23 jun

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: o que realmente significa?

Foto: xxolgaxx / Pixabay

Atualmente muito se fala sobre INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, a cada dia esse tema vem se tornando mais popular. É bem comum a divulgação de frases prontas, vídeo e arquivos sobre o assunto na internet, muito embora é preciso tomar cuidado com esses conteúdos ofertados, uma vez que, nem todo mundo tem conhecimento para falar com propriedade sobre o conteúdo das emoções.

De acordo com Dr. Augusto Cury, ser emocionalmente inteligente quer dizer, ter habilidade para se desenvolver utilizando as funções mais nobres do ser humano, que são a inteligência e a empatia. Ser inteligente admitindo seus potenciais e limitações, e as necessidades de viver em sociedade. Ser empático reconhecendo e valorizando o outro enquanto ser humano único, criatura dotada de capacidade cognitiva e com potencial intelectual sofisticado, independente da sua cor da pele, condição física e financeira, prática religiosa, profissão ou orientação sexual.

Muitos profissionais têm se dedicado a manejar as emoções. Compreender qual sua importância para o organismo, e como ela se manifesta nos seres humanos nas mais variadas fases da vida, decifrar esse enigma do funcionamento individual do cérebro é uma tarefa difícil. Estudar seu significado envolve todo o contexto de existência e funcionalidade humana, ou seja, não existe receita mágica para controlar as emoções, nem tão pouco se consegue evitá-las.

Uma vez que, se trata de uma reação natural do nosso organismo. O que é possível é aprender administrá-las, para que se tenha posicionamento racional de maneira saudável para se conviver em sociedade. As emoções não são nada inteligentes, elas são ações automáticas e impulsivas do nosso cérebro, que são estimuladas por pensamentos ou acontecimentos a nossa volta, e consequentemente comandam os comportamentos do nosso corpo através do Sistema Nervoso Central, tudo isso em milésimos de segundos.

Por isso, se utiliza o termo inteligência emocional. O que significa desenvolver habilidades para que os comportamentos humanos não sejam direcionados somente pelos impulsos das emoções, o objetivo é aprender estratégias para gerenciar as reações do organismo a partir da racionalidade.

Sabemos que é uma missão difícil, fazer com que andem juntas a razão e a emoção. Nós precisamos ter as duas, e em equilíbrio, caso alguma delas esteja em excesso é provável que tenhamos muitos prejuízos no dia a dia.

Apesar da capacidade emocional ser algo que já nascemos com ela, o que determina se seremos humanos saudáveis e se teremos sucesso na vida, é a forma com que somos ensinados a utilizá-las. É comum pessoas adultas com doenças psicológicas derivadas da falta de habilidades com as próprias emoções.

Recentemente presenciei um profissional se identificando como COACH, divulgando um treinamento de inteligência emocional, e o título do curso era: “Imersão a inteligência emocional, passado resolvido é futuro decidido”. Essas são frases de efeito para impressionar pessoas, mas bastar observar o sentido do título que se percebe o equívoco do autor, não existe futuro decidido, o amanhã é incerto para todos os seres humanos. Então, tomem cuidado com quem vocês buscam informações para gerenciar suas emoções.

No mundo atual, as pessoas estão sendo muitos estimuladas, seus cérebros recebem diariamente uma enorme carga de informações e obrigações. Isso faz com que essas pessoas desenvolvam muitas doenças psicológicas e físicas, vindas como consequências das dificuldades de gerenciar as emoções e as necessidades básicas do corpo.

Para um indivíduo alcançar essa condição de gerenciamento das emoções, é necessária uma sequência de atividades que o preparam em um processo de psicoeducação.

O primeiro passo, é identificar essas emoções nocivas e se tornar livre dos estresses e das circunstâncias sociais, resgatando a autoestima e conhecendo a si mesmo, para depois lidar com os outros. Sofremos muito por não sabermos lidar com as outras pessoas.

O segundo passo, é aprender a elaborar as perdas e frustrações, como situações naturais da vida, buscando se construir e não se destruir, utilizá-las com elemento de experiência, se tornando resiliente e se adequando a difícil arte de ouvir e dialogar. Nós seres humanos nunca aceitamos perder e pouco usamos essa ferramenta fantástica que é o diálogo.  

No terceiro passo, você se torna o gestor da própria história, desenvolvendo capacidade de escolha, autonomia, e deixa de viver em função do que os outros falam sobre você. Uma das coisas que mais atrapalham nosso desenvolvimento é viver focado na vontade do outro.

No quarto passo, você é treinado a proteger e administrar as suas emoções, parar de sofrer por antecipação, e assim combater a ansiedade, e se permitir as novas oportunidades em busca de condições leves e saudáveis para resto da vida em sua mente. Reconstrução de possibilidades reais, eliminando as fantasias.

Utilizando essas estratégias, você se transforma em potencial gestor das emoções, e vive em constante renovação pela prática de se auto educar, com maior nível de satisfação consigo mesmo, e alcançando a plenitude em leveza da mente, evitando o sofrimento psicológico, se tornando menos vulnerável as doenças de ordem emocional que tanto tem crescido no século XXI.

18 maio

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O que é Saúde Mental?

Foto: ElisaRiva / Pixabay

Na sociedade de modo geral, a maioria das pessoas não sabe o conceito do que é SAÚDE MENTAL. É notável um posicionamento cultural sem informação clara do assunto, pelo senso comum ouvir falar em “Saúde Mental” é pensam em “Doença Mental”.

