24 mar

0 Comments

Em tempos de pandemia é preciso cuidar de quem cuida de nós

Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam. (Foto: aangq26 / Pixabay)

Estamos vivendo um momento delicado frente a pandemia do covid-19. A mídia a todo momento lança um turbilhão de informações referentes ao número de casos no nosso país e no mundo, alertando-nos sobre a extrema necessidade de nos resguardarmos em casa – o conhecido “isolamento social” ou “quarentena” – com a finalidade de diminuir o número de pessoas infectadas por esse novo vírus que vem causando bastante pânico e a necessidade de mudanças radicais em nossa sociedade.

O que infelizmente não vejo sendo noticiado, e nem sendo ponto de preocupação da população é a saúde dos profissionais que estão na linha de frente de combate a essa epidemia. Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam.

É fato que em todo país, devido a proporção e poder de contaminação da doença, os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’S) começaram a faltar para a população. Mas se a comunidade está com essa dificuldade, imagine para os profissionais que estão lidando de forma direta com os milhares de casos suspeitos?

Temos que ter em mente que os profissionais são os que mais estão sendo expostos ao risco de contágio e adoecimento. A enfermagem é a categoria com o maior número de profissionais expostos e a única que está ao lado do paciente durante as 24 horas do dia, durante todos os dias dentro dos serviços de saúde, mais precisamente das unidades hospitalares.

Ao término do seu horário de trabalho, esses profissionais retornarão para suas casas e facilmente poderão tornar-se vetores do vírus. É necessário que a população tenha essa consciência, pois, já estão faltando sim, máscaras, luvas, óculos, aventais descartáveis nos serviços de saúde, o que coloca não somente o profissional em risco, mas toda a sociedade.

Já foi noticiado um caso de um enfermeiro que está internado em uma UTI em Maringá/PR, enfermeiros no Rio de Janeiro que não estão recebendo os equipamentos básicos para trabalhar e até mesmo profissionais trabalhando totalmente expostos. O que isso pode gerar? Uma paralisação nos serviços de saúde, visto que os conselhos e os exercícios profissionais resguardam e dão total direito ao profissional de negar atendimento desde que o mesmo não esteja devidamente protegido.

Precisamos que a população faça seu papel de fiscalizar e cobrar que essas normativas sejam cumpridas para resguardar a saúde dos profissionais que estão incansavelmente trabalhando, deixando suas famílias, se privando do convívio com seus familiares por reconhecerem o risco e o potencial de contaminação que eles tem ao retornarem para suas casas para permitir que a maior parte da população possa passar por essa fase em suas casas com o mínimo de risco possível.

Vamos, neste momento, não apenas compartilhar notícias a todo momento, e nem somente fazer campanhas simbólicas aos profissionais, a melhor forma de mostrar sua gratidão e preocupação com eles é exercendo seu papel de cidadão e cobrando do nosso governo que disponibilizem condições salubres de trabalho e denuncie práticas abusivas.

Vamos exercitar a empatia e solidariedade responsável.

10 fev

0 Comments

A cada minuto, 3 pessoas no mundo tem membros amputados por complicações do diabetes

No mundo, 422 milhões de adultos têm diabetes, que é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano (Foto: Agência Brasil)

85% das amputações no brasil são causadas pela diabetes, uma doença crônica que atinge 12,5 milhões de pessoas de acordo com o ministério da saúde. Conhecida popularmente como “açúcar no sangue” a diabetes se divide em três tipos:

O diabetes tipo 1 – é aquele onde a pessoa não consegue produzir insulina através do pâncreas e precisa tomar diariamente doses de insulina e verificar sempre a glicemia.

O diabetes tipo 2 – é aquele onde a pessoa tem a ação da insulina prejudicada pelo estilo de vida como sedentarismo e obesidade, sendo necessário auxilio de remédios para diminuir a quantidade de insulina livre no corpo.

Diabetes gestacional – Quando a mulher durante a gestação desenvolve um índice alto de glicemia que normalmente regulariza após o parto, porém, deixa mãe e filho susceptíveis e mais propensos a desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Primeiro, precisamos entender um pouco sobre a situação dos portadores de diabetes em nosso país. Uma parte da população é diabética, porém, não sabe que possui a doença e demora muito para buscar os serviços de saúde, até obter o diagnóstico. Outra situação, são aquelas pessoas que, sabem que são diabéticas, tem o diagnóstico, tem a prescrição de remédios, e medidas alternativas que auxiliam no controle da doença, mas por algum motivo não seguem as recomendações.

