29 mar

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Covid-19: Vamos aprender com o maior infectologista do universo

Foto: Gerd Altmann / Pixabay

Estamos vivendo dias apocalípticos. A história é um espelho retrovisor que permite olharmos para trás sem tirar o foco do que está em nossa frente. Com ela aprendemos, planejamos, acertamos ou erramos.

Se olharmos para a história veremos que as pandemias são cíclicas. A gripe espanhola de 1918 foi incomumente mortal. De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, 500 milhões de pessoas foram infectadas.

Quase ¼ da população mundial morreu, um número entre 50 a 100 milhões de pessoas. Foi uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. A gripe espanhola foi uma das primeiras pandemias causadas pelo influenza, vírus H1N1, a segunda ocorreu em 2009.

A maioria dos surtos virais mata desproporcionalmente os mais velhos do que os mais jovens, porém inesperadamente a taxa de mortalidade foi demasiadamente alta entre os adultos jovens.

Algumas análises mostraram que uma tempestade desencadeou citocinas que atacam o sistema imunológico e tornou o vírus potencialmente mortal, juntando aí fatores de desnutrição, falta de higiene, acampamentos médicos e hospitais superlotados promoveram uma superinfecção resultando em uma alta taxa de mortalidade.

A história se repete por um dos microrganismos mais inferiores da escala dos patogênicos, pois fungos, bactérias estão na frente no grau de patogenicidade em relação às síndrome virais.

Apesar de todos esse histórico e dados científicos, ainda há pessoas e autoridades públicas que não entenderam a gravidade da situação. A descrença na ciência é tão grande, que há quem veja um movimento a favor do vírus. Teorias conspiratórias e narrativas políticas também atrapalham a conscientização da população.

Particularmente prefiro ficar com as recomendações do maior infectologista do universo, que deixou a prescrição pronta em Isaías, Capítulo 26, versículo 20. “Vem povo meu, entra em suas casas, fecha a sua porta até que passe a praga. Vai passar! Passa o céu, passa a terra, mas a minha Palavra não passará”.

A verdade é que Deus tem seus mecanismos cíclicos, que não são punitivos, mas sim educativos. Agora não é hora de ideologismo, mas sim de aprendermos com a história. É hora de ficar em casa, pois assim Deus nos ensinou, nos momentos de pestilência, quando esta chega à humanidade.

29 mar

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Pandemia e Tranquilidade: sim é possível!

Foto: Orna Wachman / Pixabay

Como manter a tranquilidade diante da pandemia? Como não entrar em desespero, quando de modo contínuo somos bombardeados de notícias pelas redes sociais? Como saber se as notícias são realmente verdadeiras? Como não se sensibilizar com a dor do outro?

Como não lamentar milhares de mortes? Como não sofrer pelas contas atrasadas?  Como não se estressar sem sair de casa? Como não se preocupar, pois enquanto estamos em casa milhares de pessoas correm para que não falte alimento, remédios, segurança e saúde?

Como manter-se de quarentena e lembrar-se da pandemia, diante de uma enchente que deixa sua família desabrigada? Pergunto isso porque em minha cidade Santana do Ipanema-AL, na última quarta-feira (25) houve uma forte chuva onde um riacho transbordou deixando mais de 200 famílias desabrigadas. 

O planeta está passando por um momento difícil, o COVID 19 vem impactando todos os cenários científicos, sociais econômicos. Em alguns países são milhares de pessoas infectadas e mortas. Esse fenômeno nunca visto antes está assustando todas as classes sociais e todas as nacionalidades. 

São tantos questionamentos feitos, e a maioria deles não tem resposta pronta. São tantos desencontros que nos confundem. São tantos desequilíbrios que nos afligem. São tantas coisas que não se encaixam. São tantas vidas encerradas. São tantas perdas irreparáveis. São tantas explorações e oportunismos. São também oportunidades de prevenção. São todas coisas humanas. E por que não aceitamos? E por que não compreendemos? E por que não sabemos lidar com tudo isso? São tantos porquês.

