O Brasil acelerou a pesquisa clínica e agora o desafio é não desperdiçar essa oportunidade
*Por Fábio Franke, líder nacional de pesquisa clínica da Oncoclínicas&Co
A vacina que evitou milhões de mortes na pandemia. Os tratamentos mais modernos contra o câncer que aumentaram a sobrevida em casos antes considerados incuráveis. E até avanços em terapias regenerativas com o uso de poliaminina em lesões medulares que desafios limites antes considerados impossíveis. Nada disso seria possível sem pesquisa clínica.
Para quem enfrenta um diagnóstico complexo, especialmente o oncológico, o relógio não corre em anos, corre em decisões. Em acesso. Em oportunidade.
Antes de chegar ao consultório, cada avanço que hoje parece “normal” precisou começar como hipótese, atravessar anos de testes e, principalmente, ganhar tempo. Tempo de estudo, de aprovação e de acesso. É sob essa urgência que deve ser lida a Lei nº 14.874/2024, o novo marco legal da pesquisa clínica no Brasil.
A aprovação da lei representa mais do que um avanço regulatório. Ela corrige uma distorção histórica: a lentidão que isolou a ciência brasileira do restante do mundo. Hoje, o país responde por menos de 2% da pesquisa clínica global, um descompasso evidente entre capacidade e participação.
A expectativa é que o Brasil atraia cerca de R$ 3 bilhões anuais em investimentos diretos e até R$ 5 bilhões em indiretos. Esse volume financeiro deve permitir que o país salte para uma faixa de 400 a 500 protocolos anuais. Na oncologia, uma das áreas mais intensivas em inovação, esse movimento deve acelerar o acesso a terapias avançadas e reposicionar o país como destino estratégico para pesquisa.
Mas o marco regulatório, por si só, não resolve o problema. O diferencial estará na capacidade de execução. Pesquisa clínica exige estrutura, padronização e, sobretudo, capital humano qualificado para conduzir protocolos cada vez mais complexos.
É nesse ponto que o Brasil começa a dar sinais concretos de evolução. Na Oncoclínicas, essa preparação já está em curso. A companhia estruturou, nos últimos anos, uma rede de pesquisa com escala, capilaridade e padrão técnico compatível com estudos de alta complexidade, alinhada às melhores práticas internacionais.
Mais do que acompanhar a mudança regulatória, o objetivo é liderar sua implementação na prática e transformar oportunidade em acesso real para o paciente. Porque, no fim, é isso que está em jogo: reduzir a distância entre a inovação e quem precisa dela.
Sobre a Oncoclínicas&Co
A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.






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