Publicidade
  • Santana do Ipanema, 30/07/2026
  • A +
  • A -

TJAL discute diversidade de gênero com alunos de seis escolas de Maceió

Ação do Cidadania e Justiça na Escola reuniu cerca de 240 alunos no Pleno do TJAL para dialogar sobre empatia e condutas acolhedoras.

Foto: Artur Henrique
TJAL discute diversidade de gênero com alunos de seis escolas de Maceió
Publicidade

Cerca de 240 estudantes de seis escolas públicas de Maceió participaram, nesta segunda-feira (27), de uma palestra sobre diversidade de gênero e direitos fundamentais. A atividade aconteceu no Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e integra o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE). A palestra foi ministrada pela juíza auxiliar da Presidência do TJAL, Carolina Valões.

Participaram alunos das escolas estaduais Mário Broad, Princesa Izabel e Silveira Camerino, e das escolas municipais João Sampaio, Pompeu Sarmento e Zumbi dos Palmares.

Durante o encontro, a juíza explicou a diferença entre sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero, e apresentou casos de violência contra pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.

"Falar sobre identidade de gênero é falar, especialmente, sobre respeito ao próximo e à comunidade LGBTQIAPN+", disse Carolina Valões.

A magistrada também tratou da heteronormatividade compulsória, tema que serviu de base para uma atividade em grupo com os estudantes.


Conscientização

Os adolescentes questionaram a disseminação do preconceito nas redes sociais e formas de evitar situações de homofobia e transfobia. Também relataram experiências pessoais durante a palestra.

O estudante Esdras Pereira da Silva Santos, de 14 anos, do 9º ano da Escola Municipal Pompeu Sarmento, defendeu maior aproximação entre a escola e os alunos sobre o tema. "É dever da escola fazer rodas de conversa, incentivar a participação de organizações para conscientizar os alunos desde cedo e mostrar que isso não deve ser permitido em nenhum momento, em nenhum lugar, contra nenhuma pessoa", afirmou.

Maria Eduarda Vieira Pequeno, da 1ª série da Escola Estadual Silveira Camerino, destacou que a palestra tratou da identidade de gênero, e não apenas da orientação sexual. "Pessoas travestis e não binárias são menos respeitadas por causa do estereótipo de que existem só menino e menina. Acho muito interessante que ela tenha focado nessa área", disse.

A estudante relatou ainda o caso de um amigo trans que enfrentou dificuldades em outra escola para ter sua identidade reconhecida, mesmo após alterar o nome nos documentos oficiais e solicitar o uso do banheiro masculino.


O professor Manoel Santos, do curso técnico em administração, acompanhou os alunos da Escola Estadual Silveira Camerino e avaliou a atividade como necessária. "Os alunos estão participando, tirando dúvidas, e isso contribui para o crescimento deles como adolescentes em um contexto de intolerância", disse.

Atividade anual

A assistente social Ana Valéria, servidora do PCJE, informou que o programa realiza essa palestra anualmente. "A atividade cria uma consciência de respeito às diferenças, previne o bullying e busca construir uma sociedade com cidadãos empáticos e acolhedores com o que é considerado 'diferente' dos padrões estabelecidos", afirmou.

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.