De modo natural nós seres humanos não somos treinados para perder. Ao longo da nossa vida somos sempre impulsionados para ganhar. Assim como também não somos preparados para lidar com nossas emoções e pensamentos disfuncionais, e a ausência dessas habilidades faz de nós seres humanos criaturas frágeis e vulneráveis ao adoecimento psicológico. 

Você já se deu conta do quanto pensa rápido? Do quanto é potente as suas emoções? E o quanto você já agiu errado por nunca ter pensado sobre como você funciona emocionalmente? 

É comum perceber nesse momento, que a maioria das vezes agimos no automático. Tomando por base a tríade Cognitiva Comportamental: pensamento, emoção e comportamento. Quanto maior a intensidade do pensamento, maior é o incômodo da emoção e mais desinteligente é o resultado do comportamento.

De modo prático na quarentena, como você passa o dia inteiro menos ocupado, quanto mais você ficar absorvendo a quantidade de mensagens e alarmes falsos que chega às redes sociais, mais tenso, ansioso e preocupado você se torna. Assista apenas uma vez por dia o noticiário para manter-se atualizado. Não dê audiência às coisas repetidas.

Outra estratégia para evitar o pânico e a ansiedade extrema são técnicas de respiração e meditação, isso te ajuda a manter o equilíbrio emocional.

Se ocupe lendo, fazendo curso on-line gratuitamente, jogue algo com seus familiares, mantenha um ritmo de horários, afinal é extraordinária a oportunidade de prevenção que nós estamos tendo, pense que muitas pessoas morreram por não terem se prevenidos, não precisa ser extrema a preocupação, cumpra os requisitos de prevenção.

Independente da sua opinião sobre isolamento total ou sair pra trabalhar, sejam disciplinados para evitar a transmissão do vírus para as pessoas dos grupos de riscos: “idosos e pessoas com doenças crônicas e debilitantes”.

Caso você ainda tenha dificuldade psicológica após realizar essas atividades, técnicas e ferramentas de estabilidade emocional foi criada uma força tarefa onde um grupo de psicólogos está fazendo escuta psicológica on-line (atendimento virtual gratuito durante a pandemia). Basta entrar em contato pelo número 82 99625-2663 e você será direcionado para um profissional de acordo com seu horário disponível, os atendimentos estão sendo feitos manhã, tarde e noite.

O problema é difícil, mas se for encarado de maneira inteligente será resolvido, no desespero não se resolve nada, pelo contrário só piora a situação. Vamos superar a pandemia de forma consciente.

24 mar

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Em tempos de pandemia é preciso cuidar de quem cuida de nós

Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam. (Foto: aangq26 / Pixabay)

Estamos vivendo um momento delicado frente a pandemia do covid-19. A mídia a todo momento lança um turbilhão de informações referentes ao número de casos no nosso país e no mundo, alertando-nos sobre a extrema necessidade de nos resguardarmos em casa – o conhecido “isolamento social” ou “quarentena” – com a finalidade de diminuir o número de pessoas infectadas por esse novo vírus que vem causando bastante pânico e a necessidade de mudanças radicais em nossa sociedade.

O que infelizmente não vejo sendo noticiado, e nem sendo ponto de preocupação da população é a saúde dos profissionais que estão na linha de frente de combate a essa epidemia. Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam.

É fato que em todo país, devido a proporção e poder de contaminação da doença, os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’S) começaram a faltar para a população. Mas se a comunidade está com essa dificuldade, imagine para os profissionais que estão lidando de forma direta com os milhares de casos suspeitos?

Temos que ter em mente que os profissionais são os que mais estão sendo expostos ao risco de contágio e adoecimento. A enfermagem é a categoria com o maior número de profissionais expostos e a única que está ao lado do paciente durante as 24 horas do dia, durante todos os dias dentro dos serviços de saúde, mais precisamente das unidades hospitalares.

Ao término do seu horário de trabalho, esses profissionais retornarão para suas casas e facilmente poderão tornar-se vetores do vírus. É necessário que a população tenha essa consciência, pois, já estão faltando sim, máscaras, luvas, óculos, aventais descartáveis nos serviços de saúde, o que coloca não somente o profissional em risco, mas toda a sociedade.

