19 set

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Usucapião fora da Justiça; saiba como proceder

Foto: Harry Strauss / Pixabay

A partir de hoje iniciaremos uma série de postagens referentes aos atos cartorários extrajudiciais. São medidas alternativas contrários aos litígios judiciais ou meios de soluções de conflitos que possibilitam resoluções administrativas ainda em cartório. 

Os atos extrajudiciais estão associados à noção de “desjudicialização”, ou seja, da possibilidade de resolver questões jurídicas fora do âmbito das ações judiciais. 

Como as mudanças implementadas a partir do Código de Processo Civil, ainda no ano de 2015, o cidadão teve o acesso facilitado aos direitos legalmente previstos. 

Dentre as principais vantagens dos atos extrajudiciais cartorários, estão a celeridade no procedimento e a resolução pacífica entre as partes, muito embora alguns deles necessitem da presença de advogado.

Vários são os atos administrativos possíveis em âmbito administrativo, no entanto, abordaremos sobre os principais e mais usuais, quais sejam: Separação, divórcio e extinção da união estável; Inventário administrativo e partilha; Ata notarial; Demarcação e divisões de terras particulares e Usucapião administrativo. 

Usucapião administrativo

O Usucapião administrativo é uma das modalidades de aquisição de propriedade. Esse tipo de procedimento ocorre em virtude de posse prolongada e ininterrupta de bem móvel ou imóvel, pelo prazo estabelecido legalmente.

O procedimento de usucapião poderá ser realizado pela via extrajudicial, no entanto, se houver impugnação, o procedimento deverá ser remetido ao Poder Judiciário. Ou seja, apenas será registrado o usucapião se não houver impugnação.

Como dito, seja judicial ou administrativo – no cartório – há a necessidade de constituir advogado. Por ser um procedimento mais célere e com um custo mais baixo, o procedimento de usucapião extrajudicial tem desafogado o judiciário consideravelmente, regularizando e valorizando o mercado imobiliário.

18 set

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DIU: conheça um dos métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres

Ilustração de um DIU já aplicado (Foto: Reprodução)

O DIU é o segundo método contraceptivo mais usado entre as mulheres, ficando abaixo apenas da laqueadura (método definitivo), porém, fica em primeiro lugar na categoria dos métodos reversíveis, sendo mais utilizado do que os contraceptivos orais, as famosas “pílulas”.

O DIU é um método contraceptivo inserido no útero da mulher após avaliação, e exclusão de possível gravidez, o mesmo é uma haste com formato semelhante ao T. Atualmente, temos duas opções: o DIU de cobre, (não hormonal), e o DIU de Mirena, (hormonal). Ambos são eficazes e efetivos com relação a impedir a gestação.

Seus mecanismos de ação são semelhantes, o DIU de cobre, à medida que vai liberando seus íons torna o útero um local hostil para os espermatozoides, atua como um espermicida o que impede que o espermatozoide fecunde o óvulo, o mesmo pode ficar até 10 anos sendo uma ótima opção para as mulheres que desejam contracepção reversível, de alta eficácia, longa duração, livre de hormônios, e é disponibilizado pelo SUS.

Já o DIU de Mirena, libera no útero um hormônio chamado levonorgestrel, aumentando a espessura do muco cervical, assim, dificultando o trajeto do espermatozoide até o encontro com o óvulo, e está indicado permanecer por no máximo 5 anos.

Ambos dispositivos têm efeitos colaterais semelhantes e que duram geralmente nos primeiros meses de adaptação, são contra indicados em caso de suspeita de gravidez. O DIU de Mirena tem um maior custo em relação ao de cobre, que é, e deve ser disponibilizado pelo SUS como método, e parte do programa de planejamento familiar. 

Mas surge a dúvida, se é eficaz por que existem algumas mulheres que engravidam usando esse método? Vamos desmistificar isso. Primeiro: nenhum método contraceptivo é 100% seguro. Segundo: o DIU deve ser inserido por profissional habilitado e capacitado, podendo ser médico ou enfermeiro após toda avaliação clínica, após sua inserção é aconselhável que dentro dos primeiros meses seja feita avaliação para confirmação do posicionamento do mesmo dentro do útero, além de seguir todas as recomendações passadas pelo profissional de saúde, que o introduziu.

