada em dezembro de 2019 a lei 13.935/19. O que representa grande vitória para o âmbito educacional, uma vez que, a presença desses dois profissionais na educação pública, é algo muito necessário e desejado há bastante tempo.

É de conhecimento de todos os crescentes números de adoecimento emocional na população de modo geral. As estatísticas da OMS – Organização Mundial de Saúde demonstram que cada vez mais, crianças são diagnosticadas com disfunções sociais e alterações psicológicas.

Diante desse cenário, será importantíssima para a população a atuação desses dois profissionais no contexto escolar, pois além de diagnosticar problemas/doenças nas crianças, que anteriormente nunca passavam por esse olhar clínico e humanizado, serão encaminhados para o tratamento adequado.

Porque naturalmente os professores além de terem grandes demandas pedagógicas, também não possuem domínio técnico para identificar com precisão e intervir nessas disfunções.

Assim como também, os profissionais que atuam nesse ambiente escolar serão assistidos nas suas fragilidades emocionais, a categoria da educação está no topo do ranking dos afastamentos do trabalho por doenças psicossomáticas.

A lei prevê um ano para adequação de todos os gestores e instituições, sabemos que inicialmente o trabalho será para conter as urgências, já que antes não existia essa integração do cuidado social, da saúde mental e da educação. Muito embora com o trabalho continuado que será desenvolvido pelas equipes, ao longo do tempo os problemas serão ajustados, e com isso sairemos do contexto de “apagar incêndio” para contexto preventivo.

Acredito que com esse formato de intervenções, serão amenizados sofrimentos, ajustados comportamentos e evitados adoecimentos futuros. A execução dessa lei também quebra alguns paradigmas e preconceitos sociais construídos pela rejeição cultural da figura do Psicólogo(a).

Agora vou relatar um pouco da minha experiência enquanto Psicólogo atuante junto à equipe multiprofissional da SEMED – Secretaria Municipal de Educação.

Ao iniciar nesse universo escolar, muitos alunos e profissionais ficavam meio desconfiados e olhando torto para mim, após desenvolver algumas intervenções coletivas e individuais, fui sendo recepcionado de forma diferente, se sentiram confiantes em estar comigo. Com cerca de dois meses de convívio, vários alunos começaram a me procurar para tirar dúvidas, para pedir ajudam sobre alguma dificuldade de relacionamento e etc. Vários profissionais da secretaria também me solicitavam e aos poucos as intervenções foram ganhando força, e os resultados sendo vistos.

Assim como a lei descreve, minha participação é como um mediador na relação, “aluno X aluno”, “aluno X escola” e “escola X comunidade”. Nesse trabalho conseguimos identificar doenças tais como: Déficit Aprendizagem, de Atenção, TEA –Transtorno Espectro Autista, violências psicológicas, física e sexual. Os respectivos casos direcionados de acordo a necessidade e órgãos competentes.

E a partir de intervenções com psicoterapia, consegui reinserir alguns alunos à escola, que estavam afastados da sala de aula por sofrerem Transtornos de Ansiedade e Depressão.

Criança saudável emocionalmente se torna um adulto resistente.

Criança que vive em conflito se torna um adulto em sofrimento formando uma sociedade doente.

13 jan

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A doença que mais afasta as pessoas do trabalho: Um relato de experiência

Mês dedicado aos cuidados da saúde mental (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

Segundo Organização Mundial de Saúde na atualidade, a depressão é a doença mais incapacitante no mundo. Apesar de ser tão danosa ela é invisível e silenciosa, mas causa um grande estrago na vida de uma pessoa. 

A seguir vocês terão oportunidade de ler um relato de alguém que está tratamento psicológico, isso servirá para que compreendam como se sente uma pessoa depressiva.

O objetivo do Janeiro Branco é informar a população de modo geral, sobre a importância de conhecer e prevenir a SAÚDE MENTAL, pois a cada ano aumenta o número de pessoas que sofrem alteração psicológica. 

O termo saúde mental, ainda é visto com preconceito pela sociedade. A maioria das pessoas por não conhecer, acreditam ser frescura, ou falta de Deus, sofrer transtornos de Ansiedade, Depressão, Síndrome de Burnout, Bipolaridade, Borderline e etc. O indivíduo portador de algumas dessas doenças citadas, quando tratado consegue realizar tranquilamente todas as atividades que fazia antes da doença, (trabalhar, estudar, cuidar, da casa, da família e etc.).

RELATO DE EXPERIÊNCIA

Caro leitor, sou pedagoga, tenho 30 anos, casada, mãe de um garoto de 2 anos. Eu nunca imaginava que pudesse escrever conteúdos como estes que serão discorridos a seguir. O que lhes apresento é algo muito particular, com características e detalhes bem comuns às demandas da sociedade atual. 

