14 set

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Aprenda como ajudar alguém em risco de suicídio

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Campanha SETEMBRO AMARELO existe no Brasil desde 2015, mas o que deu origem a esse movimento mundial foi à morte de um jovem americano na década de 90.

Em setembro de 1994, nos Estados Unidos, o jovem de 17 anos Mike Emme cometeu suicídio. Ele tinha um Mustang 68 amarelo e, no dia do seu velório, seus pais e amigos decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais como o jovem EMME.

A ideia acabou impulsionou um movimento de prevenção ao suicídio e até hoje o símbolo da campanha é uma fita amarela.

Inspirado no caso Emme, o “Setembro Amarelo” foi adotado em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em algum lugar do planeta. Ou seja, em um ano, aproximadamente (um milhão) de pessoas perdem sua vida dessa maneira. Dados levantados pela instituição em 2016 também apontam que suicídio está entre as três principais causas de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. 

Diante desse cenário, fica clara a necessidade de dar mais atenção ao tema, com campanhas de conscientização e debates que possibilitem a quebra do tabu sobre o problema. E é essa a proposta do Setembro Amarelo. 

Importância da campanha

Além de trazer esclarecimentos importantes, as campanhas disponibilizam informações e opções de tratamento para o público, visando a reduzir o medo e o preconceito das pessoas acerca desse problema de saúde publica, assim como orientar os que sofrem a buscar ajuda profissional. 

O fato de muitos acharem que o suicídio é algo distante e que afeta poucas pessoas – o que a OMS mostra não ser verdadeiro –, também prejudica discussões mais aprofundadas que seriam benéficas para quem precisa.

Infelizmente ainda é pouca a atenção dadas a esse problema, por isso muitas pessoas ainda se sentem sozinhas diante de universo doentio.

MITOS e VERDADES SOBRE O SUICÍDIO

1. Pessoas que ficam ameaçando suicídio não se matam, só quer chamar atenção. ERRADO

A maioria das pessoas que se matam deram avisos de sua intenção, frases e postagens em redes sociais é uma forma de pedir socorro.

2. Quem comete suicídio, tem falta de Deus. ERRADO

Pensar em suicídio na maioria das vezes é parte de sintomas de doença mental, então tirar a própria vida é um momento de conflito e sofrimento, e algumas pessoas ligadas a religiões também cometem suicídio.

3. Suicídios ocorrem sem avisos. ERRADO

Suicidas frequentemente demonstram sintomas e comportamentos de que não estão gostando de viver. Deixam de fazer o que gostam, desprezam objetos de estimação e etc.

4. Melhora após a crise significa que o risco de suicídio acabou. ERRADO

Muitos suicídios ocorrem num período de melhora, quando a pessoa tem a energia e a vontade de transformar pensamentos desesperados em ação autodestrutiva. A melhor alternativa é ser acompanhado por um profissional da saúde isso irá reduzir a possibilidade de outra tentativa.

5. Nem todos os suicídios podem ser prevenidos. VERDADE

A maioria é possível prevenir, 90% dos casos podem ser evitados quando recebem ajuda.

6. Uma vez suicida sempre suicida. ERRADO

Pensamentos suicidas podem retornar, mas eles não são permanentes e em algumas pessoas eles podem nunca mais retornar.

7. Falar sobre suicídio estimula as pessoas a se matarem. ERRADO

Quanto mais se fala sobre o assunto mais a prevenção é eficiente, desde que a pessoa que converse com o suicida saiba direciona-la com intervenções certas, isso facilita para que os que pensam em cometer suicídio entendam o porquê se sente assim e busquem aceitem ajuda, e para os que nunca pensaram se tornarão mais preparados para ajudar os que precisam.

8. Quem se suicida está em conflito mental e só vê a morte como única alternativa para resolver seus problemas. CERTO

Quando o indivíduo não encontra saída para seu problema, para sua dor, ele quer acabar com esse sofrimento e só enxerga a morte como alternativa. Conversar, acolher, ouvir e cuidar é a principal prevenção.