Hoje, o DIU de cobre, tem um percentual de falha em média de 0,4% (4 mulheres a cada 1000) que utilizam, e o DIU de Mirena, 0,2% (2 mulheres a cada 1000 ) que utilizam. Portanto, fica claro que o percentual de ineficácia dos dois tipos é baixíssimo, o que transforma hoje, o DIU, um dos métodos mais seguros e mais utilizados, lembrando que o dispositivo impede apenas a gravidez e não o risco de IST (infecções sexualmente transmissíveis), sendo aconselhado a associação com preservativo.

Veja abaixo um vídeo que mostra a simulação de aplicação de um DIU.

16 set

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Uma Venezuela pra chamar de minha

Foto: Ilustração

O país vizinho sofre há um certo tempo por problemas econômico, social e político a um nível que se pode declarar calamidade pública e humanitária. O Fundo Monetário Internacional – FMI, por exemplo, estima que ainda neste ano a inflação da Venezuela atinja surreais 10.000.000% (10 milhões por cento!).

Podemos considerar que a situação caótica do país tenha explodido com o Caracaço, que foi um movimento de manifestações na capital Caracas cujo o objetivo era repudiar as medidas econômicas declaradas pelo então presidente Carlos Andrés Pérez. O Caracaço ocorreu em fevereiro de 1989.

Em resposta ao Caracaço, o governo colocou tropas nas ruas contra os manifestantes, o que resultou em mais de 70 mortos e mais fúria da população. Uma das lideranças da manifestação era um tenente-coronel do exército venezuelano, chamado Hugo Chávez.

Hugo Chávez, após alguns anos, prisão e tentativas de golpes de estado, tentou chegar ao poder de forma mais convencional: formando alianças com a oposição, eleito em 1999. Começava então o chavismo.

Mas, quando a Venezuela se tornou a tão famosa “comunista”? Após uma série de medidas autoritárias, como a Lei Habilitante, o Hugo Chávez começou a governar tomando decisões por decretos e assim, distribuiu terras, estatizou reservas de petróleo e nacionalizou setores como cimento e aço. A partir daí, a oposição começou a chamá-lo de ditador.

Situação que foi cada vez mais se confirmando pelas atitudes e medidas tomadas por ele. Se tornou de fato uma ditadura chavista na Venezuela. Uma atitude marcante foi o aumento do número de juízes na suprema côrte, para que, mesmo indiretamente, ele controlasse também o poder judiciário.

Chaves se aproveitou de um momento de inflamação e revolta popular contra os governantes para se enraizar no poder. Essas revoltas sempre precisam de uma figura para guiá-las e orientá-las, ocorre em várias debandadas sociais na história da humanidade. E consequentemente, essas lideranças se apropriam do poder.

É a estratégia do “nós contra eles”, que usa de mentiras, enganação e torna o ambiente político polarizado com os nervos à flor da pele. Os líderes políticos se aproveitam da massa de manobra e estendem seus mandatos por anos e anos, mesmo que isso custe a dignidade de muitos cidadãos.

Essa polarização está sendo evidenciada em nosso País também, onde algumas lideranças surgiram se aproveitando da revolta da população. Porém, o perigo aqui é isso estar associado ao discurso de ódio, intolerâncias e o desmerecimento de pastas como educação, meio ambiente e cultura. Pastas tais que já sofriam com uma lenta evolução.

O fato que diminui um pouco a preocupação com esse cenário é que uma onda de arrependimento tem tomado vários cidadãos que, infelizmente foram enganados com a perspectiva de uma mudança revolucionária. Mas não tem problema se arrepender e reconhecer o erro. Só não pode repeti-lo, tá ok?

08 set

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SETEMBRO AMARELO: Você sabe como surgiu?

Foto: Divulgação

No Brasil, foi criada a campanha Setembro Amarelo com o objetivo de intensificar as ações de prevenção ao suicídio, que atualmente é considerado um problema de saúde pública.   

O termo é utilizado porque é celebrado no dia 10 de setembro de cada ano, o dia mundial de conscientização a prevenção ao suicídio. Durante do o mês a campanha ganha destaque midiático, intensificando ações mundiais para evitar que mais pessoas tirem a própria vida, com diversas atividades em todo o mundo desde 2003.

