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  • Santana do Ipanema, 24/09/2026
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Telemedicina vai além da videochamada e amplia o cuidado

Monitoramento remoto, dispositivos conectados e aplicativos permitem acompanhar pacientes de forma mais contínua.

Foto: Reprodução
Telemedicina vai além da videochamada e amplia o cuidado

A telemedicina está deixando de ser sinônimo de consulta por videochamada. Com a evolução das tecnologias digitais, o atendimento remoto passa a incorporar monitoramento de indicadores de saúde, dispositivos conectados, aplicativos, prontuários eletrônicos e compartilhamento de informações em tempo real. A mudança abre espaço para um modelo de cuidado que não termina quando a consulta é encerrada, mas pode continuar por meio do acompanhamento remoto do paciente.

No Brasil, essa transformação já aparece nos números. Dados do Ministério da Saúde mostram que a telessaúde registrou 2,5 milhões de atendimentos em 2024. Somados aos 1,55 milhão contabilizados entre janeiro e julho de 2025, foram mais de 4 milhões de atendimentos no período. 

A expansão também é observada no setor privado. Levantamento da Saúde Digital Brasil em parceria com a Serasa Experian aponta que os atendimentos remotos passaram de cerca de 200 mil em 2020 para mais de 3,1 milhões em 2025. Segundo o painel, 72% das consultas analisadas são resolvidas e finalizadas no ambiente digital. 

O avanço tecnológico muda, principalmente, a forma como os dados do paciente podem ser utilizados ao longo da jornada de cuidado. Relógios inteligentes, oxímetros, aparelhos de pressão e outros dispositivos conectados podem produzir informações que, quando clinicamente indicadas e integradas a plataformas adequadas, ajudam a compor um histórico mais amplo do paciente.

Na prática, isso significa que uma consulta pode ser apenas uma das etapas do acompanhamento. Em determinados casos, o profissional pode analisar informações coletadas entre uma consulta e outra, acompanhar a evolução de parâmetros e identificar alterações que indiquem a necessidade de uma nova avaliação. O objetivo não é substituir indiscriminadamente o atendimento presencial, mas utilizar a tecnologia como complemento da assistência.

Esta é uma das frentes que impulsionam a chamada segunda geração da telemedicina. O conceito envolve a combinação entre atendimento remoto, dados clínicos, conectividade e ferramentas de acompanhamento. Para pacientes com doenças crônicas, o monitoramento contínuo pode contribuir para uma visão mais abrangente da evolução do quadro, desde que inserido em protocolos e fluxos assistenciais apropriados.

“A saúde digital aproxima pacientes e médicos com mais agilidade, segurança e praticidade”, afirma Juan Ramos, CEO da CallMed. Para o executivo, a tecnologia deve funcionar como instrumento para ampliar o acesso sem deixar de lado a qualidade do atendimento. “O objetivo da CallMed é unir pacientes e médicos por meio de uma plataforma de telemedicina, com acesso por smartphones, tablets, computadores e outros pontos de atendimento’, completa.

A healthtech atua no segmento de saúde digital e vem ampliando sua presença em projetos voltados aos mercados público e privado. Entre as possibilidades proporcionadas pelas plataformas digitais está a conexão entre diferentes etapas da assistência, desde o acesso ao médico até o registro das informações e o compartilhamento de exames e documentos.

O movimento acompanha também a digitalização da infraestrutura de saúde brasileira. O Censo das Unidades Básicas de Saúde divulgado em 2025 mostrou que 97,6% das UBS utilizavam prontuário eletrônico e 94,6% tinham acesso à internet. Este nível de digitalização cria condições para ampliar a integração entre atendimento presencial e remoto.

Outra tendência é a maior diversidade de serviços realizados a distância. No SUS, a telessaúde já contempla desde teleconsultas e telediagnósticos até telemonitoramento e teleinterconsultas. A modalidade também tem sido utilizada para apoiar o acesso a especialistas em regiões onde a oferta presencial é limitada.

O desafio, agora, é fazer com que a quantidade crescente de dados gerados pelos pacientes se transforme em informação útil para a assistência. Para isso, ganham importância a interoperabilidade entre sistemas, a segurança da informação, a proteção de dados e a definição de protocolos clínicos. A regulamentação brasileira também estabelece que o uso da telemedicina deve respeitar a autonomia médica e que o profissional precisa avaliar se a modalidade é adequada às necessidades de cada paciente.

A inovação deixa de estar apenas na possibilidade de falar com um médico a distância. Ela passa a estar na capacidade de conectar pessoas, dados e profissionais em diferentes momentos do cuidado. Para empresas como a CallMed, esta mudança representa uma oportunidade de ampliar o acesso à assistência e, ao mesmo tempo, tornar a jornada mais integrada. “Nosso compromisso de levar uma saúde de qualidade e humana através de uma tecnologia que ampliasse cada vez mais a acessibilidade das pessoas a médicos das diversas especialidades continua sendo o nosso grande objetivo”, afirma Juan Ramos.

Telemedicina para brasileiros no exterior

A CallMed agora também opera nos Estados Unidos e leva sua plataforma de telemedicina a uma conexão da comunidade brasileira a médicos brasileiros, por vídeo, no conforto de casa.

Para quem já recorreu a um urgent care americano, a experiência costuma ser parecida: sala de espera cheia, formulários em inglês e, no fim, uma conta alta e mais dúvidas do que respostas. O acolhimento do médico brasileiro, aquele que entende o jeito de falar e a forma de descrever um sintoma de quem cresceu no Brasil, muitas vezes fica a milhares de quilômetros de distância. É esse vínculo que a CallMed USA propõe recriar, mesmo estando nos Estados Unidos.

O funcionamento é simples. O paciente agenda uma consulta por vídeo com um médico brasileiro, atendido inteiramente em português. Em seguida, um médico licenciado nos Estados Unidos revisa o caso e converte o tratamento indicado para o remédio equivalente reconhecido no país, garantindo que a receita seja válida em qualquer farmácia americana. A partir daí, o paciente escolhe: receber o pedido já encaminhado para a farmácia mais próxima de casa — CVS, Walgreens ou Walmart — ou apenas a receita, para comprar por conta própria e no seu tempo.

Um dos pontos mais valorizados pela empresa é a proteção de dados, tema sensível para muitas famílias brasileiras nos EUA. Todo o atendimento segue as exigências da HIPAA, lei de privacidade em saúde dos Estados Unidos, e da LGPD brasileira. As informações do paciente são compartilhadas apenas com o médico responsável pelo caso, e nenhuma etapa avança sem autorização expressa de quem está sendo atendido.

"Quando alguém está doente longe de casa, a última coisa que deveria pesar é o idioma. Criamos a CallMed USA para que nenhum brasileiro precise escolher entre ser entendido e ser bem tratado, as duas coisas acontecem na mesma consulta", diz Juan Ramos, CEO da CallMed USA.

Com cerca de 1,9 milhão de brasileiros vivendo hoje nos Estados Unidos, segundo o Itamaraty, a maior comunidade brasileira fora do Brasil, a proposta da CallMed USA é tornar o cuidado com a saúde tão simples quanto conversar com alguém que entende você. O agendamento é feito pelo site da empresa, com atendimento 100% em português.

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