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  • Santana do Ipanema, 29/08/2026
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Construção civil cresce no emprego, mas falta mão de obra especializada

Setor criou 168,9 mil vagas formais no primeiro semestre, com alta de 5,7%, mas enfrenta escassez de profissionais.

Foto: iStock
Construção civil cresce no emprego, mas falta mão de obra especializada
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O último relatório do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostra um dado positivo: a construção civil encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta de 5,73% no emprego formal. Foram 168.962 novos postos de trabalho criados entre janeiro e junho, impulsionados sobretudo por obras de infraestrutura e edificações.

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta um desafio estrutural com a falta de mão de obra especializada suficiente para atender toda a demanda. O impacto dessa escassez reflete diretamente na composição de custos do setor: há 25 anos, a mão de obra representava cerca de 40% do Custo Unitário Básico (CUB), enquanto os materiais respondiam por 60%. Hoje, essa proporção se inverteu, aproximando-se de 60% para mão de obra e 40% para insumos.

“Essa mudança exige das empresas uma atuação cada vez mais estratégica, combinando planejamento, investimentos em novas tecnologias, valorização dos talentos e formação de novas gerações de profissionais”, avalia Gilberto Kaminski, diretor de Planejamento, Controle da Produção da Thá Engenharia.

Outro gargalo estrutural está na produtividade dos canteiros de obra: segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade da construção civil recuou 20,4% nos últimos 30 anos.

Profissionais em falta

Entre as funções com maior escassez no mercado estão mestres de obras, pedreiros, carpinteiros, armadores, eletricistas, instaladores hidráulicos e operadores de máquinas. A falta desses profissionais tem dificultado a formação de equipes e transformado as relações de trabalho nos canteiros: em vez de contratos baseados exclusivamente em horas trabalhadas, tornou-se frequente a remuneração por produtividade ou tarefa executada.

“Cria-se um dilema: o setor cresce, mas não encontra profissionais especializados na mesma velocidade. A escassez acirra a disputa por trabalhadores qualificados e gera uma pressão salarial, dando aos profissionais mais experientes maior poder de escolha de projetos e negociação de valores”, pontua Kaminski.

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