Ifal contabiliza 12 medalhas na Obfep 2025, maior número desde 2016
Resultado, segundo a Pró-Reitoria de Ensino, está diretamente relacionado ao planejamento pedagógico e à preparação dos estudantes nos campi
A quantidade de medalhas do Ifal saltou de oito, no somatório das edições de 2021 a 2024, para 12 somente em 2025. A edição do ano passado, sem dúvida, superou todas as expectativas: no total, foram cinco de ouro, duas de prata e cinco de bronze; maior número desde 2016, quando foram contabilizadas dez medalhas. Uma evolução bastante comemorada por toda a comunidade acadêmica, sobretudo pela Pró-Reitoria de Ensino (Proen).

“A conquista de 12 medalhas na Obfep 2025 é motivo de grande orgulho para toda a comunidade do Instituto Federal de Alagoas. Esse resultado reflete o talento, a dedicação e o potencial dos/as nossos/as estudantes, além do trabalho comprometido de docentes, equipes pedagógicas e gestores dos campi”, comemora a professora Cledilma Costa, pró-reitora de Ensino do Ifal.
O desempenho de 2025 não é o tipo de conquista que se obtém do dia para a noite. É necessário um trabalho sério, comprometido e permanente em todas as unidades de ensino do Ifal, como afirma a pró-reitora Cledilma:
“Os resultados alcançados são fruto de um trabalho contínuo realizado nos campi, que envolve planejamento pedagógico, acompanhamento dos/as estudantes e incentivo permanente à participação em olimpíadas e competições do conhecimento. Temos professores/as e equipes que desenvolvem atividades de aprofundamento, grupos de estudo, monitorias e ações de preparação específicas, criando oportunidades para que os/as estudantes desenvolvam suas potencialidades. Esse esforço coletivo fortalece não apenas o desempenho nas competições, mas também a autonomia intelectual, o pensamento crítico e a confiança dos/as estudantes em sua própria capacidade de aprender e superar desafios”.
Na edição do ano passado, metade das medalhas vieram do Campus Santana do Ipanema: três ouros, uma prata e dois bronzes. Nesta unidade de ensino, localizada no Sertão alagoano, o trabalho de preparação dos estudantes é coordenado e desenvolvido pelo professor de Física José Carlos da Costa, o único docente da Rede Federal no estado premiado pela comissão organizadora da Obfep na edição 2025. Já o Campus Santana do Ipanema recebeu uma placa de reconhecimento pelo desempenho de seus alunos na competição.
Na capital, outro destaque. Além do ouro estadual, o estudante João Gabriel Oliveira Gama, do Campus Maceió, conquistou, também, o ouro nacional na Obfef 2025, categoria 2ª série do Ensino Médio. Com isso, entrou para a lista dos cinco alunos selecionados em todo o país para uma imersão acadêmica no complexo de laboratórios do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e na Ilum - Escola de Ciência, em Campinas (SP).
A cerimônia de premiação da Obfep 2025 foi realizada no dia 3 de junho deste ano, no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Durante o ato oficial, foram agraciados 60 estudantes de escolas públicas municipais, estaduais e federais de Alagoas, com medalhas de ouro, prata e bronze. Os 12 medalhistas do Ifal são dos campi Arapiraca, Maceió, Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema.
O peso da Obfep no cenário educacional
Considerada uma das olimpíadas do conhecimento mais desafiadoras do país, a Obfep visa a valorização da escola pública, a melhoria do ensino e estudo das ciências, propiciando ao estudante uma forma de avaliar sua aptidão e seu interesse pela ciência e pela física.
Ciente do potencial não só da Obfep como de outras competições, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), por exemplo, o Ifal tem incentivado a participação de seus estudantes em eventos deste tipo. A razão para tal motivação vai bem mais além do que a conquista de medalhas.

“As olimpíadas do conhecimento desempenham um papel muito importante na formação dos/as estudantes porque estimulam a curiosidade científica, o raciocínio lógico, a criatividade e o gosto pela aprendizagem. Além de aprofundarem conhecimentos específicos, essas experiências contribuem para o desenvolvimento de saberes e fazeres essenciais, como disciplina, persistência, resolução de problemas e trabalho colaborativo”, aponta Cledilma.
Conforme a pró-reitora de Ensino, do ponto de vista acadêmico, essas competições complementam o processo educativo e ajudam os estudantes a perceberem que são capazes de alcançar objetivos cada vez mais desafiadores. Já em relação ao aspecto humano e social, fortalecem a autoestima, ampliam perspectivas de futuro e demonstram que a educação é um caminho potente para a transformação individual e coletiva.
“Por isso, o Ifal incentiva e valoriza a participação dos/as seus estudantes nesses espaços de construção do conhecimento e de reconhecimento de talentos.Cada medalha conquistada representa muito mais do que um resultado individual. Ela simboliza o compromisso da educação pública com a formação de cidadãos/ãs críticos/as, preparados/as e capazes de transformar a realidade em que vivem.O desempenho dos/as nossos/as estudantes reafirma o papel do Ifal como uma instituição comprometida com a formação de excelência, aliando conhecimento científico, desenvolvimento humano e inclusão social. Parabenizamos nossos/as estudantes, servidores/as e famílias por mais essa importante conquista”, finaliza.
Confira abaixo os medalhistas do Ifal na Obfep 2025:
Campus Arapiraca
Samuel de Oliveira Silva Santos - Bronze
João Gabriel Borges de Farias - Bronze
Darlan Carlos Bastos da Silva - Prata
Campus Maceió
João Gabriel Oliveira Gama - Ouro
Campus Palmeira dos Índios
José Deivison Cândido Faustino - Bronze
Cauã Felipe dos Santos Lima - Ouro
Campus Santana do Ipanema
Thiago Manoel Lemos Barbosa - Bronze
Gustavo Henrique Coelho Santos Maciel - Bronze
Alerrandro Alexandre Feitoza Barros - Ouro
Carlos Eduardo Vieira de Abreu Azevedo - Ouro
Geandyson Melo Vanderlei - Prata
Murillo Kennedy Freitas de Assis - Ouro






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