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  • Santana do Ipanema, 30/04/2026
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Papa faz saudação especial às jovens brasileiras da Orquestra Chiquinha Gonzaga

Grupo de jovens instrumentistas participou de audiência no Vaticano durante celebração dos 200 anos de relações entre Brasil e Santa Sé

Foto: Vatican News / afael Ribeiro / OSJ Chiquinha
Papa faz saudação especial às jovens brasileiras da Orquestra Chiquinha Gonzaga Algumas instrumentistas com a diretora-executiva, Moana, ao visitar a Rádio Vaticano
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As "Chiquinhas", como são carinhosamente conhecidas, levaram a música brasileira para o Papa e outras 25 mil pessoas na Praça São Pedro. A participação na Audiência Geral desta quarta-feira (29/04) fez parte das comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé, mas, sobretudo, foi um marco na vida de 27 jovens instrumentistas que viram um sonho sendo concretizado e servindo de inspiração para tantas outras que ficaram no Rio de Janeiro.

“Uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial ao grupo do Colégio Laura Vicuña, de Lisboa, e às jovens da Orquestra Chiquinha Gonzaga, do Rio de Janeiro! Na África, encontrei comunidades eclesiais que, cada uma do seu modo, dão testemunho de uma fé viva. Peçamos ao Senhor que reavive a nossa fé! Deus os abençoe!”

As palavras do Papa Leão XIV, que na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (29/04) recordou a recente viagem apostólica à África, quando passou por quatro países em 10 dias, foram um bálsamo para as 27 instrumentistas da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, do Rio de Janeiro. Elas estão na Itália para cumprir agenda da turnê internacional "Conexão Vaticano", por ocasião das comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé (1826-2026). Há uma semana em Roma, elas já visitaram a Academia Santa Cecília, um dos mais prestigiados centros de formação musical da Europa; apresentaram um pocket show na Mostra de Cinema Brasileiro no Cinema Troisi, que contou com a curadoria do cardeal José Tolentino De Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé; assim como realizaram concertos na Universidade La Sapienza de Roma e na Embaixada do Brasil na Itália. 

As Chiquinhas com o Papa na Praça São Pedro

O grupo, acompanhado da cantora Flor Gil, neta de Gilberto Gil, interpretaram grandes obras da música brasileira em plena Praça São Pedro, levando para o Papa e para cerca de 25 mil pessoas a paixão pela cultura do país, através de um instrumento universal de diálogo entre as nações, como comentou ao Vatican News, Moana Martins, pianista e diretora-executiva da OSJ Chiquinha Gonzaga:

"Estar ali, bem pertinho dele, recebendo a sua bênção, as suas palavras de paz, de justiça. E a sua pregação foi tão envolvente: ele estava contando hoje sobre a sua missão na África e os valores que orientam o seu ministério, porque orientam também a nossa missão de paz, trabalhando com as favelas no Rio de Janeiro. Ele acredita naquilo que a gente acredita, pregando por essa nossa ação conjunta pela paz e pelo amor. E nós estávamos tocando o hino brasileiro 'Garota de Ipanema' e, no final, aquela frase 'por causa do amor'... e aí foi quando ele entrou (na Praça São Pedro)! O amor é a grande mola-mestra da paz, é o nosso elo da perfeição. E eu e as meninas, muito tocadas, muito alimentadas na nossa alma, por tudo o que ele representa e falou, e falou o nome da nossa orquestra e nos deu a sua bênção em alto e bom som! Então, você imagina como ainda está o meu coração, fervilhando de alegria!" 

Flor Gil, convidada de honra da orquestra, é a segunda vez em menos de um mês que volta a Roma para concertos: o primeiro foi no início de abril em turnê com a família, liderada pelo avô Gilberto Gil, e desta vez na turnê "Conexão Vaticano" com as "Chiquinhas":

"Foi muito bonito cantar lá; tinha muita gente... E ver o Papa, assim, entrando, com 'Garota de Ipanema', que eu cantei com as meninas. Foi muito legal! Me vejo já como uma pessoa muito abençoada e com muitos privilégios, vindo de uma família que já abriu muitas portas pra mim, consegui também fazer o meu caminho por si só."

A orquestra é jovem, com apenas 5 anos de atividades, mas carrega a força que brota das suas origens, já que nasceu na primeira favela do Brasil e se distingue por ser a primeira orquestra de meninas do Brasil. A formação, exclusivamente feminina, por 52 instrumentistas com idades entre 13 e 21 anos, leva o nome da primeira maestra do país, simbolizando uma herança de luta, liberdade e protagonismo feminino e da juventude brasileira. As meninas representam comunidades inteiras de jovens e, estar aqui junto com o Papa, "é uma vitória coletiva", disse a diretora-executiva, enaltecendo a importância de celebrar o talento das instrumentistas, mas também a potência da música como ferramenta de transformação cultural e social.

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