18 maio

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O que é Saúde Mental?

Foto: ElisaRiva / Pixabay

Na sociedade de modo geral, a maioria das pessoas não sabe o conceito do que é SAÚDE MENTAL. É notável um posicionamento cultural sem informação clara do assunto, pelo senso comum ouvir falar em “Saúde Mental” é pensam em “Doença Mental”.

Devido ao modelo médico existente no mundo e praticado por séculos, e a marginalização dos doentes psiquiátricos, que eram enclausurados e abandonados em hospícios. Então o termo saúde mental é encarado como sinônimo de LOUCURA.

É bem comum esse termo ser motivo de piada e frases preconceituosas. Basta perguntar a alguém como anda sua saúde mental, que prontamente ela irá responder com outra pergunta. Está me achando com cara de DOIDO?

A LOUCURA é conceituada como a mais grave das alterações da saúde mental, psicose e perturbação com a presença de “delírios e alucinações”. Ou seja, o indivíduo perde a noção da realidade e a capacidade de se administrar sozinho.

Mas, a saúde mental envolve muito mais que a ausência de doenças mentais.

A SAÚDE MENTAL é o equilíbrio emocional entre o funcionamento interno e as exigências externas do ser humano.

Enquanto a saúde física é alterada e tratada a partir de qualquer incomodo no funcionamento físico do corpo. A saúde mental é muito mais importante e necessária, pois se a mente perde a sintonia de funcionamento, o corpo fica totalmente comprometido, é a saúde mental que estrutura a capacidade de administrar a própria vida e as suas emoções, dentre os aspectos de valor, integridade, sentido real e vivencia do indivíduo.

Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que o ser humano não é perfeito, percebe e aceita as suas limitações e a necessidade de viver em grupo.

Quem cuida da saúde mental elabora diariamente uma série de emoções como alegria, amor, angustia, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas, lutos ou transições importantes nas diferentes fases da vida.

Vale lembrar, que todos os seres humanos em algum momento da vida, apresentam sinais de sofrimento psíquico, e se for tratado com rapidez assim como é feito com a saúde física, raramente esse indivíduo vai continuar doente.

Ainda existe um grande preconceito em nossa sociedade, e uma resistência em buscar acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. É sempre mais barato prevenir do que curar quando a doença já está em situação grave. E se tratando de saúde mental no Brasil, geralmente o indivíduo só busca tratamento no último caso.
Na saúde física quando se tem problema no dente, vai ao dentista. Quando sofre dos olhos vai ao oftalmologista. Quando sofre do coração vai ao cardiologista e etc.

Mas quando se trata de saúde mental. É bem comum encontrar casos de pessoas que sofrem algum desequilíbrio psicológico, como depressão por exemplo, aí busca, livros de autoajuda, conselho de amigos, líderes religiosos, coach, cartomante, influencer digital e etc.

Aí quando de fato procura o Psicólogo ou Psiquiatra já não tem mais cura para sua doença.  

É lindo de se ver um velho aos 90 anos lúcido e organizado mentalmente. Assim como é triste presenciar um jovem de pouca idade desintegrado emocionalmente.

Saúde mental é o bem mais precioso do ser humano. Cuide da sua mente, e assim você estará cuidando do seu corpo.  

“A mente funciona sem várias partes físicas do corpo, mas o corpo inteiro não funciona sem uma parte da mente”.

15 maio

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Despadronize-se

Foto: congerdesign / Pixabay

Sua existência fetal foi descoberta, e logo seus pais começaram planejar como seriam os próximos dias, desde as suas roupas, brinquedos, quarto, até mínimos detalhes. Num piscar de olhos os meses se passaram e você chegou. Com sua vinda, vieram também as próximas escolhas, e nada mais natural que isso, afinal, nós nascemos serzinhos totalmente dependentes de outrem para sobreviver. E assim como seus avós, bisavós e ancestrais, os seus pais fizeram as primeiras escolhas da sua vida, desde a religião, o batismo, e os locais onde frequentar, até os esportes pelos quais eles almejavam vê-lo praticar.

A virada para a puberdade chegou e com ela vieram uma enxurrada de hormônios, sentimentos e questionamentos desordenados. A confusão entre acatar as escolhas de seus progenitores ou ter suas próprias escolhas fazia-no manter-se em uma constante montanha russa de interrogações. Ao longo dessa viagem do curso da vida, em algum momento, você acaba por descobrir que saiu de um mundo uterino quente e confortável, para um mundo gélido cujas paredes são construídas por uma massa de julgamentos. O calor do leite materno logo é trocado pela cerveja mais gelada que puder encontrar no bar da esquina.