Não julgue a dor do outro, se você não sabe como ajuda-lo, leve-o a um profissional que saiba, essa ação terá 90% de chance de salvar seu amigo ou parente.

O ministério da Saúde (MS), juntamente com a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (AIPS), colaboram com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Mundial para Saúde Mental (FMSM), em ações articuladas que mobilizam cerca de 40 países e realizam eventos de sensibilização para fortalecer a ocasião. 

Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que no mundo por ano mais de UM MILHÃO de pessoas morram por suicídio, sendo contabilizado o maior número entre pessoas com idades entre 15 e 29 anos, com isso, se torna a quarta causa de mortes entre homens e a oitava causa entre mulheres.

A campanha Setembro Amarelo é projetada para desconstruir o preconceito sobre as causas do suicídio. A falta de conhecimento sobre o assunto é o principal obstáculo que dificulta a prevenção. 

Segundo o Ministério da Saúde (MS) 90% dos casos de suicídio estão relacionados com alguma doença mental, então quanto maior o nível de conhecimento sobre a temática, mais fácil de prevenir o problema.

Quando um indivíduo pensa ou tenta suicídio, mas é acolhido e direcionado pelo profissional capacitado, raramente ele volta a tentar, o índice de desistência é de 90% desde que tratado. Ou seja, quando esse indivíduo não é cuidado ele tem uma grande chance de cometer suicídio a qualquer momento. 

Segue algumas dicas de como agir diante de alguém com ideação suicida:

Mantenha-se calmo e receptivo, disposto a ouvir alguém que precisa desabafar;

Não julgue nem critique o que ele disser, pois você não sabe o quanto ele sofre;

Diga que está com ele e vai ajudá-lo.

Estimule o indivíduo a falar sobre como tentou? Há quanto tempo se sente assim? Quem sabe das tentativas? são perguntas que o farão explicar o nível de perigo que ele se encontra;

Mesmo que ele se negue no momento, tente leva-lo a um serviço de saúde mental; 

Não o abandone, não o deixe desistir da vida;

Falar sobre suicídio com quem pensa em tirar a própria vida é melhor maneira de amenizar o sofrimento mental que ele sente, tudo que precisa nesse momento é ser ouvido e valorizado.

06 set

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Bençãos Mil Para o Meu Pai João Soares

Foto: Arquivo Familiar

Neste dia 6 de setembro de 2020, completa 44 anos do desencarne do meu pai João Soares de Campos.

Quero aqui agradecer ao Divino Pai Eterno, pela bondade de me colocar no caminho desta pessoa que foi, para mim, uma das mais especiais que tive o prazer de conviver.

Junto com a minha mãe Dineusa Bezerra Campos, eles foram, sim, as duas almas mais preciosas que cruzaram o meu caminho.

Mesmo após a sua partida para o plano espiritual, não tenho a menor dúvida de que, até hoje, ele zela por nós, através das boas vibrações e orações, estimuladas pelo nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo.

O seu legado foi a honra, a honestidade e a lealdade, junto a todos que conviveram ao seu lado. Cumprindo assim o papel de homem de bem, além de ensinar aos seus familiares o melhor caminho para o bem-estar.

No ano de 2019 lancei o Projeto Canteiro da Cultura, em CD, onde uma das composições foi dedicada a ele.
A música Meu Pai foi interpretada pelo cantor Waldo Santana.

Obrigado meu pai pelos seus benéficos ensinamentos, que hoje nos traz alegria e disposição para continuar cumprindo o meu papel, determinado por Deus, aqui na Terra.

Meu Pai

O sol ainda não raiou
E ele acordou e fez o café.
Sua família ainda dorme,
Enquanto ele cuida
Para que o dia
Seja o melhor.

Refrão
Ah meu pai, ah meu pai!
Que saudades de você.
Onde quer que tu estejas,
Que Deus lhe proteja.
E reze por nós
E seja muito feliz.