A saúde mental ainda é pouco valorizada, não reconhecemos a importância dela na nossa vida. É sobre esse contexto de saúde que descrevo minha experiência de vida. Tenho certeza que em muitos outros lares do planeta, tem alguém vivenciando algo muito semelhante ao que passei. 

Hoje conheço de perto o que é, e como se sente uma pessoa que sofre da tão temida DEPRESSÃO. Há algum tempo, passei por um pequeno período de conflitos e cheguei a sentir sintomas depressivos, mas até então era algo leve, mesmo com dificuldade relutei e consegui reverter às crises. Mas como bem sei hoje, quando a causa da doença não é tratada, os sintomas voltam de forma intensa, e foi exatamente isso que aconteceu comigo. 

Eis que as consequências da vida me levaram a uma crise de sofrimento emocional, cheguei ao ápice do desespero, desorganizada psicologicamente, esbarrando nas frustrações, muitas cobranças, (que hoje vejo como normais, mas diante do episódio eram vistas por mim, como cobranças extremas). 

Eu me encontrava irracional, como se estivesse vivendo no automático, as emoções intensas tomavam conta da minha mente, faltava-me maturidade para lidar com todas aquelas situações e dificuldades, eu e meu esposo passamos por um momento de desemprego que somaram 10 meses, vivíamos de ajuda de parentes para comer, beber, comprar fraldas para meu filho, entre outras coisas. Era uma pressão psicológica, uma sensação de inutilidade, impotência, noites mal dormidas, brigas, crises de choro e uma vontade de me esconder do mundo. 

Por benção de Deus meu esposo conseguiu um trabalho e eu também. Era tudo o que eu precisava naquele momento, parecia que tudo ia se ajustar, mas quando me deparei com o trabalho iria desempenhar, pensei que não conseguiria fazê-lo por muito tempo. 

Parte das minhas atribuições eram acompanhar em sala de aula um adolescente de 17 anos com Síndrome de Down. O modo operante do trabalho me incomodava, o aluno não tinha autonomia para realizar sua higiene pessoal frente as suas necessidades fisiológicas (xixi e cocô), e era minha obrigação limpá-lo. Aquela demanda foi mexendo comigo, meu emocional foi se desequilibrando porque eu tinha que acompanhá-lo todas as vezes que ele ia ao banheiro. 

Tive crises de ansiedade ao se aproximar da hora de iniciar as atividades, pensava em sair do trabalho, mas precisava pagar as contas. Somavam-se com as outras atribulações pessoais, e a volta intensa dos sintomas depressivos, na correria do dia a dia eu mal cuidava do meu filho pequeno, e só hoje percebo o quanto eu estive ausente.

Não tinha como esconder, era evidente que eu estava doente. É difícil explicar as sensações horríveis provocadas por essa doença depressão, ela é silenciosa e invisível, mas fez um grande estrago na vida.

Eu não encontrava uma saída, e aquela sensação de impotência me deixavam sufocada, me sentindo decepcionada comigo mesma, por não conseguir me administrar, fui me perdendo na escuridão a minha alma. Era como se minhas forças fossem sugadas, ao ponto de não consegui realizar as atividades mais simples do meu dia a dia. Eu até queria fazê-las, e percebia que a minha vida e minha casa já não estavam como eu gostava, mas eu não tinha ânimo, e nem paciência para executar as tarefas básicas.

Meu corpo não aguentava, me sentia fraca, os problemas se acumulavam pesavam muito sobre mim, não tinha mais motivação na vida, paralisei na sombra da tristeza, do medo, em vários momentos vinham os pensamentos de morte (vontade de morrer), eu não encontrava uma alternativa que me tirasse daquela dor, e outros sentimentos ruins eram constante. 

Meus problemas eram os mesmos de antes, mas naquela altura do campeonato eram intoleráveis e vistos por mim como algo impossível de resolver.  

Eu perguntava a Deus. O que eu tinha feito de errado? Eu não merecia passar por tudo aquilo. Rezava e pedia que ele me mostrasse o caminho.

Em meio a tantas aflições e pensamentos perturbados, decidir procurar ajuda de um psicólogo, eu precisava encontrar o ruma da minha existência. Estava esgotada psicologicamente, em alguns momentos não consegui ir trabalhar. As sensações angustiantes me paralisava e por pouco não abandonei o emprego no meio do ano letivo. 

Diante dos meus questionamentos Deus não me respondeu. O desespero me consumia, as dívidas aumentavam, o casamento entrou em crise ao ponto de quase separarmos. Estávamos desgastados e confusos, sensíveis, irritados. Várias vezes o rejeitei, meus impulsos sexuais sumiram. 