Bem vindo ao mundo adulto! Agora você é independente, livre e maravilhosamente satisfeito por poder fazer as próprias escolhas. Mas, vou levantar um pequeno questionamento: todas as suas escolhas partiram de você? A roupa que está em alta que você comprou na promoção semana passada, foi escolha sua, ou um impulso dos fatores de “estar na moda”, somado ao privilégio de comprar mais barato? Vamos dar passos mais largos… A sua graduação, regada a várias gotas de suor e cafeína, foi escolhida pela sua fiel vontade de alcançar o ofício que deseja para o resto dos seus longos dias, ou por fatores alheios a sua vontade?

Parece uma enorme bobagem pensar que uma sociedade livre e democrática, na verdade, não é nem uma coisa, nem outra. Nós queremos ter o corpo das modelos, o cabelo da propaganda de shampoo, as roupas das atrizes e o comportamento dos personagens daquela série do canal da TV a cabo. Queremos cultivar o jardim da nossa casa com as mudas que temos vontade de extrair do jardim dos vizinhos. Queremos trabalhar pra ter como posses as coisas que outras pessoas já trabalharam o bastante para tê-las. Enquanto os nossos sonhos e vontades reais, esses sim, são impossíveis. Mas deixa eu te contar um segredo: o impossível é uma lenda criada por gente sem coragem de viver.

Acredite, você não precisa ser médico quando pode ser extremamente feliz e bem sucedido sendo músico. Não precisa se vestir com os padrões das passarelas para desfilar no palco das redes sociais. Você não deve se prender a sua cidade natal quando a sua felicidade está no continente vizinho. Também não é justo que você siga a carreira familiar que vem ultrapassando gerações desde o bisavô joalheiro, quando a sua vontade é ser advogado. Não dá pra passar uma vida inteira negando a própria identidade, nem vivendo a vida que esperavam que você quisesse viver.

Despadronize-se. E como citou o escritou e poeta Edson Marques em um de seus poemas: “Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as”. E isso não é sobre pensar fora da caixa, é sobre sair dela, e não aceitar nada menos do que o mundo fora da bolha tem pra você.

11 maio

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Onde comemorar o Dia das Mães no Sertão?

Foto: Rawpixel / Pixabay

Está chegando mais um Dia das Mães, e a pergunta é comum: quais as opções, onde levar a mamãe para comemorar esse dia especial?

Muitas famílias optam por ficar em casa mesmo e comemorar na intimidade familiar, outras desejam que a mamãe fique longe dos afazeres domésticos, e tenha seu dia de “Rainha”, indo a um lugar especial.

A dúvida é… Quais as alternativas de entretenimento espalhadas em nosso sertão?

Bom, não vamos falar do sertão em sua amplitude, mas iremos citar alguns estabelecimentos que são excelentes opções para a família comemorar e homenagear essa mulher especial, em nosso “nicho sertão”.

Em Olho d’Água das Flores, apresentamos a CHURRASCARIA DO VALMIR, que tem um ambiente amplo e agradável, com uma boa variedade de assados e parquinho para as crianças se divertirem à vontade, fica logo no início da cidade, pelo acesso de Santana do Ipanema.

Na Amargosa, entre Olho d’Água das Flores e Monteirópolis, encontramos o KI-XOTE RESTAURANTE AO AR LIVRE, que tem como especialidade um cardápio regional de carnes no bafo, que já renderam grandes elogios na mídia especializada em culinária. Também dispõe de ambiente para entretenimento das crianças, além de maravilhosa ambientação valorizando a natureza.

Em Senador Rui Palmeira, recomendamos o SANTO SUSHI, que tem um cardápio variado e delicioso, o horário para a culinária japonesa é limitado, mas vale a pena se informar e conferir. Fica no Posto de Combustível, logo na entrada da cidade.

O Restaurante BUTECO DO BODINHO, tem como carro chefe o bode assado, mas o cardápio é bastante variado, ambiente também valorizando a natureza na qual está inserido, e está sorteando um kit de potes decorados para as mamães que estiverem na hora do sorteio. Também anuncia distribuição de mimos a todas as Mães que chegarem no restaurante. Fica localizado na Rodovia entre Santana do Ipanema e Olho d’Água das Flores.

O OISHI SUSHI, em Santana do Ipanema, promete um cardápio variado e tem um ambiente aconchegante e muito agradável, o prédio tem uma arquitetura conservada num estilo vintage que lhe traz um charme e delicadeza especial. A especialidade da casa é a culinária japonesa.

O tradicional Restaurante JOÃO DO LIXO, dispõe de um ambiente amplo e de um cardápio variadíssimo, mas tem como chamariz o cupim ao forno com macaxeira, que é um dos pratos mais solicitado pelos frequentadores. Também é Pizzaria badalada.

Vamos deixar um contato de cada ambiente citado, que foi disponibilizado nas redes sociais.

