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  • Santana do Ipanema, 13/03/2026
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Servidor da Ufal tem três fotografias premiadas em concurso internacional

Registros produzidos para coberturas institucionais da universidade foram reconhecidos no Fine Art Awards na categoria Retratos.

Foto: Renner Boldrino
Servidor da Ufal tem três fotografias premiadas em concurso internacional
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Três fotografias produzidas para coberturas institucionais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foram premiadas no Fine Art Awards, concurso internacional de fotografia, na categoria Retratos. As imagens, que são de autoria do fotógrafo da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Ufal, Renner Boldrino, são expressões da potência da Universidade, dentro e fora dos muros. 

Uma das fotografias foi produzida para a revista Saber Ufal e retrata o professor Otávio Cabral. As demais foram registradas no povoado Chinaré durante a Expedição Científica do Baixo São Francisco, em 2024, e integrou posteriormente a exposição Ufal Além dos Muros, que apresentou registros das ações acadêmicas e sociais realizadas pela universidade na região.

Para Renner, o reconhecimento internacional também valoriza o trabalho desenvolvido pela comunicação institucional da Universidade: “Tenho um imenso orgulho de fazer parte do corpo técnico da Ufal e ajudar a registrar parte da história do ‘maior vetor de desenvolvimento do estado de Alagoas’”, destacou o fotógrafo.

Trajetória na universidade

O vínculo de Renner Boldrino com a Ufal começou antes mesmo de ingressar como servidor efetivo. Graduado em Letras, ele já havia colaborado com a Assessoria de Comunicação em alguns períodos como contratado.

Quando decidiu prestar concurso para a Instituição, um dos principais motivadores era justamente a possibilidade de integrar a equipe da Ascom. No entanto, após a posse, foi designado para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), onde atuou como secretário do recém-criado curso de Design entre 2012 e 2017. Somente após esse período conseguiu a redistribuição para a Assessoria de Comunicação, na qual atua como fotógrafo institucional.


Descoberta da fotografia

Embora sempre tenha tido interesse por arte, Renner afirma que sua relação com a fotografia surgiu de forma mais intensa apenas na vida adulta.

“Gostaria de dizer que tudo começou quando meu avô materno me presenteou com uma câmera analógica quando eu tinha nove anos. Seria uma história mais interessante, mas também seria mentira”, brinca. Segundo ele, a proximidade com a arte veio desde a infância, quando costumava escalar a estante de casa para pegar os livros de educação artística da mãe.

Mesmo trabalhando por muitos anos como designer, a fotografia ainda ocupava um espaço secundário em sua vida. Essa relação mudou em 2011, quando nasceu seu filho, William. No mesmo ano, durante uma viagem à Tailândia para participar de um congresso, ele comprou sua primeira câmera.

“A ideia era filmar o crescimento do William, mas aos poucos fui pegando cada vez mais gosto pela fotografia e parecia que tudo na minha vida havia me preparado para esse encontro”, lembra.

O processo de escolha das imagens

Nos concursos de fotografia, as imagens costumam ser avaliadas em categorias específicas. No Fine Art Awards, as fotografias de Renner foram premiadas na categoria Retratos.

Para ele, selecionar quais imagens enviar para avaliação é um processo que exige distanciamento do próprio trabalho. “Talvez cada fotógrafo tenha seu método. Fazer essa curadoria é um exercício difícil. O primeiro passo é colocar de lado aquele sentimento paternal de quem criou algo e colocou no mundo. É preciso um certo distanciamento para enxergar bem e perceber as camadas de significado”, explica.

Em alguns casos, porém, a escolha também pode ser intuitiva. “Há outras vezes em que é puramente instintivo. A gente simplesmente sabe”, afirmou.

Entre trabalho e paixão

Ao refletir sobre a famosa frase atribuída a Confúcio: “trabalhe com o que você ama e não terá que trabalhar nem um dia na vida”, Renner acredita que a realidade é um pouco mais complexa: “Confúcio estava parcialmente certo. Ninguém ama tudo relacionado ao que ama. Há muita coisa necessária para se fazer para chegar à parte que se ama de fato”, afirma.

Mesmo assim, ele reconhece que a fotografia se tornou uma forma essencial de se relacionar com o mundo. “Ela me acalma, me autorregula. Às vezes, quando me sinto muito ansioso, pego minha câmera e vou até a orla da cidade. Nesse exercício eu reencontro meu equilíbrio.”

Dentro da fotografia social, área em que atua tanto na universidade quanto em projetos pessoais, há momentos desafiadores, como longos eventos institucionais ou limitações técnicas. Ainda assim, ele acredita que aprender a valorizar todo o processo faz parte do caminho: “O processo todo é bom e aprender a ter alegria nele é uma arte quase salomônica”, finaliza. 


 

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