Eu me perguntava. Por que estava sentindo isso? Até meu filho eu estava tratando mal, tudo me tirava a paciência. Como eu estava insuportável.

Quando comecei o tratamento psicológico foi difícil encarar minha derrota pessoal, me indicaram fazer oito sessões de psicoterapia, eu não tinha a noção do quanto aquele procedimento seria importante para meu crescimento pessoal.

Na primeira sessão chorei muito, desabafei o máximo que pude para que ele pudesse compreender o que me levava aquele momento doloroso, fui sendo direcionada a enfrentar o que quase me levou à morte espiritual. Quando o atendimento terminou sentia-me mais leve, porém com os mesmos pensamentos e sentimentos ruins.  

Só a partir da segunda sessão, aos poucos foi ganhando ânimo e fui conhecendo as minhas habilidades emocionais, durante esse tempo de tratamento a cada sessão me senti mais a vontade, desenvolvi um elo de confiança com o psicólogo, aprendi a identificar quais as causas da doença, e percebi onde eu deveria mudar para amenizar o sofrimento. 

Partindo do escuro o Psicólogo Diógenes Pereira, foi me conduzindo degrau a degrau para eu sair do poço, e me fez enxergar quais eram as possibilidades de me livrar das coisas que me atormentavam.

Aos poucos fui a cada semana fui me encontrando de novo, voltei a enxergar o mundo colorido e cheio de coisas maravilhosas, hoje vejo motivos para viver, comecei a encarar os problemas de forma diferente. O amor próprio começa a surgir em mim, como uma rosa que vai abrindo as pétalas quando avista o sol.

Uma saída de luz surgiu e irradiou a minha alma, trazendo paz para meu espírito me dando disposição, voltei a sentir prazer nas coisas que eu sentia antes, hoje sinto que estou me transformando na melhor versão de mim, estou dando mais assistência a meu e filho e meu esposo, minha autoestima voltou a está elevada, estou em paz espiritualmente.

Hoje me sinto uma pessoa mais alegre e flexível, confiante, ajustada emocionalmente, como é bom ter prazer em compartilhar momentos, o tratamento de psicoterapia me ajudou a encontrar o equilíbrio que tanto necessitava naquela fase.

Hoje consigo administrar meus pensamentos, e consequentemente também as minhas emoções, meu cotidiano ficou mais fácil. Antes eu agia de forma insegura e imatura, tomei muitas decisões precipitadas e equivocadas, seguia no automático na força da emoção. Talvez sem o acompanhamento psicológico eu nunca tivesse a oportunidade de desenvolver essas habilidades incríveis. 

Esse período de sofrimento também me levou ao encontro com Deus, foi nessa fase que busquei aumentar minha fé, hoje sinto muito mais forte a presença do senhor dentro de mim, foi essa fé e a existência do meu filho que me mantiveram viva em momentos de desespero.  

Quando olho para trás, vejo que realmente estava no fundo do poço, e que as respostas para tudo o que eu sentia estavam dentro de mim. Hoje percebo quanto tempo eu perdi ao me apegar e me preocupar com os problemas que consumiam a minha energia, e minha saúde. 

Hoje sinto vontade de ir trabalhar, antes ia forçada era uma obrigação, com isso descobri que para ser feliz é preciso estar em paz comigo mesma, desfrutar de Saúde Mental é maravilhoso, isso reflete em tudo a minha volta. Indico psicoterapia a todos, quem tiver oportunidade cuide-se, ame-se, valorize-se, sem saúde mental só existe sofrimento. 

Atualmente estou chegando à reta final do tratamento, sou muito grata ao Psicólogo Diógenes Pereira pelas intervenções, estou alcançando o topo da escada, me sinto vitoriosa por está concluindo essa etapa que tanto precisava. Pretendo continuar enfrentando as minhas fragilidades, todo o processo de dor que passei e ainda passo, mas hoje em menor intensidade e com menos frequência, me encontro aqui como uma rocha, pronta para viver todas as coisas que a vida ainda guarda para mim.

Espero de coração que esse texto sirva para despertar tratamentos e conscientizar pessoas sobre o autocuidado e sobre a saúde mental.

15 dez

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Como terminar o ano bem?

Foto: Jerzy Górecki / Pixabay

Essa é uma pergunta que várias pessoas não têm a resposta. E afirmo que não é difícil encontrá-la, muito embora a maioria das pessoas não tenha desenvolvido essa habilidade. Fechar o ciclo anual de realizações, com reconhecimento, autoestima e gratidão, é uma tarefa individual, busque sempre o equilíbrio entre corpo e mente, a final, todas as outras coisas da sua existência giram em torno destas. 