Churrascaria do Valmir Avenida 2 de Dezembro – Olho d’Água das Flores – (82) 9 9810-6037

Ki-Xote Restaurante ao Ar Livre (@kixoterestaurante)– Rodovia AL 220 – Monteirópolis – AL (82) 9 9974-0349

Santo Sushi (@santosushi.srp)– Rodovia AL-135, Wilson Moura – KM 7,4 –  Senador Rui Palmeira – AL – (82) 9 8207-7798

Buteco do Bodinho (@butecodobodinho)– Rodovia AL 130 – Olho d’Água das Flores – AL

Oishi Sushi (@oishi_sushi_santana)– Rua Clemência Pereira Queiroz, Santana do Ipanema – AL – (82) 9 9956-5996.

João do Lixo (@joãodolixooficial) – Rua Delmiro Gouveia, 331 – Santana do Ipanema – AL

Essas são algumas opções, claro, que não esgotamos aqui as alternativas existentes, deixa nos comentários o local que você recomenda, para que possamos ampliar nossas indicações.

29 abr

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A figura do trabalhador rural ante a Reforma da Previdência Social

Foto: Jorge Etecheber / SESC-SP

Ponto bastante polêmico na atual proposta de Reforma à Previdência Social, a Aposentadoria do Trabalhador Rural tornou-se bastante relevante e tem provocado muitas discussões nas Casas Legislativas. As mudanças recomendadas pelo Governo Federal são no sentido de ampliar a idade mínima e o tempo de contribuição para esse tipo de trabalhador, bem como estabelecer o pagamento de um valor anual.

No atual sistema previdenciário, o Trabalhador Rural tem o direito de se aposentar quando completados 60 anos de idade, o homem, e 55 a mulher, sendo, no entanto, obrigatória à comprovação de pelo menos 15 anos de atividade rural, mesmo que seja de forma descontínua. Ainda pelo atual regramento, o agricultor tem a necessidade de recolher um percentual sobre o faturamento quando ocorrer a venda da produção.

Em caso de aprovação do texto proposto, as novas regras ampliariam a idade para aposentadoria das mulheres. Nesse caso homens e mulheres só poderiam se aposentar quando completados 60 anos de idade.

Outro ponto bastante questionado na atual proposta é em relação ao tempo de contribuição. A indicação do Governo Federal aponta para uma ampliação de 15 para 20 anos o tempo de total contribuição, ou seja, 20 anos de comprovação da atividade rural.   

Ainda o novo regramento vem estabelecer um pagamento anual mínimo do Trabalhador Rural à Previdência Social. O valor proposto pelo Governo é de R$ 600,00/ano.

Só quem conhece a realidade do sertão Nordestino e de outros rincões do Brasil, sabe as dificuldades que o trabalhador rural enfrenta no seu labor hodiernamente.

O árduo trabalho sob o sol e a chuva, enfrentando diretamente as intempéries do tempo, a perda de safras periodicamente, seja pesa estiagem, pela incidência de pragas, ou mesmo excesso de chuvas, dentre outras consequências. Aliado a isso, a imperiosa necessidade de prover sua família, mesmo desenvolvendo o labor, em sua grande maioria, em pequenos pedaços de terra. Mesmo estando submetido a essa realidade, o Trabalhador Rural sertanejo é o responsável pela produção agropecuária, sendo à base da economia e da riqueza do Brasil.

É fato que o Trabalhador campesino possui uma condição social de pobreza e de vulnerabilidade, estando à margem da sociedade capitalista. Não há que se falar em vitimismo, essa é uma realidade fruto de um Brasil que se formou com base no latifúndio, na exploração da terra, no coronelismo, na enxada e no voto.

A proposta de Emenda à Constituição da forma como está sendo apresentada representa um retrocesso às garantias e direitos fundamentais.

Tratar de forma isonômica o homem e a mulher, no que se refere ao trabalho campesino, é trazer uma interpretação oposta aos termos constitucionais. No que se refere ao pagamento anual à previdência, ainda que seja um valor teoricamente insignificante, este irá influenciar negativamente na vida financeira do trabalhador, que aufere rendimentos advindos do meio rural. Quanto ao período de comprovação da atividade rural, o Trabalhador Rural, em sua grande maioria, tem o labor desde tenra idade, muitos, ainda na infância. Ocorre que, por falta de instrução, não possuem o necessário discernimento para unir subsídios aptos a compor provas da atividade rurícola.

Apesar de ser necessária uma reforma na legislação previdenciária, os Trabalhadores Rurais não podem ser tratados como vilões da previdência, estes sempre contribuíram com a sociedade, a economia e o desenvolvimento do país.

28 abr

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Por que os artistas se suicidam?

