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  • Santana do Ipanema, 07/02/2026
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Presunto entra na lista de alimentos cancerígenos: o que diz o alerta e como isso afeta sua saúde

Classificação internacional reacende debate sobre carnes processadas e consumo frequente desses alimentos no Brasil

Foto: Freepik
Presunto entra na lista de alimentos cancerígenos: o que diz o alerta e como isso afeta sua saúde
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Uma recente reclassificação feita por entidades internacionais de saúde reacendeu o debate sobre o consumo de presunto e outras carnes processadas. Esses alimentos passaram a integrar o mesmo grupo de risco carcinogênico do cigarro, especialmente pela associação com câncer colorretal.

A comparação chama atenção, mas não significa que comer presunto seja tão nocivo quanto fumar. O enquadramento indica que há evidência científica consistente de que o consumo frequente de carnes processadas aumenta o risco de câncer ao longo do tempo. Quanto maior a quantidade e a regularidade, maior o risco acumulado.

Carnes processadas passam por processos industriais como cura com nitritos e nitratos, defumação, adição excessiva de sal e uso de conservantes.

Esses métodos aumentam a durabilidade dos produtos, mas também favorecem a formação de compostos potencialmente cancerígenos no organismo. O consumo habitual também está associado a maior risco cardiovascular, hipertensão, inflamação crônica e alterações no metabolismo da glicose.

No Brasil, onde presunto, mortadela, salsicha e linguiça fazem parte da rotina alimentar de milhões de famílias, o alerta ganha ainda mais relevância. “O problema não é comer presunto de vez em quando, mas transformar esse tipo de alimento em base do café da manhã ou do lanche diário”, explica o médico com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva, Dr. Djairo Araújo.

Segundo o especialista, pequenas mudanças já trazem impacto positivo à saúde.

Substituir embutidos por ovos, frango desfiado, atum natural, queijos frescos ou alimentos minimamente processados reduz a ingestão de conservantes e excesso de sódio, sem elevar significativamente os custos.

Para especialistas em saúde pública, a reclassificação deve ser vista como um instrumento de conscientização, e não de alarme. “Ninguém precisa eliminar completamente o presunto da alimentação, mas todos precisam repensar a frequência e a qualidade do que consomem. A saúde é construída todos os dias, nas pequenas escolhas”, conclui Dr. Djairo.

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