Já foi noticiado um caso de um enfermeiro que está internado em uma UTI em Maringá/PR, enfermeiros no Rio de Janeiro que não estão recebendo os equipamentos básicos para trabalhar e até mesmo profissionais trabalhando totalmente expostos. O que isso pode gerar? Uma paralisação nos serviços de saúde, visto que os conselhos e os exercícios profissionais resguardam e dão total direito ao profissional de negar atendimento desde que o mesmo não esteja devidamente protegido.

Precisamos que a população faça seu papel de fiscalizar e cobrar que essas normativas sejam cumpridas para resguardar a saúde dos profissionais que estão incansavelmente trabalhando, deixando suas famílias, se privando do convívio com seus familiares por reconhecerem o risco e o potencial de contaminação que eles tem ao retornarem para suas casas para permitir que a maior parte da população possa passar por essa fase em suas casas com o mínimo de risco possível.

Vamos, neste momento, não apenas compartilhar notícias a todo momento, e nem somente fazer campanhas simbólicas aos profissionais, a melhor forma de mostrar sua gratidão e preocupação com eles é exercendo seu papel de cidadão e cobrando do nosso governo que disponibilizem condições salubres de trabalho e denuncie práticas abusivas.

Vamos exercitar a empatia e solidariedade responsável.

21 mar

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O dia em que a terra parou!

Foto: Divulgação

Lançada em 1977, composta por Raul Seixas e Cláudio Roberto, a música “o dia em que a terra parou” parece ter profetizado o atual momento. 

Como é sabido, a pandemia que se alastra pelo mundo também afeta o Brasil. O Covid-19, mais conhecida por Coronavírus, tem alcançado a cada dia números alarmantes de infectados pela doença. 

No intuito de conter a epidemia, os poderes constituídos do nosso país, tem editado normas no sentido de enfrentamento a este grave problema social. As referidas medidas tem provocado o esvaziamento das ruas e consequentemente reafirmado a “profecia” cantada por Raul Seixas: o dia em que a terra parou. 

Como se ver, alguns trechos da música coincidem exatamente com o momento vivido, senão vejamos: 

“O empregado não saiu para o trabalho pois sabia que o patrão também não estava lá…” 

O Governo Federal editou várias medidas de enfrentamento à epidemia. Dentre elas o Ministério da Economia, através da Instrução Normativa 21, determinou mudanças em viagens internacionais e nacionais de servidores, orienta a distribuição física no caso de trabalho presencial e estabelece normas para a adoção de trabalho remoto, regimes de jornada e flexibilização de horários.

Seguindo as orientações do Governo Federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), resolveu suspender todo tipo de atendimento até o dia 30/03/2020. Quem necessitar dos serviços deste órgão deverá acessar a plataforma do “Meu INSS”.

Não diferente, o Governo alagoano publicou decreto em que declara situação de emergência em todo o estado. Nele, estabelece à interrupção dos serviços não essenciais como bares, restaurantes, shoppings centers, igrejas e cinemas. O prazo para validade do decreto é de 10 dias.

“O aluno não saiu para estudar pois sabia que o professor também não estava lá…” 

O Ministério da Educação (MEC) autorizou a substituição por 30 dias, prorrogáveis, de aulas presenciais pela modalidade à distância. A ação tem caráter excepcional e valerá enquanto durar a situação de emergência de saúde pública por conta do coronavírus. 

No mesmo sentido, o governo do estado de Alagoas suspendeu as aulas da rede estadual de ensino, como medida preventiva ao vírus, pelo prazo de 15 dias. Também, anunciou mudanças no funcionamento dos serviços públicos os quais deverão ter atendimento restrito em alguns serviços.

“Nas igrejas nem um sino a badalar, pois sabia que os fiéis também não tava lá… (sic)” 

Com a edição do decreto de emergência pelo estado de Alagoas, a Igreja Evangélica Batista suspendeu os cultos. As celebrações da igreja localizada em Maceió, no bairro do farol, serão transmitidas pela internet.

Já as igrejas Católicas do estado alagoano, através do arquidiocese de Maceió, suspendeu em todo o estado as procissões, encontros com mais de 100 pessoas em locais fechados, recomendou que se comungue nas mão e que as paróquias criem novos horários de missa para evitar aglomerações. 