Foto: Лечение Наркомании / Pixabay

O suicídio e suas consequências é um dos temas mais comentados atualidade, principalmente pelo fato ser causa de morte de pessoas comuns, assim como de figuras públicas (famosas), e vem se tornado cada vez mais visível nas mídias sócias e nas paginas jornalísticas.

No cenário mundial, o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte na faixa etária entre 15 e 19 anos, com gráficos ainda mais elevados em alguns países. A cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida em algum lugar do mundo, chegando aproximadamente a 1 milhão de mortes por ano.

Para que esse número de pessoas tenha conseguido se suicidar, estima-se que mais de 10 milhões tenham tentado em todo o planeta.  No Brasil, cerca de 32 pessoas morrem por dia vítimas de suicídio. Segundo pesquisa realizada pela Unicamp, 17% dos Brasileiros em algum momento, pensaram seriamente em pôr um fim em sua própria vida. E desses, cerca de 5% elaboraram um plano para isso.

De cada suicídio, de 6 a 10 outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias sequelas difíceis de serem reparadas. No Brasil é em média de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes, sendo abaixo da média mundial que é de 13 a 14 mortes por 100 mil pessoas.

O que mais preocupa é que, enquanto a média mundial permanece estável, no Brasil esse número tem crescido nos últimos anos, principalmente entre os jovens, aja vista as estatísticas mostram que pessoas de todas as idades e classes sociais comentem suicídio.

O maior número de tentativas está entre as mulheres, muito embora os homens morram mais por suicídio, isso é devido aos homens utilizarem métodos mais eficazes nas estratégias de suicídio.

Ter pensamentos suicidas uma vez ou outra é natural no ser humano. Eles são parte do processo de desenvolvimento normal da passagem da infância para a adolescência, à medida que se lida com problemas existenciais no processo de compreensão da vida, da morte e do significado de existir no convívio social.  

Os pensamentos suicidas se tornam anormais quando a realização desses pensamentos parece ser a única solução dos problemas da criança ou adolescente. A partir daí surge um alto risco de tentativa de suicídio.

O suicídio foi e continua sendo um TABU entre a maioria das pessoas. O assunto é proibido de ser conversado em alguns ambientes por violar várias crenças religiosas. O preconceito também se sustenta por que muitas pessoas culturalmente veem o suicida como uma pessoa fracassada, ou como alguém com falta de “Deus” no coração. Historicamente, nós seres humanos não somos preparados para falar sobre MORTE. Com isso, o assunto é sempre evitado, causando desconforto e mal-estar social sempre que vem à tona.

Assim como acontecia com outros temas nas décadas passadas, por exemplo, com as doenças sexualmente transmissíveis ou câncer, a prevenção passou a surtir efeito quando as pessoas passaram a conhecer os impactos da doença, saber as principais causas, e claro, souberam como prevenir.

Com o suicídio só vai funcionar se houver divulgação e campanhas com instruções de prevenção. Nós seres humanos devemos ser menos egoístas, pois em muitas situações não nos atentamos para o perigo quando o acontecimento é com o vizinho, e achamos que nunca acontecerá em nossa família. Não espere acontecer com sua família para se prevenir, contribua na divulgação, busque conhecer os fatores do suicídio.

Recentemente vários casos de suicídio entre crianças e adolescentes ganharam destaque em todo o mundo, o famoso jogo “Baleia Azul” e outros com a mesma finalidade, promovidos nas mídias sociais vitimaram inúmeros jovens, escancarando a fragilidade e a vulnerabilidade emocional dessa faixa etária.

Os pais precisam ser mais atenciosos e afetuosos com os filhos, para que a relação familiar não se torne vazia, sendo terceirizada pelos equipamentos tecnológicos.  

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para ofertar ajuda seja ela voluntária ou profissional. No Brasil o CVV – Centro de Valorização da Vida – atua nesse sentido a mais de 50 anos. E faz atendimento via ligação telefônica pelo número (188) com atendimento 24h. São pessoas preparadas para ouvir e dá um apoio emocional no momento de conflito psicológico.

Quem está com ideações suicidas apresenta vários sinais de que não está bem. Na atualidade essas pistas ficam visíveis também nas redes sociais com as postagens “indiretas” tipo: Frases de desistência, como se a vida não tivesse mais sentido.

  • Só trago problemas
  • Sou um perdedor
  • Eu preferia morrer
  • Minha vida não tem sentido
  • Quero dormir e não acordar mais
  • Ninguém vai sentir minha falta
  • Não encontro saída para meus problemas

Em muitos casos ocorrem mudança repentina no desempenho das atividades, falta de interesse, isolamento, consumo de álcool e outras drogas, fragilidade emocional. Podendo ter alguns agravantes em pessoas que tenham históricos de tentativas anteriores, casos de suicídio e/ou quadros depressivos na família. São os chamados quatro “DÊS”: Depressão, desespero, desesperança e desamparo.

