Além da dor no peito: 4 sinais de problemas cardíacos em mulheres
Cansaço persistente, falta de ar, desconfortos e palpitações podem indicar doenças cardiovasculares e ser confundidos com ansiedade.
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte entre as mulheres no Brasil. Apesar disso, os sinais de problemas cardíacos nem sempre são reconhecidos, já que podem se manifestar de forma diferente da dor intensa no peito, sintoma mais associado ao infarto.
Cansaço frequente, falta de ar e tonturas, por exemplo, podem ser atribuídos à rotina agitada, à ansiedade ou às alterações hormonais. Essa interpretação pode atrasar a procura por atendimento médico e o diagnóstico.
Um posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), publicado em 2025, alerta para o subdiagnóstico e o subtratamento das doenças cardiometabólicas em mulheres. Segundo a cardiologista Carla Okabe, do Hospital São Marcelino Champagnat, os sintomas femininos podem ser minimizados ou confundidos com outras condições.
1. Cansaço persistente e queda no rendimento físico
O cansaço que não melhora com o descanso ou a dificuldade para realizar atividades que antes eram simples podem ser sinais de alerta. Quando tarefas cotidianas passam a exigir mais esforço, é importante investigar a causa.
O sintoma pode ser confundido com excesso de trabalho, sedentarismo, envelhecimento ou alterações hormonais, mas mudanças persistentes no padrão habitual de disposição merecem avaliação médica.
2. Falta de ar em atividades cotidianas
Sentir falta de ar ao caminhar, subir escadas ou realizar exercícios que antes não provocavam desconforto pode indicar um problema de saúde, inclusive cardiovascular.
O sinal merece atenção principalmente quando surge de forma recente, piora progressivamente ou aparece durante esforços leves.
3. Dor fora do peito, náuseas e suor excessivo
A dor no peito é um dos sintomas mais conhecidos do infarto, mas o desconforto também pode atingir as costas, o pescoço, a mandíbula e os braços. Sensações de peso, pressão ou queimação podem acompanhar o quadro.
Náuseas e suor excessivo também podem ocorrer. Por isso, a ausência de uma dor intensa no peito não deve ser usada para descartar a possibilidade de um problema cardíaco.
4. Palpitações e tonturas recorrentes
A sensação de que o coração está acelerado, batendo de forma irregular ou falhando pode estar relacionada a alterações do ritmo cardíaco. Quando acompanhadas de tontura, fraqueza ou episódios repetidos, as palpitações precisam ser avaliadas.
Esses sintomas também podem ter outras causas, mas a investigação médica ajuda a identificar a origem do problema e definir a conduta adequada.
Fatores de risco também precisam ser considerados
A prevenção de doenças cardiovasculares não deve depender apenas do aparecimento de sintomas. O histórico de saúde e os hábitos de vida ajudam a estimar o risco de cada mulher.
Entre os fatores que merecem atenção estão:
• Pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
• Tabagismo, sedentarismo e excesso de peso;
• Histórico familiar de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC);
• Histórico de pré-eclâmpsia, eclâmpsia, hipertensão ou diabetes durante a gestação;
• Menopausa precoce, síndrome dos ovários policísticos e doenças autoimunes.
As mudanças hormonais e metabólicas associadas à menopausa também podem influenciar o risco cardiovascular. Por isso, consultas preventivas são importantes mesmo quando não há sintomas aparentes.
Quando procurar atendimento?
Sintomas novos, persistentes ou diferentes do habitual devem ser investigados. Dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, suor frio, desmaio ou desconforto súbito acompanhado de náuseas podem indicar uma emergência. Nesses casos, é necessário procurar atendimento imediatamente ou acionar o Samu pelo número 192.
Reconhecer os sinais e manter o acompanhamento médico são medidas importantes para identificar precocemente problemas cardiovasculares e reduzir o risco de complicações.





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