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  • Santana do Ipanema, 20/08/2026
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Carneiros decreta situação de emergência devido à falta de água

Prefeitura relata dificuldades para abastecer comunidades rurais e aponta água contaminada em barreiros.

Foto: Divulgação / CNM
Carneiros decreta situação de emergência devido à falta de água
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A Prefeitura de Carneiros, Município do Médio Sertão de Alagoas, decretou situação de emergência devido aos efeitos da estiagem e à falta de água para consumo humano. O Decreto nº 017/2026, de 17 de agosto, foi publicado na edição desta quinta-feira (20) do Diário Oficial dos Municípios de Alagoas.

O documento apresenta um cenário preocupante principalmente na zona rural. Segundo a prefeitura, os poucos reservatórios existentes estão com água contaminada por fezes de ratos, gados e equinos, tornando o recurso impróprio até mesmo para o consumo animal. Algumas comunidades, conforme o decreto, estariam recorrendo a antigas cacimbas de minação.

Município diz não ter condições de bancar carros-pipa

Um dos pontos de maior impacto do decreto é a afirmação de que o município não possui condições financeiras para abastecer toda a população rural por meio de carros-pipa.

Segundo a prefeitura, cada viagem custa, em média, R$ 350, o que representa uma despesa considerada elevada diante da quantidade de domicílios existentes na zona rural. O município afirma ainda que não possui dotação orçamentária suficiente para assumir integralmente esse custo.

A falta de água também estaria provocando reflexos nos serviços públicos.

O decreto afirma que a situação vem agravando o atendimento nas unidades de saúde, uma vez que a falta de água compromete a realização de práticas básicas de higiene. O mesmo problema, segundo a prefeitura, ocorre nas unidades educacionais.

A declaração de emergência teve parecer favorável da Coordenação Municipal de Defesa Civil (COMDEC), que reconheceu a ocorrência do desastre relacionado à falta de água para consumo humano.

Situação exige atenção

O cenário descrito no decreto transforma a estiagem em um problema que ultrapassa a questão agrícola e atinge diretamente serviços essenciais.

A publicação, no entanto, não apresenta o número total de pessoas afetadas nem detalha eventual apoio financeiro solicitado a órgãos estaduais ou federais.

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