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  • Santana do Ipanema, 07/02/2026
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Confiança do empresário do comércio de Maceió recua -3,8%, em janeiro

Movimento reflete a readaptação das empresas à diminuição do fluxo de consumidores após a temporada intensa de vendas de final de ano

Foto: Assessoria
Confiança do empresário do comércio de Maceió recua -3,8%, em janeiro
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Após uma sequência de elevações iniciada em setembro do ano passado, alcançando 112 pontos em dezembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), em Maceió, inicia o ano de 2026 com 106,9 pontos; uma queda mensal de -3,8% e anual de -9,2%. Os dados de janeiro são da pesquisa do Instituto Fecomércio, realizada em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar do recuo, isso não significa necessariamente que os empresários do comércio estão desanimados. “Janeiro é, por natureza, um mês de ajuste e acomodação. Após o pico de vendas do último trimestre, o empresário passa a lidar com a redução do fluxo de consumidores. Ou seja, eles ainda estão confiantes, mas há ajustam suas expectativas à realidade, refletindo não uma ruptura, mas sim o retorno a um padrão sazonal de maior cautela”, explica o assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, Lucas Sorgato.

Empresas menores sentem mais o recuo do consumo

Ao se avaliar o nível de confiança considerando o porte das empresas, as que possuem até 50 colaboradores (menores) sentem mais a retração da demanda, enquanto as com mais de 50 colaboradores (maiores) conseguem sustentar níveis de confiança relativamente mais elevados. “Isso sugere que a desaceleração percebida em janeiro afeta o comércio de forma desigual, sendo mais intensa nos negócios com menor capital de giro e maior dependência do fluxo diário de vendas”, observa o economista.

No geral, a confiança do empresário permanece positiva, mas quando se analisa a decomposição do indicador, alguns contrastes aparecem. Dos três subindicadores, apenas o de Condições Atuais teve variação positiva em 1,4% ao marcar 81,8 pontos em janeiro, refletindo a dificuldade do empresário em lidar, no curto prazo, com o crédito caro, os custos operacionais e a demanda mais fraca.

O subindicador de Expectativas ficou em 132,6 pontos, trazendo uma queda de -7,2%, mas, ainda assim, permanece elevado, sugerindo que o empresário não perdeu a confiança a médio prazo, só está mais prudente. O subindicador de Intenções de Investimento também reflete esse movimento de cautela, pois permanece acima de 106 pontos, embora apresente retração mensal geral de -3,3% e, quando decomposto, recuo de -11,1% nas expectativas de contratação de funcionários.

“Esse comportamento é consistente com janeiro, mês no qual o comércio reduz temporários contratados para o final de ano e posterga decisões de expansão até que haja maior clareza sobre o ritmo das vendas no primeiro trimestre”, analisa Sorgato.

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