Apesar da melodia se referir a um “sonho de sonhador… de um maluco…”, a verdade é que a pandemia do coronavírus é realidade em nosso país e que tem causado pânico na população. 

Apesar disso, boa parte da sociedade, ainda não tem o necessário conhecimento ou não acreditam que possa ser acometido pelo vírus e, muitas vezes, desobedecem as determinações. Nesse sentido, uma medida mais coercitiva foi editada em conjunto pelos Ministérios da Justiça e da Saúde. A portaria prevê que os cidadãos brasileiros devem se sujeitar ao cumprimento voluntário de algumas medidas emergenciais previstas em lei, dentre elas, destacam-se o isolamento e a quarentena

Conforme previsão legal, o descumprimento dessas medidas, “acarretará a responsabilização civil, administrativa e penal dos agentes infratores”. O caso poderá ser enquadrado em dois artigos do Código Penal:

Art. 268: crime contra a saúde pública, com pena de detenção de um mês a um ano, e multa. 

Art. 330: crime de desobediência, com pena de detenção de 15 dias a seis meses, e multa.

Veja, o momento é crítico, no entanto não é para desespero. O isolamento social é medida que se impõe e, diferente da melodia de Raul Seixas, aqui não é um sonho, mas precisamos acordar.

20 mar

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O dia que atendi um caso de Covid19


Foto: umisu / Pixabay

Quando comecei a escrever este texto, há uns dias, tinha atendido apenas o primeiro caso suspeito. E desde então, já foram alguns casos suspeitos. No início, ainda se era ofertada testes pela vigilância epidemiológicas para confirmar os casos.

Mas, o foco neste não é discorrer mais sobre a situação que tem se evidenciado no mundo. E sim, avaliar a situação sobre outras perspectivas que notei um elo associando um caso a outro. Sendo a primeira perspectiva, a social: não entrarei em detalhes sobre os casos suspeitos por motivos óbvios. Mas posso relatar algumas coisas. 

Atendi pacientes que apresentavam sinais e sintomas há dias e não tinham buscado atendimento antes por medo de perder o emprego se apresentassem um atestado de 14 dias.

– “Doutora, eu tenho filho pra criar, conta pra pagar!”, falou o paciente entre tosses. 

– “Sim, e você colocou sua própria família em risco!”, a resposta que teve.

Colegas da equipe, médicos e enfermeiras, esbravejam para mim suas indignações com a imprudência desse caso e de outros parecidos. Isso me fez pensar que os pacientes estão errados na atitude, porém, certos no argumento. Porque tudo que é ruim numa sociedade, sempre será pior para o pobre.

Do ponto de vista econômico, os setores estão passando por dificuldades e a previsão é de piora. E isso vai de encontro à perspectiva social. Pois, coloca em jogo o empresário de médio e pequeno porte, que sem vender e sem sua mão obra, corre grave risco de falência. Esses, diferente dos grandes, não receberão subsídios ou medidas de ajuda dos governos. 

A indústria farmacêutica é uma das que se encaixam nesses grandes. Diversos laboratórios estão em regime intenso de serviço e pesquisa em busca da fórmula que pode propor uma cura ou tratamento. A fórmula bilionária.

Fato é que se está evidenciando uma verdadeira pandemia, o prognóstico é de aumento nos números de casos e o mais correto que se pode fazer é seguir as orientações das autoridades como a OMS e Ministério da Saúde.

NOTA EXPLICATIVA: Erickson é natural de Santana do Ipanema, mas atualmente reside e trabalha na cidade de Curitiba, no Paraná.

08 mar

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MULHER: Da busca pela igualdade de gênero ao pedido de “socorro”

Mulheres protestam, em 2016, contra violência doméstica (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

O mês de março é sempre lembrado como “o mês da mulher”, um mês repleto de homenagens. É comum, durante esse período, manifestações de mulheres expondo a sua luta e força em busca da igualdade de gêneros, ou seja, a equidade aos direitos dos homens. No entanto, essa busca pela igualdade de direitos vem sendo substituída pelo pedido de socorro.