Tentativas de Suicídio que deram entrada com vida no HGE

Essa tabela mostra quantas pessoas deram entrada no HGE após tentativa de suicídio, vale lembrar que não estão nessa tabela, os que de fato conseguiram tirar a sua própria vida; os que deram entrada em outras unidades de atendimento; os que não procuraram atendimento. Fica claro que o problema suicídio é muito maior do que as estatísticas mostram, muitos casos nunca são divulgados.

O primeiro passo para prevenir é conscientizar a população sobre o suicídio, ao identificar alguém com indícios e comportamentos suicidas, o ideal é estabelecer uma comunicação de confiança com a pessoa que está em sofrimento psíquico, que na maioria das vezes só precisa ser ouvido.

Uma pessoa com pensamento suicida busca por ajuda e na falta de apoio, de atenção, de oportunidade de ser ouvido a tentativa de suicídio acontece. É necessário deixar claro os acessos de apoio que a pessoa tem disponível a ela.

Ao abordar alguém com características suicidas, não se preocupe em dar conselhos e opiniões, não rotule seus atos, não existe palavra mágica para mudar a dor que ele sente. Apenas transmita segurança mostrando que quer ajudar, se a pessoas se sentir confiante com seu apoio, ela vai externalizar o que a incomoda e a você apenas se permita ouvir sem preconceitos.

Os serviços gratuitos de apoio que vão desde números telefônicos como o 188 do CVV – Centro de Valorização da Vida, que as pessoas podem ligar em crises emergenciais, ou mesmo buscar centros de atendimento psicológico presencial, com profissionais especializados que estão à disposição para o acolhimento. Eles precisam saber que não estão sozinhos.

25 abr

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O Fracasso subiu à cabeça

Foto: Tumisu / Pixabay

Em meados de Novembro e dezembro de 2018, percebemos que os planejamentos – ou ausência deles, já demonstravam que a base, a estrutura não possuía uma organização primária. Principalmente, ao que se refere ao primeiro escalão.

Até então, eram esperadas renovações, nomes significativos especializados, afinal foram as promessas. Porém, não foi bem assim. As indicações para as pastas principais foram extremamente radicais. Focados exclusivamente, em beneficiar uma restrita parcela da população.

Fato é que, logo no início, a atuação parecia uma fatura de cartão de crédito quando pagamos apenas o mínimo: uma bola de neve de despreparo, uma enxurrada medíocre de decisões, falas, posturas e resultados. Não é intriga, é fato. Evidenciado inclusive por pesquisas e opiniões públicas de quem apoia[va].

A promessa de renovação falhou completamente, e ainda estamos no 4° mês, ou 9% do cumprimento do mandato. As falhas estão entre decisões erradas em diplomacia a relação pessoal com criminosos. Falhas que até agora resultaram em nenhuma consequência de punição, só vergonha alheia e sentimento de total impunidade, nada novo.

Repare que estamos no quinto parágrafo e não citei nomes, tão pouco cargos. Mas você já sabe muito bem do que, e de quem estamos falando. O fracasso chegou tão rápido, a sensação que se têm é que os próprios não acreditavam na vitória, meio que “vamos prometer umas coisas aí, depois a gente vê como funciona isso de governar”.

O fracasso está a um nível que não precisamos mais citar nomes. Os próprios estão encarregados de causar danos à si. Não precisam mais de imprensa oposicionista. Basta que a imprensa continue noticiando o que está sendo feito.

Concluo lembrando que independente de estar ruim, não apoio nenhuma forma de retirada à força da cadeira. Foi escolhido pelo povo, por mais que tenham sido enganados, mas não devemos mais ferir a tão jovem e enfraquecida democracia. Se está ruim e piorando, deve-se tomar medidas para reverter. Não golpear

17 abr

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Para onde vão as palavras não ditas?

Foto: Christopher Ross / Pixabay

Talvez as palavras não ditas fiquem entre a garganta e o estômago. Em estado de ânsia, passeando pra frente e pra trás. Às vezes, entre a garganta e a mente. Uma ou outra enxaqueca aqui, e ali. Uma mente barulhenta num vocal silencioso. Quem sabe fiquem por ali, entre a garganta e a ponta da língua. Mas, a um passo de sair, é escolhido o ato de sambar de volta pra garganta, como quem está num baile já bem cansado, mas não vai embora até a última dança. Em qualquer uma das formas, a passagem pela garganta em forma de nó é, quase, inevitável.

