PF investiga aplicações de R$ 117 milhões do Iprev de Maceió no Banco Master
Aplicações do instituto no Banco Master estão no centro da apuração conduzida pelas autoridades.
A Polícia Federal esteve na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) na manhã desta segunda-feira (10), em meio às denúncias envolvendo R$ 117 milhões aplicados no Banco Master. A corporação não divulgou detalhes sobre a diligência nem informou se a visita está diretamente relacionada às aplicações financeiras.
Os recursos começaram a ser investidos em dezembro de 2023, quando o Iprev autorizou um aporte de R$ 80 milhões em letras financeiras do Banco Master. Em maio de 2024, uma nova operação elevou o total aplicado para cerca de R$ 117 milhões. Os títulos adquiridos não possuem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O caso ganhou repercussão após o Banco Central decretar, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na ocasião, o BC apontou problemas de liquidez, deterioração da situação econômico-financeira da instituição e descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional.
Aplicações foram alvo de Denúncias
As operações foram denunciadas à Polícia Federal por entidades representativas dos servidores municipais. O documento apresentado pelo Sindprev, pelo Movimento Unificado dos Servidores de Maceió e pela CUT/AL também questiona outros R$ 51,5 milhões investidos no fundo imobiliário Nest Eagle.
A denúncia ainda cita a atuação da consultoria Crédito e Mercado, responsável pela assessoria financeira do Iprev. A empresa já é investigada pela PF em apurações envolvendo institutos previdenciários de municípios paulistas.
Registros do comitê de investimentos indicam que representantes da consultoria participaram de reunião realizada em novembro de 2023, quando o Banco Master foi apresentado como alternativa de investimento com perspectiva de maior rentabilidade. Dois dias depois, o aporte inicial de R$ 80 milhões foi aprovado.
O Iprev afirma que as aplicações seguiram a legislação e as normas vigentes e nega qualquer irregularidade. O instituto sustenta que os recursos não representam perda definitiva, mas crédito habilitado no processo de liquidação do Banco Master, e assegura que o pagamento de aposentadorias e pensões continua garantido.






COMENTÁRIOS