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  • Santana do Ipanema, 27/02/2026
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Madrasta acusada de tentar matar enteado por vingança vai a Júri Popular em Maceió

Mulher é denunciada por tentativa de homicídio qualificado contra criança de 6 anos

Foto: Divulgação
Madrasta acusada de tentar matar enteado por vingança vai a Júri Popular em Maceió
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O caso que chocou moradores do bairro Benedito Bentes, em Maceió (AL), voltará ao centro das atenções da Justiça nesta quarta-feira (25). A madrasta acusada de tentar matar o próprio enteado de apenas seis anos de idade será julgada pelo Tribunal do Júri, em audiência marcada na capital alagoana.

Segundo dados oficiais do Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime ocorreu na madrugada do dia 23 de maio de 2022, quando o menino foi arremessado pela janela de um apartamento do quarto andar após um desentendimento entre a mulher, identificada como Adriana Ferreira da Silva, e o pai da criança.

Discussão terminou em tragédia

De acordo com a denúncia, após uma discussão entre a madrasta e o companheiro — e com consumo de bebida alcoólica — Adriana teria retornado para casa em estado emocional alterado. Já dentro do apartamento, a criança ainda dormia quando a acusada passou a agir de forma agressiva, proferindo ameaças contra o enteado.

O pai do menino, José Marcos Nascimento dos Santos, relatou que momentos antes da queda ouviu a ré dizer: “Ele vai morrer agora.” Em seguida, vizinhos testemunharam o garoto sendo encontrado no chão, ensanguentado e em estado de choque.

Sobrevivência e acusação

Apesar da altura da queda e da violência do ato, a criança sobreviveu ao ataque e foi socorrida às pressas. Os laudos médicos que constam nos autos do processo apontam lesões graves, mas atestam que ele não veio a óbito por circunstâncias alheias à intenção da acusada — o que caracteriza a tentativa de homicídio qualificado.

Nos autos, o MPAL destaca que a tentativa de matar a criança foi motivada por vingança, após a discussão com o pai. A promotora de Justiça responsável pela acusação, Adilza Inácio de Freitas, reforça que o crime evidencia um dos aspectos mais cruéis da violência doméstica, quando conflitos entre adultos atingem diretamente uma pessoa vulnerável que não tem como se defender.

Culpabilidade e papel do Júri

A promotoria sustentará a acusação no júri, pleiteando a condenação da ré pelos crimes imputados — que incluem qualificadoras como uso de meio que impossibilitou a defesa do menor e vulnerabilidade da vítima por ser criança.

O julgamento será acompanhado por representantes do Ministério Público, que também apontam a importância do caso como símbolo da luta pela proteção integral da infância e da responsabilidade da sociedade em garantir ambiente seguro para crianças e adolescentes.

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