O ministério da Saúde (MS), juntamente com a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (AIPS), colaboram com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Mundial para Saúde Mental (FMSM), em ações articuladas que mobilizam cerca de 40 países e realizam eventos de sensibilização para fortalecer a ocasião. 

Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que no mundo por ano mais de UM MILHÃO de pessoas morram por suicídio, sendo contabilizado o maior número entre pessoas com idades entre 15 e 29 anos, com isso, se torna a quarta causa de mortes entre homens e a oitava causa entre mulheres.

De acordo com Ministério da Saúde (MS), no Brasil esse número tem crescido nos últimos anos, principalmente entre os jovens, haja vista as estatísticas mostram que pessoas de todas as idades e classes sociais cometem suicídio. O objetivo da campanha é levar informações a toda população, e só assim será possível reverter essa estatística negativa.

O maior número de tentativas está entre as mulheres, muito embora os homens morram em maior número, isso é devido aos indivíduos do sexo masculino utilizarem métodos mais violentos que raramente falham. 

A campanha Setembro Amarelo é projetada para desconstruir o preconceito sobre as causas do suicídio. A falta de conhecimento sobre o assunto é o principal obstáculo que dificulta a prevenção. 

Segundo o Ministério da Saúde (MS) 90% dos casos de suicídio estão relacionados com alguma doença mental, então quanto maior o nível de conhecimento sobre a temática, mais fácil de prevenir o problema.

Quando um indivíduo pensa ou tenta suicídio, mas é acolhido e direcionado pelo profissional capacitado, raramente ele volta a tentar, o índice de desistência é de 90% desde que tratado. Ou seja, quando esse indivíduo não é cuidado ele tem uma grande chance de cometer suicídio a qualquer momento. 

Segue algumas dicas de como agir diante de alguém com ideação suicida:

Mantenha-se calmo e receptivo, disposto a ouvir alguém precisa desabafar;

Não julgue nem critique o que ele disser, pois você não sabe o quanto ele sofre;

Diga que está com ele e vai ajudá-lo.

Estimule o indivíduo a falar sobre como tentou, a quanto tempo se sente assim, quem sabe das tentativas, são perguntas que o farão explicar o nível de perigo que ele se encontra;

Mesmo que ele se negue no momento, tente levá-lo a um serviço de saúde mental; 

Não o abandone, não o deixe desistir da vida;

Falar sobre suicídio com quem pensa em tirar a própria vida é melhor maneira de amenizar o sofrimento mental que ele sente, tudo que precisa nesse momento é ser ouvido e valorizado.

05 set

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Crianças com microcefalia ligada ao zika agora tem direito a pensão vitalícia

Cerimônia em que o presidente assina a MP (Foto: Marcos Correa / PR)

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (4) uma Medida Provisória (MP) que institui a pensão especial vitalícia para crianças com microcefalia decorrente do vírus Zika, nascidas entre 2015 e 2018. O valor é de um salário mínimo.

Atualmente, há a possibilidade de crianças com microcefalia receberem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no entanto, a cada dois anos precisa ser renovado para seguir sendo atendido.

Além disso, o benefício é limitado a famílias que recebam rendimentos de até 1/4 de salário mínimo por integrante familiar. Com a Medida Provisória, o pagamento passa a ser permanente e sem limite de renda familiar.

As famílias que se enquadrem nessa situação, deverão requerer a pensão especial no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Elas, porém, deverão abrir mão do BPC.

Por se tratar de Medida Provisória, o direito de requerer entra em vigor imediatamente, porém, precisa ser votada em até 120 dias pelo Congresso para não perder sua eficácia.

O que é a microcefalia?

A microcefalia é uma condição neurológica rara que se caracteriza por anormalidades no crescimento do cérebro dentro da caixa craniana (crânio reduzido). Algumas crianças que possuem microcefalia, tem apresentado sérios problemas de desenvolvimento, o que leva, dependendo do grau de sua condição, um déficit intelectual, atraso nas funções motoras e de fala, epilepsia, dificuldades de coordenação e equilíbrio, ainda alterações neurológicas que causam incapacidade, na maioria das vezes, absoluta.

Em caso de dúvidas, procure um advogado de sua confiança.

31 ago

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Sarampo: Quais cuidados preciso ter!

