Olivença e Traipu e decretam emergência por estiagem
Vistorias da Defesa Civil identificaram reservatórios secos e mananciais com vazão crítica nos municípios.
Em Traipu, Município do Médio Sertão de Alagaoas, o prefeito Manuel Lucas Kummer Freitas dos Santos assinou o Decreto nº 18/2026 em 9 de setembro, declarando emergência nas áreas atingidas pela seca. Segundo o texto, publicado no Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (11), 93 povoados e localidades foram afetados, somando 13.378 pessoas que precisam de fornecimento emergencial de água potável. Considerando o parâmetro de 20 litros por pessoa/dia, a demanda estimada pela administração chega a quase 267 mil litros diários.
O que motivou o decreto
O decreto se baseia em vistoria técnica da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Traipu, feita em 4 de setembro, que constatou reservatórios secos ou com volumes críticos e queda expressiva na vazão dos mananciais locais. O texto cita ainda que o Monitor de Secas da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) já vinha registrando, desde julho, chuvas muito abaixo da média para a região, que está classificada no nível S0 da escala estadual de seca — o mais brando dos níveis de alerta, mas já suficiente para gerar o decreto.
Em Olivença, Município do Médio Sertão de Alagaoas, o prefeito Josimar Dionísio assinou o Decreto nº 13/2026, também motivado pela estiagem, com validade de 180 dias. O texto cita famílias sem água potável para consumo humano e impacto direto sobre a produção agrícola, base de parte da economia do município.
O que muda na prática
Os dois decretos autorizam a dispensa de licitação para compra emergencial de bens e serviços de resposta ao desastre, a mobilização de órgãos municipais e, no caso de Traipu, a convocação de voluntários e campanhas de arrecadação para socorrer a população. Em situações de risco iminente, agentes de defesa civil também ficam autorizados a ingressar em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação.
Os decretos não trazem, no texto publicado, um valor total previsto para as ações emergenciais nem um cronograma de distribuição de água por carro-pipa — informações que a reportagem apurará diretamente com as prefeituras.





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