Tem sido rotineiro nas mídias sociais noticiários de violência contra a mulher. Feminicídio, violência doméstica, violência sexual, assédios das mais variadas formas, são alguns dos crimes que envolvem o referido gênero.

Recentemente, em pesquisa realizada pelo sítio G1, da Globo.com, Alagoas amarga a maior taxa de feminicídios do país, 2,5 a cada 100 mil mulheres. O levantamento foi feito com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal e faz parte do Monitor da Violência.

A violência contra as mulheres tem se manifestado de variadas formas. Segundo conceito definido pela Convenção de Belém do Pará (1994), há uma amplitude que define violência contra as mulheres, como “qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado”.

Apesar dos números negativos, a força feminina contra a violência vem tomando corpo, com a implementação de manifestações, políticas públicas e legislações mais rigorosas.

Como já é do conhecimento da sociedade, a legislação vem se moldando e se adaptando aos inúmeros casos de violência contra o gênero feminino.

Tema bastante atual e que diz respeito ao presente assunto, o enfrentamento à violência contra a mulher e o empoderamento feminino tem feito coro a favor das mulheres.

Não obstante seja relevante a implementação de programas sociais e políticas públicas, necessário se faz um enfrentamento ainda mais rígido no que se diz respeito a legislação

Recentemente o governo federal lançou campanha no mesmo sentido, a hashtag “vctemvoz”, que busca auxiliar no combate à violência contra a mulher.

Outra forma de prevenção à violência contra a mulher é a “Patrulha Maria da Penha”, esta garante o acompanhamento e atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência, dando proteção, e possibilitando também que ela denuncie o agressor com mais segurança. Em Alagoas o número para denúncia é o 3315-1740.

Ainda que existam leis específicas, que visem o combate aos crimes à classe feminina, como é o caso da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ainda assim é perceptível que estas estão sendo relativizadas, tendo em
vista os recentes índices apresentados.

Nesse sentido, necessário se faz um enfrentamento ainda mais eficaz, através de políticas públicas voltadas à conscientização da sociedade em geral no que se diz respeito a violência contra a mulher bem como as consequências legais quando da prática de violência.

08 mar

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Ser Mulher é…

Foto: Free-Photos / Pixabay

Ser mulher é ser coragem, é resistir o dia a dia, o compromisso, o estresse, os prazos, os obstáculos. Sabemos que não são poucos, os degraus que a mulher sobe na sua missão permanente, de profissional, mãe, filha, esposa ou seja lá qual for sua posição atual. Ser mulher é ser força é também inspiração, superação, evolução, mansidão, sei que também há transformação, e aí no fundo do seu coração tem partículas de mistério da genuína procriação, é que na verdade não teria sentido a existência da mulher se não tivesse complexidade. 

Ser mulher é ter carisma para vencer constantemente, porque em seu aparato biológico habilidades incríveis, pra ser mulher é preciso ter doçura e serenidade para que suas vitórias sejam comemoradas de forma leve e gratificante. Ser mulher é ter paciência, é ser explosiva quando incompreendida, ser mulher é ouvir piadas de mau gosto, e sentir-se assediada é viver o machismo velado que há por aí. Ser mulher é ser feminina, elegante, é saber falar com um olhar, é saber se impor com uma frase, é ter inteligência emocional, é ser sensível, poderosa, incrível e ter personalidade. Mulher é sabedoria, é também autonomia e o tal sexto sentido diariamente te guia.   

Ser mulher é ser incrível nas coisas mais simples, é ser autêntica nos detalhes, é ser espetacular na resolução, é ser exemplo no trabalho, é encantar com meiguice, é ser sensual com atitude, é querer ser protegida, é ser firme nas decisões. Mas como assim? Sim nas decisões, muitas acham que só o homem pode decidir, enganam-se. Seja mulher de palavra, seja mulher de responsabilidade, seja mulher de fibra, seja mulher de confiança, seja mulher de ação, seja mulher de garra, seja mulher que decide que provê o alimento da casa, que protege a família, que gerencia que planeja, e que sobre tudo nunca desiste dos seus ideais. 

Ser mulher é ser gente, é ser fera, é ser máquina, é ser anjo, é ser sensível, é ser guerreira, é ser chefe, é ser chorona, é ser líder, é ser autoridade, isso é ser mulher.

