Acusado de matar vizinha com 9 tiros é condenado a 14 anos de prisão em Delmiro Gouveia
Crime ocorreu em Delmiro Gouveia após desentendimento por arranhão em veículo; vítima tinha transtornos psiquiátricos e foi morta com nove disparos
Um homem foi condenado nesta semana a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de uma vizinha com nove tiros, em um crime ocorrido em março de 2025, em Delmiro Gouveia, município no Médio Sertão de Alagoas.
De acordo com a denúncia, a vítima, Rosineide Maria da Conceição Souza, de 48 anos, tinha transtornos psiquiátricos e estava sob acompanhamento de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no momento em que foi morta.
Segundo testemunhas e imagens de câmeras de segurança, o crime teria ocorrido após um desentendimento entre Rosineide e o autor, identificado pelas iniciais D. O. S., motivado por um arranhão no carro do suspeito. Apesar de o filho da vítima ter se prontificado a arcar com o conserto do veículo, o réu teria agido de forma fria e calculada, aguardando a mulher na rua e disparando nove vezes contra ela enquanto ela estava na calçada de casa.
No julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri, os jurados acolheram a tese de homicídio qualificado, levando em conta motivo fútil, recurso que tornou impossível a defesa da vítima e a condição de vulnerabilidade da mulher. A pena foi fixada em 14 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
“Foi um crime cometido com frieza, por motivo fútil, e que impossibilitou a defesa da vítima”, disse um dos promotores que atuaram no caso durante a sustentação oral em plenário.
Após a ocorrência, o acusado chegou a fugir para Minas Gerais com familiares, mas foi localizado e preso em junho de 2025.
A sentença proferida pelos jurados reflete, segundo especialistas em direito penal, a severidade com que o sistema de Justiça brasileiro tem tratado casos de homicídio qualificado, especialmente quando a vítima está em situação de vulnerabilidade.
A matéria completa e as informações do processo foram apuradas pela reportagem do Alagoas na Net, junto à Polícia Militar de Alagoas e aos autos do tribunal que analisou o caso.







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