Em ambas as situações, o excesso da glicose no organismo vai acontecer porque a insulina não terá capacidade de controlar, ou seja, terão mais glicose no sangue do que insulina. Isso normalmente em diabéticos que passam muito tempo descompensado, (termo que usamos para identificar o paciente sem controle da doença), essa glicose que fica em excesso no sangue, começa a danificar as terminações nervosas, que são as partes do corpo responsáveis por sentir dor, calor, frio, toque, e isso começa geralmente pelos pés.

Então, um paciente nessa situação já não consegue identificar a dor ou as sensações no pé, diferente de uma pessoa não diabética, o que acaba facilitando o surgimento de machucados, feridas e consequentemente por estar com a glicose alta, também dificulta a cicatrização e a circulação de sangue nos pés e pernas, o que a médio/longo prazo pode acarretar em uma amputação do membro afetado.

E como o diabético pode evitar isso? Primeiro, fazendo a consulta regularmente com seu médico, seja particular, ou pelo SUS na Estratégia de Saúde da Família com médico ou enfermeiro para fazer exames de rotina, segundo, tomando as medicações da forma que foi prescrita, mantendo sempre uma alimentação saudável associada a pratica de atividades físicas, e terceiro, procurando um especialista para fazer uma avaliação semestral dos pés para avaliar se já está acontecendo à perda da sensibilidade ou não. Diabetes é uma doença sem cura, porém, tem tratamento e controle.

Procure um profissional da saúde qualificado para obter orientações e não entre nessa estatística assustadora do nosso país.

03 out

0 Comments

Auriculoterapia: conheça esse tratamento e seus benefícios

Auriculoterapia é um tratamento da Medicina Tradicional Chinesa, sendo atualmente um ramo na especialidade da Acupuntura (Foto: Alagoas na Net / Arquivo)

A Auriculoterapia é um tratamento milenar de origem oriental que busca restabelecer o equilíbrio do corpo por meio de estímulos em pontos específicos do pavilhão auricular, com o objetivo de promover a prevenção ou a cura de uma doença.  Constitui também uma parte importante da Medicina Tradicional Chinesa, sendo atualmente um ramo na especialidade da Acupuntura.

Foi oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma terapia de microssistema. Essa terapia consiste na estimulação mecânica de pontos específicos do pavilhão auricular para aliviar dores e/ou tratar problemas físicos e psíquicos. Além disso, pode ajudar a diagnosticar doenças através da observação de alterações nestes pontos.

O tratamento consiste na observação do pavilhão auricular e suas estruturas. É realizado de forma asséptica, mesmo sendo um procedimento pouco invasivo. Após essa avaliação o profissional devidamente capacitado irá estimular pontos direcionados a queixa/reclamação da pessoa que está doente, em busca de restabelecer o equilíbrio corporal, amenizando os sintomas e até curando algumas doenças.

Estudos comprovam que a Auriculoterapia é uma técnica efetiva na redução da dor aguda e crônica, sendo recomendada no controle e alivio da dor como um tratamento complementar ao convencional.

A Auriculoterapia vem sendo bastante difundida e aceita pelas pessoas por se tratar de um método minimamente invasivo, promove na maioria dos casos, alivio imediato da dor. O paciente poderá estimular os pontos com as sementes utilizadas para alívio dos sintomas, as sementes podem ser de mostarda ou cristais.

É especialmente indicada quando o paciente não deseja ou está impedido de usar agulhas de acupuntura, além de ser um tratamento com poucas restrições, podendo qualquer pessoa fazer o tratamento auricular, desde bebês até idosos. 

Segue algumas das várias doenças que podemos tratar com a Auriculoterapia:

-Enxaqueca 
-Ansiedade
-Depressão
-Dor na coluna
-Insônia
-Sinusite
-Falta de apetite
-Emagrecimento
-Gastrite
-Cólicas menstruais e outros. 

Em Santana do Ipanema você encontra esse tratamento no Consultório de Enfermagem – CuraDerme, situado na Av: Martins Vieira, 408 – Monumento – S. do Ipanema. ( Prédio da POP CLIN). Telefones: 3621-3213/9.9664-3110/9.8229-1412

Instagram: @curadermesi

Site:www.curadermesi.com.br

Enfermeira Responsável: Amanda Araujo Mendes

18 set

0 Comments

DIU: conheça um dos métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres

Ilustração de um DIU já aplicado (Foto: Reprodução)

O DIU é o segundo método contraceptivo mais usado entre as mulheres, ficando abaixo apenas da laqueadura (método definitivo), porém, fica em primeiro lugar na categoria dos métodos reversíveis, sendo mais utilizado do que os contraceptivos orais, as famosas “pílulas”.