Afinal, ser mulher é conseguir usar todas essas ferramentas com irreverência e potencialidade, e ainda assim ser mulher. É também ter habilidades para conduzir o trabalho, a casa, o marido, e os filhos quando estes fizerem parte da sua trajetória. Quando não, pouco importa isso não te faz menos mulher, pelo contrário quando tu mulher sabes usar o jogo de cintura, quando sabes se amar tu jamais serás diminuídas por nada. 

Mulher é liberdade, vaidade, é também prosperidade é maternidade e com certeza é a mais bela criação e uma dádiva da natureza.

10 fev

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Certeza de mais SAÚDE e menos SOFRIMENTO na escola e na Sociedade

Foto: Marcos Santos / Imagens USP

Você sabia que foi criada uma lei que obriga todas as instituições públicas de educação básica, ter em suas equipes multiprofissionais, Psicólogos e Assistentes Sociais?

Pois bem caro leitor, se você não sabia, foi sancionada em dezembro de 2019 a lei 13.935/19. O que representa grande vitória para o âmbito educacional, uma vez que, a presença desses dois profissionais na educação pública, é algo muito necessário e desejado há bastante tempo.

É de conhecimento de todos os crescentes números de adoecimento emocional na população de modo geral. As estatísticas da OMS – Organização Mundial de Saúde demonstram que cada vez mais, crianças são diagnosticadas com disfunções sociais e alterações psicológicas.

Diante desse cenário, será importantíssima para a população a atuação desses dois profissionais no contexto escolar, pois além de diagnosticar problemas/doenças nas crianças, que anteriormente nunca passavam por esse olhar clínico e humanizado, serão encaminhados para o tratamento adequado.

Porque naturalmente os professores além de terem grandes demandas pedagógicas, também não possuem domínio técnico para identificar com precisão e intervir nessas disfunções.

Assim como também, os profissionais que atuam nesse ambiente escolar serão assistidos nas suas fragilidades emocionais, a categoria da educação está no topo do ranking dos afastamentos do trabalho por doenças psicossomáticas.

A lei prevê um ano para adequação de todos os gestores e instituições, sabemos que inicialmente o trabalho será para conter as urgências, já que antes não existia essa integração do cuidado social, da saúde mental e da educação. Muito embora com o trabalho continuado que será desenvolvido pelas equipes, ao longo do tempo os problemas serão ajustados, e com isso sairemos do contexto de “apagar incêndio” para contexto preventivo.

Acredito que com esse formato de intervenções, serão amenizados sofrimentos, ajustados comportamentos e evitados adoecimentos futuros. A execução dessa lei também quebra alguns paradigmas e preconceitos sociais construídos pela rejeição cultural da figura do Psicólogo(a).

Agora vou relatar um pouco da minha experiência enquanto Psicólogo atuante junto à equipe multiprofissional da SEMED – Secretaria Municipal de Educação.

Ao iniciar nesse universo escolar, muitos alunos e profissionais ficavam meio desconfiados e olhando torto para mim, após desenvolver algumas intervenções coletivas e individuais, fui sendo recepcionado de forma diferente, se sentiram confiantes em estar comigo. Com cerca de dois meses de convívio, vários alunos começaram a me procurar para tirar dúvidas, para pedir ajudam sobre alguma dificuldade de relacionamento e etc. Vários profissionais da secretaria também me solicitavam e aos poucos as intervenções foram ganhando força, e os resultados sendo vistos.

Assim como a lei descreve, minha participação é como um mediador na relação, “aluno X aluno”, “aluno X escola” e “escola X comunidade”. Nesse trabalho conseguimos identificar doenças tais como: Déficit Aprendizagem, de Atenção, TEA –Transtorno Espectro Autista, violências psicológicas, física e sexual. Os respectivos casos direcionados de acordo a necessidade e órgãos competentes.

E a partir de intervenções com psicoterapia, consegui reinserir alguns alunos à escola, que estavam afastados da sala de aula por sofrerem Transtornos de Ansiedade e Depressão.

Criança saudável emocionalmente se torna um adulto resistente.