Devido ao modelo médico existente no mundo e praticado por séculos, e a marginalização dos doentes psiquiátricos, que eram enclausurados e abandonados em hospícios. Então o termo saúde mental é encarado como sinônimo de LOUCURA.

É bem comum esse termo ser motivo de piada e frases preconceituosas. Basta perguntar a alguém como anda sua saúde mental, que prontamente ela irá responder com outra pergunta. Está me achando com cara de DOIDO?

A LOUCURA é conceituada como a mais grave das alterações da saúde mental, psicose e perturbação com a presença de “delírios e alucinações”. Ou seja, o indivíduo perde a noção da realidade e a capacidade de se administrar sozinho.

Mas, a saúde mental envolve muito mais que a ausência de doenças mentais.

A SAÚDE MENTAL é o equilíbrio emocional entre o funcionamento interno e as exigências externas do ser humano.

Enquanto a saúde física é alterada e tratada a partir de qualquer incomodo no funcionamento físico do corpo. A saúde mental é muito mais importante e necessária, pois se a mente perde a sintonia de funcionamento, o corpo fica totalmente comprometido, é a saúde mental que estrutura a capacidade de administrar a própria vida e as suas emoções, dentre os aspectos de valor, integridade, sentido real e vivencia do indivíduo.

Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que o ser humano não é perfeito, percebe e aceita as suas limitações e a necessidade de viver em grupo.

Quem cuida da saúde mental elabora diariamente uma série de emoções como alegria, amor, angustia, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas, lutos ou transições importantes nas diferentes fases da vida.

Vale lembrar, que todos os seres humanos em algum momento da vida, apresentam sinais de sofrimento psíquico, e se for tratado com rapidez assim como é feito com a saúde física, raramente esse indivíduo vai continuar doente.

Ainda existe um grande preconceito em nossa sociedade, e uma resistência em buscar acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. É sempre mais barato prevenir do que curar quando a doença já está em situação grave. E se tratando de saúde mental no Brasil, geralmente o indivíduo só busca tratamento no último caso.
Na saúde física quando se tem problema no dente, vai ao dentista. Quando sofre dos olhos vai ao oftalmologista. Quando sofre do coração vai ao cardiologista e etc.

Mas quando se trata de saúde mental. É bem comum encontrar casos de pessoas que sofrem algum desequilíbrio psicológico, como depressão por exemplo, aí busca, livros de autoajuda, conselho de amigos, líderes religiosos, coach, cartomante, influencer digital e etc.

Aí quando de fato procura o Psicólogo ou Psiquiatra já não tem mais cura para sua doença.  

É lindo de se ver um velho aos 90 anos lúcido e organizado mentalmente. Assim como é triste presenciar um jovem de pouca idade desintegrado emocionalmente.

Saúde mental é o bem mais precioso do ser humano. Cuide da sua mente, e assim você estará cuidando do seu corpo.  

“A mente funciona sem várias partes físicas do corpo, mas o corpo inteiro não funciona sem uma parte da mente”.

28 abr

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Por que os artistas se suicidam?

Foto: Лечение Наркомании / Pixabay

O suicídio e suas consequências é um dos temas mais comentados atualidade, principalmente pelo fato ser causa de morte de pessoas comuns, assim como de figuras públicas (famosas), e vem se tornado cada vez mais visível nas mídias sócias e nas paginas jornalísticas.

No cenário mundial, o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte na faixa etária entre 15 e 19 anos, com gráficos ainda mais elevados em alguns países. A cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida em algum lugar do mundo, chegando aproximadamente a 1 milhão de mortes por ano.

Para que esse número de pessoas tenha conseguido se suicidar, estima-se que mais de 10 milhões tenham tentado em todo o planeta.  No Brasil, cerca de 32 pessoas morrem por dia vítimas de suicídio. Segundo pesquisa realizada pela Unicamp, 17% dos Brasileiros em algum momento, pensaram seriamente em pôr um fim em sua própria vida. E desses, cerca de 5% elaboraram um plano para isso.

De cada suicídio, de 6 a 10 outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias sequelas difíceis de serem reparadas. No Brasil é em média de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes, sendo abaixo da média mundial que é de 13 a 14 mortes por 100 mil pessoas.

O que mais preocupa é que, enquanto a média mundial permanece estável, no Brasil esse número tem crescido nos últimos anos, principalmente entre os jovens, aja vista as estatísticas mostram que pessoas de todas as idades e classes sociais comentem suicídio.

O maior número de tentativas está entre as mulheres, muito embora os homens morram mais por suicídio, isso é devido aos homens utilizarem métodos mais eficazes nas estratégias de suicídio.

Ter pensamentos suicidas uma vez ou outra é natural no ser humano. Eles são parte do processo de desenvolvimento normal da passagem da infância para a adolescência, à medida que se lida com problemas existenciais no processo de compreensão da vida, da morte e do significado de existir no convívio social.  

Os pensamentos suicidas se tornam anormais quando a realização desses pensamentos parece ser a única solução dos problemas da criança ou adolescente. A partir daí surge um alto risco de tentativa de suicídio.