Foi o senhor que me inspirou
A cuidar da vida com muito amor.

A construir uma família e
Ser responsável por tudo que faço, sempre com vigor.

29 ago

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Caridade

Foto: Sasin Tipchai / Pixabay

Fazer caridade, muitas vezes, beneficia mais quem doa do que quem recebe, pois esta é a lei do retorno, mesmo doando um pouco, o doador muito se engrandece.

Dar um pão ao irmão que padece, além de abrir nossos corações, nos enriquece, deixando-nos ainda mais perto do Céu, em um caminho mais breve, e assim a nossa alma fica mais leve.

Quanto mais nos doamos, sem se preocupar se o próximo merece, mais nossa alma do bem se abastece e o maior de todos os tesouros, aquele que vem do Pai celestial, nos enaltece.

A caridade vai além do bem material, que, quando bem utilizado, muito nos serve, mas devemos dar valor ao sorriso, ao abraço, ao aperto de mão, pois, feitos com amor, muito se absorve.

Se recolher e fazer uma oração, desejando o bem do nosso irmão, nos faz com que Deus, nosso Pai, com mais amor nos conserve, e com o coração de anjo nos preserve.

26 ago

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A relativização da vida ante a gravidez precedida de estupro

Foto: Nikos Apelaths / Pixabay

Recentemente os noticiários têm divulgado o fatídico episódio da menina de 10 anos de idade que foi estuprada pelo próprio tio e, como consequência, sobreveio a gravidez. A criança alegou que os abusos tiveram início quando ela ainda possuía 6 anos de idade e que, desde então, sofria ameaças do criminoso.

Em decisão bastante polêmica, a Justiça do Estado do Espírito Santo permitiu a interrupção da gravidez baseando-se em uma Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento. O documento, editado pelo Ministério da Saúde, assegura que gestações mais avançadas podem ser interrompidas do ponto de vista jurídico. Conforme a decisão do julgador, o texto legal se referiu ao aborto acima de 20-22 semanas nos casos de gravidez decorrente de estupro, risco de vida à mulher e anencefalia fetal.

Em compasso com a norma, o Código Penal Brasileiro (art. 128, II) disciplina a possibilidade do aborto humanitário quando a gravidez é precedida de estupro e desde que o procedimento seja consentido pela gestante ou, conforme o presente caso, pela sua representante legal.

Apesar de previsto na legislação pátria, a permissão pelo Poder Judiciário para a efetivação do aborto na criança, provocou grande comoção social. Manifestações favoráveis e contrarias à citada prática reascendeu o debate jurídico e religioso acerca da possibilidade do aborto, que por sua natureza, ainda está longe de ser pacificado, mas que necessita de amplo debate.

Afinal, obrigar uma “criança” a gerar um filho, mediante todo esse contexto trágico, seria digno à vida da mesma?

É certo que vivemos em um país democrático de direito que tem por base legal os termos da Constituição Federal. Na Carta Cidadã, o direito basilar fundamental tido como prioridade é sempre o direito a vida do ser humano. A Carta Magna defende a inviolabilidade do direito à vida, bem como estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança o direito à vida, à dignidade, dentre outros.

Pois bem, da simples leitura emanada das citadas normas constitucionais, resta patente que o direito à vida tem prevalência sobre todos os outros direitos, no entanto, não está revestido de caráter absoluto.

Diferente das leis dos homens, o Quinto Mandamento da Lei de Deus, traz em seu bojo, a vida como um direito absoluto, vedando toda e qualquer prática destinada ao aborto, crime este que leva consigo a pena de excomunhão, “porque o ser humano, desde a sua concepção, deve ser, em modo absoluto, respeitado e protegido totalmente.”.

Vejam, ambas as “legislações” visam proteger a vida, seja de maneira a relativizá-la, conforme possibilita a lei dos homens, seja em sentido absoluto e desde a sua concepção, conforme reza a Lei Divina.

