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  • Santana do Ipanema, 09/05/2026
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Aumento de casos de síndromes respiratórias em Alagoas reforça importância da vacinação

Estado atingiu nível de risco em boletim da Fiocruz; médico alerta que quadra chuvosa favorece novas infecções

Foto: Assesoria
Aumento de casos de síndromes respiratórias em Alagoas reforça importância da vacinação

O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas acende um sinal de alerta para a saúde pública e reforça a importância de manter o cartão vacinal atualizado. Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados nesta quinta-feira (7), apontam que o estado está entre as 14 unidades federativas onde a incidência atingiu o nível de alto risco nas últimas seis semanas.

Em todo o país, já foram registrados 1.960 óbitos por SRAG em 2026. Entre os casos com confirmação laboratorial para vírus respiratórios, 39,1% foram causados por influenza A, seguidos por 27,9% de Covid-19, 22,2% de rinovírus, além de vírus sincicial respiratório e influenza B, em menor proporção.

Diante desse cenário, o médico da Família e Comunidade da Unimed Maceió, Arthur Sampaio, ressalta que a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção. “Em qualquer época do ano sempre é importante a atualização do cartão vacinal como uma medida de proteção pessoal e coletiva”, afirma o médico.

Segundo ele, manter as vacinas em dia reduz significativamente o risco de infecção e, quando ela ocorre, tende a ser mais leve. O especialista explica que a imunização fortalece o organismo e evita quadros graves, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade, como a quadra chuvosa.

O médico também destaca o impacto coletivo da vacinação. “Quando você está imunizado, a chance de contágio também é menor, e isso faz com que haja uma quebra da cadeia de transmissão”, explica. De acordo com ele, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor é a circulação dos vírus na população.

Além dos benefícios já comprovados, a segurança das vacinas também é um ponto enfatizado por Arthur Sampaio. “No geral, as vacinas têm estudos de pelo menos 8 a 10 anos para poder chegar ao público”, afirma, destacando que, mesmo em situações emergenciais, como na pandemia, os critérios de eficácia e segurança são mantidos.

Maior risco, mitos e outras medidas 

O período de chuvas contribui para o aumento da circulação de vírus respiratórios. Isso ocorre porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, como residências, transportes públicos e pontos de ônibus. “Essa convivência em espaços compartilhados favorece a transmissão, seja pelo ar ou pelo contato com superfícies contaminadas”, pontua.

Ele chama atenção para crenças equivocadas que ainda dificultam o avanço da cobertura vacinal: “Existe a ideia de que, ao se vacinar, a pessoa adoece, mas isso não é verdade. O que pode acontecer é a pessoa já estar infectada pelo vírus”, esclarece. O médico explica que sintomas leves após a aplicação, como dor no local, cansaço ou febre baixa, são respostas esperadas do organismo. “São ótimos sinais, porque mostram que a vacina está funcionando e que o corpo está reagindo, construindo imunidade”.

Pequenas mudanças de hábito também fazem diferença, especialmente em períodos de maior circulação de vírus. “Higienizar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto sem necessidade, manter os ambientes bem ventilados e, sempre que possível, evitar aglomerações em locais fechados, além  de usar máscara em caso de sintomas respiratórios, são atitudes simples e eficazes para combater a transmissão”, acrescentou.





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