Antes de responder essa pergunta inicial, te faço outra. Há um ano qual era seu projeto para esse ano que está se encerrando?

Se você tinha uma meta para esse ano, te dou parabéns independentes do seu desempenho no objetivo traçado. Mas se você está no time dos que não tinham nenhuma meta para 2019, parabéns também, muito embora te asseguro que se você fizer diferente terá maior possibilidade de ter mais sucesso.

Agradeça por está vivo. Já parou para pensar quantas pessoas perderam a vida nesse 2019? Seja disciplinado, sincero e grato a você mesmo, pois cada vitória que você sonha só será alcançada por seus próprios esforços. 

Trace objetivos, planeje, e antes de tudo reconheça que os erros que você cometeu foi tentando acertar. Admita que em muitos momentos você desperdiçou seu precioso tempo vivendo as preocupações do outro, ao em vez de cuidar das suas prioridades. Aceite que a vida é constituída de vitórias e derrotas e que a dinâmica natural do universo faz da sua trajetória uma caixinha cheia de surpresas. 

Como terminar o ano bem? Se você ainda não fez uma autoanálise das coisas que você precisa melhorar no próximo ano.

Como terminar o ano bem? Se você ainda não fez uma lista das coisas que te prejudicaram nesse ano que passou.

Como terminar o ano bem? Se você está atribuindo só ao outro a culpa das coisas improdutivas que aconteceram no seu ano.

Como terminar o ano bem? Se você não comemorou as vitórias e está sempre lamentando as derrotas.

Por fim, como terminar o ano bem? Se você está insatisfeito com algumas coisas e não busca maneiras de melhorar. Busque superação, seja melhor do que o que você foi ontem.

“Você não terá resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas”.

03 nov

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DE ONDE VÊM AS SUPERSTIÇÕES?

Foto: Michelle Maria / Pixabay

A origem da palavra vem do Latim SUPERSTITIO, que significa “profecia, medo excessivo dos deuses”, originalmente “estado de exaltação religiosa”, de SUPERSTES, “o que fica por cima”.

No cotidiano é bem comum presenciarmos a maioria das pessoas que convivem com varias superstições. Sobre os mais variados assuntos: alimentos, forma de andar, nos vestiram, sobre sonhos, datas, cores, números, morte, viagens e etc.  

Mas de onde vêm tais crenças? Elas são realmente verdades? Por que as pessoas se prendem a esses dogmas? Por que para algumas pessoas essas superstições são verdades absolutas.

A maioria desses medos vem de experiências desconhecidos e são pensamentos irreais e ilusórios, mas a mente humana é tão poderosa que o fato de acreditar cegamente em algo torna o indivíduo irracional, e o corpo se sente desconfortável diante de algumas situações que venham dessa crença. 

Todo ser humano é de maneira natural sugestionável e influenciável, principalmente quando os conteúdos têm cunho religioso e práticas espirituais, por carregarem um peso do sobre natural em que não se permite questionamentos. E consequentemente essas pessoas tem o medo do pecado e acreditam e reproduzem alguns costumes de geração em geração.

Nas décadas passadas os ensinamentos, crenças e superstições, que eram passados pelos mais “velhos” para as novas gerações eram seguidos à risca com regra geral. A maioria das pessoas não buscava a origem dessas práticas sem fundamento real. Por exemplo, existem algumas pessoas que acreditam que gato preto dá azar. 

Com o avanço tecnológico e a modernização, esse construto cultural vem deixando de serem seguidas, muitas pessoas vem quebrando esses paradigmas não acreditando ao pé da letra nessas superstições.

De modo geral cada religião é uma seita, que é também uma superstição e o fato de acreditar e se direcionar por algo que não se vê, nem se explica. O ser humano é vazio e necessita dessa referência suprema para não perder o sentido e o foco da vida.  

Para concluir, vou fazer um teste com você caro leitor. Você já ouviu alguém dizer que tomar leite após comer manga, ou vice e versa é prejudicial à saúde? Mesmo que você não tenha passado por isso, nem tão pouco existe nenhum estudo que comprove esse resultado. E ainda assim muitas pessoas não comem esses dois alimentos juntos. 

Superstições são bloqueios automáticos da nossa mente, desenvolvidos de experiências ruins vivenciadas por alguém, e passada verbalmente para outras pessoas, o que não quer dizer que será igual com todas as pessoas. Até porque cada individuo tem uma energia diferente e organismo é único. 

Tudo isso são superstições. 

Cuidado com as superstições, elas são como sombras que não existem na sua vida.