O suicídio foi e continua sendo um TABU entre a maioria das pessoas. O assunto é proibido de ser conversado em alguns ambientes por violar várias crenças religiosas. O preconceito também se sustenta por que muitas pessoas culturalmente veem o suicida como uma pessoa fracassada, ou como alguém com falta de “Deus” no coração. Historicamente, nós seres humanos não somos preparados para falar sobre MORTE. Com isso, o assunto é sempre evitado, causando desconforto e mal-estar social sempre que vem à tona.

Assim como acontecia com outros temas nas décadas passadas, por exemplo, com as doenças sexualmente transmissíveis ou câncer, a prevenção passou a surtir efeito quando as pessoas passaram a conhecer os impactos da doença, saber as principais causas, e claro, souberam como prevenir.

Com o suicídio só vai funcionar se houver divulgação e campanhas com instruções de prevenção. Nós seres humanos devemos ser menos egoístas, pois em muitas situações não nos atentamos para o perigo quando o acontecimento é com o vizinho, e achamos que nunca acontecerá em nossa família. Não espere acontecer com sua família para se prevenir, contribua na divulgação, busque conhecer os fatores do suicídio.

Recentemente vários casos de suicídio entre crianças e adolescentes ganharam destaque em todo o mundo, o famoso jogo “Baleia Azul” e outros com a mesma finalidade, promovidos nas mídias sociais vitimaram inúmeros jovens, escancarando a fragilidade e a vulnerabilidade emocional dessa faixa etária.

Os pais precisam ser mais atenciosos e afetuosos com os filhos, para que a relação familiar não se torne vazia, sendo terceirizada pelos equipamentos tecnológicos.  

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para ofertar ajuda seja ela voluntária ou profissional. No Brasil o CVV – Centro de Valorização da Vida – atua nesse sentido a mais de 50 anos. E faz atendimento via ligação telefônica pelo número (188) com atendimento 24h. São pessoas preparadas para ouvir e dá um apoio emocional no momento de conflito psicológico.

Quem está com ideações suicidas apresenta vários sinais de que não está bem. Na atualidade essas pistas ficam visíveis também nas redes sociais com as postagens “indiretas” tipo: Frases de desistência, como se a vida não tivesse mais sentido.

  • Só trago problemas
  • Sou um perdedor
  • Eu preferia morrer
  • Minha vida não tem sentido
  • Quero dormir e não acordar mais
  • Ninguém vai sentir minha falta
  • Não encontro saída para meus problemas

Em muitos casos ocorrem mudança repentina no desempenho das atividades, falta de interesse, isolamento, consumo de álcool e outras drogas, fragilidade emocional. Podendo ter alguns agravantes em pessoas que tenham históricos de tentativas anteriores, casos de suicídio e/ou quadros depressivos na família. São os chamados quatro “DÊS”: Depressão, desespero, desesperança e desamparo.

Tentativas de Suicídio que deram entrada com vida no HGE

Essa tabela mostra quantas pessoas deram entrada no HGE após tentativa de suicídio, vale lembrar que não estão nessa tabela, os que de fato conseguiram tirar a sua própria vida; os que deram entrada em outras unidades de atendimento; os que não procuraram atendimento. Fica claro que o problema suicídio é muito maior do que as estatísticas mostram, muitos casos nunca são divulgados.

O primeiro passo para prevenir é conscientizar a população sobre o suicídio, ao identificar alguém com indícios e comportamentos suicidas, o ideal é estabelecer uma comunicação de confiança com a pessoa que está em sofrimento psíquico, que na maioria das vezes só precisa ser ouvido.

Uma pessoa com pensamento suicida busca por ajuda e na falta de apoio, de atenção, de oportunidade de ser ouvido a tentativa de suicídio acontece. É necessário deixar claro os acessos de apoio que a pessoa tem disponível a ela.

Ao abordar alguém com características suicidas, não se preocupe em dar conselhos e opiniões, não rotule seus atos, não existe palavra mágica para mudar a dor que ele sente. Apenas transmita segurança mostrando que quer ajudar, se a pessoas se sentir confiante com seu apoio, ela vai externalizar o que a incomoda e a você apenas se permita ouvir sem preconceitos.

Os serviços gratuitos de apoio que vão desde números telefônicos como o 188 do CVV – Centro de Valorização da Vida, que as pessoas podem ligar em crises emergenciais, ou mesmo buscar centros de atendimento psicológico presencial, com profissionais especializados que estão à disposição para o acolhimento. Eles precisam saber que não estão sozinhos.

07 abr

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Por que sofremos com o luto?

Foto: Alexas Fotos / Pixabay

Nas mais variadas regiões do planeta, o luto é vivenciado de maneira diferente, em sua etimologia latina significa: dor, mágoa e lástima. Em nosso contexto cultural Brasileiro, o LUTO está diretamente ligado a perda de um ente querido. Muito embora o termo pode ser utilizado por alguém que perdeu o emprego, um animal de estimação, a casa e etc.  

A morte é única certeza absoluta das nossas vidas, muito embora nunca estamos preparados para lidar com ela independentemente da idade ou do estado de saúde da pessoa que venha a falecer. Nossa sociedade não é treinada para que em algum momento da vida saiba como agir com perda de alguém.

Mesmo quando a família enlutada não a nossa, é comum não sabermos como ajudar, pois não é um processo simples. Muitas pessoas até querem e tentam ajudar, mas tem medo de piorar a situação ou se tornar inconveniente.