Vamos nos imaginar como uma máquina tecnológica de armazenamento de dados. Um smartphone, talvez . Temos uma memória RAM, e também uma nuvem para guardar informações importantes. A cada vez que nossa memória interna enche, o sistema nos avisa “favor, liberar espaço, armazenamento cheio”, e nós vamos deletando o que não serve e transferindo as informações que queremos guardar, para a nuvem. Em um dado momento, a nuvem nos manda a notificação “armazenamento cheio, deseja comprar um pacote de mais gigabytes?” — Conosco acontece o mesmo, uma hora ou outra, o valor a ser pago nos é apresentado.

Mais cedo ou mais tarde, as palavras que foram guardadas para não dizer, estarão se alastrando, e se alojando a cada vez que se acumulam. Elas estão na garganta inflamada, na virose, na gastrite e na má digestão. Elas estão nas pedras vesiculares, nos cálculos renais, na hérnia de disco e na hipertensão. As palavras não ditas vagam por aí. Na corrente sanguínea, e em cada bombear do coração. Elas ficam na insônia, na ansiedade, na angústia e na frustração. Como um câncer, toma conta de todo o nosso ser. Metástase.

Em algum momento de sua passagem por aqui, Sigmund Freud citou que “as emoções não expressas nunca morrem. Elas são enterradas vivas e saem das piores formas mais tarde”. Quando tomamos consciência de que não nos soma em nada acumular o que deveria ser aliviado, passamos a organizar melhor o nosso armazenamento, guardando somente o necessário. Nos livramos da sensação de estar em constante afogamento em um mar de palavras.

Os excessos de qualquer coisa fazem mal, e com as palavras guardadas não seria diferente. Por tanto, libere o seu espaço de armazenamento, deixe que o seu sistema funcione e flua saudável. Ainda com as palavras de Freud, “o pensamento é o ensaio da ação”. Todo o controle é seu, tome-o em punho firme, e cuide, primeiramente, de você. Se o maquinário tecnológico humano chegar ao estágio de defeito, talvez já não se tenha jeito, nem com reparos, nem formatação. Disco corrompido por excesso de informação.

13 abr

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O Florescer de Jonas Porfírio

Foto: Divulgação

24 anos, natural de Olho d’Água das Flores, Alagoas, formado em Biologia, casado com o Enfermeiro Carlos Sebastião, “Pai” de 04 gatas “vira-latas” e 01 cadela da raça Buldogue, todas com nomes de cantoras. Apaixonado por música, desde criança cantava até doer os ouvidos dos amigos. Esse é Jonas Porfírio.

Sempre teve como fonte inspiradora as Divas do Rádio e Cauby Peixoto, reproduzindo com maestria e extrema facilidade seus timbres, hoje se define eclético em seu gosto musical.  

Como gosta de afirmar, está na estrada há apenas dois anos, e sua carreira está em plena ascensão. Em Novembro de 2017 apresentou seu show autoral Florescer com patrocínio do SESC – Projeto Som de Cada Dia, no Teatro Hermeto Pascoal em Arapiraca. Em Maio de 2018 participou do Projeto Em Cantos de Alagoas, No Teatro Gustavo Leite, com a canção Ser Um Passarinho, de autoria de seu amigo e também olhodaguense David Ferreira, se classificando entre os finalistas, com direito a ter sua música no CD coletivo que será gravado pelo referido projeto. Clique aqui para ouvir a música.

Através de patrocínio do SESC, em Outubro de 2018 apresentou o show Florescer repaginado, no Teatro Jofre Soares, em Maceió, tendo a marca histórica de maior plateia para o projeto. Para ver o Show completo clique aqui.

Desde o dia 25 de Março, iniciou o projeto Um Artista Por Semana, que tem um nome auto-explicativo. Os artistas foram escolhidos através de enquete com seus seguidores no App Instagram, sendo a primeira dedicada a Maria Bethânia, a segunda ao grupo Rappa e esta semana será dedicada à dupla Sandy & Júnior. Clique aqui para acompanhar.

Menino de alma inquieta, vivenciando o sonho de gravar seu CD Florescer, não pretende sonhar só, lançando seu mais novo projeto: a Pré-venda de seu CD, onde todos podem ser co-construtores, já garantindo seu exemplar. Serão 11 faixas com músicas inéditas, de dez compositores alagoanos e uma pernambucana.

Saiba aqui como sonhar junto com Jonas Porfírio e tornar esse projeto realidade.

Acompanhe a entrevista completa com Jonas em meu canal do YouTube Ela. Sandra Bezerra, CLICANDO AQUI.

07 abr

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Por que sofremos com o luto?

Foto: Alexas Fotos / Pixabay

Nas mais variadas regiões do planeta, o luto é vivenciado de maneira diferente, em sua etimologia latina significa: dor, mágoa e lástima. Em nosso contexto cultural Brasileiro, o LUTO está diretamente ligado a perda de um ente querido. Muito embora o termo pode ser utilizado por alguém que perdeu o emprego, um animal de estimação, a casa e etc.  

