Estado admite risco sanitário no armazenamento de vacinas em municípios de Alagoas
Documento oficial aponta falhas no monitoramento, uso de geladeiras domésticas e risco à eficácia dos imunizantes
O Governo de Alagoas reconheceu oficialmente problemas considerados graves no armazenamento de vacinas em municípios alagoanos. A situação foi detalhada em publicação do Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (8), que aponta riscos sanitários, perdas financeiras e possíveis impactos na cobertura vacinal.
O documento destaca que o armazenamento inadequado de imunobiológicos pode comprometer a eficácia das vacinas e gerar prejuízos ao erário público. O texto também admite que diversos municípios ainda utilizam geladeiras domésticas, prática considerada inadequada pelas normas técnicas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Vigilância Sanitária.
Outro ponto citado é a deficiência no controle de temperatura, falhas de monitoramento e problemas na resposta a quedas de energia. A publicação também alerta para a alta rotatividade de profissionais responsáveis pela chamada “Rede de Frio”, considerada essencial para garantir a conservação correta das vacinas.
O documento menciona ainda o caso da UPA de São Miguel dos Campos como exemplo de falha operacional envolvendo equipes sem experiência técnica suficiente para atuar no setor.



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