Artigo: Que tal viajar no passado de Santana do Ipanema?

19 abr 2020 - 11:29

Capa do livro “Santana, a cada canto, um conto” (Foto: Reprodução)

A pacata cidade de Santana do Ipanema sofreu recentemente duas enchentes. Essa tragédia me trouxe curiosidades sobre o rio Ipanema e o riacho Camuxinga, ambos protagonistas desses episódios no Sertão de Alagoas

Mergulhei no livro “Santana do Ipanema, em cada canto, um conto”, do professor e escritor Fábio Soares Campos. Em suas preciosas linhas, o autor conta como surgiu a ponte do Padre, que liga o riacho Camuxinga e o rio Ipanema.

Essa história, de acordo com o sertanejo, foi contada por sua saudosa mãe, Dona Dineusa Bezerra Campos. Me chamou atenção o trecho “lá estava assentada, a confluência do rio e riacho. Enquanto o Camuxinga, languindo se entrega ao Ipanema”. 

Esse fato, até poucos dias ninguém poderia acreditar, mas aí veio o rio Ipanema, subiu e cobriu a ponte do Padre.

Lendo o trecho “Lá vinha o Ipanema, de águas salobas da cor de ferrugem, pra dar nome a cidade”, consegui vislumbrar as águas do Panema, imaginando ela correndo rio abaixo.

Em todo livro percebe-se que o autor retrata os contos da cidade através uma bela história, escrita com humor, rimas e entusiasmo. A obra nos proporciona entender de forma prazerosa como surgiu a cidade de Santana do Ipanema.

É possível viajar pelo passado, reconhecer e relembrar os personagens populares que deram início a uma cidade, que considero de “terras doces”.

Durante a leitura me senti como se tivesse entrado na máquina do tempo, trazendo a pureza da criança que brincava na rua, das fortes tradições religiosas, das cheias do rio Ipanema e, as pessoas mais conhecidas desse pedacinho do sertão.

Se você ama Santana do Ipanema, com certeza vai querer relembrar esses personagens reais. E para quem não é dessa época, posso garantir que vai ter o prazer de conhecer tempos tão bonitos.

Por Flaviana Wanderley – colaboração*

*É pedagoga, servidora pública municipal em Santana do Ipanema

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