A morte é única certeza absoluta das nossas vidas, muito embora nunca estamos preparados para lidar com ela independentemente da idade ou do estado de saúde da pessoa que venha a falecer. Nossa sociedade não é treinada para que em algum momento da vida saiba como agir com perda de alguém.

Mesmo quando a família enlutada não a nossa, é comum não sabermos como ajudar, pois não é um processo simples. Muitas pessoas até querem e tentam ajudar, mas tem medo de piorar a situação ou se tornar inconveniente.

É possível ajudar? Como abordar alguém de luto? Será que o melhor é se afastar? O que dizer para confortar alguém que está sofrendo?

Responderei todas essas perguntas logo abaixo.

Perder alguém que amamos é um momento doloroso e delicado, difícil até de explicar a experiência vivenciada por esse turbilhão de sentimentos e emoções que tomam conta de toda família. Nessas horas, é fundamental que os componentes dessa família possam contar com o apoio uns dos outros e dos amigos. Também é possível que outras pessoas mesmo desconhecidas ajudem acolhendo nos momentos de grande emoção.

Se você quer ajudar e não sabe o que dizer, diga apenas “ESTOU AQUI PARA O QUE VOCÊ PRECISAR PODE CONTAR COMIGO”, e deixe que a pessoa enlutada exponha sua emoção, chorar e falar sobre a pessoa que morreu ajuda a aliviar a forte emoção.  

A dor e o peso desse acontecimento se tornam mais leve quando existe a união e o amparo a essa família, é como se houve uma divisão desse peso. É importante que a pessoa seja sensível para acolher, mas nunca trate esse enlutado com pena, não desvalorize a dor dele, não o compare com outras pessoas, cada indivíduo sente a perda em intensidade diferente.

Qual a importância de vivenciar o período de luto?

Algumas pessoas enlutadas tentam disfarçar o seu sofrimento ou até se afastam dos amigos e familiares, esse tipo de atitude não significa que elas não estejam tristes. Talvez por um capricho e não admite que precisa de ajuda, o período do luto é importante e deve ser vivenciado diante de uma perda.

Não existe período exato para elaborar o luto, cada indivíduo tem seu tempo, esse momento serve para estruturar a aceitação da perda, é o popular (encarar de frente o problema) e ajuda o enlutado a entender o processo de morte, reorganizar e encontrar novas maneiras de prosseguir a sua vida. Recomenda-se que o enlutado mantenha suas atividades de trabalho e compromissos, isso também ajuda fortalecer sua importância enquanto pessoa na sociedade.

Sempre ofereça companhia e afeto

Em algumas situações, os amigos e familiares ficam com receio de mencionar o nome da pessoa falecida, evitando fazer algo relacionado ou tocar na memória do ente querido. Esse também é um erro. Você pode (e deve) conversar, relembrar histórias e momentos especiais com o enlutado, ajudando-o a ter uma nova perspectiva sobre o falecido, dessa maneira se dá a conscientização de que o ente querido não volta.

É importante frisar que a saudade e as lembranças sempre estarão presentes na família, o que muda é a intensidade da emoção, esse falecido deve ser mencionado e tratado como morto, isso fará com que a realidade seja organizada.

Se mostre disponível para ajudar

A pessoa enlutada precisa de atenção e apoio, o fato de ter alguma companhia para dividir as tarefas, compartilhar suas angustias, é importante para ele não se sentir sozinho. É claro que também dever ser respeitada suas limitações, nunca devemos forçar falar ou fazer algo que o incomoda.   

O luto pode se transformar em doença?

Em casos que o enlutado tem dificuldade para voltar ao trabalho e as rotinas que tinha antes, se nega guardar e se desfazer de algumas coisas do ente falecido, vive isolado da família e amigos por muito tempo, é recomendável procurar um atendimento especializado, mesmo que o enlutado não queira.

O isolamento e a angústia excessiva podem indicar que o enlutado não está superando a dor como deveria, começando a apresentar sintomas de depressão que precisa de ajuda especializada.

Quando esse comportamento dura muito tempo, é possível que esse luto se torne doença, nesses casos um atendimento psicológico é o mais indicado, para evitar que esse indivíduo entre num processo depressivo.

Em alguns casos a família em processo de luto procura esse suporta psicológico e emocional nos primeiros dias seguintes ao acontecimento, o que também é muito bom para um direcionamento assertivo na recuperação.

O impacto do luto não é determinado pelo grau de parentesco. A intensidade da emoção ocasionada pelo luto varia de acordo com laço afetivo entre quem sente e que morreu. Quando maior a proximidade, companheirismo e confiança, maior será a dor da separação.