Vacinação é o melhor método de se prevenir contra o sarampo (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Em nosso estado não havia nenhum caso de sarampo desde o ano 2000, ou seja, Alagoas conseguiu ficar 19 anos sem nenhum caso de sarampo, o que acabou mudando recentemente com a confirmação de uma pessoa infectada na cidade de Arapiraca, fazendo – se necessário a população ter conhecimento sobre a doença.

Logo, sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode levar à morte. Sua transmissão ocorre quando a pessoa doente: tosse, fala, espirra, e respira próximo, pois o vírus é transmitido pelas gotículas que saem quando se fala e respira ou qualquer outra forma de contato com fluidos do nariz e boca de uma pessoa infectada.

É altamente contagiosa, onde 90% das pessoas que não possuem imunidade são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa doente. É importante também que a população saiba quais sinais e sintomas são característicos da doença para em caso de suspeita procurar logo ajuda médica.

Alguns sinais e sintomas da doença:

-Febre acompanhada de tosse;

-Irritação nos olhos;

-Nariz escorrendo ou entupido;

-Mal-estar intenso

-Podendo também aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.

O sarampo além de altamente contagioso não possui tratamento especifico e a medida de prevenção é através da vacinação, então vamos resgatar os cartões de vacina e levar ao posto de saúde perto da nossa casa para verificar se há necessidade de tomar ou não a vacina e nos prevenirmos. Segue um esquema de vacinação abaixo: 

Segue esquema:

– Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e a outra aos 15 meses de idade (tetra viral);

– Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a vacina anteriormente devem receber duas doses da tríplice viral;

– Pessoas de 10 a 29 anos – duas doses da tríplice viral;

– Pessoas de 30 a 49 anos – uma dose da tríplice viral; 

26 ago

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NÃO SEJA UM GATILHO

Foto: Gerd Altmann / Pixabay

Em uma pesquisa rápida é possível constatar dados alarmantes quanto aos índices de depressão, e de suicídio decorrente da mesma. De acordo com os dados da Organização PanAmericana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualizados em 2018, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, além de cerca de 800 mil pessoas morrerem por suicídio todos os anos. Segundo este levantamento, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

Diante disso, muito se fala na doença do século, no mal da nova Era, mas, de maneira geral, pouco se faz. É claro que existem políticas públicas que buscam prevenir e tratar, podendo ser citado aqui, o programa de saúde mental da própria OMS, “que fornece aos países orientação técnica baseada em evidências para ampliar a prestação de serviços e cuidados para transtornos mentais e de uso de substâncias” (OPAS). Em seu plano de ação de Saúde Mental de 2013-2020, seus membros buscam e têm por objetivo, reduzir as taxas de suicídio nos países em pelo menos 10%. Mas, quando eu coloco aqui que pouco se faz, me refiro, principalmente, às nossas atitudes corriqueiras, das quais praticamos espontaneamente, às vezes (na maioria delas), sem perceber.

Fui pega de surpresa esses dias quando abri um aplicativo de mensagens, e em alguns grupos, diferentes pessoas haviam encaminhado a mesma mensagem, com os seguintes dizeres:

“Depressão = excesso de passado

Ansiedade = excesso de futuro

Estresse = excesso de presente

– Se livre dos excessos.”

Após observar que a quantidade de pessoas que compartilhavam da mesma ideia só crescia, me coloquei a questionar se as coisas haviam chegado a tal ponto por que as pessoas andam com “excesso” de falta de empatia e falta de informação. Muito se julga, pouco se busca saber. Com isso, a cada julgamento, a cada dedo apontado por meio do nosso pré conceito sobre outrem, nos tornamos os principais culpados. Nós somos as pedras que existem sob a ponte, somos a corda, a imensidão após o penhasco, a navalha que autolesiona e automutila. Somos o gatilho.

É muito mais fácil menosprezar um problema quando este não é um peso nosso. Assim, nós reproduzimos atitudes das quais fazem com que as pessoas que já compõe uma lacuna de pré-disposição ao suicídio sejam impulsionadas a plantar essa semente em seus subconscientes. E nós, somos a irrigação à umidificá-las dia após dia.