É possível ajudar? Como abordar alguém de luto? Será que o melhor é se afastar? O que dizer para confortar alguém que está sofrendo?

Responderei todas essas perguntas logo abaixo.

Perder alguém que amamos é um momento doloroso e delicado, difícil até de explicar a experiência vivenciada por esse turbilhão de sentimentos e emoções que tomam conta de toda família. Nessas horas, é fundamental que os componentes dessa família possam contar com o apoio uns dos outros e dos amigos. Também é possível que outras pessoas mesmo desconhecidas ajudem acolhendo nos momentos de grande emoção.

Se você quer ajudar e não sabe o que dizer, diga apenas “ESTOU AQUI PARA O QUE VOCÊ PRECISAR PODE CONTAR COMIGO”, e deixe que a pessoa enlutada exponha sua emoção, chorar e falar sobre a pessoa que morreu ajuda a aliviar a forte emoção.  

A dor e o peso desse acontecimento se tornam mais leve quando existe a união e o amparo a essa família, é como se houve uma divisão desse peso. É importante que a pessoa seja sensível para acolher, mas nunca trate esse enlutado com pena, não desvalorize a dor dele, não o compare com outras pessoas, cada indivíduo sente a perda em intensidade diferente.

Qual a importância de vivenciar o período de luto?

Algumas pessoas enlutadas tentam disfarçar o seu sofrimento ou até se afastam dos amigos e familiares, esse tipo de atitude não significa que elas não estejam tristes. Talvez por um capricho e não admite que precisa de ajuda, o período do luto é importante e deve ser vivenciado diante de uma perda.

Não existe período exato para elaborar o luto, cada indivíduo tem seu tempo, esse momento serve para estruturar a aceitação da perda, é o popular (encarar de frente o problema) e ajuda o enlutado a entender o processo de morte, reorganizar e encontrar novas maneiras de prosseguir a sua vida. Recomenda-se que o enlutado mantenha suas atividades de trabalho e compromissos, isso também ajuda fortalecer sua importância enquanto pessoa na sociedade.

Sempre ofereça companhia e afeto

Em algumas situações, os amigos e familiares ficam com receio de mencionar o nome da pessoa falecida, evitando fazer algo relacionado ou tocar na memória do ente querido. Esse também é um erro. Você pode (e deve) conversar, relembrar histórias e momentos especiais com o enlutado, ajudando-o a ter uma nova perspectiva sobre o falecido, dessa maneira se dá a conscientização de que o ente querido não volta.

É importante frisar que a saudade e as lembranças sempre estarão presentes na família, o que muda é a intensidade da emoção, esse falecido deve ser mencionado e tratado como morto, isso fará com que a realidade seja organizada.

Se mostre disponível para ajudar

A pessoa enlutada precisa de atenção e apoio, o fato de ter alguma companhia para dividir as tarefas, compartilhar suas angustias, é importante para ele não se sentir sozinho. É claro que também dever ser respeitada suas limitações, nunca devemos forçar falar ou fazer algo que o incomoda.   

O luto pode se transformar em doença?

Em casos que o enlutado tem dificuldade para voltar ao trabalho e as rotinas que tinha antes, se nega guardar e se desfazer de algumas coisas do ente falecido, vive isolado da família e amigos por muito tempo, é recomendável procurar um atendimento especializado, mesmo que o enlutado não queira.

O isolamento e a angústia excessiva podem indicar que o enlutado não está superando a dor como deveria, começando a apresentar sintomas de depressão que precisa de ajuda especializada.

Quando esse comportamento dura muito tempo, é possível que esse luto se torne doença, nesses casos um atendimento psicológico é o mais indicado, para evitar que esse indivíduo entre num processo depressivo.

Em alguns casos a família em processo de luto procura esse suporta psicológico e emocional nos primeiros dias seguintes ao acontecimento, o que também é muito bom para um direcionamento assertivo na recuperação.

O impacto do luto não é determinado pelo grau de parentesco. A intensidade da emoção ocasionada pelo luto varia de acordo com laço afetivo entre quem sente e que morreu. Quando maior a proximidade, companheirismo e confiança, maior será a dor da separação.

03 mar

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Se todo ser humano é diferente, por que somos intolerantes a diferença alheia?

Foto: Alexa Fotos / Reprodução / Pixabay

Todo nós seres humanos somos diferentes, tão somente a matéria que somos constituídos é a mesma, é quase que remota a semelhança se comparada a complexidade estrutural, funcional e existencial cada indivíduo. O curioso é que temos esse conceito em nossa consciência, mas no dia a dia vivencial essa prática não funciona.

Portamos uma carga genética única, nem mesmo irmãos gêmeos tem os genes igual. Pensamento não se ler; personalidade não se mede; necessidades e capacidade não se copia; impressão digital não se fabrica; subjetividade não se descreve…

E por que será que comparamos tanto uns aos outros?

O ser humano é treinado para conviver em sociedade de maneira competitiva. As disputas acontecem em todos os aspectos, nas características físicas, na criatividade, na condição intelectual, nos elementos materiais e financeiros e etc. É uma conotação de destaque as categorias sociais e não ao indivíduo enquanto único e subjetivo.