30 mar

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Escravidão

Foto: Reprodução

Somos educados para crescer, estudar, continuar estudando até produzir, e chegar ao ápice de nossas vidas, que é viver da nossa produção. Seja lá qual a carreira profissional que escolhemos seguir (ou temos a oportunidade de conseguir), ela só nos basta se conseguirmos manter um status constante de produção.

É irrevogável que nós alimentemos o sistema. Precisamos ser máquinas ininterruptas, ou as próprias máquinas, produzidas por outros criadores, tomam conta de todo o espaço. E a nós, só resta produzir mais. Bater metas. Trabalhar, criar e produzir incansavelmente, até que todas as gotas de suor sejam devolvidas em forma de zeros à direita.

De maneira geral, a sociedade está cada vez mais frustradas, e com índices constantemente crescentes de depressão. Vez ou outra, observo grupos sociais distintos de uma mesma comunidade, e me questiono em um calculo que não fecha: quantos zeros à direita são necessários acumular, para um indivíduo extinguir a ideia (ou sensação) de ser um zero à esquerda?

O que quero dizer é que, quanto mais desenvolvida parece se tornar uma sociedade, mais os seus componentes trocam suas vidas para que este desenvolvimento aconteça. E quanto mais se produz, mais produção é cobrada, e mais números são almejados.

Os pequenos criadores, invencionistas, produtores, investidores, quanto maiores (e cito aqui um potencial financeiro) ficam, mais se tornam escravos de sua própria criação. A vida é vendida. Por mais que os resultados em uma conta bancária mostrem satisfação, a estabilidade se desestabiliza quando, ao tempo em que acumulamos, deixamos de viver.

Além do tempo que reservamos para comer, sem nem saborear a comida; dormir, sem qualidade e em curto tempo; suprir com as necessidades de higiene e/ou fisiológicas, geralmente feitas de forma automática, quanto tempo sobra? Você tem aproveitado o intervalo?

Nós vamos a um bar com os amigos, e não soltamos o celular onde está sendo marcada a próxima reunião. O almoço em família precisa ser rápido, pois seu chefe te espera às 13:00 horas em ponto, e não aceita atrasos. A viagem que você sonhou durante a adolescência inteira, não sai da utopia, pois agora que tem dinheiro, não lhe sobra tempo. Aquele esporte que te fazia bem, já não cabe mais na agenda… A frase mais falada dos últimos tempos se tornou também a desculpa pra tudo: “não posso, estou sem tempo”.

Por mais paixão que tenhamos a uma profissão, uma carreira acadêmica, ou quaisquer outros fatores como estes, se encarados com extremismo, transforma-se em um sentimento de curto prazo, e logo se esvai. Se fizermos das nossas ocupações, a nossa vida, chegaremos ao fim dela com acúmulos de bens que só servirão para pagar a nossa morada final. Mas e a vida, viveu?

É muito mais provável que você ouça anciões, contando com riqueza de detalhes sobre aventuras, experiências e histórias de vida incríveis. Enquanto que da geração coca-cola pra cá, os contos de vida sejam sobre o trabalho, a casa que conseguiu comprar, o condomínio, o carro do ano, a chácara com piscina que financiou, o restaurante de luxo… E quanto mais zeros à direita, mais vazios em essência.

Até que ponto vale a sua estabilidade, quando ela tira de você o seu direito de viver, e cobra a duras penas uma constante manutenção? O problema está na normalidade de tudo isso. O ato de sabotar a vida vai se tornar cada vez mais natural, à medida que você permitir. Logo, trocar o lazer por trabalho será corriqueiro. Estar estressado, cansado e infeliz, será uma condição natural. Não ter tempo, já é algo normal.

O tempo passa, os filhos crescem, os familiares se vão. A nova geração de criadores e produtores nascem, e você, se vê na terceira idade, sem mais conseguir produzir. É passado para trás rapidamente, por uma tecnologia anos luz mais avançada (das quais outras pessoas pararam de viver para desenvolvê-las), com uma conta bancária gorda, e um amontoado de bens e propriedades. E cabe aqui citar um breve pensamento de Friedrich Nietzsche: “O sucesso tem sido sempre um grande mentiroso”!

Mas agora, já não pode gozar da vida. Está cansado demais. Produziu o bastante. Devolveu para o sistema tudo que esperavam de você. Foi, literalmente, uma máquina. Um criador, escravo da criatura. E agora, só consegue pensar em dormir todos os anos de insônia acumulados, e descansar todos os anos de falta de tempo. Se vê em uma bolha viva e nervosa, prestes a explodir para um despertar de vida, mas já não consegue contemplar o viver.

A vida está à venda. Quanto vale a sua?