Quase 300 hemofílicos têm acesso a assistência integral do Hemocentro de Alagoas
Além de consultas ambulatoriais, hemocentro assegura assistência emergencial, exames e medicamentos
A Hemofilia é caracterizada por um distúrbio genético e hereditário, que afeta a coagulação do sangue Referência no Estado para o diagnóstico e tratamento da Hemofilia - cujo Dia Mundial ocorre nesta sexta-feira (17) -, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) assegura assistência integral a 298 pessoas acometidas pela doença, caracterizada como um distúrbio genético e hereditário, que afeta a coagulação do sangue.
O órgão conta com uma equipe multidisciplinar formada por hematologistas, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da enfermagem e de apoio.
O atendimento ocorre em Arapiraca, na Unidade Eldorado, e em Maceió, nas unidades Via Expressa e Trapiche, onde o Hemoal dispõe de estrutura e equipes para garantir o atendimento ambulatorial e emergencial. Isso porque, a Hemofilia tem como principal sintoma o sangramento, seja dentro dos músculos, na pele, nariz ou gengiva, provocado por algum machucado ou sem razão aparente.
Diante deste quadro, os pacientes acometidos por Hemofilia passam por consultas eletivas, visando fazer o acompanhamento do quadro clínico apresentado, bem como recebem assistência de outros profissionais, como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e odontólogo. Simultaneamente, o Hemoal também conta com plantão diário, com escala 24 horas, para atender casos emergenciais, no caso das hemorragias.
"Somos referência nacional na assistência a pacientes com doenças hematológicas e, entre elas, está a Hemofilia. Graças a uma equipe extremamente comprometida e altamente capacitada, garantimos o atendimento interdisciplinar, possibilitando uma assistência de forma integral a 253 pacientes com Hemofilia A e a 45 com Hemofilia B", explica a diretora do Hemoal, a hematologista Verônica Guedes.
Beneficiado
Portador de Hemofilia, o jovem maceioense Guilherme Rodrigues, de 27 anos, é um dos pacientes assistidos pelo Hemoal, desde que tinha poucos meses de vida. Ele possui a deficiência do Fator VIII e, mesmo diante da doença - que não tem cura - ele não se abate, enfrenta o tratamento e consegue ter uma vida social.
“O Hemoal faz parte da história de todo alagoano que é hemofílico. É no Hemocentro de Alagoas que recebemos o diagnóstico é temos uma equipe hiper dedicada e competente para nos acompanhar ao longo de nossa vida, nos acompanhando, minimizando nossas dores e nos incentivando a viver da melhor forma possível", ressalta Guilherme Rodrigues.
Diagnóstico e Tratamento
Conforme o hematologista do Hemoal, Ismair Oliveira, a Hemofilia geralmente já se manifesta nos primeiros anos de vida, principalmente quando a criança começa a engatinhar e andar. É neste momento que surgem as manchas roxas, principalmente nos membros inferiores, devido ao contato com o chão e obstáculos.
"É neste momento que os pais devem ficar atentos, até porque fechar o diagnóstico da Hemofilia é complexo e o paciente tem que passar por consultas, exames clínicos e laboratoriais. É importante ressaltar que a maioria dos casos acomete os homens, devido a mutação que causa a doença está localizada no cromossomo X", explica o hematologista do Hemoal.
Ismair Oliveira ressalta que a Hemofilia pode ser do tipo A, quando a deficiência do fator de coagulação é o VIII, ou do tipo B, quando há deficiência do fator IX. "Por isso, durante o tratamento dos pacientes, fazemos a reposição do fator anti-hemofílico e o paciente com Hemofilia A recebe o fator VIII, enquanto a pessoa acometida pela Hemofilia B recebe o fator IX", esclarece o especialista do hemocentro alagoano.






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