Somos seres humanos, a única espécie com grande capacidade mental e habilidade para adaptação, somos também seres gregários e necessitamos uns dos outros para sobreviver. Muito embora, apresentamos comportamentos desumanos, já que o termo humano traz em seu conceito elementos que significam bondoso ou generoso, compreensivo ou tolerante.

Como pode um ser, humano, maldoso, incompreensivo e intolerante?

As diferenças sempre existiram, mas dá a impressão que a intolerância atualmente está maior. O respeito ao semelhante e o valor da vida diminuíram, aparentemente o instinto animalesco está mais visível e agressivo principalmente nas redes sociais. Talvez pelo fato de existir a possibilidade de expressar opinião, agredir, julgar, criticar, de uma posição distante de todos, estando atrás de um aparelho tecnológico onde as outras pessoas não estão presentes para questionar.

E qual o sentido da vida? O que fazemos aqui na terra? De onde viemos e para onde vamos?

Nascemos sozinhos? Não.

Vivemos sozinhos? Não.

Nos reproduzimos sozinhos? Não.

Até quando morremos, precisamos dos outros para o corpo ser levado ao cemitério.

E por que destruímos nossa própria espécie?

Podemos deduzir que nós enquanto HUMANOS não estamos nos comportando bem em sociedade. Estamos mais preocupados com o outro por ele ter um jeito próprio, e pouco olhamos para nós mesmos. Queremos conhecer mais o outro com suas necessidades individuais e pouco percebemos nosso modo original de ser.

Concluo que é possível viver de maneira mais saudável. Ser tolerante é sofrer menos com estresse, aceitar as diferenças é compartilhar habilidades. Ser ético é valorizar a si sem desvalorizar o outro.

Independe de credo religioso, raça, profissão, orientação sexual, condição financeira e social, é possível viver em harmonia. Não existe receita mágica, mas se cada um ser humano cuidar da sua própria vida, e olhar menos para a do outro, grande parte dos problemas atuais da nossa sociedade deixam de existir.

Um grande número das doenças humanas, sejam elas psicológicas ou fisiológicas são desenvolvidas a partir de comportamentos disfuncionais e desnecessários no dia a dia, por isso nossa geração está cada vez mais doente e fragilizada. As vezes suspeito que estamos nos tornando seres inúteis ao mundo.

Cuide-se.

17 fev

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Quais os perigos do acesso à internet para crianças e adolescentes?

Foto: Nadine Doerle / Pixabay

Nos dias atuais tem se tornado cada vez mais comum, crianças e adolescentes terem acesso a informações de nível global, conteúdos culturais, políticos, lazer, entretenimento, relacionamento social e posicionamento profissional. Toda essa acessibilidade, combinada com os aparelhos modernos e a velocidade da internet móvel, quase sempre acessada em toda localidade, traz vários riscos para crianças e adolescentes.

A moda é seguir e compartilhar as dicas do (influencer digital). As redes sociais são meios de comunicação, que conectam pessoas dos mais variados lugares do mundo por área de interesse numa plataforma virtual, de maneira instantânea independente da distância a custo quase zero. Considerando tamanha facilidade e amplitude de navegação, se faz necessário conhecer os pontos negativos que precisam ser tratados com muita seriedade e cuidado.

Assim como as mídias sociais são utilizadas, para divulgar informações importantes e potencializar habilidades ou características de alguém, são também muito utilizadas de maneira criminosa, para difamação, (fake news), criar fofocas, intrigas que destroem relacionamentos, causar constrangimento e prejuízos às vítimas.

Além de atentados, apologia a crimes, maus tratos contra os animais, violações dos Direitos Humanos, incentivo ao racismo, neonazismo, homofobia e intolerância religiosa, aliciamento de menores, grupos de pedofilia. Esse último com grupos artilhados que chegam a pagar para obter fotos, vídeos e informações de crianças vulneráveis, assim como é noticiado em páginas policiais.  

Para pais, mães e/ou responsáveis de crianças e adolescentes, deixo os seguintes questionamentos.

Você sabe a senha do telefone do seu filho?

Deveria saber, pois ele ainda não tem maturidade para decidir e dirigir a vida sozinho. Ele precisa ter privacidade de estranhos, mas de você não.

Você sabe quem são os seguidos do seu filho no Instagram e facebook?

Se não sabe, possivelmente ele tem seguidores que são aliciadores de menores e pedófilos que tentam seduzi-lo. É obrigação sua enquanto responsável saber com quem se relaciona seu filho.

Você monitora por onde seu filho navega com o smartphone?

Se não monitora, ele possivelmente está em risco potencial, as vezes divulgando mais do que devia de informações dele e da família. Pessoas para ajudar raramente aparece, mas para fazer o mal existe especialistas sabendo de sua vida inteira.

Você acha saudável ele (criança) usar um brinquedo (telefone) com acesso ao mundo tudo?

Talvez você (responsável) se utilize disso (telefone) para não cumprir seu papel de pai e mãe de crianças e adolescente. Ao em vez disso, você construiria uma relação mais saudável dando atenção e brincando com seu filho. A criança que brinca muito tempo com telefone, se desenvolve sendo vulnerável a doenças e em relações virtuais sem afeto.

Quando uma pessoa compartilha, nas redes sociais, informações pessoais e de sua vida particular, tais como fotos e vídeos, endereço, telefone, horário e locais onde frequentam, está se expondo virtualmente de uma forma exagerada e perigosa.

