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  • Santana do Ipanema, 03/04/2026
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MP denuncia seis PMs por tortura em ação policial que terminou em morte no Sertão

Laudo do IML contradiz versão dos militares e aponta asxia causada por lesões internas durante abordagem em Santana do Ipanema.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
MP denuncia seis PMs por tortura em ação policial que terminou em morte no Sertão
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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou seis
policiais militares pelo crime de tortura em um caso que
resultou na morte de Rogério Almir dos Santos Silva,
ocorrida durante uma abordagem policial no dia 9 de
julho de 2025, no município de Santana do Ipanema, no
Sertão alagoano.

A denúncia foi apresentada à Justiça
com base em provas periciais e testemunhais que,
segundo o órgão, demonstram a prática de agressões
físicas no interior de uma residência.

De acordo com o MPAL, a ação foi realizada por uma
guarnição da COPES/CAATINGA. Além de Rogério Almir,
outro homem que se encontrava no imóvel também
teria sido submetido a tortura durante a operação.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público
solicitou o afastamento imediato dos policiais das
atividades operacionais, com o objetivo de preservar a
ordem pública enquanto o processo tramita na Justiça.

Foram denunciados os policiais militares Ulisses de
Souza, Lucas Cruz, José Jeferson Pereira, Pablo Victor,
Renan Vitor e John Felipe Rocha. Conforme a denúncia,
todos teriam participado diretamente das agressões
cometidas dentro da residência.

Em depoimento, os militares alegaram que Rogério
Almir passou mal, caiu de uma calçada e foi socorrido
para uma unidade de saúde, onde morreu. No entanto,
essa versão foi contestada pelo laudo do Instituto
Médico Legal (IML), que apontou como causa da morte
asxia por aspiração de sangue, decorrente de lesões
internas no pescoço e no tórax — traumas compatíveis
com prática de tortura.

A perícia também identicou manchas de sangue
humano no piso da cozinha do imóvel, que apresentava
sinais de arrombamento e desorganização.

Segundo o
MPAL, a abordagem teria como objetivo obter
informações sobre tráco de drogas. No local, foram
apreendidas 200 pedras de crack e uma cédula de R$
20. Há ainda relatos de outras duas pessoas que
armaram ter sofrido agressões durante a ação.

Dois policiais responsáveis pela condução das viaturas
não foram denunciados, por não terem ingressado no
imóvel e não haver indícios de participação nos crimes.
Um homem identicado como Edson Silva também não
foi incluído como vítima, por falta de provas.

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