Podcast: Empresário santanense aposta na cultura regional para fortalecer turismo e economia
Jessé Alexandre contou como transformou ideias em negócio de sucesso e defendeu a valorização da identidade cultural sertaneja como ferramenta de desenvolvimento econômico.
No episódio do podcast “Café com Muído” exibido nesta quinta-feira (30), Jessé Alexandre compartilhou sua trajetória profissional, falou sobre os desafios do empreendedorismo e destacou o potencial turístico e cultural de Santana do Ipanema. Ele relembrou o início da vida profissional, explicou o crescimento da empresa “Ideias Infinitas” e defendeu a valorização da identidade regional como ferramenta de fortalecimento da economia local.
Jessé revelou que o espírito empreendedor surgiu ainda na adolescência, quando começou a vender salgados na escola. Segundo ele, a vontade de criar e inovar sempre esteve presente em sua vida.
“Eu sempre gostei de inventar alguma coisa, de criar oportunidades”, comentou durante o bate-papo.
Ao longo dos anos, ele passou por diferentes experiências profissionais, incluindo trabalhos no comércio e no setor de estamparia, até perceber que poderia transformar o conhecimento adquirido em um negócio próprio.
Crescimento da “Ideias Infinitas”
Durante a entrevista, Jessé explicou que a empresa começou de forma simples, produzindo copos personalizados e canecas, mas foi crescendo conforme novas oportunidades surgiam.
A parceria com o sócio Max, segundo ele, foi decisiva para a expansão da marca. Com investimentos em máquinas e tecnologia, o negócio passou a oferecer novos produtos personalizados, incluindo troféus e medalhas produzidos na própria região.
“O empreendedor precisa entender o momento de inovar e também saber quando mudar de direção”, destacou.
Ele contou ainda que foi pioneiro ao introduzir produtos personalizados em Santana do Ipanema, criando uma nova demanda no mercado local.
Arte, cultura e criatividade
Além do empreendedorismo, Jessé também falou sobre sua ligação com a arte e a cultura popular. Ele relembrou experiências como professor de pintura e a criação de cenários para apresentações de balé, atividades que ajudaram a desenvolver sua criatividade.
Outro tema abordado foi a influência das quadrilhas juninas e das tradições nordestinas em seus projetos. Segundo ele, a cultura regional é uma importante fonte de inspiração para produtos e iniciativas criativas.
A marca “Santanejo”, citada durante a conversa, surgiu justamente dessa proposta de unir elementos do sertão nordestino com referências culturais modernas, valorizando símbolos da identidade local.
Turismo e valorização da cidade
Um dos momentos centrais do podcast foi a discussão sobre o potencial turístico de Santana do Ipanema. Jessé defendeu que o desenvolvimento do turismo depende da união entre empresários e poder público.
Para ele, investir em produtos ligados à cultura regional pode atrair visitantes e fortalecer a economia da cidade.
“O empresário também precisa fazer sua parte. Não é só esperar pelo poder público”, afirmou.
Ele citou possibilidades como turismo religioso, esportes de aventura e experiências ligadas à natureza como caminhos promissores para movimentar a região.
Jessé também chamou atenção para a necessidade de os próprios moradores valorizarem as riquezas naturais e culturais existentes no sertão.
“Muita gente de fora enxerga beleza no que a gente, às vezes, não percebe mais”, comentou.
Inteligência artificial e criatividade humana
Na parte final da entrevista, o empreendedor comentou sobre o uso da inteligência artificial no processo criativo. Embora reconheça os benefícios da tecnologia para agilizar tarefas e apresentar ideias aos clientes, ele acredita que a criatividade humana continua sendo essencial.
“A inteligência artificial ajuda, mas ela não substitui o DNA do artista”, afirmou.
Jessé também ressaltou a importância da proteção de marcas e criações artísticas, principalmente em um mercado cada vez mais competitivo.
Ao encerrar a participação no podcast, ele reforçou que empreender em Santana do Ipanema vai além do aspecto financeiro.
“Empreender aqui é uma demonstração de amor pela cidade”, concluiu.



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