O DIU é um método contraceptivo inserido no útero da mulher após avaliação, e exclusão de possível gravidez, o mesmo é uma haste com formato semelhante ao T. Atualmente, temos duas opções: o DIU de cobre, (não hormonal), e o DIU de Mirena, (hormonal). Ambos são eficazes e efetivos com relação a impedir a gestação.

Seus mecanismos de ação são semelhantes, o DIU de cobre, à medida que vai liberando seus íons torna o útero um local hostil para os espermatozoides, atua como um espermicida o que impede que o espermatozoide fecunde o óvulo, o mesmo pode ficar até 10 anos sendo uma ótima opção para as mulheres que desejam contracepção reversível, de alta eficácia, longa duração, livre de hormônios, e é disponibilizado pelo SUS.

Já o DIU de Mirena, libera no útero um hormônio chamado levonorgestrel, aumentando a espessura do muco cervical, assim, dificultando o trajeto do espermatozoide até o encontro com o óvulo, e está indicado permanecer por no máximo 5 anos.

Ambos dispositivos têm efeitos colaterais semelhantes e que duram geralmente nos primeiros meses de adaptação, são contra indicados em caso de suspeita de gravidez. O DIU de Mirena tem um maior custo em relação ao de cobre, que é, e deve ser disponibilizado pelo SUS como método, e parte do programa de planejamento familiar. 

Mas surge a dúvida, se é eficaz por que existem algumas mulheres que engravidam usando esse método? Vamos desmistificar isso. Primeiro: nenhum método contraceptivo é 100% seguro. Segundo: o DIU deve ser inserido por profissional habilitado e capacitado, podendo ser médico ou enfermeiro após toda avaliação clínica, após sua inserção é aconselhável que dentro dos primeiros meses seja feita avaliação para confirmação do posicionamento do mesmo dentro do útero, além de seguir todas as recomendações passadas pelo profissional de saúde, que o introduziu.

Hoje, o DIU de cobre, tem um percentual de falha em média de 0,4% (4 mulheres a cada 1000) que utilizam, e o DIU de Mirena, 0,2% (2 mulheres a cada 1000 ) que utilizam. Portanto, fica claro que o percentual de ineficácia dos dois tipos é baixíssimo, o que transforma hoje, o DIU, um dos métodos mais seguros e mais utilizados, lembrando que o dispositivo impede apenas a gravidez e não o risco de IST (infecções sexualmente transmissíveis), sendo aconselhado a associação com preservativo.

Veja abaixo um vídeo que mostra a simulação de aplicação de um DIU.

31 ago

0 Comments

Sarampo: Quais cuidados preciso ter!

Vacinação é o melhor método de se prevenir contra o sarampo (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Em nosso estado não havia nenhum caso de sarampo desde o ano 2000, ou seja, Alagoas conseguiu ficar 19 anos sem nenhum caso de sarampo, o que acabou mudando recentemente com a confirmação de uma pessoa infectada na cidade de Arapiraca, fazendo – se necessário a população ter conhecimento sobre a doença.

Logo, sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode levar à morte. Sua transmissão ocorre quando a pessoa doente: tosse, fala, espirra, e respira próximo, pois o vírus é transmitido pelas gotículas que saem quando se fala e respira ou qualquer outra forma de contato com fluidos do nariz e boca de uma pessoa infectada.

É altamente contagiosa, onde 90% das pessoas que não possuem imunidade são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa doente. É importante também que a população saiba quais sinais e sintomas são característicos da doença para em caso de suspeita procurar logo ajuda médica.

Alguns sinais e sintomas da doença:

-Febre acompanhada de tosse;

-Irritação nos olhos;

-Nariz escorrendo ou entupido;

-Mal-estar intenso

-Podendo também aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.

O sarampo além de altamente contagioso não possui tratamento especifico e a medida de prevenção é através da vacinação, então vamos resgatar os cartões de vacina e levar ao posto de saúde perto da nossa casa para verificar se há necessidade de tomar ou não a vacina e nos prevenirmos. Segue um esquema de vacinação abaixo: 

Segue esquema:

– Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e a outra aos 15 meses de idade (tetra viral);

– Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a vacina anteriormente devem receber duas doses da tríplice viral;

– Pessoas de 10 a 29 anos – duas doses da tríplice viral;

– Pessoas de 30 a 49 anos – uma dose da tríplice viral; 

21 jul

0 Comments

O que é envelhecer?