Feitas tais digressões, nos reportemos novamente ao caso concreto da criança de 10 anos, vítima de estupro.

Após tempos de submissão às práticas de violência sexual e ameaças, sobrevindo desta um nascituro em seu ventre, a menor, que não dispôs de vontade própria devido sua condição vulnerável, necessitou da intervenção familiar para pleitear a interrupção da gestação junto a justiça.

Como visto, as Leis – Civis e a Divina – são dissonantes em suas imposições e trazem consigo sentidos opostos no que se refere à prática abortiva. Consoante o caso em análise, tem-se que o nascituro foi concebido mediante severa violência sem, no entanto, dispor de dignidade humana, desde sua concepção. Desse modo, falar em vida absoluta para esse nascituro, seria ferir a dignidade de vida da própria menor de apenas 10 anos e impor a esta uma violência ad eternum.

23 ago

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SEXUALIDADE: Um assunto para todas as idades

Foto: emmaws4s / Pixabay

Quando falamos em sexualidade, esbarramos é um TABU cultural onde a maioria das pessoas tem um conceito errado sobre essa característica instintiva humana. 

Muitas pessoas pensam que falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes, irá incentivá-los a entrar na prostituição.

Muitas pessoas pensam que falar sobre drogas com crianças e adolescentes, irá incentivá-los a entrar na marginalidade.

Muitas pessoas pensam que falar sobre suicídio com crianças e adolescentes, irá incentivá-los a tirar a própria vida.

Conversar e prevenir é melhor do que tentar consertar erros cometidos por falta de conhecimento e orientação.

É preciso compreender que existir diferença entre: Sexualidade e Sexo. 

SEXUALIDADE: é uma energia que motiva o individuo a buscar uma satisfação íntima. Nem sempre essa busca é com SEXO. Existem várias formas de sentir prazer nas relações sociais e que configuram a sexualidade, energia essa que nos acompanha desde o nascimento até a morte, em cada momento da vida ela se apresenta de modo diferente. A OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece que a sexualidade é uma energia instintiva de origem biológica do ser humano, ou seja, todo ser tem sua condição particular de viver e saciar suas próprias necessidades.

SEXO: é uma prática comportamental que motiva parte da manutenção da sexualidade, e se contextualiza de acordo com cada cultura. O ato sexual é a ação que configuram relações reprodutivas e vínculos afetivos e sociais. 

O ideal é que os seres humanos só se relacionem sexualmente a partir do momento em que o organismo alcance maturidade hormonal, estando assim em condições de reprodução. Esse prazo nem sempre é igual, cada organismo tem um tempo particular de chegar a essa condição plena de funcionalidade.

Mas como orientar as crianças com o conteúdo compatível para sua idade?

Como direcionar os adolescentes na administração das mudanças corporais e hormonais?

Essas não são as únicas perguntas que atormentam os pais e as mães, eles hoje estão nessa posição, mas já foram filhos também e na época não tiveram oportunidade de vivenciar algo diferente sobre o assunto sexualidade.

Então como não sabem realmente o que é sexualidade, também tem dificuldades de responder perguntas sobre sexualidade dos filhos crianças e dos adolescentes.

Como direcionar os filhos com confiança para que eles se desenvolvam em cada etapa de suas vidas de forma saudável?

Pergunta difícil não é?

Pois bem, é comum ouvirmos adultos sem conhecimento e com preconceituosos expressarem que crianças e idosos não tem sexualidade. Isso é um erro, em todas as idades estão ativas as características e condições inerentes à sexualidade.

As crianças têm seu modo e seu tempo de conhecer seu corpo, e compreender as diferenças físicas entre meninos e meninas, isso é sexualidade. É comum identificarmos pais e mães que se sentem confusos ao ser questionado sobre sexualidade com perguntas simples pelos filhos ainda crianças.

Exemplo: Mamãe como eu sai da sua barriga? Como eu nasci? Como você ficou gravida?

