Sobre Amanda Araújo

Amanda Araújo Mendes é proprietária e enfermeira do consultório de enfermagem CuraDerme situado em Santana do Ipanema (Alagoas). Formada em enfermagem pela Faculdade Cesmac do Sertão, também bacharela em administração pública pela Ufal. Possui especializações na área de gestão em saúde pública e urgência, emergência e terapia intensiva. Já atuou como enfermeira no Hospital Regional de Santana do Ipanema e atenção básica do mesmo município. Fez parte do corpo docente dos cursos da escola técnica de saúde Valeria Hora e atualmente é docente do Divino Cursos.


A cada minuto, 3 pessoas no mundo tem membros amputados por complicações do diabetes

10 fevereiro 2020


No mundo, 422 milhões de adultos têm diabetes, que é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano (Foto: Agência Brasil)

85% das amputações no brasil são causadas pela diabetes, uma doença crônica que atinge 12,5 milhões de pessoas de acordo com o ministério da saúde. Conhecida popularmente como “açúcar no sangue” a diabetes se divide em três tipos:

O diabetes tipo 1 – é aquele onde a pessoa não consegue produzir insulina através do pâncreas e precisa tomar diariamente doses de insulina e verificar sempre a glicemia.

O diabetes tipo 2 – é aquele onde a pessoa tem a ação da insulina prejudicada pelo estilo de vida como sedentarismo e obesidade, sendo necessário auxilio de remédios para diminuir a quantidade de insulina livre no corpo.

Diabetes gestacional – Quando a mulher durante a gestação desenvolve um índice alto de glicemia que normalmente regulariza após o parto, porém, deixa mãe e filho susceptíveis e mais propensos a desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Primeiro, precisamos entender um pouco sobre a situação dos portadores de diabetes em nosso país. Uma parte da população é diabética, porém, não sabe que possui a doença e demora muito para buscar os serviços de saúde, até obter o diagnóstico. Outra situação, são aquelas pessoas que, sabem que são diabéticas, tem o diagnóstico, tem a prescrição de remédios, e medidas alternativas que auxiliam no controle da doença, mas por algum motivo não seguem as recomendações.

Em ambas as situações, o excesso da glicose no organismo vai acontecer porque a insulina não terá capacidade de controlar, ou seja, terão mais glicose no sangue do que insulina. Isso normalmente em diabéticos que passam muito tempo descompensado, (termo que usamos para identificar o paciente sem controle da doença), essa glicose que fica em excesso no sangue, começa a danificar as terminações nervosas, que são as partes do corpo responsáveis por sentir dor, calor, frio, toque, e isso começa geralmente pelos pés.

Então, um paciente nessa situação já não consegue identificar a dor ou as sensações no pé, diferente de uma pessoa não diabética, o que acaba facilitando o surgimento de machucados, feridas e consequentemente por estar com a glicose alta, também dificulta a cicatrização e a circulação de sangue nos pés e pernas, o que a médio/longo prazo pode acarretar em uma amputação do membro afetado.

E como o diabético pode evitar isso? Primeiro, fazendo a consulta regularmente com seu médico, seja particular, ou pelo SUS na Estratégia de Saúde da Família com médico ou enfermeiro para fazer exames de rotina, segundo, tomando as medicações da forma que foi prescrita, mantendo sempre uma alimentação saudável associada a pratica de atividades físicas, e terceiro, procurando um especialista para fazer uma avaliação semestral dos pés para avaliar se já está acontecendo à perda da sensibilidade ou não. Diabetes é uma doença sem cura, porém, tem tratamento e controle.

Procure um profissional da saúde qualificado para obter orientações e não entre nessa estatística assustadora do nosso país.

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