Quando menos esperamos, uma notícia é compartilhada: “alguém tirou a própria vida”. Parte das pessoas que a conhecia lamenta, parte procura culpados, enquanto outros se culpam, e parte simplesmente ora se questiona, ora julga. E agora, já não se pode tentar ajudar, tentar ouvir, tentar compreender. Estivemos ocupados demais com prioridades de nossas vidas, que  na maior parte do tempo, diz respeito ao nosso ego inflado, seja ele um componente da nossa vida real, ou da vida virtual (perfeita) que fazemos as outras pessoas idealizarem.

Imagine se os seres que compõe a sociedade fossem um tanto mais humanos, a demasiada quantidade de caos que poderia ser evitada. E não só relacionado a depressão, ansiedade, suicídio ou todos os fatores que os envolvem, mas sobre todo o universo de coisas que nos fazem, de fato, humanos. Ora, somos a “raça superior”, os racionais e evoluídos.

Superior? Até que ponto?

Todos os meus estudos à cerca das ciências sociais, questionamentos filosóficos e estudos biológicos quanto à evolução humana, chegam diante dos meus olhos e caem por terra, ao perceber que o egoísmo humano pesa muito mais que uma outra vida. Ainda assim, prefiro acreditar que a alucinação de Belchior era uma previsão para um bem que ainda está por vir logo adiante, onde todos despertem para a ideia de que “amar e mudar as coisas me interessa
mais”.

Que nós sejamos tão evoluídos ao ponto de parar de reproduzir situações gatilho. Alcancemos o mais alto nível de capacidade de inteligência humana, e usemo-los da forma mais, de fato, humana que consigamos ser: altruístas.

25 ago

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PEDOFILIA: Você sabe o porquê é considerada doença?

Foto: Hans Kretzmann / Pixabay

Quando esse assunto vem à tona, geralmente causa grandes desconfortos na maioria das pessoas, por se tratar de uma ação que gera muitos traumas e consequências negativas na criança que foi vítima de um pedófilo.

Sabemos também que a violência sexual em crianças e adolescentes é crime previsto no ECA-(Estatuto da Criança e do Adolescente). Nem só o ato sexual (contato genital), mas qualquer tipo de carícia, ou a ação de: “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. 

Primeiro é necessário esclarecer a diferença entre o pedófilo e o estuprador

 – O pedófilo é na maioria das vezes do sexo masculino, sente desejo sexual por crianças numa idade em que ainda não desenvolveu fisicamente características sexuais. Esse indivíduo que geralmente tem uma função social que não causa suspeita a ninguém, convive próximo, e tem a confiança da família da criança. Ele quase sempre com o intuito de conquistar a criança, para que depois possa ter intimidades com ela e raramente usa agressividade.

 – O estuprador é na maioria das vezes do sexo masculino, sente atração sexual por pessoas adultas e usa sempre a violência para causar medo na sua vítima, e com isso obriga alguém a manter relações sexuais com ele de maneira forçada.

A pedofilia está entre as doenças classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) descrita entre os transtornos da preferência sexual. Ou seja, ela se enquadra entre as disfunções ou alterações da sexualidade.

OBS: O que torna esse comportamento anormal é o fato de uma pessoa adulta, sentir desejo sexual por uma criança (menino/menina), que não desenvolveu nenhuma característica corporal. 

Pedófilos são pessoas adultas (homens e mulheres), que têm preferência sexual por crianças – meninas ou meninos – do mesmo sexo ou de sexo diferente, geralmente pré-púberes (que ainda não atingiram a puberdade) ou no início da puberdade, de acordo com a OMS. 

Trata-se de uma doença, descrito CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), na classe dos transtornos da sexualidade, que leva um indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído por crianças e adolescentes de forma compulsiva e obsessiva, podendo levar ao abuso sexual. O pedófilo é, na maioria das vezes, uma pessoa que aparenta normalidade no meio profissional e na sociedade. Ele se torna criminoso quando utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual, com ou sem o uso da violência física.

Esse tipo de distúrbio assim como outras alterações psicológicas não tem cura, existe tratamento e o controle, muito embora é algo muito delicado e precisa ser orientado adequadamente por profissionais específicos. 

E para a criança que foi vítima de um pedófilo os traumas são atenuados com acompanhamento psicológico.