Criança que vive em conflito se torna um adulto em sofrimento formando uma sociedade doente.

10 fev

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A cada minuto, 3 pessoas no mundo tem membros amputados por complicações do diabetes

No mundo, 422 milhões de adultos têm diabetes, que é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano (Foto: Agência Brasil)

85% das amputações no brasil são causadas pela diabetes, uma doença crônica que atinge 12,5 milhões de pessoas de acordo com o ministério da saúde. Conhecida popularmente como “açúcar no sangue” a diabetes se divide em três tipos:

O diabetes tipo 1 – é aquele onde a pessoa não consegue produzir insulina através do pâncreas e precisa tomar diariamente doses de insulina e verificar sempre a glicemia.

O diabetes tipo 2 – é aquele onde a pessoa tem a ação da insulina prejudicada pelo estilo de vida como sedentarismo e obesidade, sendo necessário auxilio de remédios para diminuir a quantidade de insulina livre no corpo.

Diabetes gestacional – Quando a mulher durante a gestação desenvolve um índice alto de glicemia que normalmente regulariza após o parto, porém, deixa mãe e filho susceptíveis e mais propensos a desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Primeiro, precisamos entender um pouco sobre a situação dos portadores de diabetes em nosso país. Uma parte da população é diabética, porém, não sabe que possui a doença e demora muito para buscar os serviços de saúde, até obter o diagnóstico. Outra situação, são aquelas pessoas que, sabem que são diabéticas, tem o diagnóstico, tem a prescrição de remédios, e medidas alternativas que auxiliam no controle da doença, mas por algum motivo não seguem as recomendações.

Em ambas as situações, o excesso da glicose no organismo vai acontecer porque a insulina não terá capacidade de controlar, ou seja, terão mais glicose no sangue do que insulina. Isso normalmente em diabéticos que passam muito tempo descompensado, (termo que usamos para identificar o paciente sem controle da doença), essa glicose que fica em excesso no sangue, começa a danificar as terminações nervosas, que são as partes do corpo responsáveis por sentir dor, calor, frio, toque, e isso começa geralmente pelos pés.

Então, um paciente nessa situação já não consegue identificar a dor ou as sensações no pé, diferente de uma pessoa não diabética, o que acaba facilitando o surgimento de machucados, feridas e consequentemente por estar com a glicose alta, também dificulta a cicatrização e a circulação de sangue nos pés e pernas, o que a médio/longo prazo pode acarretar em uma amputação do membro afetado.

E como o diabético pode evitar isso? Primeiro, fazendo a consulta regularmente com seu médico, seja particular, ou pelo SUS na Estratégia de Saúde da Família com médico ou enfermeiro para fazer exames de rotina, segundo, tomando as medicações da forma que foi prescrita, mantendo sempre uma alimentação saudável associada a pratica de atividades físicas, e terceiro, procurando um especialista para fazer uma avaliação semestral dos pés para avaliar se já está acontecendo à perda da sensibilidade ou não. Diabetes é uma doença sem cura, porém, tem tratamento e controle.

Procure um profissional da saúde qualificado para obter orientações e não entre nessa estatística assustadora do nosso país.

31 jan

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Saiba os direitos e deveres dos consumidores de energia elétrica

Foto: Reprodução / Pixabay

Há aproximadamente um ano à frente da gestão de distribuição de energia do estado de Alagoas, a empresa Equatorial Energia tem sido bastante contestada quanto a sua forma gestão.

Reajuste nas tarifas, má prestação de serviços, rigorosidade nos cortes por motivo de inadimplência, substituição de medidores e acréscimos nas contas de energia, são as principais reclamações por parte da população.

Nesse sentido, decidi informar ao leitor seus direitos e deveres no que se refere à utilização de energia elétrica.

Troca do medidor, inspeção ou leitura sem autorização do proprietário do imóvel

Diferente do que muitos pensam, é dever do consumidor facilitar o acesso de empregados e representantes da distribuidora de energia às instalações de medição e proteção para fins de inspeção, leitura ou mesmo substituição do medidor.