Quem de nós sai distribuindo fotos em praça pública e falando nos ônibus, a quem quer que seja, sobre os horários e locais que costuma frequentar?

É preciso compreender que o mundo virtual faz parte do mundo real, se em nossas casas construímos muros e grades para nossa segurança, então devemos ter cuidado em preservar nossa privacidade. O usuário das redes sociais deve se sentir confortável com o que publica na internet e ao criar seu perfil, deve ser cauteloso, pois nunca se sabe quem estará lendo essas informações e quais são suas reais intenções.

Nosso mundo atual é violento e os riscos são muitos: golpes, sequestros falsos e verdadeiros, pedofilia, ameaças e chantagens, críticas, julgamentos equivocados e exclusões sociais.

Senhores pais e/ou responsáveis, assim como os educadores, devem ficar atentos quanto ao uso das ferramentas tecnológicas pelas crianças e adolescentes porque, aprender a criar e acessar páginas na internet, fazer vídeos e manipular imagens nas redes sociais é muito fácil, mas ter uma postura ética e responsável depende de uma orientação com qualidade e eficiência, para que esses jovens possam entender e internalizar a dimensão pública a qual estarão expostos, não só em relação aos seus direitos, mas sobretudo aos deveres impostos pela nossa constituição.

Para finalizar deixo uma pequena frase de minha autoria.

“Somente pelo contato humano, afeto e presença dos pais é possível educar e desenvolver crianças saudáveis”. Diógenes Pereira.

03 fev

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Por que mentimos?

Foto: Schwerdhoefer / Pixabay

A origem da palavra MENTIRA vem do latim “mentiri”, que significa “enganar, dizer falsidade”.

A mentira pode ser contada de maneira planejada, ou também pode surgir de maneira improvisada no ato do acontecimento.  

A ação de mentir é um comportamento natural dos seres humanos, é bem comum identificar nas relações sociais, atitudes para enganar ou criar algo falso de uma pessoa para outra. Esse tipo de prática acontece com pessoas de todas as idades, vai desde crianças até idosos, nas mais variadas culturas.

O primeiro elemento que faz o ser humano mentir, é a necessidade de evitar punições e sofrimentos físicos e/ou psicológicos, que são geradas nas relações sociais, desde a vivência em família até a comunidade como um todo.

Em seu funcionamento natural, a mente humana de maneira instintiva, cria essas estratégias de defesa para evitar as punições. E aí cada indivíduo de modo particular, desenvolve suas artimanhas a partir da sua capacidade cognitiva e adaptativa ao meio em que está inserido.

O segundo elemento que faz o ser humano mentir, vem do comportamento aprendido dos pais e sociedade. Se tratando de Brasil em contexto cultural, o ato de mentir é passado de pai para filho, e assim sucessivamente.

Um exemplo bem clássico disso é contado em forma de piada, mas é exatamente como acontece no dia a dia das famílias e sociedade de modo geral.

Exemplo: Chega um homem querendo falar com o dono da casa, mas quem o recebe é o filho do dono da casa. Então a criança vai até o pai e diz. Papai, tem um homem lá fora querendo falar com o senhor. O Pai responde, não quero falar com ele, vá lá, e diga a ele que eu não estou. A criança com toda inocência chega para o visitante e diz. Pai mandou dizer que ele não está.

Dentro dessas vivências as crianças copiam as ações dos pais, não é à toa, que os seres humanos têm 80% dos seus comportamentos aprendidos. Então não adianta brigar e dizer a criança que mentir é feio, se ele observa os pais mentindo em outras situações.

A mentira poderia ser classificada em categorias:

Categoria I – Onde quem cria a mentira, busca apenas evitar punições a ele mesmo, e na maioria das vezes não causar prejuízo a ninguém. (Mentir ou omitir).

Ex1: A criança traquina que mente para mãe por medo de apanhar.

Ex2: O adolescente que mente para a mãe, para que ela não fique preocupada com ele, e nem ficar “pegando no pé”.

Ex3: O motorista cria uma mentira para o guarda de transito, por medo de ser multado.

Categoria II – Onde quem cria a mentira, tem o objetivo de prejudicar outra pessoa, e em muitos casos o autor da mentira não ganha nada com isso. (O popular levantar falso).

Ex1: Uma pessoa que ouve um comentário de um vizinho e cria uma mentira a partir do que ouvir só para infernizar.

Ex2: Funcionário que cria situação para colega ser punido pelo chefe.

Categoria III – Onde quem cria a mentira, gera prejuízo a outras pessoas e as vezes para ela mesma. (Fantasiar histórias).

Ex1. Uma pessoa fantasia um relacionamento amoroso com outra pessoa, sem nunca ter acontecido nada entre os dois. Então de modo fictício a mentira causa prejuízo moral e psicológico para as duas pessoas.

Ex2: Aluno que mente para os pais, falando que está estudando, mas na verdade ele não está matriculado ou não frequenta a faculdade. Criando nos pais e amigos a falsa ideia de que ele está prestes a se formar.

Na era digital e tecnológica que nós vivemos, nas mídias sociais as mentiras são chamadas de FAKE NEWS, e são várias as falhas humanas em torno dessas postagens mentirosas.

O primeiro erro ocorre na criação da notícia falsa “mentira”, seguido da publicação. Outro erro gravíssimo está no compartilhamento dessa notícia sem ao menos ler ou buscar saber se é verdadeira e se a fonte é segura.