Muitos já passaram essa “saia justa”. Pais e mães, quando isso acontecer com vocês, respondam de modo objetivo e simples, pois se vocês não forem convincentes ou não responderem, essas crianças vão pesquisar na internet, e infelizmente lá eles encontrarão conteúdos impróprios para a idade deles, e possivelmente nunca mais eles te perguntem nada sobre o assunto, e sempre vão buscar essas respostas na internet. Lá o conteúdo confunde até os adultos, imaginem a elas que são crianças.

Só que na maioria dos casos crianças principalmente do sexo feminino são muito punidas e traumatizadas diante desse tema. Esses pais não admitem que elas crescem e na maioria das vezes irão descobrir a verdade de forma vulgarizada ou erotizada.  

Adolescentes buscam experimentar como esse (corpo) aparelho biológico funciona, muitas vezes através da masturbação, que é comum na puberdade entre garotos e garotas. 

Não adianta você pai ou mãe dizer que é pecado, ou dá qualquer outra forma de desculpa ou punição. É nesse período da vida que surgem muitas dúvidas e que os pais na maioria das vezes não sabem orientar seus filhos, e na ausência desse direcionamento eles buscam respostas em pessoas que também não sabem abordar o assunto, assim como na internet, e devido a isso, muitos iniciam uma vida sexual de forma errada, arriscada e irresponsável. 

O ideal é que os pais construam uma relação de confiança com seus filhos, e assim esse quando adolescente será mais bem direcionado, pois quando tiver dúvidas ele vai buscar resposta nessa pessoa de confiança.

Adultos que apresentam alguma disfunção sexual seja ele hétero ou homossexual, possivelmente foi uma criança mal orientada e um adolescente em conflito com seu próprio corpo. Ou talvez vítima de algum tipo de abuso sexual. 

Lamentavelmente o índice de violência sexual contra crianças e adolescentes é alto na nossa cultura, o fato da criança não ser orientada adequadamente sobre sexualidade, é um fator faz essas crianças serem mais vulneráveis aos abusadores.

Senhores pais e mães compreendam que vocês nunca conseguirão impedir a evolução dos seus filhos, o contexto da sexualidade é apenas um dos elementos que compõe a multiplicidade funcional dele enquanto ser humano. Então é melhor adaptar-se e orientar com carinho e respeito do que perder o controle vê-los mal sucedidos na vida sexual e social.

Falar sobre o assunto com os filhos não irá incentiva-lo a entrar na prostituição, pelo contrário esses ensinamentos devem ser a porta de entrada para melhor visão sobre os perigos a serem enfrentados na vida de adultos.

09 ago

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Perfeito Somente o Pai Celestial

Foto: Free-Photos / Pixabay

O maior presente que um filho pode dar a um pai é o respeito, em forma de amor, ainda que ele não o enxergue, em seu genitor, como o seu maior benfeitor.

Pela dádiva de Deus, autor da vida, eles se juntaram – pai e filho – para uma família compor, e assim possam, cada um com sua tarefa, ter o seu esplendor, ainda que obstáculos tentem, a família, decompor.

Existem o pai liberal e o pai conservador, mas os dois, mesmo com diferentes formas de lidar com seu filho, sempre, o seu gerador na Terra, será dele o mentor.

Ainda que haja decepções, nunca um filho deve guardar de seu pai um rancor, assim com um pai só deve proporcionar ao seu filho momentos de esplendor.

Quando um malfeitor atinge um filho amado e cria problemas em seu desfavor, o seu pai, sendo um exímio cuidador, sente em sua alma uma enorme dor.

Um amoroso pai, que se põe como um incansável protetor, assim como o cuidadoso pastor, jamais abandona seu filho, ainda que ele se desvie e se torne, para sua família, um opressor.

Acima de tudo, o que deve reinar, entre pais e filhos, para ser gerado um lar promissor, é o que o Pai Celestial nos concedeu como maior valor e exemplo de união, o amor.