Segundo Resolução Normativa 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), fica a critério da distribuidora escolher os medidores, bem como realizar sua substituição, quando considerada conveniente ou necessária.

No entanto, a vedação legal fica por conta do acesso ao interior da residência do consumidor sem que haja a devida autorização por parte proprietário do imóvel.

Perda de equipamentos por falta de energia

A má prestação de serviços por parte da administradora também pode se caracterizar por uma simples falta, ou mesmo, queda de energia.

Se comprovado que após um problema de energia elétrica foi causado defeito ou mau funcionamento em um aparelho da sua casa, você tem até 90 dias para solicitar o ressarcimento à distribuidora.

Esse direito é garantido pela Resolução Normativa ANEEL nº 414/2010 (Art. 204), que define os direitos e deveres do consumidor de energia.

No entanto, às vezes é necessário que a sua distribuidora desligue o fornecimento de energia elétrica na sua vizinhança para alguma manutenção na rede. Nesses casos, ela deve avisar no mínimo 72 horas antes, por meios de comunicação acessíveis à população. É o que prever a Resolução Normativa ANEEL nº 414/2010 (Anexo IV, Cláusula 2ª, subitem 18).

Corte/suspensão da energia

A companhia elétrica pode efetuar o corte com apenas uma conta em débito, desde que avise o consumidor com 15 dias de antecedência. Caso a empresa não mande o aviso, e assim proceder a suspensão, está será indevida.

A norma do artigo 173 da citada Resolução estabelece que, na notificação de suspensão do fornecimento à unidade consumidora deve ser escrita, específica e com entrega comprovada ou, alternativamente, impressa em destaque na própria fatura, com antecedência mínima de 15 (quinze dias) no caso de inadimplemento.

Veja, se não houver a suspensão do fornecimento de energia da referida conta no prazo máximo de 90 dias, ou seja após o vencimento da mesma, não poderá a concessionária cortar a luz e o débito só poderá ser cobrado na Justiça ou administrativamente.

A medida está prevista na Resolução 414/2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina que o cliente não pode ter o fornecimento suspenso por uma conta vencida há mais de 90 (noventa) dias.

Prazo para religação da energia após corte por inadimplência

O prazo para restabelecimento do serviço é de até 24h e é preciso que o consumidor apresente as faturas pagas para os técnicos da companhia.

No entanto, esse prazo muda quando se trata de unidade consumidora localizado na zona rural. O prazo nessas regiões, são de 48 horas para religação.

Suspensão do fornecimento de energia, por motivo de inadimplência, na sexta feira ou vésperas de feriados

A Lei Estadual nº 8.233, do estado de Alagoas, proíbe que as empresas prestadoras de serviços públicos, seja de água, luz, gás, telefone fixo e internet cortem o fornecimento dos serviços por falta de pagamento às sextas-feiras, sábados, domingos, feriados e vésperas de feriados.

De acordo com a lei, as empresas podem interromper o fornecimento dos serviços nos dias citados apenas em alguns casos, como quando constatará ligações fruto de fraude ou feitas de forma clandestina, em cumprimento a determinação judicial, por motivo de acidente que coloque em risco as pessoas e os bens.

Descontos nas contas de energia para Produtores Rurais

Trabalhadores rurais de todo o estado podem ter abatimento na conta de energia. Os descontos podem chegar até 24% e deve ser obtidos por meio da inscrição na Tarifa Rural.

Para realizar o cadastro e receber o subsídio, é preciso que o imóvel seja localizado na área rural, e o titular da conta faça o cadastro junto a concessionária.

Da essencialidade do serviço para manutenção da vida de dependentes de equipamentos que utilizam energia elétrica

Se na sua casa há alguém que necessita de equipamentos e dependam de energia elétrica, desde que estes sejam essenciais para a manutenção da vida, é seu dever informar à distribuidora de energia elétrica, pois você terá direito a receber avisos diferenciados nos casos de interrupção programada e suspensão do fornecimento.

Nesse caso o fornecimento de energia elétrica deve ser contínuo, não cabendo interrupção por inadimplemento.

Quem tem a luz cortada injustamente experimenta, sem dúvida, dano moral. O consumidor que se achar lesado deve procurar um advogado de sua confiança.