Foto: Steve Buissinne por Pixabay

Envelhecer faz parte do processo natural da vida do ser humano, onde muitas características biológicas começam a mudar, essas mudanças fazem parte de todo processo onde todos nós iremos passar em nossa vida. Mas isso é um processo biológico e que não muda. Mas então porque falar de envelhecer me parece importante?

Atualmente com o avanço da medicina, da tecnologia e a gama de recursos a nossa perspectiva de vida aumentou, hoje de acordo com o IBGE essa expectativa está em média de 76 anos de vida. É um dado incrível quando vamos comparar com outras décadas, porém, por mais que nós brasileiros estejamos vivendo mais, tendo uma maior expectativa ainda encontramos dificuldade em nossa cultura social de valorizar e acolher nossos idosos.

Não chega a ser uma regra mas é uma tendência biológica que a maioria dos nossos idosos tenham agravos de saúde que são em sua maioria conhecidos por todos, como hipertensão, diabetes, problemas de coluna, AVC, dificuldade de locomoção comorbidades que fazem parte do processo de envelhecer.

E são justamente essas doenças que exigem que nossos idosos recebam mais atenção dos familiares ou daqueles que convivem com ele. E é nesse ponto que retorno minha fala e afirmo que nossa sociedade ainda tem dificuldades de acolher esses idosos. Mas o que seria esse acolhimento?

Respeitar suas limitações, respeitar seus direitos civis e sociais, respeitar que independentemente da idade eles continuam sendo seres humanos que pensam, tem sentimentos, sentem dor, sentem tristeza e alegrias e passar a cuidar.

Hoje as políticas públicas de saúde voltadas ao envelhecimento ativo e saudável estão melhorando mas ainda não temos um sistema que alcance a todos os nossos “velhinhos”. Mas por que falar desse tema?

Porque se analisarmos dentro do nosso próprio município é fácil perceber como em pequenos gestos e atitudes nós enquanto cidadãos estamos falhando, quando vemos idosos querendo atravessar a rua e não conseguem, idosos que são rejeitados por familiares apenas porque exigem muito cuidado, muita atenção e dedicação.

Hoje você está fazendo essa leitura é pode ser jovem, mas um dia irá envelhecer e sentir seu corpo passar por todo esse processo de mudança e vai precisar de jovens que tenham consciência do seu espaço na sociedade. Então valorizem seus idosos, cuidem, busquem ajuda nos serviços de saúde de referência, nos serviços sociais, procure conhecer o que sua cidade está fazendo pelos seus idosos e conscientize o máximo de pessoas que você possa. 

E para os que não conhecem ou querem conhecer e ver um pouco do que é envelhecer, ter limitações, sentir – se sozinho e alguns momentos abandonado pelos familiares faça uma visita ao lar de Idosos da sua cidade, sente apenas 15 minutos e converse com esse “velhinho” e escute a história dele, você vai perceber o quanto ainda estamos longe de sermos uma sociedade evoluída e educada para respeitar e cuidar dos nossos idosos como eles merecem.

04 jun

0 Comments

Consultório de enfermagem? Que novidade é essa

Essa modalidade de atendimento, já prevista e autorizada em legislações anteriores, foi regulamentada pela Resolução Cofen 568/2018, no dia 9 de fevereiro de 2018. (Foto: Bokskapet / Pixabay)

Em nossa cultura estamos acostumados a ver o enfermeiro trabalhando em postos de saúde ou em hospitais, fazendo atendimento básicos ou de urgência.

Diante dessa cultura o consultório de enfermagem pode trazer uma confusão de como vai funcionar, mas explicando essa “novidade” os consultórios de enfermagem vêm crescendo em todo o país devido à grande necessidade da população de atendimento à saúde.

Hoje encontramos hospitais superlotados e isso acaba gerando demora no atendimento, as unidades de saúde são poucos profissionais para muitas pessoas precisando de atendimento.

Então ter um consultório de enfermagem na sua cidade se torna uma alternativa para ter os cuidados com a sua saúde. O enfermeiro é um profissional de nível superior, tem sua formação em 5 anos de estudo e ainda tem um conselho que fiscaliza e regulamenta as suas atividades enquanto profissional.

No consultório de enfermagem o enfermeiro pode fazer curativos, aplicação de medicações com receita médica, verificação de pressão arterial, glicemia, retirada de pontos, pré-natal e consulta no domicílio.

Todos esses serviços são realizados de forma regulamentada e legal, proporcionando ao paciente que procura a segurança de estar sendo atendido por um profissional qualificado.