03 ago

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Pedido de Auxílio Doença durante período de pandemia

Foto: Pedro França / Agência Senado

Recentemente o INSS publicou portaria em que prorroga a abertura das agências para o dia 24 de agosto de 2020.

Desde a suspensão dos serviços presenciais devido à pandemia do Covid-19, o INSS tem possibilitado ao segurado que esteja incapacitado para o trabalho habitual, requerer o benefício de INCAPACIDADE TEMPORÁRIA (nova nomenclatura do benefício Auxílio Doença) pela internet, através do sítio “Meu INSS”.

O referido procedimento tem permitido que o segurado não seja submetido a perícia médica presencial pelo INSS, mas para isso, deve atender a requisitos mínimos exigidos para a concessão da benesse.

Durante o período de quarentena, o órgão tem antecipado 3(três) parcelas mensais do benéfico no valor de um salário mínimo, a partir da simples análise do atestado médico e exames que comprovem a incapacidade. O documento pode ser fotografado ou digitalizado e anexado no sistema Meu INSS e deve atender as seguintes recomendações:

⁃ Constar assinatura do médico, com o seu respectivo número do CRM (conselho Regional de Medicina);

⁃ Descrever a doença com o CID (classificação internacional da doença);

⁃ Conter o tempo de afastamento, com a data de início e possível fim da incapacidade.

As referidas informações são imprescindíveis para a concessão do benefício por incapacidade. Caso o atestado médico não tenha alguma das informações elencadas acima o pedido poderá ser indeferido.

Se acaso a resposta seja o indeferimento administrativo do benefício, e tenha como motivo o não cumprimento dos requisitos essenciais atinentes ao atestado médico, o segurado deverá se submeter a nova perícia médica, devendo ser realizada no formato presencial, no entanto, está só será realizada após retomados os atendimentos médicos periciais administrativas.

Se sobrevier o deferimento do pedido, o INSS pagará o benefício no valor de R$ 1.045,00, durante período de 3 meses.

Procedimento diferente deve ser realizado se o segurado recebe rendimentos superiores ao salário mínimo e sobrevenha para este a incapacidade.

Nesse caso, após realizado requerimento administrativo pela chamada perícia indireta e, em sendo constatada a incapacidade para o trabalho, a previdência social deverá antecipar o valor também correspondente ao salário mínimo, enquanto persistir a incapacidade. No entanto, por se tratar de segurado cujo valores sejam acima do salário mínimo, este deverá agendar nova perícia médica, que deverá ser realizada no formato presencial, apenas quando as atividades administrativas voltarem à normalidade. Sendo constatado o período de incapacidade desse beneficiário na perícia presencial, o INSS deverá pagar a complementação dos valores referentes ao período de afastamento do trabalho.

Apesar da pandemia ter causado transtornos de ordens diversas a toda sociedade, tendo limitado inclusive a prestação de alguns serviços, como é o caso da análise dos benefícios previdenciários, ainda assim, os segurados dispõem da plataforma não presencial “Meu INSS” para requerer benefícios e obter informações pessoais.

Não obstante seja dada essa possibilidade ao segurado, a complexidade do ato requer do mesmo atenção e conhecimento básico para uma possível resposta positiva de sua pretensão. Em parceria com a Previdência Social, os escritórios de advocacia possuem legitimidade para realização dos requerimentos administrativos, sem a necessidade do atendimento presencial, apenas para os serviços que assim permitam.

Procure um advogado especialista na área previdenciária que seja de sua confiança e saiba mais detalhes.

25 jul

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Seresteiro Extasiante 

(Foto: Iniciantes do Violão)

É noite de lua cheia e o céu esbanja o brilho de suas estrelas grandiosamente deslumbrantes, que iluminam a todos de forma fascinante, enquanto o seresteiro para em frente ao sobrado e, por um instante, olha para o alto de forma elegante, a fim de enxergar sua joia rara e cativante. 

