Mais da metade dos brasileiros tenta organizar as finanças ou pagar dívidas
Levantamento aponta que 51,8% dos entrevistados estão reorganizando o orçamento ou quitando débitos; apenas 15,3% dizem estar financeiramente estáveis.
Mais da metade dos brasileiros ainda enfrenta algum tipo de dificuldade para equilibrar a vida financeira. É o que aponta um levantamento da binds.co, empresa de dados e inteligência de mercado, que identificou diferentes momentos vividos pelos consumidores em relação ao dinheiro.
Segundo a pesquisa, 31,6% dos entrevistados afirmam estar organizando a vida financeira, enquanto 20,2% estão pagando dívidas. Juntos, os dois grupos representam 51,8% da amostra.
O cenário muda entre os demais entrevistados. Apenas 15,3% afirmam estar financeiramente estáveis. Outros 16,3% estão na fase de construção de patrimônio, enquanto 9% dizem estar buscando crédito ativamente e 7,6% priorizam investimentos.
Situações financeiras são diferentes
Os números mostram que consumidores que utilizam os mesmos serviços financeiros podem estar em situações bastante distintas. Enquanto uma parcela já consegue pensar em investimentos e formação de patrimônio, outra concentra esforços em equilibrar o orçamento e quitar débitos.
Para Leandro Cabral, CEO da binds.co, os dados indicam que instituições financeiras precisam considerar o momento vivido pelo cliente ao oferecer produtos e serviços.
“Quando mais da metade dos consumidores diz estar organizando a vida financeira ou pagando dívidas, existe um sinal importante para as instituições: a experiência financeira precisa considerar o momento de vida do cliente, e não apenas os produtos que ele consome.”
A avaliação é que comunicação, atendimento e ofertas podem ter resultados diferentes dependendo da situação econômica de cada consumidor. Uma oferta voltada para investimentos, por exemplo, pode não fazer sentido para quem ainda está tentando equilibrar as contas ou quitar dívidas.
O levantamento reforça, portanto, que a realidade financeira dos consumidores é diversa, exigindo das empresas uma abordagem menos centrada apenas nos produtos contratados e mais voltada às necessidades de cada perfil.





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