Quem mente acredita ser mais esperto do que os outros;

Quem mente se realiza ao ver a outra pessoa prejudicada;

Quem mente acredita que nunca será enganado;

Quem mente tenta enganar a ele mesmo;

Quem mente é humano, e você enquanto ser humano para quem mente e por que mente?

20 jan

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Você tem medo de adoecer?

Foto: Reprodução / Pixabay

Você já ouviu falar do TRANSTORNO HIPOCONDRÍACO? A maioria das pessoas nunca ouviu esse termo, muito embora, é possível conheça alguém com esses comportamentos, ou identifique os sintomas desse transtorno que serão descritos a seguir.

Nos seres humanos existem três categorias de transtornos, as neuroses, as psicoses e as perversões.  O Transtorno Hipocondríaco está na categoria das neuroses.

Um indivíduo portador do Transtorno Hipocondríaco é conceituado como alguém que (sem motivos), se preocupa exageradamente com a saúde, extrapolando sintomas imaginários de doença, fazendo queixas desnecessárias de sofrimento, e medo extremo de morrer.

Se caracteriza pela ansiedade ou pelo medo de ter uma doença grave. A preocupação persiste apesar da avaliação médica confirmar que não há lesão ou doença em seu corpo.

O paciente apresenta uma hipersensibilidade corporal, pelo fato de ser muito centrado em seu próprio corpo, como também a preocupação constante com doenças inexistentes.

Possui uma ansiedade e uma dificuldade muito grande de entrar em contato com pessoas e situações que ele não consiga controlar, e isso o faz cada vez mais centrado com atenção e percepção no próprio funcionamento corporal.

Qualquer alteração fisiológica (mudança de batimento cardíaco, ruídos no funcionamento digestivo, e outros) que é rapidamente notada, por ele ser controlador e pessimista, interpreta como risco de consequências muito graves e irreversíveis ou até de algo que pode levá-lo à morte.

Nos serviços de psiquiatria esses pacientes são diagnosticados como portadores de um grupo de transtornos, que se caracterizam pela presença por longo tempo (meses ou anos) de queixas frequentes de sintomas físicos, orgânico, mas que não são totalmente explicadas por nenhuma doença, sendo seu desencadeamento e manutenção devido à conflitos psicológicos, ou também pode ser aprendido pela vivência no ciclo familiar.

Esses indivíduos geralmente se auto medicam sozinhos, compram vários medicamentos fazem da sua casa um deposito de remédios. O fato de tomar medicações o tempo todo, ou pelo menos querendo tomar, apavorado com o risco de ser doença grave e querendo fazer tudo para eliminar esse sintoma é que desencadeia todo processo de ansiedade.

A cabeça do hipocondríaco é uma caixa de horrores, a atenção da pessoa se desvia da realidade, ele não percebe, não vê, não se importa com os problemas da vida real, e fica o tempo todo centrado em seus sintomas, em seus pensamentos distorcidos e crenças negativas.
São pessoas profundamente pessimistas, lotadas de sentimento de culpa, e por muitas vezes acham que merecem um castigo (que seria a doença tão temida).
Grande sensibilidade para identificar movimentos, barulhos e outros sinais do corpo que passariam despercebidos para a maioria das pessoas.

Queixas mais frequentes:

  • Sistema gastrointestinais
  • Sistema Cardiorrespiratórios
  • Área auditiva
  • Segmento Cefálico (Cefaleia e tonturas atípicas)
  • Nasofaringe

Tratamento:

O tratamento desta neurose deve ser feito através de Psicoterapia, para que a pessoa consiga perceber seus pensamentos distorcidos, sentimentos e conflitos psicológicos, que são os verdadeiros causadores de seus sintomas.

Em casos mais graves pode-se usar medicação além da antidepressiva também a ansiolítica, quando o paciente sofre simultaneamente de hipocondria e depressão, ou outro transtorno de ansiedade.

06 jan

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Janeiro Branco torna-se lei em Alagoas

Mês dedicado a saúde mental (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

A campanha Janeiro Branco existe a seis anos no cenário nacional, em Alagoas é o terceiro ano consecutivo, o Conselho Regional de Psicologia de Alagoas, CRP-15 vem trabalhando muito forte nessa campanha que virou lei no ano passado.

Está previsto na Lei 7.984 de 23 de janeiro de 2018. Institui, no calendário oficial de eventos do estado de Alagoas, o JANEIRO BRANCO, mês dedicado a realização de ações educativas para a difusão da importância de prevenção da saúde mental.

Essa época do ano é vista culturalmente como momento de iniciar projetos, de renovação, de superação. O mês de janeiro foi escolhido como momento ideal para dá visibilidade as questões de saúde mental, que tanto são ignoradas e desvalorizadas.

O objetivo do Janeiro Branco é informar a população de modo geral, sobre a importância de conhecer e prevenir a saúde mental, pois a cada ano aumenta o número de pessoas que sofrem alteração psicológica. Segundo Organização Mundial de Saúde até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante no mundo.

O fato é que o termo saúde mental, ainda é visto com preconceito pela sociedade. A maioria das pessoas por não conhecer, acreditam ser frescura sofrer transtornos de Ansiedade, Depressão, Síndrome de Burnout, Bipolaridade, Borderline e etc. O indivíduo portador de algumas dessas doenças citadas, quando tratado consegue realizar tranquilamente todas as atividades que fazia antes da doença, (trabalhar, estudar, cuidar, da casa, da família e etc.).