Com a alma excitante, sua amada, brilhante, tanto quanto um precioso diamante, da janela, com um olhar impactante, coração vigoroso e pulsante, espera o seu príncipe encantado cantar e tocar o seu violão afinado e empolgante, e mostrar toda a sua sedução exuberante. 

Nas primeiras notas harmônicas e confortantes, dá para perceber na dama o seu belo semblante, encantada com o fascínio do seu dileto, um homem que lhe demonstra ser um baú de afeição galante, além de prover confiança incessante em sua alma excitante. 

Ao ouvir suas canções prediletas e marcantes, a encantadora e vibrante namorada acena para o seu seresteiro apaixonado e elegante, demonstrando que as melodias deixam seu corpo em estado exultante e sua áurea refletindo bons fluídos de forma abundante.

Por sua vez, o postulante a eterno companheiro, toca despreocupado e confiante, esperando apenas que a sua futura esposa sinta a sua energia pujante e cheia de amor empolgante, que momentos como aquele, sejam sempre, para os dois corações, uma forma criadora e estimulante,

É chegada a hora da despedida, e o seresteiro fascinante dedilha suas últimas notas de forma significante, com o único propósito de deixar a alma da sua amada ainda mais confiante, semelhante a um anjo de sorriso abundante, refletindo ao céu sua luz revigorante.

Após colocar o seu encantador violão nas costas, o apaixonante seresteiro esboça um sorriso e um olhar irradiante, ao tempo em que retira do seu paletó, de forma galante, uma bela e perfumada rosa, onde oferece, em forma de brinde, a sua inesquecível bem-amada, que se despede com um maravilhoso e dócil semblante.

25 jul

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Observações de Isolamento (Parte II) – Da reflexão ao agradecimento

Foto: Gerd Altmann / Pixabay

Na lembrança de alguns
Ainda deve está fresca a memória,
Da luta que foi cravada
Com suor e sangue
Em nossa história.

Nem tem muito tempo assim
Que se rezava pra ter saúde,
E se saúde não tivesse
Se orava ao nosso “padin”,
O padre Cícero era o médico
De cada milagre que não tinha mais fim.

O programa que hoje está salvando
Não existia nem em sonho.
Adoecer era coisa de rico,
E o pobre que adoecesse
Apelasse pra benzedeira
Seja espinhela caída, cobreiro ou quebranto.

Quando o direito à saúde chegou
A felicidade foi sem tamanho,
A mortalidade infantil despencou,
E se começou a prosperar
A novidade de poder viver
Muito mais que cinquenta anos.

A empregada ganhou pré natal,
A professora regulou a pressão,
E o agricultor, com dor a tanto tempo
Pôde se tratar do cansaço
Que ele achava que a qualquer momento
Ia matá-lo do coração.

Agora imaginem só,
Teve um tempo desse
Um tempinho ali, bem pertinho
Que queriam desmantelar
Esse direito à saúde
Que é de nós tudinho…

Queriam voltar a ditar
Quem ia na sala do doutor,
E a gente que começasse a rezar
Pedir saúde a nosso Senhor,
Porque dinheiro não ia sobrar
Pra o luxo de sentir dor.

Já pensou que confusão?
O vírus chegou de mansinho
E já pegou pra mais de milhão,
Imagina se não tivesse
Acesso a saúde pra toda população?

E o malvado do COVID num escolhe não,
Pode ser pobre, rico, jogador ou jardineiro,
E quando o bicho chega
Não tem curandeira que obre milagre não…

Mas eu soube que lá no posto
E também no hospital
Tem super-homem de capa branca,
E mulher maravilha de capote
Que tem feito cada milagre sem igual.

Tem também o pessoal,
Que faz todo o sistema funcionar,
Serviços gerais, técnicos e administrativos,
Que estão a todo momento
Botando o vírus pra chispar.

Trocaram a própria segurança
Do seio familiar,
Pra cuidar de todo mundo
Que houvesse de precisar.
O que seria de nós agora
Sem esses heróis pra nos ajudar?

