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  • Santana do Ipanema, 30/05/2026
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Testosterona baixa: como o desequilíbrio afeta a saúde e a qualidade de vida dos homens

Sedentarismo, obesidade, má qualidade do sono e estresse estão entre os fatores ligados à queda hormonal precoce

Foto: Instituto Homem / Divulgação
Testosterona baixa: como o desequilíbrio afeta a saúde e a qualidade de vida dos homens
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O debate sobre a saúde hormonal masculina é uma constante e um dos principais assuntos é a testosterona. O hormônio, produzido principalmente nos testículos, desempenha um papel vital na saúde masculina e influencia o desenvolvimento muscular, a densidade óssea e até a produção de glóbulos vermelhos, sendo essencial para o bem-estar físico e mental.

Embora seus níveis diminuam naturalmente com o passar dos anos, em alguns homens a queda é acentuada, resultando em uma condição chamada hipogonadismo ou testosterona baixa, caso acometido recentemente pelo cantor Zé Felipe.

O médico Caio Galvão, explica que o estilo de vida moderno é um dos fatores que tem causado baixas hormonais acentuadas, especialmente em homens mais novos. “Temos uma sociedade cada vez mais sedentária, dormindo com má qualidade, com os níveis de obesidade cada vez maiores, além dos disruptores endócrinos, que podem causar uma deficiência na produção hormonal no corpo”, acentua.

Em homens jovens, a deficiência de testosterona pode prejudicar a puberdade, enquanto nos adultos está associada a sintomas como perda de massa muscular e libido. Entre os fatores que influenciam a queda podem ser observados a obesidade, sedentarismo, má qualidade do sono, estresse crônico e doenças metabólicas.

Entre os impactos na saúde física podem ser observados um aumento no risco de osteoporose e fraturas, já que a falta do hormônio contribui para a fragilidade dos ossos, comumente afetando o quadril e a coluna. Pode levar também à perda de força e massa muscular, uma condição chamada sarcopenia, que dificulta atividades simples do dia a dia, além de aumentar a sensação de fadiga e o tempo de recuperação após o exercício.

Para diminuir as consequências, o médico ressalta que mudanças são necessárias, mesmo que todos os maus estímulos não sejam retirados da rotina. “O que podemos fazer é ter um estilo de vida mais saudável. Treino de força é muito importante, ter um sono de qualidade e uma alimentação regulada, eliminando alimentos mais gordurosos e carboidratos mais complexos. Temos recebido em consultório pacientes mais novos buscando ajuda pela baixa de testosterona devido a esse estilo de vida moderno. É normal que aos 40 anos, em média, os homens percam 1% da produção hormonal ao ano. No entanto, isso pode acontecer de maneira antecipada, em homens de 25 a 30 anos, que deve ser investigada e tratada”, destaca.

Caio Galvão também salienta que a baixa do hormônio pode elevar os riscos cardíacos como também afetar a fertilidade. Estudos sugerem que, com a deficiência, é maior o índice de infartos e AVCs. Além disso, a testosterona regula a distribuição de gordura no corpo, o que resulta no aumento de gordura abdominal, que está associada a um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 e outros distúrbios metabólicos.

Além da saúde física e mental, a testosterona baixa impacta diretamente a vida sexual, ocasionando perda de libido e disfunção erétil, que podem também afetar a produção de esperma, comprometendo a fertilidade.

Importante frisar que a reposição de testosterona não deve ser iniciada sem avaliação médica adequada. “Precisamos alertar que é ineficaz e muito perigoso fazer uso de medicações que não tem comprovação científica e que não são vendidos em farmácia. Com isso, as pessoas estão colocando suas vidas em risco, impactando até mesmo os níveis fisiológicos normais de testosterona, não trazendo benefícios. Por isso a necessidade de uma avaliação profissional”, indica Caio Galvão.

Por fim, o médico aponta a relação da baixa testosterona com a obesidade, sendo enquadrado como um ciclo vicioso. “O paciente que é obeso, tem deficiência de testosterona e o paciente que tem o hormônio em níveis mais baixos tende a acumular mais gordura, principalmente na região abdominal. Ao tratar a obesidade e perder entre 10 a 15% do peso, os pacientes tendem a voltar a produção normal de testosterona e elevar os níveis sem que seja necessário a injeção externa do hormônio. Logo, é essencial realizar o tratamento da causa em si e não apenas da medicação”, finaliza. 





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