O que geralmente se escuta nos ditos populares, é que saúde mental é coisa de doido. Isso é uma construção cultural errada. O conceito de saúde mental diz respeito a toda condição e funcionamento mental do ser humano, ter uma mente saudável é mais importante e delicada do que a saúde física. Não adianta nada, ter um corpo forte e inteiro fisicamente, e não consegui resolver nada sozinho por não ter condições mental saudável.

O que pouca gente sabe, é que muitas dessas doenças mentais podem ser evitadas, e que o psicólogo (a) atua de maneira preventiva em escolas, em empresas, em unidades de saúde da família, em CAPS, em CREAS, em hospitais, em clínicas de atendimento psicológico, e etc.

A campanha do Janeiro Branco, tem o objetivo de quebrar esse preconceito sobre a saúde mental, mostrando a importância da prevenção, trazer conhecimento e informação as pessoas, sensibilizar as autoridades e as instituições para abraçar na campanha, esclarecer os mitos sobre a saúde mental, orientar sobre pessoas com potencial de riscos elevados, esclarecer que o psicólogo (a) é profissional mais indicado para fazer acompanhamento psicológico.

Vale lembrar, que a maioria das doenças mentais não tem cura, tem tratamento. Pessoas que apresentam algum tipo de alteração mental, precisam de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, para continuar em sociedade cumprindo com suas obrigações normalmente. O não tratamento aumenta ainda mais a chance de suicídio dessa pessoa.

Pessoas tenham parentes com casos de alguma doença mental, devem ficar atentos que elas têm maior tendência a também desenvolverem alguma alteração mental. No caso de dúvida ou desconforto procure um profissional de psicologia, o quanto antes buscar ajuda, melhor o sucesso no tratamento.

16 dez

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Síndrome de Burnout: Realidade ou Ficção?

Foto: Alexas_Fotos / Reprodução Pixabay

A palavra Burnout vem do inglês TO BURN OUT, que significa (queimar por completo). É também chamada de síndrome do esgotamento profissional, assim foi intitulada pelo psicanalista alemão Freudenberger por volta dos anos 1970.

Quando identificou em si mesmo os sintomas após sentir o desejo de ser o melhor em tudo, e sempre demonstrar alto grau de desempenho. Mas essa satisfação nunca parava e passou a sentir problemas de ordem psicológica, forte desgaste físico, gerando fadiga e exaustão.

A Síndrome de Burnout é considerada um distúrbio psíquico e emocional, que se caracteriza pelo esgotamento físico e mental do indivíduo. Esse transtorno psicológico se desenvolve devido ao acúmulo de estresse no trabalho ao longo do dia a dia.

A principal causa que faz desenvolver a síndrome de Burnout, é a somatização de estresse, em ambiente desgastante, advindo da dedicação intensa e exagerada à vida profissional, sem que o indivíduo vivencie momentos de relaxamento.

A síndrome de Burnout é um transtorno de caráter depressivo, principalmente devido a alguns comportamentos que a pessoa afetada apresenta. Esta doença é considerada o ponto máximo do estresse profissional (estresse crônico), podendo se desenvolver em indivíduos das mais variadas profissões, principalmente aquelas em que há um contato direto com outras pessoas. 

Por exemplo, professores, enfermeiros, vendedores, policiais, bancários, entre outros.

A síndrome de Burnout é considerada uma das principais causas de afastamento das atividades de trabalho, os seus sintomas quando não são tratados, são considerados como porta de entrada para o indivíduo desenvolver DEPRESSÃO.

Alguns dos sintomas da síndrome de esgotamento profissional, são visivelmente notadas no dia a dia, tanto pelos membros da família do indivíduo, assim como pelos colegas de trabalho.

Principais Sintomas:

  • Cansaço físico e mental constante e em excesso;
  • Dificuldade para se concentrar em tarefas diárias;
  • Sem vontade de fazer atividades sociais e estar com outras pessoas;
  • Coloca constantemente a necessidade e vontade dos outros à frente das próprias;
  • Falta de energia para manter hábitos saudáveis;
  • Isolamento social (mesmo de familiares e amigos);
  • Alterações repentinas de humor (com muitos períodos de irritação);
  • Sentimento de insatisfação sobre aquilo que faz;
  • Alterações de humor e de memória;
  • Constante negatividade, sentindo como se nada fosse dar certo;

Vale ressaltar que todos os sintomas da síndrome de Burnout, são os mesmos dos transtornos depressivos, sendo que na depressão se apresentam em um grau mais elevado.

A maioria dos sintomas da síndrome de Burnout são psicológicos, algumas consequências físicas podem ser observadas, como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrointestinais, são algumas das manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

O tratamento para a síndrome de Burnout, deve ser com profissionais especialistas em saúde mental, sobretudo com psicoterapia (Psicólogo), em alguns casos se incluir também medicamentos (Médico Psiquiatra). Recomenda-se ainda atividades físicas regularmente e exercícios de relaxamento também são fundamentais para ajudar a controlar os sintomas. Mudanças nas condições de trabalho também são necessárias para promover a saúde e o bem-estar organizacional.