Vou encerrando o meu verso
Deixando o meu: Muito obrigada!
Pra todos os profissionais
Que abriram mão da vida
Pra nos dar um tantinho de vida a mais.

24 jul

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Perdas que geram desequilíbrio emocional

Foto: Ulrike Mai / Pixabay

Quando falamos em perdas, naturalmente nós seres humanos rejeitamos o termo e nos assustamos com a possibilidade de perder algo ou alguém.

A cada prejuízo, o ser humano recebe um impacto emocional. A intensidade com isso acontece, depende diretamente do quanto esse individuo está organizado emocionalmente naquela ocasião, e de como ele se posiciona diante de cada dificuldade.

É comum identificarmos pessoas, que quando perdem algo ou alguém muito importante, ficam confusas quanto ao sentido da vida, e se desorganizam psicologicamente. 

Esses acontecimentos são consequência da fragilidade emocional, e do modo como cada indivíduo lida com seus percas. Esse posicionamento está diretamente ligado com a resiliência desenvolvida por essa pessoa ao longo das frustrações da vida.

Mas a final. Por que algumas pessoas não se acostumam com ordem natural do universo, que envolvem diariamente decisões, escolha, vitórias e derrotas?

Por que somos resistentes a aprender que muitas das coisas que perdemos não dependem da nossa vontade?

A evolução natural do mundo nos permite sempre conquistar algo ao mesmo tempo em que precisamos abrir mão de outras.

A exemplo desse atual momento delicado, que o planeta passa no contexto da saúde humana.

Quando um alguém escolher ficar em casa, ele abre mão da sua liberdade para ter saúde.

Quando outro alguém decide não cumprir as regras do distanciamento social, ele ganha a liberdade, mas correr o risco de perder a saúde e/ou a vida. 

Então caro leitor. A cada perda vivenciada nosso corpo experimenta doses de desconforto e sofrimento emocional. Cabe então a cada um de nós, agir com inteligência emocional diante de cada escolha, uma vez que, se faz necessário desenvolver habilidade de sobrevivência, sabendo que ganhamos e perdemos o tempo todo. 

É importante ter consciência de que, nem toda perda está relacionada com a morte. Muito embora esse contexto da finitude da vida seja a perda mais dolorosa, e é em torno dela que gira os maiores desconfortos, e os mais intensos sofrimentos emocionais. 

Desde que o COVID-19 começou se alastrar no planeta, o elemento morte ficou muito mais evidente e sempre vem ganhando destaque por todos os lugares. É comum que esses eventos tornem as pessoas mais impactadas emocionalmente.

É bem verdade que durante a quarentena ganhamos companhias de alguns que eram ausentes, assim como perdemos as companhias de alguns que eram presentes.  

Em outras épocas muitas vidas iniciavam e findavam todos os dias nos mais variados lugares ao redor do mundo, só que esses acontecimentos não eram noticiados de modo detalhado como estão agora. 

Todas essas perdas geram desequilíbrio emocional, pensamentos disfuncionais, e adoecimento psicológico, não tem como naturalizar esses acontecimentos, nós não conseguimos vivenciar isso tudo e não nos sensibilizarmos, a somatização é automática, principalmente para aqueles que acompanham diariamente a evolução desse fenômeno. 

É importante sempre ficar atento ao seu próprio nível de preocupação e sofrimento, caso você esteja tendo prejuízos com seus compromissos e atividades, é recomendável procurar ajuda de profissional de Psicologia, para reestabelecer essa condição emocional. Caso exista esse tipo de incomodo e não seja reorganizado, você tem uma grande possibilidade de desenvolver uma doença emocional. 

Atualmente muitas pessoas estão desencadeando crises de ansiedade, devido ao grande nível de somatização das perdas no período de isolamento social.

Na verdade o que faz você adoecer é a maneira com que você pensa e encara os fatos e as perdas. Quando o indivíduo vivencia uma psicoterapia ele desenvolver habilidade emocionais através do autoconhecimento, aprendendo estratégias de administrar seus pensamentos e emoções.