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  • Santana do Ipanema, 10/10/2026
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Dia das Crianças: gasto por presente chega a R$ 369 no Brasil

Valor é recorde histórico, apesar da pressão sobre o orçamento familiar.

Foto: Divulgação
Dia das Crianças: gasto por presente chega a R$ 369 no Brasil

O Brasil chega a este Dia das Crianças com 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. A diferença de 10 milhões a favor dos idosos reflete uma virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar: em 2040, serão 2,5 idosos para cada criança. Mesmo assim, a data está mais forte, segundo estudo do IBEVAR-FIA Business School. 

Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera, com 1,96 idoso por criança. Alagoas é o mais recente a virar, em 2026. 

A busca por "presente de Dia das Crianças" no Google dobrou em relação a 2019. No mesmo período, a busca por presente de Natal subiu 22%, a de Dia dos Pais ficou praticamente estável e a de Dia dos Namorados caiu 45%. 

O gasto real por criança, descontada a inflação, chega a R$ 369. É o maior valor desde o início da série, em 2005, e supera o pico de 2014 (R$ 354). O valor total da data ainda não alcançou o recorde daquele ano, mas o País tem hoje 3 milhões de crianças a menos, e cada uma recebe mais. 

Os filhos são 50% dos presenteados. Sobrinhos respondem por 34% e netos por 16%. Com menos crianças e mais adultos ao redor de cada uma, o presente vem de mais gente da família. A comunicação do varejo precisa falar com tios e avós, não só com pais.

O desejo da criança muda cada vez mais rápido. Labubu e Bobbie Goods estão 96% abaixo do pico de julho de 2025. O álbum da Copa perdeu 99% do interesse em cinco meses, e o bebê reborn perdeu metade em uma única semana. A febre deste ano é o squishy, que bateu o próprio recorde de buscas na semana passada. 

Entre janeiro e setembro, o patinete registrou a maior alta de interesse (+43%). As plataformas de games também sobem: Steam (+28%), PlayStation (+25%) e Xbox (+12%). Fantasia (−18%), bicicleta infantil (−16%) e quebra-cabeça (−12%) perdem espaço. 

Nos últimos 12 meses, o brinquedo subiu 3,6%, abaixo do IPCA (4,2%). A pressão está nos itens que acompanham o presente: chocolate (+12,5%) e videogame (+12,0%). 

O emprego vive o melhor momento da série, com desemprego de 5,3%, mas o orçamento das famílias está apertado. A inadimplência no crédito livre atingiu recorde de 8,01% em agosto, e 49,9% da renda está comprometida com dívidas. Entre os compradores, 37% têm contas em atraso e 12% admitem deixar de pagar uma conta para não deixar a criança sem presente. 

O mercado em 2026 

  • R$ 4,26 bilhões nos shoppings na semana da data 
  • R$ 10,16 bilhões no e-commerce 
  • Expectativa de crescimento de 5% a 9% nas vendas da indústria de brinquedos 

“O Dia das Crianças cresce porque cada criança recebe mais, e boa parte desse presente vem de tios e avós. Como o desejo muda em poucas semanas, a aposta em febres pede estoque curto e reposição rápida.” afirma Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School.  

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