13 ago

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Gerenciando as emoções: Administre sua mente e desenvolva habilidade emocionais nos seus filhos

Esse treinamento foi desenvolvido para adolescentes e adultos, é fundamentado nas técnicas e ferramentas da AGE – Academia de Gestão da Emoção do Dr. Augusto Cury, que é a maior referência mundial nesse assunto.

Nessa aula eu compartilho a importância de aprendermos a identificar o que sentimos e porque sentimos. Nossas emoções são reações automáticas do nosso organismo aos estímulos naturais e sociais, e quando não administradas nos transformam em pessoas estressadas, ansiosas, improdutivas, inadequadas, agressivas e doentes. 

Apresento as estratégias necessárias para que cada indivíduo se torne o autor da própria história, a ter autonomia para direcionar suas necessidades e com isso deixar de ser refém da vontade exclusiva do outros, dos medos e preocupações excessivas. 

Esse curso é um mecanismo de transformação pessoal, desenvolvendo suas habilidades sociais respeitando as diferenças entre as pessoas, te treinar a exercer a humildade e o quanto isso fará de você um ser humano cada vez mais equilibrado emocionalmente e mais sábio.

Esse workshop terá duração de 4 horas, com coffee break, terá exemplos de como superar as atividades estressantes do dia a dia, e está projetado em 4 etapas.

1-Passo. 

Aprender a ter uma mente livre e emocionalmente saudável, e assim se sentir um humano único, restaurando sua autoestima e não ser mais escravo das circunstâncias e dos estresses sociais, ainda nessa etapa você tornar-se líder de si mesmo para depois consegui liderar outras pessoas, desenvolver uma emoção jovem e motivada.

2-Passo.

Trabalhar a mente para ser resiliente, e socialmente impactante. Você aprenderá a usar as perdas e frustrações para se construir e não se destruir, aprenderá também a difícil arte de ouvir, a dialogar, e entender que administrar a própria emoção é fundamental para se tornar livre feliz e saudável.

3-Passo

Aprenderá a ser o autor da sua própria história, prepare-se você será treinado para desenvolver sua capacidade de escolha, autonomia, domínio próprio, e nunca mais sofrer com o que os outros pensam ou falam sobre você. 

4-Passo

Você será treinado para proteger a sua emoção, parar de sofrer por antecipação, e assim combater a ansiedade, e também aprenderá como transmitir aos seus filhos essas habilidades emocionais. 

Isso te deixará preparado para corrigir seus pensamentos disfuncionais e suas emoções destrutivas e doentias. Você se tornará um ser humano muito melhor, encontrando o caminho natural para o crescimento pessoal e profissional.

Esse curso acontecerá no próximo sábado dia 17/08/19, no auditório do Hipermercado Nobre. Das 14h às 18h. 

As vagas são limitadas, para se inscrever basta entrar em contato pelo (82) 99965-7254 WhatsApp, ou comparecer na data e horário marcado.

Investimento:

1 pessoa R$ 80,00

2 pessoas R$ 100,00 ou seja 50,00 cada.

09 ago

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A benção da ignorância

Foto: Christine Sponchia / Pixabay

Simplesmente, é fácil não se incomodar com algo quando ele não existe. Se algo não existe para o ignorante logo esse algo não existe e ponto. Essa é uma visão de ignorância. Ignorar. Não existir. 

A ignorância protege o ignorante do sofrimento que o ato de questionar e pensar, às vezes, causa. O ignorante é levado como um barco a vela. 

Não importa de onde venham os ventos que impulsionam o barco, não importa ao ignorante. Não importa a direção a qual está indo. 

Mantém-se alienado. Fechado em um pobre e discreto mundo. Sem fome de mundo. Não se preocupa em fingir que está tudo bem. Porquê para o ignorante está tudo bem. Mesmo não estando. Mas ele não sabe. 

O ignorante não precisa se preocupar com o que acontece em seu meio, tão pouco, ao seu redor. Simplesmente, coisas acontecerão, outros irão decidir, agir e está bem. 

O ignorante é alienado e atrevido. Pensa que sabe e domina. O ignorante na civilização não se preocupa em ser civilizado. 

A ignorância é aliada da maldade. E os resultados disso são um sequência constante de ignorantes sendo aproveitados por aqueles que alienam.